A Bela e a Fera
15 Capítulo 15
Capítulo 21
Arrancando a camisa de Brittany de dentro da calça, Rachel expôs o corpo definido. Pelo jeito, as horas de solidão tinham sido dedicadas a muito exercício, e o resultado era impressionante. Ela era mesmo muito bonita, e só a visão bastava para deixá-la louca de desejo.
Por um instante, encontrou o olhar dela, e então Rachel fechou os lábios sobre um dos mamilos, fazendo-a estremecer. Agora ela gemia, abraçando-a com mais força. Deslizando as mãos pelas costelas de Brittany, Rachel sentiu as cicatrizes. A cada beijo dela, a alma de Brittany se abria. Ela a desejava cada vez mais.
Mergulhando os dedos nos cabelos sedosos, puxou-a para si, beijando-a com paixão.
Era um beijo faminto, sem controle. A língua dela provocava, exigia, os lábios saboreavam, e Brittany correspondia, com paixão.
Abraçando-a com força, Brittany ergueu-a do chão. Rachel era tão pequena, tão leve, e conseguia tirar-lhe o fôlego, tocar-lhe a alma. Mas não era o bastante.
— Toque-me — sussurrou Brittany. — Não posso mais esperar, Rachel.
E ela obedeceu, descendo as mãos para as coxas, acariciando os quadris.
Sem interromper os beijos, caíram de joelhos, abraçados, e Rachel desabotoou as calças de Brittany, cobrindo com as mãos os seios nus. Brittany gemeu, inclinando a cabeça para trás, numa oferta silenciosa, e Rachel tomou um mamilo entre os lábios. Brittany gritou o nome de Rachel, as mãos enterradas nos cabelos macios, o quadril ondulando contra ela. E então Rachel intensificou as carícias.
O corpo de Brittany estremecia em ondas de prazer, e logo estava úmida, pronta para recebê-la. As roupas dela não podiam mais conter a excitação. E Brittany queria mais. Queria sentir Rachel dentro dela, preenchendo-a totalmente, até explodir de prazer.
Com gestos rápidos Rachel, arrancou-lhe a camisa, rasgando-a nos braços e atirando-a no chão. As mãos percorreram os seios, os braços, o abdômen definido.
— Você é tão bonita — disse, e Brittany sabia que era sincera. Sabia que Rachel via a mulher, não as cicatrizes.
Ofegante, Rachel não parava de acariciá-la.
— Vou fazer amor com você. — Não era uma pergunta, nem havia qualquer hesitação.
— Era o que eu estava esperando.
Rachel tirou o roupão que usava, e o olhar ansioso de Brittany percorreu o corpo perfeito, as coxas nuas, abertas no colo dela.
— Vou precisar da noite inteira — murmurou Rachel.
Brittany arqueou as sobrancelhas, descendo calça de Rachel.
— Não vou a lugar nenhum.
Rachel explorou-a lentamente, tocando os seios rigidos, sentindo-a estremer ainda mais sob seu toque.
O corpo de Brittany estremecia ao toque das mãos dela.
— Vai me deixar louca — gemeu Rachel, baixinho.
— Você disse a noite inteira. Quero ter certeza disso.
Ela riu, beijando-a de novo, antecipando o prazer de senti-la dentro de si. Mas Rachel a deitou no chão, saboreando cada parte do corpo perfeito, os seios, as coxas, a barriga definida. E quando se inclinou entre as pernas dela, Brittany tremeu de antecipação. Afastando-lhe as pernas, ela introduziu dois dedos na fenda úmida, e ela arqueou as costas, como uma gata selvagem.
— Olhe para mim — pediu, e Brittany obedeceu, abrindo os olhos devagar.
Rachel provocou, excitou, observando o rosto dela, as reações, o prazer que sentia e, sem desviar o olhar, cobriu com os lábios o centro de sua feminilidade.
Brittany gritou seu nome, roucamente, e Rachel percebeu cada movimento, cada músculo, enquanto a saboreava. Então empurrou os dedos mais fundo, sentindo o corpo dela pedir mais, percebendo que o desejo pulsava cada vez mais forte.
O prazer de Brittany também era seu. E quando mordeu os lábios e estremeceu, no auge do prazer, sentiu o quanto era importante para ela. Brittany agarrou-se a Rachel com força.
— RACHEL! — E por fim, deixou-se cair no chão, esgotada. Ela riu, e antes que Brittany pudesse descansar, levantou-se e tirou o resto das roupas.
Brittany se levantou e Rachel a olhou. Ela era linda, as coxas firmes, os quadris estreitos, parada de frente a ela. E quando Brittany deu um passo para trás, Rachel ajoelhou, abraçando-a pelas coxas e percorrendo com os lábios a cicatriz que descia pela perna, até o joelho. A língua de Rachel subiu pela perna, pelas coxas, enquanto as mãos o acariciavam. E então, ela segurou a parte de trás das coxas de Brittany e fitou-a, diretamente. Brittany balançou a cabeça, segurando o rosto dela e deixou-se cair no chão, deitando-a de costas.
— Quero sentir você agora. — E abrindo as pernas dela sobre as suas, acomodou-se entre elas, provocando, tocando de leve.
— Venha, agora — disse Rachel, tentando puxá-la.
— Não quero machucá-la.
