Notas iniciais
Oi Gente! Eu sei, eu demorei, mas a vida não é fácil, e eu já expliquei o pq... enfim, aqui temos um novo cap!! Ehhhh!!!!! Antes de mais nada, eu queria agradecer a todos que comentaram, acompanham, favoritaram, enfim, a todo mundo! Sim, inclusive a vc, caro leitor fantasma. Ah, e esse cap é pra deixar todo mundo com cara de "EU SOU TROUXA", ok? Por favor, comentem ou me mandem mensagem privada sobre as teorias de vcs (juro que não mordo!) , elas fazem meu dia mais divertido e feliz. Então comentem e boa leitura!!!

O passado muitas vezes é algo que atormenta, dessas coisas que você não quer lembrar. Eu julgava que o meu era ruim. Abandonada pelos pais assim que nasci, minha mãe adotiva morreu quando ainda era uma criança, e minha infância foi uma dificuldade. Mal sabia eu que pessoas mais abertas, aparentemente mais felizes do que eu, podiam ter um passado ainda pior. Uma das primeiras impressões que tive de Killian foi que ele era uma pessoa feliz, sem mágoas, com uma boa infância e um futuro ainda melhor. E na noite em que o encontrei na biblioteca, seu olhar me disse exatamente o contrário. Os olhos azuis brincalhões, que sempre pareciam exalar confiança e segurança, agora estavam apagados. E em vez de felicidade, neles eu via medo, culpa, tristeza, desespero. Como um mar antecedendo a tempestade. Naquele momento, eu pude sentir como um milhão de pensamentos e emoções passavam por sua cabeça. E eu queria poder abraça-lo e dizer que estava tudo bem, que o que quer que houvesse acontecido no passado havia ficado para trás, que ele me tinha agora. Que eu podia (e queria) ajudar na sua felicidade. Mas eu simplesmente não conseguia. Algo me prendia no lugar, paralisada olhando para o reluzente gancho na mão daquele que tinha mudado minha vida em apenas alguns dias. E quando ele o guardou novamente na caixa, e me dirigiu AQUELE olhar, ah, eu soube que minha vida ia mudar.

–O que está fazendo aqui? –sua voz saía fria e tensa.

–Eu… eu… -eu poderia ter inventado qualquer coisa, mas eu descobri que não conseguia mentir para ele. Alguma força interior me impedia de faze-lo. Então eu respirei fundo e decidi contar tudo. –Eu não conseguia dormir, então fui dar uma volta pelo castelo… escutei você e mais alguém discutindo. Então eu me escondi aqui e…

–Alguém te viu?

–Não. Acho que não.

–Volte para o seu quarto Emma. Temos uma longa viagem amanhã. –pude perceber que seu rosto exibia uma expressão dura. Aquilo me assustou um pouco.

–Killian? O que é aquele gancho?

Ele suspirou derrotado.

–Algo que se pudesse eu esqueceria.

E com isso, eu soube que era melhor sair e voltar ao meu quarto.

***********

No dia seguinte, eu tinha olheiras e estava mais pálida que o normal. Simplesmente porque eu não tinha dormido nada. O gancho e qualquer relação que ele pudesse ter com Killian ainda rondavam pela minha cabeça, e eu não sabia o que pensar da noite anterior. Seria mentira se eu dissesse que não fiquei preocupada com Killian, pois tudo o que ele parecia precisar naquele momento, era de alguém que o amasse por perto. Não estou dizendo que o amo, claro que não. É claro que ele me faz sentir bem, e apesar do nosso casamento ser uma farsa, me fez ganhar um grande amigo (é incrível como algumas pessoas conseguem entrar em nossas vidas tão rápido). Nós nos vemos apenas como amigos, e não vejo nenhum jeito de passar disso. Mas ele precisava de alguém naquele momento, e eu era a pessoa mais próxima.

Decidi levantar e trocar de roupa. Acabei tomando café sozinha e encontrei Killian e Ruby nos jardins, já me esperando para sairmos. Pegamos os cavalos e iniciamos a viagem. Eu e Ruby conversamos um pouco, mas Killian sequer me olhou. Provavelmente estava bravo por eu ter visto aquele gancho na noite passada. Mas porquê? O que significava tanto aquilo? Sinceramente, eu já não sabia o que pensar. Não muito depois, chegamos à cidade, onde Killian nos conduziu até um imponente casarão. Adornado com pedras escuras e brasões em todos os cantos, impunha um certo “respeito” (preciso dizer que era um pouco assustador?). Eu imediatamente comecei a especular sobre o quão terrível deveria ser “tia Katherine”: severa até não poder mais? Com um olhar tenebroso digno de bruxas e madrastas cruéis de contos de fadas? Seria ela tirada de alguma dessas histórias? Foram minhas melhores ideias no momento (embora, convenhamos, contos de fadas não são reais, então ela não poderia simplesmente SAIR de um deles). Meu olhar deveria realmente transmitir o medo que eu sentia, pois Killian imediatamente segurou minha mão e dirigiu-me a palavra pela primeira vez no dia.

