A Boys House
2 Around the America
Notas iniciais
Oi oi!
Espero que gostem!
Bjoes
Acordo com o barulho da porta de meu quarto se abrindo. Senti em minha pele que era muito cedo, coloquei os cobertores acima da cabeça e me encolhi.
–Bom dia Senhorita Annabeth, está na hora de acordar. — eu reconhecia essa voz de qualquer lugar. Era Judith, minha governanta.Eu não respondi. — ela abriu as janelas altas de meu quarto, o suficiente para eu reclamar.–Sai daqui. — falei sem nem abrir os meus olhos. A minha cama estava num conforto aceitável, e eu teria de sair apenas para ir a escola. — Judith obedece, e saí do meu quarto, com a sua prancheta, e o salto barulhento.–Que jeito mais agradável de acordar uma pessoa. — murmurei a mim mesma — enquanto eu saía de minha cama de seda, indo procurar alguma coisa pra vestir em meu closet.Escolhi um vestido rosa-choque curto e coladinho, com um salto 7 anabela preto. A bolsa como sempre preta, e eu NUNCA fico com menos de quatro pulseiras finas no braço esquerdo. É a minha marca. Batom rosa, e sombra branca também, sempre presentes.O meu cabelo grande e volumoso, agora estava liso, eu faço progressiva toda semana. Comi um chiclete de morango, e coloquei uma tiara rosa fina sobre minha cabeleira.Saí de meu quarto e desci as escadas da mansão Chase, e conseguia ver de baixo, vários funcionários correndo de um lado pro outro, se preocupando com um bem estar da casa, patético.– A senhorita não vai querer tomar café da manhã? — pergunta uma criada que eu nunca vi na vida, deve ser nova.A minha resposta foi uma virada de cabelo, e após descer as escadas, entro pela porta da garagem, e lá estava a minha Porsche boxster preta. Ligo o carro, e a porta da garagem abri sozinha.Antes de ir a escola, tenho que pegar a Drew na casa dela. Seu carro quebrou , e é claro que sempre sobra pra mim.Felizmente, Drew mora perto da minha casa, então cheguei lá em poucos minutos.A morena já estava me esperando, com os braços cruzados. Seu salto azul fino estava me dando aflição, ele rangia quando tocava no chão. E o pior, o barulho ficava cada vez mais alto, pois ela estava se aproximando.–Oi loira. — diz Drew enquanto ela abria a porta do carro.–Oi morena — respondo. — Salto novo?–Sim, o que você achou? — ela dizia enquanto mascávamos chicletes de morango.–O barulho é irritante, mas ele é divo.Em resposta ela dá um sorriso falso.Já consegui avistar Half-Blood quando vi um lindo prédio de vidro, com vários alunos bem vestidos e arrumados. Eu estudava na melhor e mais cara escola de São Francisco.Já que eu sou a melhor aluna da escola, (poucos sabem disso, acho que só a Drew) eu ganhei uma bolsa de estudos integral, apesar de não precisar. Então, minha mãe deixa eu gastar o valor da escola no shopping. Não é divo?Estaciono na primeira vaga na frente da entrada, por que eu sou a chefe das líderes de torcida, ou seja, tenho a melhor vaga da escola.Alguns babacas acenam, e fingem que são nossos amigos, e nós devolvemos sorrisos apertados e falsos.Descemos devagar do carro, e logo, nós já estamos em Half-Blood. Não parece um sonho?Ah não. Na-não. Dou um suspiro. Quem esta em minha frente? Clarisse La Rue.Mereço. Ela é uma rebelde maluca preconceituosa contra meninas bonitas. (E quando eu digo meninas bonitas, eu digo Annabeth Chase)–Com licença querida, você pode sair da minha frente? – digo virando o meu rosto para a esquerda, e ela fez uma cara de nojo.–Quem é você pra me chamar de querida? – ela diz com aquela voz que eu considero de menino.–Eu? Eu sou Annabeth Chase. E Annabeth Chase está pedindo pra certas cadelas pararem de atrapalhar o meu caminho. – eu não mudo o tom.Ela arqueia a sobrancelha, e revira os olhos. Parece que ela iria falar alguma coisa, mas ela desiste, e finalmente ela sai da minha frente.–Alerta de trouxa. – murmurei pra Drew, e felizmente, Clarisse ouviu.Tanto que a rebelde voltou em minha direção, e ainda ameaçou.–Ah não! Olha como você fala sua loira oxigenada de quinta!Ui. Que meda.–Pode vim. – provoquei. Ela era mais forte, mas eu sei que ela não teria coragem.É. Eu tava enganada. A maluca veio pra cima de mim, e eu caí no chão, com ela por cima. Quando eu penso que tudo já esta perdido, as pessoas que estavam nos corredores nos cercam com uma rodinha, e começam a gritar por briga. Ótimo.Fechei os olhos, enquanto o punho de Clarisse estava a 5 centímetros de meu rosto, achando que assim doeria menos, mas aí eu fui salva.–Pode parar com o barraco! O que esta acontecendo? – diz a Orientadora Hécate. Obrigada! Ainda bem que ela chegou, o punho de Clarisse iria acertar o meu nariz, e eu acabei de fazer uma plástica, isso ia acabar com tudo.–As duas pra minha sala agora. – ela chamou calmamente.Essa eu já ganhei. Fácil. A Hécate me adora, e odeia a Clarisse. A sapatona saiu de cima de mim, e acompanhamos nossa Orientadora até a sua respectiva sala.(Krystal: Ui, falei respectiva.) (Annabeth: Cala a boca!) (Krystal: Não Annabeth. Você tem que ficar quieta. Eu posso fazer a empresa da sua mãe falir.) (Annabeth: Sim senhora.)
