A Boneca

1 Capítulo 1: Joanna


A Boneca

Prólogo

Tic, tac o tempo está passando, tic tac, o relógio vai bater, tic tac, o tempo vai acabar...

Ela cantava a música e nós corríamos... tic toc...

- E agora, nós nunca vamos achar o que ela quer e mesmo se acharmos nós não podemos entregar pra ela.

- Mas nós temos que entregar!! Você sabe muito bem o que ela vai fazer se nós não entregarmos.

Tic tac... tic tac...

Capítulo 1: Joanna

Matt!!

Eu ouvi a voz da minha mãe me acordando, merda era 6h da manhã de um sábado.

- O que foi mãe? É sábado, não tem escola!!

- Aconteceu uma coisa com o Luke garoto, levanta logo!

Eu levantei apressadamente da minha cama, tropecei no tênis e cai.

- Ai, porra! Digo com raiva.

- Olha a boca garoto! Diz minha mãe.

Ótimo, esqueci que a minha mãe tava aqui preparado pra um sermão.

- Ta mãe desculpa, mas o que aconteceu com o Luke de tão grave pra me acordar a essas horas?

- Os pais dele... os pais dele morreram ontem a noite num acidente de carro. Disse ela com um ar tristonho.

- O que? M.. m... mas como assim morreram?

- Morreram Matt, morreram. Disse minha mãe chorando. Eu sabia que ela era amiga da mãe do Luke...

Luke era meu amigo desde quando eu chegue a East End a 8 anos atrás, com o tempo a gente foi ficando cada vez mais próximo e viramos praticamente melhores amigos. Eu sabia que ele deveria estar sofrendo, ele não se dava muito bem com os pais, mas perde-los não deve estar sendo fácil.

- Eu acho que eu vou lá mãe, ele deve estar precisando de mim.

- Tudo bem, vá ate lá. O seu pai já saiu ele foi conversar com o avô do Luke pra ver se eles precisam de algo.

- Okay eu estou indo lá.

Eu vesti um casaco e peguei meu guarda- chuva, la fora chovia muito. A rua estava deserta, não havia nenhum ser vivo ali a não ser os típicos cachorros de rua. Logo cheguei na casa dele, a casa de um tom amarelo- vivo estava com um ar triste. Entrei sem mais nem menos, lá encontrei a avó dele e alguns parentes sentados na varanda.

- Oi Matt. Disse dona Ellie, seus olhos estavam roxos, acho que de tanto chorar.

- Oi, eu sinto muito pelo que aconteceu. Disse dando um abraço nela.

- O Luke está no quarto, a Mary e a Rooney estão la.

- Okay eu vou lá. Disse dando um sorriso tímido.

A casa estava lotada de gente todos tinham uma expressão mórbida no rosto. Cheguei ate o quarto e bati na porta, quem abriu foi Rooney.

Rooney e Mary eram amigas minhas, Rooney era a “namorada” de Luke apesar de nenhum dos dois admitirem e Mary era a recém chegada no grupo, ela era órfã seus pais também haviam morrido em um acidente ela mais que ninguém entendia a dor de Luke, ela estava no orfanato desde 12 anos mas ainda não havia sido adotada.

- Oi, gente. Eu disse entrando no quarto.

As garotas me abraçaram elas também estavam chorando, o cabelo ruivo e cacheado de Rooney estava todo embaraçado, elas devem ter chegado bem mais cedo que eu.

— Como ele está? Perguntei

- Ele não falou nada, só ficou deitado na cama não quis comer e nem beber. Disse Mary preocupada.

Eu me aproximei da cama e sentei no chão.

- Hey cara, eu sei que não deve ta sendo fácil, mas uma hora a dor passa, o tempo leva ela.

Que frase estranha de se dizer, mas eu nunca fui bom em consolar ninguém. Ele não esboçou nenhuma emoção só ficou olhando pra mim com uma expressão vazia no rosto. Mary e Rooney se sentaram ao meu lado e encostaram a cabeça no meu ombro. Luke se sentou derrepente e disse:

- Dói tanto, eu queria estar morto também. Ele disse em meio a lágrimas e o choro começou a vir em todos nós. Nós quatro nos abraçamos e ficamos ali por muito tempo...

