A Bela e a Fera
8 Capítulo 8 - Um passeio, Uma surpresa
Notas iniciais

Para aquele dia estava programado um longo passeio até a cidade, e como sempre acontecia, a marquesa gostaria de se fazer presente no evento, com isso todos os seus filhos deveriam lhe acompanhar.
Mabel acordou sem espírito para a atividade e desejou se recusar a levantar. Talvez dizer que se sentia cansada diante de tanto movimento, porém, não pode deixar de acatar o pedido choroso de uma magoada Sophie. Desde a noite anterior quando sir Duff conversara por mais de meia hora com Dominic que não voltara a falar com a garota. Na verdade parecia evita-la. E como boa amiga, Mabel acreditou que um passeio poderia ajudar a outra a espairecer e, assim como ela queria fazer, esquecer as agruras da vida.
Dominic não foi retirado da cama, na verdade ele saltou dela logo depois do sonho e se encaminhou direto para o escritório, perplexo consigo mesmo por ainda não ter percebido que se sentia atraído pela senhorita Nagle, pois costumava ser muito rápido em compreender quando uma mulher o atraia. Entretanto não conseguiu se manter isolado por um longo tempo, logo depois do desjejum solitário recebeu a visita da mãe que vinha busca-lo para uma nova e infernal atividade grupal quando tudo o que o marquês queria, principalmente agora, era permanecer só com seu trabalho e pensamentos perturbados.
— Você deve ir. — A mãe dissera firmemente garantindo que sem a presença dele os casais não estariam completos. – É sua obrigação como anfitrião “solteiro”. – se fosse casado estava dispensado.
Ainda remexendo na pilha de papeis diante de si, Dominic parecia não estar dando qualquer atenção às exigências da mãe quando perguntou com fingido desinteresse:
— Quem devo acompanhar? – havia uma pessoa em especial que, mesmo sem querer admitir, lhe “interessaria” conduzir.
Frances mostrou um breve sorriso de quem considera ter feito a escolha perfeita.
— Pensei na senhorita Georgina Cooper.
Ele balançou serena e negativamente a cabeça antes de, em palavras, recusar a proposta da mãe.
— Está fora de questão. Ela vai me deixar maluco falando nos vestidos e fitas que pretende comprar.
Percebendo que fizera uma má escolha e silenciosamente concordando com o filho, Frances fez outra sugestão:
— Que tal a senhorita Vivien Enfield? – não havia o que reclamar dessa jovem, ela mal falava.
Ele suspirou. E a marquesa soube que aquela também não serviria.
— Então... acho que... – ela caminhou levemente para o lado do filho – a única da qual você não costuma reclamar é Mabel... – e imediatamente Dominic a encarou percebendo a alteração no tom da voz materna.
Será que Frances estava insinuando algo? E se estivesse, ele não deveria formular qualquer pergunta sob a pena de acabar muito enrolado. Então, fez uma sugestão clara que indicava a impossibilidade de acompanhar tal jovem, mesmo que ele estivesse inclinado a fazer isso.
— Com certeza a senhorita Nagle prefere outra pessoa para acompanhá-la em uma distância tão longa.
A mulher balançou a mão suavemente descartando a opinião do filho com rapidez.
— Bobagem! Se esse é seu principal motivo para recusar acompanha-la, sei que Mabel não se importará, ela nunca reclama quando peço que...
— Dance comigo. – ele completou sério, empurrando a cadeira para trás – Me diga mamãe, quem recusaria a um pedido seu? – e completou antes que ela pudesse reclamar: — Exceto eu é claro.
Francês sorriu satisfeita consigo mesma. Algumas vezes era muito bom ter o poder de comandar a vida dos outros. E obriga-los a fazer o que se quer.
— Então será Mabel? – insistiu vendo o filho retornar para os papéis que estavam espalhados sobre a mesa.