— Você não poderia, Brittany. Nunca.
De repente ela se ergueu, acomodou-se no colo de Brittany, e guiou a mão dela para dentro de si.
— Eu disse agora.
— Não posso negar nada a você — gemeu Rachel. Agarrada aos ombros de Brittany, o olhar perdido no dela.
Rachel moveu o corpo, ajudando-a a penetrá-la mais fundo. Os dedos de Brittany estocavam fundo em Rachel e ela estremeceu, movendo sensualmente o quadril
— Oh, Brittany... é tão...
— Eu sei — disse ela, beijando-a carinhosamente. — Eu sei. — Era perfeito.
Rachel sabia que nenhum outro momento em sua vida seria igual àquele. Nada tão íntimo poderia acontecer. Seu coração já estava entregue. Era de Brittany.
E agora sua alma também. Os lábios de Brittany cobriam os dela, ansiosos, famintos. E então ela se mexeu.
A mão livre de Brittany agarrarou os quadris de Rachel, ajudando no movimento.
Ela parecia tão pequena nos braços de Brittany, as coxas esguias flexionando-se cada vez que se erguia e descia sobre a mão dela. Com golpes cada vez mais fundos, Brittany a penetrava, e afastando do rosto dela os longos cabelos, fitou-a diretamente.
Nunca haveria outra mulher em sua vida. Nenhum momento seria mais precioso que aquele. Não era a paixão que compartilhavam, nem o desejo que lhe roubava o controle. Era ela. Rachel, que conseguira tocá-la como nenhuma outra pessoa. Que abrira seu coração, sua alma, para lhe dar a salvação. Ela a fizera desejar ser uma mulher melhor, uma mãe melhor. E a forçara a ver o próprio valor, do qual chegara a duvidar.
A felicidade de Brittany expressava-se nos beijos, na vontade de lhe dar mais prazer. Deitando-a sobre o tapete, as coxas presas ao quadril dela, observou o rosto perfeito, o sorriso sensual, e penetrou-a ainda mais fundo com os três dedos.
As chamas iluminavam o corpo dela com uma luz dourada.
A chuva batia nas janelas e nas paredes de pedra.
Colocando a testa sob a dela, Brittany arremeteu, vendo-a gemer de prazer, a pele brilhante, o rosto iluminado.
— Oh, Brittany...
Ela abraçou-a, enquanto o desejo pulsava dentro dela.
Ao fitá-la, Brittany refletia como Rachel a fizera sentir-se feliz, desde o dia em que ali chegara. Como a tornara novamente uma mulher. Como lhe proporcionara ali, naquela noite, muito mais do que prazer físico. Muito mais.
Á luz da lareira, no castelo de pedra, as duas tinham renascido.
A tempestade rugia lá fora, enquanto ambas se amavam, perdidas na maciez que as acolhiam, encontrando esperança e liberdade.
Rachel ondulava o corpo, os músculos delicados prendendo-a como um punho aveludado. Ela enrijeceu, os dedos agarrado ao cabelo de Brittany, e isso a fez perder o controle totalmente. As pernas dela apertaram ainda mais os quadris de Brittany ao atingir o êxtase.
Inclinando a cabeça para trás, Brittany gritou. A fera presa dentro dela tinha sido libertada dando prazer a Rachel
O som encheu o ar.
Brittany mergulhou mais fundo dentro dela, e Rachel puxou-a contra si, como se nunca fosse suficiente. Ela estremeceu, a expressão do rosto tensa, e ela acariciou-a, ternamente.
Rachel respirava ofegante. As mãos dela acariciavam as costas cobertas de cicatrizes e esse gesto a comoveu. Nunca se cansaria do toque de Rachel. Nunca. Roçando os lábios nos dela, soube que toda a dor e toda a solidão tinham desaparecido.
Nela encontrara a liberdade.
E recuperara o coração.
Por um longo momento permaneceram imóveis. Então, Brittany apoiou-se nos braços e fitou-a. Rachel sorriu, traçando com a ponta dos dedos os lábios de Brittany e o queixo.
— Bem — Rachel suspirou — com certeza você não perdeu a prática.
Brittany riu, mostrando os dentes brancos e perfeitos. O sorriso dela alargou-se, ao puxá-la para um beijo.
— Está com frio?
— Não... — respondeu Rachel, deslizando a mão pelo ombro de Brittany.
— Acho que a luz acabou outra vez.
— E daí?
Brittany riu, sacudindo a cabeça.
— Agora sei como deixar você preguiçosa. — Rachel abriu um olho, olhando-a de lado.
— Você não pára um minuto!
— Não gosto de perder tempo. Rachel... — Brittany hesitou. — Não imagina o que significa para mim você aceitar...
Ela colocou dois dedos sobre os lábios dela.
— Não. Eu não tive que aceitar nada, Brittany. Só tive minha curiosidade satisfeita. Apenas isso.
O rosto dela endureceu.
— Você precisou fazer mais do que me aceitar, Brittany. Precisou confiar em mim.
Não era como Santana era o que queria dizer. E estava certa. As marcas que Santana tinha deixado em sua mente, anos atrás, tinham desaparecido quando Rachel a acolhera.
Sorrindo, Brittany deitou-se de costas, levando Rachel consigo.
Fale com o autor