A Bet

23 Pensamentos Positivos


Notas iniciais
Primeiramente me perdoem pela demora.. Estava envolvida em projetos escolares e bom fiquei super sem tempo ¬¬ Mas como vocês estão? PRONTAS PARA O ULTIMO CAPITULO?? (sob a contagem regressiva, eu estou contando com o epílogo e o extra) Vou calar a boca e deixar vocês lerem...kk Boa leituraa :)

–Edward!- exclama o nome do grego se ajoelhando ao lado do corpo inerte.

As mãos caem sobre ele, alisando o rosto. A pele está gelada e levemente arroxeada.

Desesperada o chacoalha.

–Edward!- chama aflita. –Edward acorde, por favor!- pede soluçando. –Ai meu Deus!- olha em volta pelo jardim vazio.

Precisa de alguém, precisa chamar alguém. Deposita um beijo no rosto desfalecido do loiro, e senta ereta.

O grito escapa alto de sua garganta.

–SOCORRO!- o tom mesmo elevado não esconde o desespero da britânica, que ainda procura entender o que houve com Edward.

A mão pequena de Isabella segura na do Cullen, apertando com força. Lágrimas e mais lágrimas escorrem pelos olhos vermelhos.

–SOCOOORRO! Alguém me ajude...- soluça fitando a face pálida do grego.

–Chásete?(Senhoria?)- a morena levanta o rosto encarando um homem alto e forte, uniformizado com um terno preto. Um segurança conclui.

–Me ajuda, me ajuda por favor!- pede com a vós tremula.

O homem se aproxima com passos rápidos. Os olhos se arregalam ao ver Edward desmaiado.

O semblante do desconhecido seria cômico, se não se tratasse de algo tão sério.

–Peça por ajuda!- exclama o despertando do transe. –Chame alguém... Ele está mal!-

O segurança a encara por alguns segundos antes de sair correndo pelo jardim.

A moça suspira tentando se acalmar.

–Você vai ficar bem amor.- beija a bochecha do loiro, percebendo então que a pele já não se encontra mais tão quente. –Edward, você não pode me deixar agora!- os dedos contornam a boca, levemente arroxeada. –Não pode!- se debruça por cima dele o pegando em um abraço forte.

–EDWARD!- a voz de Esme soa altamente apavorada.

Bella se levanta encarando o tumulto que se forma aos poucos em volta do casal.

A mãe corre até eles e sem se importar com o vestido de seda cai de joelhos diante ao filho.

–Agapi̱té Edward, xypní̱ste ... As to gio mou . (Edward querido, acorde... Vamos meu filho.)- Isabella morde o lábio vendo a cena a sua frente.

Carlisle logo se junta a esposa tentando em vão despertar o loiro.

–Me syncho̱reíte ... Me syncho̱reíte..( Com licença... Me dêem licença..)- Tanya atravessa entre as pessoas e logo se posta ao lado do primo.

Um ciúme atinge Isabella, que se contém apenas soluçando.

As palavras trocadas em outra língua confundem a mente da jovem, que tenta entender.

O barulho de hélices desperta a mente de Bella.

Um four de convidados ao seu redor a deixa levemente tonta. Esfrega os dedos sob as pálpebras e suspira limpando o rosto com a mão.

Em questão de minutos, vários enfermeiros se aproximam com uma maca, pondo o grego estirado sob ela.

Um vento soa forte, vindo do helicóptero pousado no jardim.

De um modo rapidamente absurdo os homens de branco o levam para dentro avião.

Sem se importar a morena se levanta e corre até eles.

–Eu vou junto.- soluça pegando novamente na mão de Edward.

–Bella?- Esme a encara surpresa. A bela maquiagem se desfazendo por conta das lágrimas.

–Esme, por favor, eu não quero ficar longe dele. Deixe-me ir junto. Por favor!- implora a ela que suspira, afagando o ombro da moça.

–Venha querida.- a chama adentrado no helicóptero. Sem esperar mais a Swan sobe e se acomoda no banco de couro longo.

Tanya é a ultima subir no mini avião. Mesmo aflita Isabella não deixa de notar o vestuário.

O vestido chique de linho fora trocado por uma calça skinning branca assim como o terninho abotoado.

As portas são fechadas com força, e logo a equipe começa a despir o Cullen.

[...]

Com a vista turva Isabella fita suas unhas, todas ruídas.

O nervosismo e ansiedade tomam conta da morena que não consegue se controlar, andando de um lado para o outro naquela enorme sala de espera.