Ele queria ir, sabia que estar perto da senhorita Nagle por algumas horas não seria considerado como uma atividade penosa. Mas, também sabia que não deveria ir. Quanto mais afastado permanecesse, mais fácil seria deixar de lado aquele estúpido...desejo.
— Acho que ficarei aqui, preciso concluir estas cartas. – era bem melhor, e mais saudável, evitar permanecer mais tempo junto a Mabel.
A marquesa iria insistir:
— Você pode concluir as cartas depois, elas não irão a lugar algum Dominic! E depois... se você for e acompanhar Mabel, poderá abrir a possibilidade de outros rapazes se aproximarem.
Ele encarou a mãe. O que francês pretendia? Jogar Mabel no colo de qualquer um?
A marquesa continuou:
— Você sabe que ela não tem dote, sabe as condições familiares dela, seria muito bom se um de nossos convidados se interessasse por ela. Afinal, Mabel é uma bela jovem, educada, gentil, inteligente...
Aquela conversa perdera o tom leve e começava a incomodá-lo.
— Você se transformou em casamenteira agora mamãe?
— Sempre fui Dominic! E logo tratarei de arrumar uma bela noiva para você também.
Ele baixou a cabeça sem saber porque estava zangado. Se pela intromissão que a mãe pretendia fazer em sua vida, ou na vida de Mabel.
— Esqueça! – retrucou mais alto do que deveria. – E é melhor a senhora se conscientizar de que não pretendo me casar.
— Dominic! Você sabe que não pode fazer isso. Você tem muitas responsabilidades e...
Ela ia começar com aquela ladainha de que privilégios trazem responsabilidades e blá, blá, blá. Deeping já conhecia aquele discurso.
— Não vou falar sobre isso com a senhora. Já está decidido, não vou mudar de ideia.
A marquesa abriu a boca para falar, mas o rapaz logo a calou com uma informação que lhe agradaria.
— Acompanho a senhorita Nagle no passeio se a senhora me deixar em paz para responder a estas cartas. Só mande me avisar a hora em que pretende sair.
Se sentindo vitoriosa a marquesa finalmente deixou o escritório. Porém, assim que viu a mãe se afastando, Dominic percebeu que aquele arranjo fora mais do que satisfatório para compensar seu desejo contido de permanecer mais tempo junto a Mabel. O que não significava boa coisa já que estava enganando a si mesmo ao se oferecer artimanhas para estar perto da senhorita Nagle.
***********
Mabel não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Teria de passar quase uma hora ao lado de sir Deeping pois ele era seu acompanhante no passeio até a cidade. Elliot claramente se mostrava furioso. Por imposição materna, ele acompanharia a senhorita Empson, filha de um conde, uma moça robusta de cabelos loiros e grandes olhos azuis. Simpática e muito alegre. Mabel não conseguia se incomodar ao ver o “noivo” junto da garota, simpatizava demais com ela para se sentir enciumada.
Em contrapartida, o braço que segurava não era nem de longe o mais agradável. Entretanto, Mabel sabia que não deveria ser muito simples para a marquesa conseguir alguém para estar ao lado dela por tanto tempo. A pessoa que sofreria menos interrogatório e cobranças posteriores de fato seria o marquês. E talvez até considerassem que estava servindo como bode expiatório na tentativa de apagar o falatório que continuava intenso.
— Como passou a noite? – ele perguntou de repente com aquela voz profunda e distante quando já haviam percorrido alguns metros.
— Bem obrigada.
— Não sentiu necessidade de caminhar durante a alvorada?
Era uma clara alusão ao encontro deles na manhã anterior.
— Dormi como um anjo. – ela mentiu. Passara boa parte da noite incomodada com Elliot e suas cobranças.
Ele se calou por mais alguns metros e o grupo da frente enveredou por uma estrada estreita que cortava o campo atraindo a atenção do marquês.
— Para aonde mamãe está indo?
— Para a cidade.
