A Bela e a Fera

4 Pequenas conquistas


Notas iniciais
Bem gente desculpem a demora, é que mês passado fui muito corrido, espero que gostem do capitulo, ele é mais pra dar uma base pro próximo que terá bem mais interação delas, bjos.

Já faz quase quatro semanas que Emma está trabalhando aqui, vejo pelas câmeras da casa ela e henry o tempo todo, claro que sinto muita vontade de estar junto do meu príncipe, no entanto não suporto a ideia que ele me chame de monstro, prefiro ele longe e me amando, do que estar próximo a mim e me odiar e temer. Minha admiração por Emma não poderia ser maior, ela está sempre com ele brincando e me surpreende cada vez mais com a maneira que Henry está se desenvolvendo, afinal em tão pouco tempo ela já o acostumou a dormir a noite escutando histórias de contos de fadas e a tarde sempre o põe pra dormir escutado música, já ouvi de tudo um pouco, clássicas, jazz, músicas brasileiras entre outras. Saio dos meus pensamentos quando reparo que já passa das duas da manhã, resolvo ir até a cozinha comer alguma fruta, pois acabei não comendo muito bem hoje no jantar. Após o acidente acabei pedindo a um engenheiro amigo meu pra mudar algumas coisas na casa, algo como passagens que fizessem eu ir para os principais cantos da casa sem ser vista, como o quarto de Henry, o escritório e a cozinha. Durante o dia sempre ando por essas passagens, afinal não posso nem quero cruzar com ninguém pelo caminho, no entanto pelo horário resolvo ir pelo caminho normal mesmo, afinal ninguém está acordado esse horário.

Ponho meu robe e desço a escada que da pro meu andar. A porta do quarto de Henry está encostada e acabo entrando e olhando meu príncipe dormindo tranquilo. Dou um beijo em sua testa como sempre faço quando venho visitá-lo a noite e saio do quarto em direção a cozinha. Assim que chego no comodo nem me incomodo de acender a luz afinal sei cada canto dessa casa decorado, vou direto pra geladeira, pego a jara de suco e sanduíche natural que Granny sempre deixa pronto pra mim. Começo a comer despreocupada enquanto olho meus emails e me engasgo com o suco quando ouço uma voz bem familiar próxima de mim.

– Assaltando a geladeira uma horas dessas, que feio Senhora Mills. — Falei de forma divertida, afinal não imaginava que ela ficasse assaltando a geladeira pela madrugada.

– Swan, o que raios você está fazendo aqui uma hora dessas? Achei que havia sido bem clara quanto as regras. — Falei de forma dura e tentando manter minha postura, afinal levei um baita susto.

– Eu acabei não jantando e estava sem sono, e resolvi vim fazer um chocolate quente. Mais desculpe, não irei mais incomodar. Boa noite Senhora Mills.- Disse de forma triste afinal em quase um mês essa é nossa primeira conversa e ela ainda é fria desse modo, me virei e já estava de saída da cozinha.

– Swan, espere. Você pode ficar, eu já estou de saída. — Não sei porque tomei essa decisão, afinal ela descumpriu um a regra minha, e não aceito isso nunca.

– Melhor eu ir, você não comeu nada e não quero incomodar. — Quase dei pulos de alegria, afinal eu estou desobedecendo as preciosas regras dela e ela parece não se importar, ponto pra Swan!!!

– Não seja tola, eu disse pra você ficar, você não está me incomodando. — Que droga é essa Regina? Como assim você pede pra alguém ficar? Só pode ser o sono, é isso.

Ela passou por mim e eu abaixei a cabeça, mesmo estando tudo escuro ainda consigo ver o corpo perfeito dela e seu cabelo bagunçado. Ela foi até o armário e pegou o que precisava e toda vez que sabia que ela iria virar eu dava um jeito de virar rápido. Assim que ela terminou ela se encostou na bancada lateral e de onde estava não podia ver nada de mim, no entanto eu tinha a visão perfeita dela, pois a claridade da janela batia sobre seu corpo. Comemos em silêncio e não demorou muito pra que eu terminasse, me levantei e antes de sair da cozinha lhe olhei uma ultima vez.

– Tenha uma boa noite Senhorita Swan. — Me afastei o mais rápido possível, mais mesmo assim ainda escutei ela me desejando o mesmo, subi as escadas correndo, afinal não é toda hora que sou pega em flagrante.

