A bengala de House

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O corredor vazio, não estava totalmente escuro devido a uma única lâmpada acesa, e piscando. Piscando intermitentemente, tirando a concentração daquele que tentava de todo jeito colocar o maior número de copos empilhados em cima da mesa.


A pirâmide estava na sua décima fileira, fechou portas e janelas, bem trancados para ninguém entrar, para barulho não atrapalhar ou alguma coisa fazer com que seu record fosse destruído.

A última vez que empilhara copos havia conseguido uma boa margem e assim derrotado Wilson. Se quiser ser melhor, deveria a todo custo manter a pirâmide bem alinhada.

Mas aquela maldita lâmpada, piscando a cada intervalo estava deixando-o nervoso. Pegou a bengala ao lado de sua escrivaninha, e abriu a porta, com muito cuidado para que nenhuma corrente de ar entrasse ali.

Olhou para trás, e espiou de soslaio os copos empilhados, ainda estavam em pé. Ótimo! Pensou seguindo corredor afora.

Bateu com a bengala em algumas portas de vidro, não havia ninguém, achou um cúmulo ser o único médico naquele andar.

Poderia descer e chamar imediatamente o velho que cuida da manutenção, mas ao invés disso pegou o telefone em cima do balcão de informações, deixando a bengala ao lado do mesmo. Discou o número. Percebeu que não se lembrava do nome daquele velho.

Poderia ser, Bill, Will ou quem sabe Phill. Nome de gordinhos, baixinhos e cheio de colesterol.


Bateu o telefone no gancho, poderia ser um médico arrogante, mas era um ultraje não saber o nome do velho que come coisas nojentas enquanto troca lâmpadas. Achou melhor fazer o serviço sozinho.

Empurrou a cadeira giratória até a maldita lâmpada, se apoiando na mesma, havia deixado a bengala no balcão. Não iria precisar de uma bengala pra tirar a lâmpada inútil.


Lembrou-se das piadas bobas, de quantas pessoas necessitam pra trocar uma lâmpada, ou eram de quantos anões? Poderiam ser também quantos índios eram necessários. Divagou sobre o assunto por alguns segundos, tirando o paletó, e usando para retirar a “pisca pisca” do lugar. Não tava sendo fácil.

Então só havia um jeito.


Desceu a cadeira, e seguiu até o balcão, buscando sua bengala, voltou onde estava a lâmpada, e simplesmente ergueu o braço estourando em pequenos cacos a já não mais lâmpada.



Caminhou tranquilo para sua sala, agora sim poderia continuar seu trabalho em paz.

Abriu a porta, e no momento em que a fechava com todo o cuidado possível, seu celular tocou.

– Merda! Maldita Beyoncé. – A música animada da cantora – o toque personalizado para as chamadas de Wilson – , fora abafado pelo paletó. House olhou a pirâmide de copos, continuava intectas. Desligou o celular e fechou a porta.

Ao virar-se, bateu a bengala no chão, no mesmo instante, o último copo do topo balançou. Uma gota de suor frio correu por sua nuca, até parou de respirar, mas não houve jeito. Como em cascata, os copos de plástico caíram um a um, esparramando-se pelo escritório.


Notas finais

Primeiro pedaço do bolo é para a....?????

Kisa *-*

Feliz Aniversário, essa é a primeira parte de seu segundo presente /amor.

Espero que goste.

A outra parte do bolo entrego amanha.

Beijos, e tudo de bom pra vc, pra mim e pra todo mundo *-*

Kori Hime