— Sim, eu sei. – retrucou quase sem paciência – Mas por esta estrada ruim? Não seria mais fácil continuarmos pelo trajeto regular?
— O senhor não lembra que pela estrada leva-se quase uma hora?
Era esse o tempo que Dominic tinha em mente para o tal passeio.
— Sim, eu sei. Fiz esse trajeto todo com “você” no colo. Lembra-se?
Mabel parou de caminhar e o obrigou a encará-la.
— O senhor pode por favor parar de me tratar de maneira tão informal? Alguém vai acabar nos ouvindo e entendo errado. – especialmente Elliot ela pensava.
Ele cruzou os braços diante do corpo percebendo as bochechas de Mabel em um tom levemente rosado a lhe atraírem para perto. Suspirou e disse:
— Me perdoe senhorita Nagle... não acontecerá novamente. – ela estava certa, ele estava brincando com fogo.
Uma frase gentil sem tom de ironia. Aquela constatação a surpreendeu tanto que a deixou sem resposta.
— Agora podemos continuar? – ele perguntou erguendo a mão em direção ao grupo que ia já há alguns metros – Eles estão se distanciando de nós.
Mabel moveu a sombrinha sobre a cabeça e observou o grupo bem a frente, se eles ficassem para trás também atrairiam a atenção.
— Certamente. – concordou se aprumando para continuar a caminhada e Dominic estendeu o braço para que ela segurasse.
Ela suspirou pensando que aquela tortura ainda teria no mínimo uns vinte minutos. E Dominic se calou. As brincadeiras pareciam impossíveis de serem feitas com a garota. Também não havia a necessidade de provocação. Ela não estava interessada em conversar com ele por motivo algum. Em passos regulares logo estavam bem próximos do grupo da frente que encontrara no meio do caminho um pequeno córrego onde o único modo de passar era pisando sobre pedras. Pedras irregulares, com limo e úmidas.
Percebendo o impasse, algumas pessoas acreditavam que o melhor seria retornar e tomar a estrada principal novamente. Argumento que foi total e completamente rechaçado já que se isso fosse realizado, melhor seria voltarem para casa tal o tempo que se perderia na empreitada.
Então, sir Johnson sugeriu que cada cavalheiro carregasse sua acompanhada para o outro lado nos braços. E as opiniões rapidamente se dividiram.
Era demais carregar as moças no colo. O decoro não permitia tal ato. Disse alguém.
Mas então deveriam voltar? Era uma emergência. E em emergências atitudes extremas devem ser tomadas. Disse outro.
No final da discussão quem decidiu foi a marquesa, pois Dominic ainda vinha a alguns passos de distância e não participara do debate.
— Vamos cruzar! – determinou surpreendendo até a própria filha.
Lentamente os casais foram passando, faltavam apenas Mabel e Frances no final, e as duas caberiam a Dominic. Entretanto, quando colocou a mãe com os pés firmes no chão, o marquês ouviu Elliot informar que buscaria a senhorita Nagle e não teve tempo para detê-lo. Mas, a tia foi mais rápida em segurar o braço do filho antes de autoritariamente proibi-lo.
Silenciosamente o marquês tomou a direção de onde Mabel estava a sua espera, sentindo-se incomodado pela postura da viscondessa. Era perceptível no rosto feminino o constrangimento de ter ouvido o que a mãe de Elliot tão abertamente dissera. Mas, a garota nada falou e quando o marquês se aproximou apenas ofereceu um breve sorriso.
— Vou ajuda-la a cruzar. – ele informou antes de erguê-la com a mesma facilidade que tivera anos atrás. Mabel ainda era leve, ainda parecia assustada, ainda tinha ares de menina. Mas, ele claramente não se sentia igual ao manter o corpo feminino em seus braços, próximo ao seu peito enquanto respirava o aroma suave da pele delicada.
