A Broken Soul

2 Se Maomé não vai à montanha...


Notas iniciais
Ei , pessoal , tudo bem? Obrigada a novacullen e a sraa pelos comentários! Tanks! Espero que gostem.

Segundo Capítulo

Jéssica estava estressada.

Definitivamente aquele não era seu dia. Depois de bater seu carro numa avenida em frente a clinica em que trabalhava – e discutir com o motorista sexy como só ela sabia – quebrar o salto na calçada do hospital e ainda bater boca com o segurança – porque brigar era seu oficio, ela tinha uma necessidade enorme de discutir – ela ainda tinha que passar por uma multidão amontoada na entrada.

Ah, cara.

O destino queria brincar com ela, só poderia ser isso.

Por que ela estava ali mesmo? Ah, sim, porque ela fazia de tudo pela sua melhor amiga / chefe. E agora sua missão era ir ao hospital pegar relatórios (por favor, ela ia ficar cega se ela visse mais alguns desses papéis).

Ninguém merece.

– Eu quero encerrar logo isso – tinha justificado Bella quando ela fez beicinho à ordem – Depois nós vamos de vez para o quartel.

E com essa esperança de que elas não precisavam ficar mais na cidade, Jessica foi. A lista tinha vinte pacientes – o numero Maximo que elas pegavam para tratar no quartel. Esses vinte eram os piores pacientes, os voláteis, os “negados” de outras clinicas. Os que ninguém acreditava que poderia ter jeito.

Mas Bella acreditava. Bella persistia.

Sua clinica era tão convencional como conhecida. Nenhuma família já tratada tinha ouvido falar dela até que pegavam seus telefones. Seus métodos eram brutais – aquela era a ultima chance dos viciados, ela não ia ser uma flor para nenhum deles. Muitos pais torceram o nariz para ela, mas quando seus filhos voltavam “curados” era só elogio.

Bem, merda. Hipócritas do caralho, dizia Jéssica.

E acima de tudo, Jéssica acreditava em Bella. E a amava como uma irmã. Ok, a primeira vez que elas se viram na faculdade, elas não se deram bem. Foi preciso um shampoo verde e uma tinta corporal azul para que elas virassem amigas.

Um homem gordinho a empurrou pro lado. Filho da puta.

– Olha aqui, seu... – ela o empurrou de volta e riu quando o idiota caiu de cara no chão.

Andou para frente com o objetivo de entrar de vez no hospital, mas foi engolida pela multidão.

Mas que diabos... Por que raio tinha fotógrafos e jornalistas na porra de um hospital? Algum famoso tinha morrido? Ou estava prestes a morrer?

Mas primeiro Jéssica tinha que entrar pra saber das fofocas – enfermeiras eram como papagaios tagarelas quando ela estava por perto, não que fosse sua culpa, nem nada – então se adiantou, empurrando um ou outro do caminho.

Com um pé descalço – e um pouco desalinhada, tinha que admitir – Jéssica entrou e foi logo procurar o maldito balcão pra pegar os relatórios de Bella. Ela tinha que saber o porquê da multidão lá fora! E se tivesse um famoso lá?

Ohhh.

Mancando, Jessica passou pelo corredor e foi falar com Taylor – um enfermeiro muito sexy que se recusava a cair nos seus encantos.

–Ei, Taylor – ela sorriu para ele. Aqueles olhos azuis...

Foco, Jessica, foco.

Taylor lhe deu um sorriso de menino – Olá, senhorita Jéssica, tudo bem?

Ela se inclinou – quase caindo no processo – ignorando o assobio da enfermeira Lauren.

Aquela invejosa. Jessica ainda ia arrancar os apliques dela com os dentes.

– Eu não disse para me chamar de Jéssica? – ela fez beicinho – Pensei que fossemos amigos!

Taylor riu – Jéssica tentou gravar na memória, porque senhor!

Ela estava virando uma devassa. Mentalmente se deu um tapa – muito parecido com o que Bella dava quando ela fazia coisas como essa – dando em cima de um enfermeiro!

