A Breath of Snow and Roses
13 Capítulo 10 {Continuação}
Homens bradaram aclamações ao Capitão de Ferro e tambores soaram fortes na comemoração dentro do Castelo de Pyke, mas Victarion ainda não lhe dirigira a palavra. Receberam os cumprimentos de vários homens e uma ou duas mulheres de aparência bem-nascida, brindando à sua glória e ao Deus Afogado, e a todos o capitão respondia com firmeza e respeito, mas evitava sustentar o olhar da nova esposa.
Serviram diversas carnes de caça e ainda mais variados frutos do mar, com temperos fortes e ervas aromáticas, mas ainda assim foram agradáveis ao paladar de Desmera. Um veado havia sido assado em brasa com folhar de hortelã e mel, e regado com cítricos. Havia carne salgada de javali com cravo e sal temperado, e aves que ela não saberia dizer quais, mas não pode evitar dar atenção especial a um prato de ostras que fora colocado bem a sua frente, das quais escorria um molho leitoso e de sabor forte, semelhante ao de queijo de búfala. Enquanto se fartava com as delicias, percebeu-se deselegante e por um momento sentiu-se envergonhada, mas então reparou que ali não havia tanta importância a ser dada para posturas como esta.
A jovem Donzela das Uvas sentia-se mais a vontade agora que se afastara de Euron e deliciara-se com o jantar, mas de repente lembrou-se do que lhe aguardava depois que os pratos fossem recolhidos, e olhou de relance para o homem ao seu lado, grande e imponente em suas vestes de couro e lã. Victarion abrira um sorriso e escutava a conversa de um homem cujos dentes da frente lhe faltavam, embora ela não pudesse ouvir o que era dito. “Talvez seja um sinal auspicioso”, Desmera pensou, afinal a expressão carrancuda sumira. Entretanto o medo que a havia deixado voltara a acovardá-la, e pôde sentir Euron a observar do outro lado da mesa em semicírculo.
Ver Euron olhando-a fez com que agisse impulsivamente a tocar Victarion em sua mão, como que num pedido de socorro desesperado. Lembrou-se da esposa que morrera pelas mãos de um, mas por culpa do outro, e antes que percebesse o homem havia se virado completamente para ela, e a encarava com aqueles olhos cinzentos de ferro. Desmera não sabia o que dizer, e rapidamente tentava encontrar algum pedido plausível para interromper a conversa do Capitão, mas tudo o que pôde fazer foi sustentar aquele olhar pesado e sentir o odor alcoólico em sua respiração.
– Algo a deixa incomodada, Senhora? – então ela logrou ouvir a voz do marido pela primeira vez. Rouca e grossa.
– Meu Senhor, eu gostaria de descansar. Fiz uma viagem longa e desconfortável desde o Sul, gostaria de saber onde estão minhas amas e, se possível, banhar-me.
Victarion levantou-se e colocou uma das mãos sobre o espaldar da, buscando apoio. Curvou-se em um cumprimento respeitoso diante de seu rei e gesticulou para que a jovem o acompanhasse. Então puxando-a para perto de si pediu consentimento de Balon Greyjoy para consumar seu casamento, e Desmera não soube dizer se foi o pedido ou a resposta que a fizeram corar e as pernas tremerem.
“O Capitão de Ferro não deve pedir licença para foder a mulher que deseja”, o mais velho dos irmãos gritou para o salão, e coros de incentivos vulgares juntaram-se a ele.
– Não se preocupe, minha Senhora. Vai poder banhar-se como deseja – a voz rouca tornou a soar e ele ainda não deixara de segurar sua mão desde a hora em que deixaram o banquete.
Subiram incontáveis degraus até andarem novamente em piso reto, e logo chegaram à frente de uma porta de madeira com trancas de ferro. Victarion tirou de dentro do gibão a chave e virou-a com cuidado dentro da fechadura, abrindo a porta e convidando Desmera a entrar, e então fechando a porta atrás de si. Ele abriu e fechou os lábios finos, como se procurasse o que dizer, mas limitou-se a caminhar até a lareira e reavivar o fogo que ardia em pequenas labaredas.
O cômodo era frio, mas não havia umidade escorrendo pelas paredes, e o luar domava a escuridão com sua luz prateada e cristalina. A jovem afastou-se aos poucos do homem agachado a frente da lareira e foi até a janela, passando por uma estante e uma escrivaninha, sentando-se na cama recoberta por peles escuras. Não teve ideia de quanto tempo passou-se desde a hora em que ali se assentara, perdera-se pensando no que aconteceria a seguir.
– Senhora, está pronto – ele a chamou. “O meu banho” Desmera pensou, atônita. “Ele aqueceu a água”.
– Obrigada – balbuciou enquanto caminhada para perto da tina de água quente e mergulhava seus dedos nela. Sentiu Victarion aproximar-se por trás e afastar os cabelos dela da nuca. Ele curvou-se sobre ela e passou seus lábios em seu pescoço, mas não a beijou. Dedos habilidosos despiram-na de o vestido e desamarraram o corpete, dando espaço para que as mãos calejadas tocassem sua pele macia e rósea, num arrepio que fez o bico de seus seios endurecer. O Capitão de Ferro a ajudou a entrar em seu banho, e enquanto Desmera sentia a água quente a tocar como nas Termas da Árvore, ele livrou-se com facilidade das roupas simples que vestira, juntando-se a ela na água aquecida.