Mabel fechou a sombrinha e a amarrou, quando Dominic a ergueu do chão, passou um braço sobre os largos ombros masculinos e se permitiu observar de perto os traços do rosto dele. Do nariz reto, dos lábios estreitos e desenhados, dos olhos azuis com longos cílios. Ele se mostrava concentrado na ação de cruzar em segurança aconchegando o corpo dela ao seu com um gesto natural e despretensioso.
Em poucas passadas Dominic esteve do outro lado. Colocou a jovem no chão e o grupo retomou a caminhada. O silêncio pesou entre eles até que atingissem a cidade e suas poucas casas de comércio. As moças se organizaram em trios ou quartetos em busca de enfeites, fitas, e detalhes que lhe fosse agradável aos olhos.
Alguns rapazes ainda mantinham o ânimo para continuar a empreitada, outros, preferiram se reunir para conversar entre eles, sobre as moças que no momento demonstravam interesse pelas compras. Dominic se reuniu à mãe e à tia.
— Vocês não pretendem comprar nada? – perguntou ereto, com as mãos nas costas.
— Viemos apenas para acompanha-los. – a viscondessa explicou abanando generosamente o leque diante do rosto.
Ele fingiu que acreditava. Mas a versão correta daquela frase com certeza seria: viemos apenas para supervisioná-los.
— Sophie? – a marquesa perguntou ao filho vendo que ele estava totalmente tranquilo ali, longe da irmã.
— Com Abigail e Mabel.
Frances parecia insatisfeita com a falta de atenção que o marquês demonstrava no cuidado com a irmã.
— E sir Duff? Sei que você falou com ele, mas não confio naquele homem.
Dominic tinha uma clara visão de sir Duff do lugar onde estava, e ele definitivamente demonstrava interesse em jogar charme para outra pessoa. Uma pessoa que com certeza não era Sophie Deeping.
— Você não confia em sir Duff. Eu não confio na senhorita Nagle...- a viscondessa falou em tom azedo encarando a prima do marido – Sei que suas filhas são grandes amigas dessa jovem, mas, não confio nela. Sinto que ainda teremos problemas por causa dela.
— Que tipo de problemas? – Frances perguntou séria.
— Ela está em busca casamento. – a outra retrucou acelerando o movimento do leque.
— Mas todas as garotas não estão em busca de casamento? – Dominic perguntou encarando a tia.
— Há diferença entre as outras e essa moça em especial meu querido, ela não serve para...
— Sua nora? – ele a interrompeu, e voltando-se para a mãe perguntou: — Você se incomodaria que eu me casasse com alguém como Mabel?
A marquesa sorriu da ideia do filho. Por que ele se casaria com alguém como Mabel se havia tantas outras garotas prontas a se jogarem aos seus pés? Entretanto, gostava dela e de fato não via inconvenientes fora a ausência de dote, o que para Dominic não faria qualquer diferença dado seu status e posição social. Mas, quando falou atingiu outro ponto:
— Você me disse há poucas horas que não pretende se casar.
Ele revirou os olhos azedo.
— Se pretendesse? Se incomodaria?
— Não! – foi a resposta enfática e vitorioso Dominic encarou a tia, liberou um sorriso irônico, pediu licença e se retirou em passos rápidos. Ia em busca da irmã e de suas amigas, mais especificamente de uma. Quem sabe se a sugestão dada apenas de forma hipotética não acabaria se tornando real?
O retorno para casa foi menos rápido do que a ida, pois eles regressaram pela estrada principal. Seria inconveniente obrigar as moças a passar pela mesma situação duas vezes. Mesmo com a presença de duas senhoras que corroborariam com a informação de que nada demais acontecera.
Assim que ingressou na casa, Mabel foi diretamente para o quarto, queria muito descansar. Não sentia o corpo tão cansado quanto sentia seu emocional abalado. E havia claramente duas razões para isso. A primeira dizia respeito a falta de contato com Elliot, por mais que tentassem, eles nunca conseguiam ficar próximos tempo suficiente para conversar ou apenas aproveitar a presença um do outro. E o segundo motivo era exatamente porque o tempo que lhe faltava com o “noivo”, lhe sobrava com Dominic, e a proximidade deles estava criando certas situações que poderiam não ter volta, como os comentários e fofocas que pareciam ter reacendido após o passeio.