–Você está bem?

Acenei como pude com a cabeça.

–Não se preocupe, tia Katherine não é tão assustadora quanto a sua casa, vai por mim. Você vai ver que ela é bem… animada. Se quer um conselho, diga a ela que tem alergia á pelo de gato. A menos que queira conhecer os trinta e tantos animais que a mulher tem.

Eu ri.

–Alergia a pelo de gato, então?

Ele riu também.

–Exatamente, Emma. Alergia a pelo de gato.

Então ele enlaçou meu braço ao seu, e juntos entramos no palácio da mulher louca por gatos.

********

É preciso dizer que tia Katherine teve um mini ataque quando nos viu? Não? Tudo bem. No final, ela não era nem um pouco tenebrosa. A menos que você considere roupas verde berrante algo tenebroso. Ela tinha uma cara cheia de maquiagem, uma peruca ruiva num penteado estranho, e um vestido verde tão armado que parecia impossível ela se mover tão rapidamente quanto o fazia, vindo na nossa direção. Eu juro que pensei na possibilidade de me esconder atrás de Killian.

–Killian!!! –ela gritou ao vê-lo. E nesse momento, eu realmente fiz menção de me esconder, fazendo Killian rir e me soltar, para receber o abraço de sua tia.

–Tia Katherine, a senhora está deslumbrante hoje.

–Ah, querido, um dia você ainda vai me matar com esses elogios. –ela disse, dramatizando uma pose. Então de repente, pareceu notar que havia mais uma pessoa ali. Arregalou os olhos em minha direção, e rapidamente alternou o olhar entre mim e Killian.

–É… é ela?

Killian sorriu e me puxou para perto.

–Tia, está é Emma.

–Então você conseguiu… a achou. –agora sua voz era mais séria, e não passava de um sussurro. Ela olhou para o sobrinho significativamente. Suas palavras me deixaram confusa, então olhei para Killian, procurando explicações. Mas ele simplesmente desviou o olhar. Então, assim como tinha-

se ido, a animação de Katherine voltou rapidamente. Ela se dirigiu a mim com um brilho nos olhos, e me abraçou forte.

–Ah, você é a famosa Emma, então. Estava muito muito ansiosa para te conhecer. Vamos, vamos. Vamos tomar um chá. Afinal, este é um grande, grande dia!

O chá foi tranquilo. Ou pelo menos tão tranquilo como pode ser um chá com uma tia um pouco maluca, e com um gosto extravagante. Quando eu disse que tinha alergia à pelo de gato, ela pareceu decepcionada, e “penalizada por eu não poder conhecer seus filhos” começou a me contar a história de vida de cada um. Até que foi divertido. No fim da tarde, Ruby foi encontrar uns amigos e Killian foi conversar com algum empregado de tia Katherine. E eu fiquei sozinha com a louca por gatos. Quando ela soube que eu gostava de ler, me arrastou até uma das bibliotecas de sua mansão e fez todo um discurso sobre a importância de mulheres da minha idade lerem. Porém, quando a voz de Killian ecoou pelos corredores chamando meu nome para irmos embora, ela se aproximou de mim e aquela expressão séria de antes voltou. Os olhos arregalados e penetrantes, e a voz sussurrante e rouca me deram arrepios. Mas nada comparado ao que ela pronunciou em seguida.

–Você TEM que destruí-lo, Swan. Salve nossos mundos. Destrua o Senhor das Trevas, Salvadora.

E então Killian apareceu na porta, e tia Katherine voltou a ser uma mulher extremamente alegre em seu vestido verde.

Notas finais
Alguém achou que a tia Katherine lembra a Effie Trinket, de Jogos Vorazes?? Não, não é coincidência, eu me baseei na Effie mesmo pra crias essa mulher louca por gatos! É pra entrar no clima de A Esperança-O Final, até pq eu vou ir assistir amanhã! (#partiu LeehMz!!!!). Whatever. Comenteeeeeem!!!!!!!!!!1