– Você está de visita? Pensei que as coisas na clinica estavam agitadas – ele perguntou.

Jéssica suspirou e se ajeitou. É claro que ele perguntaria da clinica – idiota.

– As coisas ainda estão agitadas – ela revirou os olhos – Mas nós fechamos a lista do mês. Você sabe como Bella gosta de organização.

Taylor levantou uma sobrancelha loira e ela bufou. Como se ele não conhecesse a chefe que tinha. Ele trabalhava como “infiltrado” há um tempo para ela, então ele já sabia como ela poderia ficar louca pela organização.

– Enfim, ela disse que você tinha uns papeis pra ela antes da gente ir para o quartel.

Ele assentiu – Sim, eu tinha feito uma pesquisa que ela pediu – ele sorriu – ela te mandou aqui só pra isso? Eu podia ter entregado depois. Existe internet, sabe.

Jéssica bufou mais alto – Como se ela fosse ver se você mandasse por email. Ela provavelmente tacaria o computador nessa sua cabeleira loira e delicada.

– Não é delicada!

– Por favor, é mais macio do que o meu!

– Eu só cuido dele, é isso – disse ele – Espere aqui, vou pegar.

Jessica o observou ir com um sorriso bobo. Ah, se ele aceitasse ao menos um encontro! Ela sabia que ele ainda estava de coração partido pela ex-esposa — aquela vadia sem coração que saira de casa na maior cara de pau – mas ela era persistente.

Muito, muito persistente.

Enquanto ele ainda não voltava, Jéssica olhou em volta. O movimento estava tranquilo para um final de semana. Um homem sentado com as mãos na cabeça chamou sua atenção. Ele estava chorando, mas não um simples choro. Seus ombros tremiam e uma mulher com cabelos caramelos esfregava suas costas também chorando.

Jéssica fez uma careta de pena. Eles deveriam ter perdido alguém muito querido.

– São os Cullens – uma voz sussurrou em seu ouvido e Jessica pulou arrepiada, seu coração trovejando. Taylor sorriu como se soubesse o efeito que tinha sobre ela.

Filho da puta.

– Ah, s-sim. Cullens é? – seja forte, mulher, resista!

O único Cullen que ela conhecia era o famoso dono das Empresas Cullen – a maior de Chicago e uma das mais ricas do país. Edward era o nome dele...

– Sim – ele assentiu – triste o que eles estão passando.

– Então esse é Edward Cullen?

Ele assentiu sério. Ela olhou de volta para o homem em colapso ao lado da mulher – provavelmente sua mãe. Então era por isso que a impressa estava ali.

– E o que aconteceu? – Ela era curiosa, cacete! Se ele não dissesse, as outras enfermeiras diriam.

Taylor suspirou os ombros caindo. Ele a olhou – olhos azuis, olhos azuis – e mordeu o lábio como se tivesse imensamente culpado.

– Eu liguei hoje não só por causa do relatório. Eu sabia que Bella não viajaria sem todos os papéis. Hum, como eu digo isso...

Jéssica subitamente pegou uma de suas mãos e apertou.

Ele sorriu – Eu conversei com ele, Edward, e ele me contou um pouco da sua história. Você sabe como famosos podem ser mentirosos, mas ele me pareceu honesto e perdido. Muito perdido. – ele suspirou – a irmã dele, Alice, deu entrada com overdose muito grave. Quase não a salvam. Ela ainda está em estado critico.

Jessica abriu a boca, mas ele continuou – Bella salvou a minha irmã quando todos disseram que era impossível, que ela ia morrer e que era inevitável. Disseram o mesmo para ele e sua mãe. Ela já passou por clinicas de todo o país. Disseram que era um caso perdido, Jess. E eu sei – ele respirou fundo – e eu sei que Bella é a sua única saída. Ultima saída.

– Taylor...

– Eu não quero me meter. Mas eu sei o que eles estão passando. Em especial Edward.