Novamente encara o relógio, bufando.

Há quinze minutos chegaram ao centro de Eliezer e até agora Tanya não trouxera nenhuma notícia.

Passa a mão no cabelo suspirando, que Deus tome conta do seu grego, e que ele saia se recupere seja do que for.

–O que será que aconteceu? Porque Tanya não vem nos dar notícia?- indaga olhando para a sogra.

–Devem estar fazendo exames nele querida.- a voz da mulher sai baixa porém aflita. –Vamos manter a calma.- a jovem se senta ao lado da ruiva.

–Estou aflita.- sussurra. –Estou com medo também. Se pudesse trocaria de lugar com ele.- a voz se embarga, e o choro volta a dominá-la.

–Eu também estou do mesmo modo Bella.- a sogra a abraça. –Mas vamos pedir aos Deuses que cuidem dele. Tenho fé de que tudo dará certo.-

A porta de entrada é aberta e o resto da família adentra a sala, todos nervosos.

–Mamá, como ele está?- Alice é a primeira a se aproximar, com os olhos inchados e avermelhados.

–Ele ainda está de desacordado? Podemos vê-lo?- Emmet se põe atrás da baixinha. Não há rastro de lágrimas em sua face, porém os olhos estão inundados.

–Meninos se acalmem.- o pai pede. –Deixem a mãe de vocês falarem.-

–Desculpe mamá.- o filho pede, enquanto Alice somente soluça.

–Não tivemos nenhuma informação sobre ele. Pela demora de Tanya devem estar fazendo exames nele.- a mulher murmura, tirando o cabelo do rosto. –E ele permaneceu desacordado até o levarem para dentro. Não sei se ele acordou.-

–Theós..- a irmã pronuncia chorosa.

–Não podemos vê-lo?-

–Não Emmet, por enquanto não.-

A britânica suspira chamando atenção dos presentes.

–Bella? Há Theós mou, Bella!- Alice exclama e puxa a jovem para um abraço.

Os braços finos e delicados, apertando a Swan de modo saudoso. A morena suspira a abraçando afetuosamente.

Como se passassem forças uma pra outra, elas se mantem unidas por um longo tempo, até se afastarem e trocarem um breve sorriso.

–Como vai Alie?-

–No momento estou péssima.- responde com um biquinho. –E você Belinha?-

–Me encontro da mesma forma.- as duas riem diante ao humor negro.

Carlisle se aproxima o semblante cansado e preocupado, mesmo assim com um leve sorriso nos lábios.

–Que bom que está de volta Bella.- sibila afagando o ombro da jovem. –É bom te ver.-

–É bom te ver também Carlisle.- responde desejando que se encontrassem em outra situação.

–Belinha.- Emmet lhe beija a bochecha antes de se sentar na poltrona.

–Oi Emmet.- se senta também cruzando as pernas.

O toque de celular quebra o silêncio imposto na sala novamente. Carlisle que se sentado, se coloca de pé e retira o aparelho preto do bolso no paletó.

–Com licença.- pede antes de se afastar, e atender ao telefonema.

–Apó tous Theoús (Pelos Deuses), quanta agonia.- Esme murmura esfregando os dedos sobre os olhos.

–Calma mi̱téra, logo trarão notícias.- Emmet profere, segurando a mão da mãe.

– Theíos(tio) Eliezer já chegou?- Alice indaga a Isabella, que meio perdida acena com a cabeça.

–Chegou pouco antes de vocês.- o tom sai baixinho, quase que inaudível.

–Você estava com Edward quando ele desmaiou?- Emmet lhe olha curioso.

–Sim.- confirma se ajeitando na poltrona macia. –Não entendo até agora oque houve. Ele estava bem e do nada...- fecha os olhos se relembrando da cena triste.

–Edward tem problemas cardíacos Bella.- Esme comenta, pegando a moça de surpresa.

–Como?-

–Ele não te contou?- Alice olha para a Swan sem entender.

–Não, ele... Ele não me contou nada.- afirma pasma. –O que ele tem Esme?-

–Edward nasceu com problema na válvula mitral do coração.- a ruiva responde. –Os médicos disseram que a vida dele seria complicada.- os olhos claros se voltam para a morena. –Ele não podia fazer atividades físicas, a alimentação deveria ter a menor quantidade de sal possível, e era pra evitarmos ao máximo que ele se aborrecesse para não passar nervoso.-

Isabella sente como se tivesse sido congelada. Seus músculos novamente ficam tensos, e fecha os olhos, lembrando de todas as vezes em que deixara o grego bufando de raiva.