Aproximou-se e tocou a coxa da esposa, de onde subiu acariciando-lhe até sua cintura, enquanto a cercou com o outro braço. A jovem pôde sentir o calor do toque a provocar, mas não o retribuiu em nenhum momento. Desmera quis fugir, tinha medo novamente, mas algo em seu âmago a fazia permanecer. Havia um mistério em Victarion que ela desejava desvendar. Até ali, aquele casamento há havia assombrado desde a hora do seu anúncio, mas agora que se consumava por quê parecia tão maravilhoso? Era sabido por toda Westeros que ele havia matado com as próprias mãos sua antiga esposa, que motivos teria para tratar sua nova consorte com tamanho zelo?
Enquanto isso, Victarion desviou o olhar do rosto dela para fitar os seios que alimentariam seus filhos, e envolvendo um deles com a mão, trouxe-a para perto de si com o braço que a envolvia, e então beijou sua esposa e Desmera retribuiu quase que instantaneamente, mal contendo a excitação dentro de si. Suas pequenas mãos tocaram os braços fortes que brandiam um pesado machado de guerra em batalha, mas agora pareciam segurá-la com tanto cuidado.
Ela o arranhou de leve nas costas enquanto ele beijava seu queixo e seu pescoço, e o peito também, roçando os lábios pelos seios nus enquanto a colocava sentada sobre as coxas dele. Ainda não a penetrara, mas Desmera sentia o calor dela sobre seu membro ereto e rígido entre as pequenas mãos que o tocavam timidamente.
– Já está limpa, milady? – sussurrou no ouvido da moça, enquanto continuava a beijar seu pescoço e passava as mãos grossas e calejadas pelas pernas da moça.
– Sim, meu Capitão – ela riu, afastando-o por um momento para reclinar-se sobre ele e beijá-lo na boca ao mesmo tempo em que envolvia o pênis com as mãos e trocavam carícias.
Ele a envolveu com um manto de tecido felpudo e a ajudou a sair, logo a acompanhando para fora da água. Victarion pegou-a no colo com uma facilidade incrível e sentou-se no meio da cama. Ele podia sentir o membro tão rijo que era difícil controlar-se para não machucá-la em sua ansiedade e desejo.
Fez Desmera inclinar-se sobre os travesseiros e então ele mesmo abaixou-se para beija-la entre as pernas, tocando sua intimidade com a língua em pontos que a faziam arquear-se de prazer. A cada beijo dele ela parecia tremer levemente, mas Victarion sabia que sua esposa não sentia frio. Era o calor entre eles que a fazia tremer.
De certa forma, isto o divertia. Vê-la ali, imóvel e indefesa, completamente entregue à ele fazia com que o Capitão de Ferro sentisse um poder diferente do que o tomava em batalha. Victarion sabia que deitados, sozinhos, Desmera pertencia a ele. Mas todo seu coração já havia entregado a ela no momento em que a vira pela primeira vez.
Vira a coragem e a determinação naquela menina que Euron lhe havia oferecido como "presente", tão pequena e frágil, mas forte como se feita em aço valiriano, e desde aquele momento a amara e admirara. Não deixaria que seu destino fosse como o de suas predecessoras.
Avançou sobre ela, seu corpo cobrindo-a completamente, e começou a penetrá-la devagar, enquanto deixava com que a jovem o beijasse e ele fazia caricias em suas nádegas, mas Desmera gemeu assustada e instintivamente levantou-se.
– Está machucando... — ela murmurou, tímida, ao ver que Victarion a observava com olhar indagante. — Eu sinto dor...
– Dói só no começo — ele corrigiu enquanto já avançava novamente, mas ao perceber a testa franzida da esposa teve receio de continuar. — Quer que eu a beije novamente? — ele soprou ao ouvido de Desmera, enquanto indicava com os dedos aonde desejava beijar, entre suas pernas.
– Por que não deixa que eu lhe beije, Victarion? — Desmera o chamou pelo nome e isso o fez sentir algo estranho dentro dele. Antes que percebesse ela o havia contornado e o fizera deitar onde antes seu pequeno corpo estava. Desmera encarava o membro viril do Capitão de Ferro num misto de anseio e lascívia, como se não soubesse ao certo como beijá-lo, por mais que desejasse fazê-lo. Então simplesmente debruçou-se sobre as coxas nuas e contraídas, envolvendo todo-o com seus lábios róseos e macios.
Victarion sentiu o prazer vindo em ondas por seu corpo e a respiração dela se adensar, em um sinal que compartilhava a excitação. Fitou-a subir e descer seus lábios por ele, ora o envolvendo todo em sua boca, ora o beijando, com os cachos marrons escorrendo ao lado dela e em meio a seus seios. Às vezes Desmera olhava para o marido, como que para vê-lo excitar-se a cada toque dela, e em uma dessas vezes ele a parou e trouxe-a para perto de si com violência, puxando-a pelos ombros.
Victarion deitou-se sobre ela, introduzindo seu órgão inteiro dentro da jovem e fazendo com que a dor e o prazer se misturassem nos gemidos de Desmera e no sangue que ela arrancara do lábio dele ao surpreender-se com a dor. Sua noiva o beijou, sentindo um gosto salgado nos lábios do homem, sem saber se era sangue, suor ou as próprias lágrimas.
Ainda assim, Victarion continuou, com o sangue escorrendo em um filete por entre seus lábios enquanto ele subia e descia em êxtase, observando o corpo da mulher elevar-se e retornar enquanto os gemidos aumentavam e ela atingia o auge do prazer. Nada o excitava mais que aquilo, e gozou ele também ao sentir que ela havia terminado com um suspiro e um sorriso tímido.
Sem sair de dentro dela, o Capitão de Ferro puxou as peles para cobri-los, e antes de adormecerem completamente, puxou sua Esposa de Rocha um pouco mais perto de si.
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