1 ano depois...

O táxi parou e eu pude ver o prédio, era alto era glamoroso, eu entrei e o porteiro me deu bom dia e perguntou o que eu desejava.

- Ah bom dia eu vim visitar a família Banks

- Ah claro, o senhor deve ser Matthew Lisenbröder. O homem disse meio embolado o meu sobrenome era divertido ver as pessoas tentando falar meu sobrenome alemão.

- Sim, sou eu mesmo.

- Ótimo, deixe suas malas aqui que levaremos para o senhor. O elevador e logo direita o número do apartamento é o 302 no último andar.

- Okay muito obrigado!

Fui ate o elevador e apertei o botão do último andar quando vinha correndo um menino todo desastrado:

- Espera , espera!!

Eu pus a mão no meio da porta e ela parou de se fechar. O garoto entrou ele tinha tantas pastas e aquilo tava tudo uma bagunça.

- Ah oi e muito obrigado, prazer meu nome e Phillip. Disse o garoto me cumprimentando.

- Ah oi e dinada, meu nome é Matthew mas pode me chamar de Matt. Disse ao garoto atrapalhado. A esse ponto o elevador já estava subindo.

- Olá Matt e o que te traz ao Edifício Crimson Peak?

- Bem eu venho de East End, Virginia pra visitar uns amigos meus que estão morando aqui.

- Nossa veio de tão longe e sozinho?

- É depois de implorar muito meus pais deixaram eu vir.

- Que ótimo!! Quem são seus amigos? As vezes eu os conheço.

- Bem eles são Luke Banks e Mary Banks. Eram estranho chamar eles por esse sobrenome. Ninguém da família de Luke quis ficar com ele então ele acabou indo pro orfanato, o mesmo de Mary, seis meses depois um casal rico de Londres apareceu e adotou eles. Eu fiquei triste por ver meus amigos indo embora, mas pelo menos eles haviam conseguido algo bom depois de tanta desgraça. Luke e Rooney “terminaram” o que mal havia começado, mas ainda eram amigos e ela chega amanhã. E bem eu que depois de promessas de limpar a casa por anos e anos acabei convencendo meus pais para me deixar vir a Londres, e bem aqui estou eu.

- Ah claro, os filhos de Julia e Michael, conheço eles sim.

O elevador parou e se abriu, eu e Phillipe saímos:

- Você mora neste andar também?

- Aham, infelizmente...

- Ué porque? Enquanto eu dizia isso passamos por um apartamento que me deu arrepios. Ele parecia ser de luxo como todos os outros, mas na janela estava sentada uma boneca de pano, ela tinha o cabelo negro preso em uma trança e um olhar perverso, ela era grande pra uma boneca de pano devia ter uns 80 cms.

- Por causa dela. Disse Phillipe apontando para a boneca.

- Ah qual é vai me dizer que tem medo de uma boneca? Ela deve ser de uma criança que mora neste apartamento.

- O problema é esse! Ninguém mora no apartamento, a antiga moradora era uma senhora de idade que já morreu, e desde então essa boneca está ai sentada nessa janela.

- Credo! Ah mas vai que alguém deixou ai, não tem nada de mais numa boneca sentada numa janela.

- Quem dera, que não tivesse nada demais, ninguém nunca quis comprar este apartamento e a noite se você sair no corredor você consegue ver ela sentada não na janela, mas sim no centro da sala. E as vezes eu ouço uma melodia sinistra e algumas risadas infantis vindo daqui.

- Cruzes!! Olha eu quero dormir essa noite ta e eu não to afim de acordar gritando na casa dos outros.

- Tudo bem, só não diga que eu não avisei.

- Essa boneca tem nome? Pelo que eu saiba todas as bonecas amaldiçoadas tem nome! Perguntei em tom de deboche.

- Tem sim.

- E qual é Phillipe? Já estava cansado de ficar naquele corredor.

- É Joanna.

Notas finais
Bem gente essa é a minha primeira história, espero que gostem! No inicio pode parecer terror mas a história em seu decorrer vai ser mais fantasiosa.
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