–Ele já foi operado antes.- a mãe do Cullen continua. –Mas no meio do ano passado, a nova válvula deu problema e ele teve de seguir algumas recomendações. Só que você deve saber o quão teimoso ele é, obviamente vem abusando de duto que é proibido a ele.-

–Eu nem imagina isso.- sussurra com a garganta apertada. –Por isso ele vivia ofegante, e pálido...-

–É.- Esme concorda. –Nos últimos dias ele piorou bastante. Pouco se cuidou, eu aposto que abusou nos exercícios...- o tom da grega fica embargado. –Meu menino tem que ficar bem! Ele tem que se recuperar, eu não vou aguentar se... Se ele...-

–Xii mamá, xiii...- Emmet abraça a mãe, com lágrimas caindo pelos olhos. –Venha vamos tomar um chá, você precisa se acalmar.-

–Não quero..-

–Venha mamá, Edward precisa que sejamos fortes para ajuda-lo, e manter a calma é crucial.- convencida a esposa de Carlisle se levanta, e abraçada ao filho sai da sala de espera.

–Ai Bella..- lamuria Alice. –Não sei o que é pior... Saber que meu irmão corre risco de vida ou ver minha mãe assim.-

–Edward vai sair dessa Alie. Ele é forte, ele...- engole seco. –Eu sei que ele vai ficar bem.- tenta soar confiante.

–Você o ama não é?-

Envergonhada a Swan abaixa a cabeça.

–Sim. Eu o amo muito.- confirma.

–Pois ele também te ama.- a baixinha ri. –Depois que você entrou na vida dele, Edward mudou completamente.-

–Sério?- olha para a cunhada que consente em um aceno.

–Sim, ele sempre foi sério, tipo o Carlisle.- suspira. –Mas depois que você chegou, ele passou a sorrir mais, a brincar mais, ser mais descontraído... Edward passou a ser mais feliz.-

Emocionada Isabella sorri.

–Eu também mudei muito depois que o conheci.- diz. –É como se eu tivesse encontrado a razão pra ser feliz. A razão pra poder viver, entende?- a Cullen confirma.

–Te entendo muito bem.- a voz é leve. –Também me sinto do mesmo modo.- juntas trocam um sorriso.

–Vamos combinar então...- a moça limpa o rosto com as mãos. –Você será minha madrinha de casamento e eu serei a sua.-

–Se você me deixar te ajudar com os preparativos, eu aceito.- impõe a Bella que ri.

–Ok, eu deixo.- puxa o ar com força e estende a mão para Alice. –Fechado, então?-

–Fechado.- a baixinha aperta a mão jovem, selando o acordo.

[...]

Com o pé adormecido Bella se mexe na poltrona, o cotovelo sustenta a cabeça que lateja veemente.

Alice a olha e sorri, acomodada nos braços fortes de Emmet que fita um ponto fixo no chão.

A sua frente Carlisle não esconde o nervosismo juntamente de Esme que é consolada por Carmem, a qual passa conforto nas palavras confiantes.

Kate folheia uma revista, enquanto a irmã mais velha cochila deitada no ombro de Laurent.

–Se eu não comer alguma coisa vou desenvolver uma ulcera de tanto nervosismo.- Jéssica diz, enquanto a Swan bate com leveza o pé no chão.

–Vai comer alguma coisa na lanchonete.- reponta a olhando de soslaio.

–Vamos comigo?- a amiga pede.

–Não quero sair daqui Jess, quero estar aqui quando vierem informar sobre Edward.-

–Ah mais vai ser rapidinho.- a grega replica. –E outra acha que eles não nos contariam se fossem avisados de alguma coisa?- a morena pondera. –Vamos Bella, juro que não demoro.-

A Swan suspira e morde o lábio.

–Ok vamos.- concorda fazendo Jéssica sorrir.

As duas se levantam, recebendo olhares rápidos.

–Vão onde?- Emmet questiona.

–Na lanchonete, vamos?- a secretária o chama.

–Não estou sem fome.- nega. –Vá com elas amor pra comer alguma coisa.-

Sem dizer nenhuma palavra a baixinha nega com a cabeça.