Ela se sentou na cama respirando fundo e tentando ser positiva quando ouviu duas batidas na porta. Acreditou ser sua colega de quarto, mas era Abigail Strang.
— Esqueci um pacote com você... – a garota falou já ingressando no aposento.
— Esqueceu? Acho que estou apenas com o meu pacote. – Mabel explicou erguendo um único embrulho de cima da colcha.
Parecendo confusa Abigail se sentou na cama.
— Então onde será que o deixei?
— Talvez com sua irmã. – era a pessoa mais próxima e possível de ter guardado o embrulho.
— É verdade. – Abigail completou, mas permaneceu sentada.
As duas se olharam fixamente por alguns segundos até que Mabel resolveu perguntar:
— Posso ajudar em algo mais?
— Desculpe se estou atrapalhando... – a outra continuou – mas queria conversar com você antes do jantar.
Parada ao lado da cama Mabel encarou a garota sem compreender muito bem. Elas eram amigas, mas nunca foram confidentes. Então, era estranho receber Abigail em seu quarto para uma conversa que ao que tudo indicava era íntima.
Diante do silêncio de Mabel, Abigail decidiu tomar a frente:
— Você pode fechar a porta? Não quero que nos ouçam...
Rapidamente Mabel fez o que lhe fora pedido, mas antes de se sentar diante da outra explicou:
— Minha colega de quarto pode chegar a qualquer momento.
— Serei rápida. – Abigail garantiu sorrindo delicadamente.
Por que ela não estava gostando do jeito nem do tom de voz de Abigail? Afinal qual seria o assunto?
A outra se remexeu, acomodou as mãos como se estivesse tomando coragem e por fim falou:
— Eu vi você e sir Deeping ontem, no jardim...
O susto foi grande, mas, imediatamente Mabel disse a si mesma que seria melhor uma amiga ter presenciado a cena do que outra pessoa qualquer. E além do mais, se ela vira, sabia que não existira beijo algum.
— E eu sei que essa fofoca toda está perturbando sua vida...
Finalmente uma voz amiga. A garota morena pensou suspirando.
— Sim! – Mabel concordou sorrindo – E você pode nos ajudar, pode esclarecer tudo, pode dizer que não existiu o beijo algum.
Abigail ficou estranhamente silenciosa diante do pedido da amiga. E logo Mabel descobriu o porquê.
— Não seria nada vantajoso para mim esclarecer esse acontecimento.
Vantajoso? Mabel se perguntou, que vantagem ela poderia tirar dessa situação? Mas antes que teorias fossem formuladas, outra bomba foi lançada sem piedade.
— Sei também que você e sir Chowes estão noivos... e se ele descobrisse o que aconteceu daria um ponto final no relacionamento de vocês... e não quero que isso aconteça.
Estática diante das revelações Mabel não sabia o que dizer. Onde aquela garota estava querendo chegar? Mas acabou perguntando num sussurro:
— Como... como você soube sobre Elliot e...
— Eu ouvi vocês conversando uma vez, e mantive segredo.
— E por que justo agora está me revelando tudo isso? – provavelmente aquele seria o momento em que Abigail lhe apresentaria como pretendia tirar vantagem de tudo o que sabia. Mabel se aprumou e esperou.
A voz fria começou a explicar:
— Porque agora, sua condição pode me ser útil...
— Como posso ser útil? Por Deus! O que você quer Abigail? Nada tenho para lhe oferecer.– ela gritou saltando da cama sentindo o corpo estremecer de angústia e nervosismo.
— Eu quero me casar com sir Deeping.
Fale com o autor