Notas iniciais
oi oi oi genteee! sério, desculpa pela demora!!! eu salvo minhas histórias em um pendrive, mas o arquivo bugou e eu perdi TUDO! e deu o maior trabalho pra reescrever, por que eu queria um cap minimamente bom. e não tá fácil escrever essa fic não! mas relaxem, pq eu n vou deletar. até o fim de semana prometo que posto mais um! e eu queria pedir que vocês comentem mais!! sério, tem 206 pessoas lendo, eu tô MUITO FELIZ, mas ninguém comenta! eu preciso saber o que vocês estão achando da fic!!!! enfim, desculpa pela demora e que vcs gostem do cap. Boa Leitura!

Quando voltei para casa, o Sr. Smith já havia ido dormir, porém meu pai me aguardava sentado em sua poltrona na frente da lareira. Me sentei no braço da poltrona em silêncio, e nos mantivemos assim durante uns instantes.

–E então? –ele perguntou, a voz rouca. Eu apenas o abracei. Ele imediatamente entendeu, me abraçou de volta.

–Tem mesmo que ir?

–Você sabe que sim, papai. –eu respondi suavemente. Fazia muito tempo que eu não o chamava de “papai”. Nossa relação não andava o suficiente boa para isso, é verdade. Mas eu sabia que, no fundo, ele me amava, apesar de eu ser sua filha adotiva.

–É bom ir arrumar suas coisas, então. O Sr. Smith disse que vão sair amanhã cedo. — ele disse se levantando, mas ainda assim pude ver a preocupação em seus olhos.

–Papai. –eu o chamei- Eu vou fica bem, prometo. Além do mais, vou sempre mandar cartas, está bem? E tenho certeza de que meu futuro marido permitirá que nos vejamos algumas vezes. Eu mesma pedirei.

Ele assentiu, mas não parecia muito mais tranquilo. Eu suspirei. Doía um pouco deixar toda aquela vida para trás, mas era necessário. Eu tinha que dar essa chance para Killian. E acima de tudo, eu tinha que dar essa chance a mim mesma. Eu tinha a oportunidade de ter um novo amigo, de criar uma nova vida, por um preço muito baixo: um casamento falso. Do qual eu podia escapar a qualquer momento, se quisesse.

Segui o conselho de John e me dirigi ao quarto para arrumar as malas. No quarto de hóspedes, ao lado, ouvia-se como o Sr. Smith roncava. Assim que aprontei tudo, rapidamente me deitei, mas não consegui dormir. Novamente a sensação de muita coisa acontecendo em tão pouco tempo. Talvez por que fosse assim mesmo. Dentro de algumas horas eu estaria em direção ao desconhecido, em direção a uma nova pessoa, a um novo lugar, a uma nova vida. Eu só esperava que ela fosse boa. E com esse pensamento, mergulhei num sono profundo.

Um dia depois…

Enquanto o cocheiro da grande carruagem a carregava com a minha bagagem, eu me despedia de John, Neal e August. Não é necessário dizer que chorei um pouco. Eu era uma mulher forte, com certeza, mas eu estava indo a um mundo totalmente desconhecido por mim. Eu tinha que admitir que estava com medo.

–Senhorita Swan? –o Sr. Smith chamou. –Vamos?

–Só vou me despedir. –respondi, dando um sorriso triste. Me virei para os meus amigos e os abracei fortemente.

–Eu vou voltar pra ver vocês…prometo.

–Eu sei que vai. –Neal respondeu me abraçando.

–Não se esqueça de nós. –August pediu.

Eu sorri.

–Jamais. Mandarei cartas assim que puder, está bem?

Abracei os dois novamente e fui até meu pai. Percebi que ele tinha lágrimas nos olhos. Aquilo me fez chorar também. Tentando a todo custo parar a s lágrimas, o abracei.

–Ah papai… vai ficar tudo bem, eu prometo pro senhor.

–E-eu sei que vai querida. –ele disse, afagando meus cabelos. –Mas se esse homem de maltratar ou desprezar, você volta correndo para casa, está bem?

–Não vai acontecer papai, eu prometo. Mas se tudo der errado, eu volto, pode ter certeza.

–Senhorita Swan. –Sr Smith chamou novamente. –Temos que ir.

Me separei do meu pai, acenei mais uma vez para Neal e August, e subi na carruagem. Conforme ela ia se afastando pelo caminho de terra, eu olhava para trás, para o pequeno vilarejo que a cada momento ia ficando mais pequeno e distante, e pensava se iria sentir falta da minha vida ali. Aquele lugar era realmente a minha casa?

