A Besta (em hiato)
3 Capitulo 3 - O Ceifador do campo de batalha
Notas iniciais
Eles chegaram a capital do norte na manhã do décimo primeiro dia. Foram até a sala do trono e se ajoelharam diante o rei do norte.
—Meu rei.-disse Hannes com uma reverencia exagerada-Suponho que tem algo a tratar conosco, já que nos chamou.
—Oh sim-disse o rei coçando sua cabeça, seus cabelos eram ruivos e reluziam a luz que entrava pela janela-os orientais estão entrando em nossas terras e não podemos fazer nada, precisamos que vocês e oque sobrou de meu exercito lidem com eles.
—Como desejar-disse Hannes se levantando, ele estava de joelhos.
—Vocês irão ao amanhecer, pelas informações eles montaram uma guarnição de vinte mil soldados para nos atacar e nossos estrategistas dizem que se vocês partirem as sete da manhã, se encontrarão em uma planície, perfeita para batalhas, á uma hora da tarde.
—Sim, meu rei, mandarei meus soldados se prepararem.
Hannes virou as costas para o rei e caminhou até a porta, seus passos eram pequenos, mas andavam longas distancias.
...
Hannes era conhecido como o Morcego Negro, ele usava roupas totalmente negras para ir ao campo de batalha, feitas de couro fervido e placas de aço reforçadas pelos antigos senhores anões. Dizer que aquilo havia sido forjado por um anão seria heresia, então dizem que foi um ferreiro muito habilidoso. Essa armadura inexplicavelmente dava muita força e agilidade para quem a usava e mesmo que a pessoa que a usa esteja ferida, ela continua lutando.
Inochin se aprontou, vestiu o de sempre, placas de ferro comuns e um sobretudo preto. O que o diferenciava era sua espada maciça feita de aço puro, se não fosse por isso, seria um soldado comum.
Partiram as sete horas em ponto, eles tinham um enorme exercito a sua disposição, arqueiros, guerreiros da linha de frente... no exercito haviam inclusive nobres, também tinham reféns que haviam sido obtidos na guerra.
A neve ainda caia, estava mais grossa e o sangue dos soldados estava se esfriando, estavam quase chegando ao ponto que o exercito oriental devia estar. Quando ouviram uma trombeta soando, os inimigos haviam os descoberto.
Os orientais saíram do meio da árvores e atacaram a linha de trás e pela frente veio um exercito inteiro, todos a cavalo, os arqueiros se prepararam e atiraram suas flechas. As outras flechas estavam no ar e eles continuavam botando flechas em seus arcos. Uma dessas flechas atingiu Inochin.
—Hannes-gritou ele enquanto lutava contra um samurai-volte ao castelo, leve os nobres com vocês! Eu assumo daqui.
—Esta bem.
Todos recuaram pela linha de trás, matando todos os inimigos que estavam atrás, assim dando um brecha para irem embora e recuarem ao castelo.
Com Inochin só ficou o grupo de ataque e os arqueiros.
Inochin desmontou do cavalo e botou um capacete feito de latão, mas ele não era comum, era uma lata espeça e dura, quase inquebrável, tinha forma de caveira e mostrava os dentes de metal, como uma fera raivoso dando bote.
—Avancem!
Inochin correu até os homens que estavam montados em cavalos mais a frente, ele brandiu sua espada como se não fosse nada e corou três homens e três cavalos com somente um golpe. Todos os seus companheiros ficaram admirados com tamanha força, ainda mais com uma armadura daquelas.
Ele continuou avançando e cortando os inimigos como se fossem frutas. Até que chegou perto da linha de traz, ele estava cercado. Então pegou um papel que estava em seu bolso e o friccionou em sua arma, e espada passou a pegar fogo. Inochin desferiu um golpe giratório e cortou todos os inimigos a sua volta. E vieram mais e mais inimigos e todos tinham o mesmo fim, a morte.
Por fim, quando todos os que tentavam lhe cercar estavam mortos ele correu até o general, supondo que sem general, o exercito ficaria desorientado e fraco. O general vestia uma armadura vermelha feita de couro, no couro havia um desenho, um dragão, ele era um samurai habilidoso, somente os melhores recebiam esta armadura do próprio xogum do Japão.
Inochin encorou o homem por alguns segundos, sem ligar para a batalha que acontecia a sua volta. Então o samurai desembainhou sua espada, ela era muito grande, só o cabo tinha noventa centímetros, mas o gume tinha um metro. O samurai ergueu a enorme lamina e Inochin viu o quanto aquele homem era forte, a lâmina tinha aproximadamente trinta quilos, mais aquela armadura, era loucura.
O samurai começou a correr em direção a Inochin com a lâmina levantada, ele tentou desferir um ataque mas Inochin defendeu perfeitamente com sua grande arma, elas se chocaram novamente, os dois eram espadachins muito habilidosos, sem nem perceber, a batalha havia parado, só para ver a luta entre eles dois. As espadas se bateram de novo, produzindo faíscas, como as faíscas de uma forja de quando se molda a espada.
Inochin finalmente achou uma brecha no samurai, ele tentaria o golpear na cabeça, então preparou sua espada, com um movimento rápido ele direcionou a espada ao samurai, ele desviou do ataque com destreza. Inochin tentou novamente, trazendo a espada que estava no chão de encontro com o samurai novamente, sem sucesso. Inochin levantou a espada e deu um golpe extremamente forte, a lâmina do samurai se partiu, assim como a sua cabeça.
—Avancem sobre eles, sem um general ficarão descoordenados!
...
Seus soldados estavam mortos, todos, e ainda sobravam muitos orientais, mas Ino não estava cansado, longe disso. Ele empunhou sua espada e voltou a lutar, ele tinha maestria, cortava qualquer armadura com a raiva e repudio que sentia naquele momento, sentia-se mais viril, sentia o cheiro de sangue no ar, também ouvia gritos de dor. Ele cortava os soldados ao meio, como se fossem sacos de areia, aquela carnificina o deixava animado, ele gostava de matar, sentia prazer, para ele era como sexo, ou melhor, sentir o sangue esborrifando em sua face, sentir o quente sangue fluía nas veias do homem a poucos segundos, estar em sua face.
Ele somente fazia o movimento de corte de um lado para o outro, quando se deu em conta, era noite, a maioria tinha recuado, mas alguns corajosos ainda tinham ficado no campo de batalha. O destino foi o mesmo para todos, mortos, como se suas vidas não significassem nada.
...
De volta ao castelo, Ino estava muito ferido, um soldado que fingiu de morto o ajudou, ele viu tudo, Inochin havia massacrado o total de quatro mil homens em um dia, era mais que um guerreiro matava em uma vida.
Hannes mostrou um belo sorriso, um sorriso de satisfação, Ino não entendia, porque tanta satisfação, era porque ele havia voltado vivo, ou algo que ninguém sabia? Talvez Hannes planejasse algo, ele mesmo dizia que queria se elevar a realeza, mas, o único modo de conseguir isso era se casando com um nobre, ou fazendo grandes feitos, como os de Ino. Ele, não recebeu o titulo de cavaleiro, mas ganhou um nome, O Ceifador do campo de batalha, Inochin.
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