–Logo voltamos.- Bella os avisa se voltando para a sogra. –Esme vou acompanhar Jéssica até a lanchonete, quer que eu te traga alguma coisa?-

–Não meu bem, não quero nada não.- carinhosamente passa a mão no rosto delicado da jovem.

–Tem certeza? Não quer nem um café? Ou um chá?-

–Estou bem assim querida, não quero não.-

–Ok, não vamos demorar.- a informa antes de sair com Jéssica pela porta de vidro.

O corredor é extenso. O tom claro se mistura as luzes florescentes deixando a vista da Swan meio turva.

Encosta-se à parede gelada sentindo tudo a sua volta rodar.

–Bella, tudo bem?- Jéssica lhe indaga pondo a mão no ombro magro.

Suspira profundamente apertando os olhos.

–Sim só... Fiquei meio tonta devido a claridade.- explica a ela.

–Hm, quer voltar e se sentar?-

–Não estou bem.- puxa o ar com firmeza. –Minha pressão anda caindo muito ultimamente.- as duas voltam a caminhar.

–Já foi ao médico ver o que está havendo?-

–Não é preciso, aposto que é nervoso.- responde, olhando a placa verde, a cima do elevador. –Vamos ter que subir.- afirma apontando para a placa.

–Vamos.- confirma Jess, apertando o botão do elevador.

–Por que nunca me disse que Edward tem problema no coração?- pergunta para a grega que suspira.

–Ele quem mandou eu ficar de bico fechado sobre isso.- arqueia as mãos devida a inocência.

–Devia ter me dito Jess, me sinto tão culpada. Eu o fiz passar tanto nervoso.- cobre o rosto com as mãos.

O elevador chega e as portas se abrem liberando a entrada das duas.

–Não tem que sentir culpa Bella.- Jéssica lhe conforta afagando suas costas. –É fato que você o provocava e o irritava, e que também desde que você chegou ele andou frequentando ainda mais a academia, abusando no sal e no álcool, mais você não tem culpa.-

A morena levanta o olhar e cerra os olhos.

–Obrigada, você me ajudou muito dizendo isso.- irônica cruza os braços.

–Desculpe.- pede rindo de leve. –Bella escute, eu conheço Edward há uma década e posso te afirmar que você foi o impulso que ele precisava.-

–Não entendi.- a secretária ri.

–Você foi a primeira pessoa a contestá-lo. Ele dizia sim, você não. Ele dizia não, você sim.- a morena sorri. –Edward precisava disse, precisava de alguém mais firme que ele pra perceber que nem tudo é como a gente quer e que um desafio sempre deixa a vida mais interessante.-

–Mesmo assim, se eu pudesse voltar e..-

–Se Bella, se... Voltar no tempo é impossível. O que foi não vota mais. Não adianta tentar consertar o passado. Você errou, ele errou. Vocês dois tem que seguir em frente e ver que o que uni vocês é muito forte.-

As palavras da grega rebate na menta de Isabella, indo e voltando feito eco.

–Apesar de ambos serem cabeça dura e teimosos de mais, tenho certeza que serão muito felizes.- as duas saem do elevador.

–Não adianta eu fazer planos para o futuro se eu nem sei se ele vai sair daqui...-

–Ops, ops... Pode parar.- Jess a encara. –Você ainda duvida que ele vai sair daqui, bem?-

A Swan fica em silêncio apenas fitando Jéssica.

–Não acredito Bella.- a mulher fala decepcionada. –Escute o que eu estou lhe dizendo. Edward não só vai sair dessa como eu te afirmo que ele vai sair muito melhor do que antes.-

–É claro que vai.- concorda confiante. –Meu grego é forte, ele vai ficar bem.-

–Isso ai!- empolgada a amiga a abraça. –Agora vamos que eu quero comer.-

Rindo a britânica segue ao lado de Jess até a lanchonete.

O local grande de dois andares é bem planejado. De tons pastéis, não deia de ser elegante.

–Esme quem decorou?- indaga.

–Não sei, mas devido ao requinte aposto que foi.- a secretária observa se sentando em um banquinho frente ao balcão.

Logo uma atendente se aproxima, as palavras em grego são trocadas rapidamente.

–Não vai querer nada mesmo Bella?-

–Não, obrigada.- nega antes da moça fazer o pedido.

–Está de regime?- indaga a morena que chacoalha a cabeça negando.

–Não, só sem fome mesmo.- suspira.