Assim que entrei em meu quarto fui olhar no monitor a câmera da cozinha, no entanto ela não estava mais lá. Resolvi deitar, afinal já está tarde e de uma maneira estranha o dia foi cheio de emoções.

Xxx

Nesse tempo todo que estou aqui nunca mais tinha visto Regina, se bem que ver não é a palavra certa, afinal não a vi e sim apenas escutei sua voz rouca e observei por alto seu corpo. Mais assim que desci e vi um vulto na cozinha meu primeiro impulso foi gritar, no entanto aquele corpo esguio e cheio de curvas não poderia ser de outra pessoa a não ser minha 'fera'. Me aproximei em completo silêncio e fiquei observando seu corpo. Mesmo estando com um robe longo pude ver os seus belos contornos e tive que me segurar pra não avançar nela. Falei com meu tom mais brincalhão e notei que a pobre se assustou tanto que até se engasgou. Claro que ela me deu um baita esporo, no entanto os poucos minutos que passamos juntas valeram a pena. Voltei pra meu quarto após o episódio da cozinha e não consegui tirar a imagem de seu corpo da minha cabeça. Em minutos adormeci imaginando como faria meus próximos passos.

O dia chegou e passou igual aos outros, por volta do mesmo horário eu estava acordada e fiquei imaginando se ela estaria lá. Resolvi descer um pouco depois do horário de ontem , afinal ela pode ter pensado o mesmo. Fiz o minimo de barulho possível e quando cheguei a cozinha fiquei triste afinal ela não estava lá. Fiz meu chocolate quente e enquanto tomava senti que era observada, sorri com isso e percebi que ela dessa vez que me pegou.

– Veio atacar a geladeira novamente Senhora Mills? — Falei divertida e fiquei esperando ela falar algo, no entanto tinha apenas o silencio.

Continuei com meu chocolate e fiquei incomodada com o silencio, no entanto resolvi não falar mais nada, se ela não quer papo hoje não irei insistir. Minha vontade de olhar pra trás era imensa, no entanto assim que pensei isso lembrei de um detalhe importante, a luz estava ligada. Me levantei sem falar nada e fui até o interruptor e apaguei a luz, sentando com um pouco de dificuldade em seguida. Após longos torturantes minutos ouvi a voz que tanto adoro.

– Achei que havia contratado você como babá, e não como segurança de geladeira. — Me aproximei de lado oposto ao dela ficando na completa escuridão, afinal não teria como ela me olhar.

– Seu senso de humor é enorme senhora, me admira o fato de eu não estar me acabando de rir no chão. — Continuei concentrada na minha xícara, afinal sei que ela não quer que eu a veja abrindo de modo algum e ao menos por enquanto irei aceitar.

– Você está ciente que está desobedecendo minhas regras pelo segundo dia consecutivo não está Swan? — Ri discretamente do fato dela me rebater, afinal tenho de admitir que ela tem peito pra tal feito.

– Sim General, no entanto não tenho culpa de só conseguir dormir após meu chocolate quente da madrugada, sabe como é né, ele tomado cedo não faz o mesmo efeito. — Dei um sorriso discreto e ela ficou calada por um tempo.

Ela se aproximou da geladeira no entanto antes que ela abrisse a porta eu a chamei, ela parou o que ia fazer e ficou me escutando, respirei fundo e criei coragem de falar.

– Hei, eu já deixei sua comida do lado de fora, está em cima do balcão da pia. — Falei encolhendo os ombros, afinal nem tinha certeza se ela vinha ou não lanchar e tomei a liberdade de fazer isso.

Ela novamente não respondeu nada e percebi de canto de olho enquanto ela sentava do outro lado da mesa com o sanduíche e o suco em mãos, pra minha sorte havia colocado bastante pedra de gelo e ainda devia estar gelado. Ela começou a comer em silencio e igual na outra noite não demorou muito pra terminar, no entanto eu resolvi sair logo, pois se ela passasse por mim teria o perigo de eu não resistir e agarrar ela. Quando já estava em pé escutei ela me agradecer baixo e dei um sorriso enorme por isso, mesmo achando que ela não iria ver. Subi feliz da vida pois ao menos pude ver um lado dela diferente hoje e sei que por mais que ela seja cheia de regras uma a uma irei conseguir derruba-las.