Sentamos nas cadeiras vermelhas de couro, e Hécate se sentou em sua grande cadeira preta do outro lado da mesa.–Me expliquem o que aconteceu em poucos detalhes. — ela continuou séria.Hora de jogar o meu charme.–Então Orientadora Hécate — falo com voz de inocente — Eu estava passando no corredor, e então ela me ameaçou que iria me bater, e me jogou no chão. — fingi que ia começar a chorar.–Bom, nesse caso, não existe nenhuma razão de eu não suspende-la, Senhorita La Rue.–Professora, eu posso jurar! Não foi isso que aconteceu, na verdade... — começou Clarisse.Porém Hécate a interrompeu.–Acho que a Senhorita Chase já esclareceu tudo. Podem ir. — ela dizia enquanto escrevia uma carta de detenção a delinquente.–Biblioteca, as 4 horas. — Hécate entregou a carta a Clarisse.Saímos da sala, e Clarisse não falou comigo, apenas saiu furiosa. Drew e Hazel estavam me esperando atrás da porta.–E aí? — perguntou Hazel.–Consegui. — Nós demos sorrisos maldosos, e depois fomos para a aula de inglês.Nós não fazíamos todas as aulas juntas, porém, eu enrolei o Diretor Jano, e agora o nosso horário de aula é igual uma das outras.Fomos para o ginásio, hora do treino. Enquanto as outras pessoas jogavam queimada, eu as meninas, e as outras líderes de torcida treinavam. Já que eu era a capitã, eu coordenava os movimentos, e etc. As vezes dávamos tchauzinhos para os meninos, enquanto eles jogavam basquete.O dia passou voando, e eu nem percebi que a ultima aula era Matemática. A nossa professora, Circe também me adorava muito, por eu ser a melhor aluna de sua matéria na escola.–Annabeth querida! — ela me cumprimentou com beijos.–Oi Circe! — sim, eu posso chama-la pelo nome, o resto da classe tem que chama-la de professora. — Eu trouxe pra você. — eu a entreguei um livro sobre arquitetura.Ela sabia que eu queria manter a minha imagem de nerd reservada, então sussurrou um "obrigada" no meu ouvido. Eu contribuí com um sorriso, e fui me sentar.Na saída, Chris estava me esperando, e derrepente, Drew e Hazel somem.–Oi gata. — ele me deu um beijo.–Oi lindo! — continuamos a andar pelo corredor.–Ta afim de ir lá em casa hoje a tarde? — ele pergunta.Eu já sei o que ele quer. E a minha resposta é não.–Chris, não. Eu já falei que a primeira vez tem que ser especial! — reclamei.Ele bufou.–Mas Annabeth! Vai ser especial, eu prometo.–Não.–Por favor, Annie. A gente...–Não.–Ah quer saber? Eu cansei. Toda a vez que eu tento me aproximar de você a resposta é sempre não. Tchau Annabeth. — ele partiu andando pelo corredor.–Espera aí, você está terminando comigo?Ele me respondeu dando as costas.Fiquei emburrada, bati o pé no chão. Como ele podia me tratar assim?–Ninguém termina com Annabeth Chase! Annabeth Chase termina com você!–Ótimo então! — ele gritou, eu não conseguia mais o ve-lô.Caminhei até o estacionamento, e achei as minhas amigas me esperando na frente do meu carro. Joguei as chaves para Drew.–Dirige. — disse enquanto entrava no banco de carona.Ela apenas assentiu, e Hazel foi no banco de trás.–O que aconteceu? — perguntou Drew.–Terminei com o Chris. — digo, enquanto mudo meus status nas redes sociais.A boca de Hazel formou um O perfeito, mas Drew não pareceu se importar muito.–Mas vocês eram o casal do ano! — diz Hazel.