–Estava sem fome na hora do almoço também.- Jéssica a relembra. –Não gosta de comida grega?-

–Gosto sim, confesso que de inicio tinha certo preconceito, mas agora aprecio muito os pratos.- responde. –O que acontece é que meu estômago anda rejeitando tudo.-

–Como assim? Está tendo enjoos?-

–Sim.- lamuria. –Na verdade não para nada dentro de mim. De repente me dá uma fome, ai eu como, e cinco segundos depois eu...- gesticula com a mão, fazendo Jess rir.

–Tonturas, enjoos, fome exagerada... Não sei não mais acho que está esperando um baby.- brinca.

Bella ri, descartando a possibilidade, afinal ficara com Edward apenas uma noite. Não seria possível... Ou seria?

Chacoalha a cabeça, é claro que não.

O pedido da grega chega, e em minutos ela o devora juntamente de um suco de cor estranha.

Logo as duas retornam a sala de espera.

A quietude dos presentes se desfizera, deixando todos alarmados. Bella sente o ar faltar por alguns segundos, será que algo dera errado?

–O que houve?- Jéssica pergunta a Laurent, que dentre os presentes é o mais calmo.

–Tanya veio nos avisar. Os resultados saíram.- sibila.

–E então, o que ele tem?-

–Problema na mesma válvula.- volta a falar. –Ele acaba de ser transferido ao centro cirúrgico, vão substituir a válvula.-

Bella absorve as palavras de Laurent e fecha os olhos. Um soluço escapa da garganta da jovem e o choro volta forte.

–Calma Bella..- Jéssica a abraça forte. –Tudo vai dar certo. Vamos ter fé.- carinhosamente passa a mão nos cabelos da moça.

O medo de perder Edward a domina novamente e a confiança de minutos atrás se escassa. Não pode perdê-lo assim. Não pode.

[...]

Encolhida na mesma poltrona a Swan vira noite toda passar. Horas e mais horas. A cada minuto volta que o relógio na parede dava era como se perdesse um pedaço do coração.

Vários pensamentos lhe vieram na mente, porém quase nenhum confiante.

Agora acomodada no estofado, à moça já se sente sem lágrimas.

Simplesmente não consegue chorar, apenas soluça baixo apertando as mãos.

–Bella...- sente um toque quente no braço. Seu olhar se volta para cima. –Não quer ir descansar um pouco? Tomar um banho? Se agasalhar?-

–Não..- pigarra. –Não vou sair daqui não, Carmem. Obrigada.- agradece quase sem voz.

–Quer tomar uma água? Comer uma fruta?- volta a oferecer.

–Estou sem fome.-

–Você precisa comer Bella.- Jéssica interfere. –Ficar assim não vai te ajudar de nada.-

–Eu não vou sair daqui, ok?- aumenta o tom de voz. –Não posso sair daqui.- cobre o rosto com as mãos soluçando, e as lágrimas que pareceram terem sumido voltam com intensidade.

Carmem a ampara lhe abraçando.

–Não precisa sair daqui tudo bem? Eu vou mandar trazer pra você, pode ser?- encara a mulher.

–Tudo bem.- sussurra em concordância, se encolhendo ainda mais.

A irmã de Esme se afasta, indo até ao telefone preso na parede.

A britânica fecha os olhos e ora em silêncio, pedindo as santidades que cuidem do seu grego.

Memórias de quando passara por momentos semelhantes a esse atormentam Isabella.

Tivera tanta fé na recuperação da mãe e, no entanto não aconteceu. Pelo contrário a mãe falecera no centro cirúrgico.

Desesperada abre os olhos respirando fundo.

Vai ser diferente dessa vez. Vai ser diferente.

Repete como um mantra em sua mente.

Ao mesmo momento em que o relógio apita as 09:00 horas da manhã, a porta se abre e por ela passa Tanya.

O rosto não esconde o cansaço, e os olhos brilham intensamente. O coração de Bella fica apertado.

Como se fosse combinado todos na sala se levantam juntamente de Isabella.

A vista se embaralha, e o estômago fica gelado. Respira fundo, tentando manter o equilíbrio.

Ao fundo as vozes se misturam, porém não consegue identificar os portadores. Sem conseguir se manter firme, ela cai dando um ultimo suspiro, antes de cair na escuridão.

Notas finais
O.o E ai? Gostaram? Não gostaram? Espero que tenham curtido... Boom, eu JURO que não demoro para postar o epílogo... Entãoo até breve minhas lindonaas!! Bejãooo... Nick!! ------------------------------------- A BET SENDO FINALIZADA EM 2.....