6 horas depois…

Já estávamos viajando a seis horas. Eu tinha feito de tudo um pouco: dormido, desenhado, lido… principalmente lido. Eu estava devorando OnceUpon A Time (novamente). Eu já o havia lido milhões de vezes, mas ele sempre conseguia me surpreender. Na realidade eu nunca tinha passado da metade. Não tinha coragem de me aproximar aos últimos contos e me decepcionar, achar um conto triste, sem final feliz. Aqueles contos eram minha porta de escape da vida, lá tudo era feliz, lindo, maravilhoso. E eu tinha medo de achar um conto que se aproximasse de mais da realidade (pois, convenhamos, a minha não era nem um pouco feliz). Despertei dos meus devaneios com o Sr Smith me chamando.

–Senhorita Swan? Estamos chegando.

Nesse momento, a carruagem passava por uma clareira. No horizonte, se viam extensos bosques e altas montanhas. Eu sabia que atrás de tudo aquilo, estava o mar. Eu só havia ido ao mar uma vez, quando tinha cinco anos. Marie e John tinham me levado, junto com Neal e August. John tinha um amigo que morava na praia, e conseguiu um barco emprestado. Nós passamos o dia inteiro velejando, e foi a melhor sensação da minha vida. AS ondas batendo no casco do barco, o vento desarrumando meus cabelos, as gaivotas voando em torno de nós.

–Senhorita Swan? –o Sr Smith me chamou novamente. –A senhorita está bem? Parece meio desconectada...

Mas ele não pode terminar a frase, pois foi interrompido pela parada brusca da carruagem e pelos relinchos dos cavalos.

–Mas o que...diabos, ele não! –praguejou. Eu a princípio não entendi, quem era “ele”? mas minhas dúvidas logo foram respondidas quando um homem de olhos e cabelos pretos apareceu na porta da carruagem. Seu nariz e boca estavam cobertos por um lenço vermelho, como o dos bandidos das histórias.

–Ora, ora, se não é o meu querido Smith... –o homem falou, com um pouco de ironia na voz. –E quem é essa bela moça que está lhe acompanhando? Não seria a noiva, que Jones arranjou, não é mesmo?

Eu não estava gostando dele. E o Sr Smith parecia ter uma espécie de ódio mortal pelo mesmo, já que a cada palavra pronunciada ficava mais vermelho e seus punhos se fechavam mais fortemente.

–Ah, mas que falta de educação a minha! Círon, a seu dispor.

Círon? Que tipo de nome era aquele?

–“A seu dispor”...idiota –o Sr Smith falou baixinho.

–Emma Swan. –eu o cumprimentei. Afinal, eu tinha algo de educação. Estendi a minha mão para que ele apertasse, e quando o fez, um arrepio gelado atravessou minha espinha. Eu tinha que ficar o mais longe dele, disso eu tinha certeza. –E sim, sou eu que vou me casar com Killian. –completei o mais fria possível.

–Parece, que alguém tem bastante personalidade... –ele disse dando um sorrisinho irritante. Eu fechei ainda mais a cara. –Tenho certeza que “Killian” vai adorar, não é? Sabe, se o seu casamento ficar tão ruim quanto o noivo, vai me achar por aqui. –ele complementou com uma piscadela sedutora. Eu ignorei o ato e respondi:

–Tenho certeza que não será necessário, senhor. Eu e Killian nos damos perfeitamente bem. –Seu desconcerto foi como um troféu para mim. Dei um sorrisinho vitorioso para ele, deixando bem claro que ele não tinha conseguido me atingir. –Agora, se nos desculpa, eu tenho um noivo para ver.

Círon me encarou perplexo. Acho que ele não estava acostumado a ser ridicularizado. Bem, melhor para mim! O Sr Smith, que parecia ter entrado em um transe com a minha “performance”, rapidamente concordou com a cabeça, e ignorando Círon, disse ao cocheiro que continuasse a viagem. Nossa carruagem se afastou rapidamente, deixando um homem bastante confuso para trás.

–Isso...isso foi incrível! Quer dizer, Círon é um idiota, mas ninguém consegue deixar ele assim, desconcertado. Quer dizer, Killian consegue, mas depois sempre acaba batendo nele ou algo assim. É o único jeito de calar a boca dele. Quer dizer, parece que você conseguiu sem bater nele nem nada, mas...

Eu ri do Sr Smith, que continuava com seu discurso sobre como Círon era horrível, idiota... O Sr Smith continuou falando, mas no seu quinto “Quer dizer...” eu simplesmente parei de prestar atenção. Eu sei que pode parecer falta de educação, mas meus pensamentos voaram para longe, e eu não pude evitar.

Agora passávamos por um bosque claro, com muitos pássaros. Depois, por um grande lago com muitos patos e cisnes. E ali, justo em frente, um castelo rodeado por uma muralha coberta de folhas. Eu observo atenta a construção. As pedras claras, reluzentes ao Sol. Todas as janelas abertas, as cortinas voando ao vento. Aquele lugar dava uma sensação de paz. E era assim que eu esperava que me sentisse ali.

Notas finais
Gostaram? Comenteeeeeem e façam uma autora feliz :)