Jessica o encarou em silencio. Então ele queria que elas ajudassem a irmã de Edward Cullen? Bella não aceitaria um paciente assim, muito menos em cima da hora. Ela nunca iria substituir outros por um famoso. Se Taylor estivesse contando isso para ela, era bem capaz dela se sentir ofendida e dizer “não” com todas as letras.

–Ela não vai aceitar – disse sem rodeios, com medo dele se machucar.

– Mas você pode convencê-la.

Jéssica abriu a boca atônita. Ela não esperava por isso. – Desculpe, Taylor, mas a lista está fechada. Você sabe quantas pessoas nos procuram por dia por uma chance? Ou quantas me procuram pra convencer Bella? Só semana passada foram três e nem me fale sobre a ultima vez que eu fiz essa merda e Bella quase arrancou minhas tripas. Estou te falando, a mulher é louca e... Não, não me venha com esse olhar. Taylor!

Porra.

Aquele não era seu dia.

Jessica suspirou e revirou os olhos para o olhar de cachorro abandonado que o homem sexy estava lhe dando.

Bella ia ficar com tanta raiva...

– Tudo bem! – ela levantou as mãos – Mas não fique muito feliz, querido. Eu ainda vou ter que aprovar isso, entendeu? Eu só vou indicar o nome dela. Se eu for com a cara dele, ela está dentro. Se eu não for, seu nome vai para o final da fila e você sabe como a fila é longa, ela vai ficar esperando um ano e Bella não ter nenhuma pena em fazer isso.

Taylor riu e assentiu feliz – Vou falar com ele. Espere aqui!

Como se ela fosse fugir. O que ela não fazia pelas suas paixonites (sua mãe iria ficar tão orgulhosa, aquela velha rabugenta).

Enquanto observava, Taylor falou algo para o homem de cabelo bronze e a mulher sentada ao seu lado. Os olhos dela se arregalaram comicamente e ela e Edward olharam para ela. Jessica apenas deu um meio sorriso, sabendo que não poderia alimentar suas esperanças. Havia muitas pessoas como eles, pessoas que ligavam todos os dias com apenas a esperança de ter uma vaga, nem que fosse aos quartos e não no quartel.

Edward levantou-se, murmurando algo para a mulher, que assentiu e rapidamente se moveu pelo corredor na direção oposta.

Taylor o ajudou a chegar ao balcão, como se suas pernas não pudessem o levar.

– Jéssica, esse é Edward Cullen, irmão de Alice. Edward, essa é Jéssica, assistente e melhor amiga de Bella

– Um prazer – Jessica sorriu, oferecendo sua mão para apertar.

– Eu... – Edward parecia perdido por um momento – Você é quem pode me ajudar? Quero dizer, eu tenho dinheiro, eu pago tudo.

Ela acenou com a mão – Bella é rica, seu dinheiro não vai impressiona-la. Eu vou ser sincera e dizer que as suas chances são mínimas. Mais de cem pessoas estavam na fila desse mês. E somente vinte foram escolhidos. Sua irmã usa o que?

Não era o tempo de gentilezas e Jessica nunca teve tato mesmo.

Edward suspirou — Eu realmente não sei. Veja bem, ela não fala exatamente o que usa.

Ela deu de ombros – Nenhum deles fala. Mas não é comigo que você tem que dividir essas informações. Bella vai te testar, vai empurrar todos os seus botões. Mas primeiro você tem que passar por mim.

– E como exatamente eu faço isso? Algum tipo de teste?

Jessica apenas sorriu – Responda-me, Senhor Cullen, sua irmã vale a pena?

Edward apertou a mandíbula e disse com confiança – Sim, e eu faria de tudo por ela.

– Pois bem! – ela bateu palmas

– Só isso? – ele disse em descrença – Pronto? Minha irmã está dentro?

Revirando os olhos – O que o senhor achava? Teste de fogo? Isso, meu querido, você terá de Bella e escute o que estou falando: você vai sofrer na mão dela.

Ah, mas ia ser divertido de se ver.

Notas finais
Comentário é amor !