–Não mais.Depois de deixar Drew e Hazel em suas casas, fechei a porta do meu carro, puxei de minha bolsa as chaves de casa. Mas... O que esta acontecendo? A minha casa não está mais a mesma. Tem pessoas de um lado pro outro revirando caixas, e dentro parecia haver uma festa.Quando abri a porta, a minha sala, e o resto da casa, estava todo enfeitado de purpurina, pluma e chapéus de festa verde, amarelo e azul.Todos os funcionários estavam pulando gritando, festejando e bebendo champanhe barato.Procuro Atena pelo salão, e depois de um tempo, eu a acho. Ela estava vestida de mulher havaiana, dançando numa fila da konga com os outros funcionários.–Mãe, o que esta acontecendo?–Oi querida! Nós iremos nos mudar pro Brasil!–Oi? — perguntei. — Como assim? O Brasil só tem índio.–Annie, você vai se acostumar, lá eles falam espanhol!–Não mãe. Eles falam português.–Ah é? Mas é quase igual. — ela diz enquanto a fila a levava para a cozinha.A minha mãe vivia fazendo essas brincadeiras comigo, mas dessa vez ela foi longe demais. Com certeza, nós não iremos nos mudar para o Brasil. Afinal, a empresa dela aqui é uma máquina de dinheiro, isso não faria sentido.Subi as escadas para o meu quarto, e a cena a qual eu me deparo, me faz soltar um grito.–O que foi? — perguntou Judith, enquanto arrumava as caixas.–POR QUE VOCÊ ESTÁ GUARDANDO AS MINHAS COISAS? — gritei. Ela fez uma cara confusa.–A sua mãe não te contou? Nós vamos morar no Brasil. Senti o meu corpo gelar, e depois de um tempo ele cair no chão.3 MINUTOS DEPOIS...Quando acordei, minha mãe, Judith, e mais alguns criados me cercavam.–Annabeth! Graças a deus, ela esta viva. Você ficou desmaiada por alguns minutos. — diz Atena.–Nossa mãe! Você não sabe o sonho horrível que eu tive. Todos estavam dançando samba na sala, aí você estava numa fila da konga. O meu quarto só tinha caixas de papelão, e todo mundo estava bebendo champanhe ruim!A minha mãe gargalhou, e mostrou a taça de Lambrusque. Não era um sonho.–Annie, a gente vai morar no Brasil! — ela gritou animada.–Não mãe! Você não pode fazer isso comigo. — sentei no chão. — E por que a gente vai ter que se mudar se a gente já tem uma vida muito boa aqui?Agora ela não estava mais tão animada quanto antes. Ela se sentou no chão, e pediu para que os funcionários saíssem do meu quarto.–Filha, aqui em São Francisco, existe muita concorrência, já no Brasil, são só várias pequenas lojas de arquitetura. — A marca dos Chase, já esta caindo, então precisamos nos mudar para o Brasil o quanto antes. Nós ganharemos muito dinheiro, por causa da Copa do Mundo.(Annabeth: Krystal vagabunda! Foi você né, sua kenga!) (Krystal: Pobre Annabeth, você ainda vai me agradecer.) (Annabeth: O que?) (Krystal: humpf... Nada.)–Mãe, você pode chamar o Papa, mas ninguém me convence a mudar de país.Depois de 10 minutos que a minha mãe tentava me convencer que o Brasil era maravilhoso, ela desistiu.–Certo Annabeth. Você conseguiu o que queria. Você vai ficar nos Estados Unidos. — ela continuou, e meus olhos brilharam. — mas não do jeito que você quer.Eu apenas assenti.–Sabe quando eu falei que a gente não tem nenhum parente? Então, eu menti.Tinha um ponto de interrogação na minha testa, mas eu a deixei prosseguir.–Eu tenho um tio que mora em Nova York, Poseidon. Ele é um velho sozinho, e me odeia. Mas provavelmente ele goste de você.–Mãe, não era exatamente isso o que eu queria. Eu queria ficar a...–Mas é o que você vai ter. Pode escolher. Brasil ou Nova York? — ela falou séria.
Notas finais
Ai mds! Final trágico aki!
Bjoes
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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