A Beautiful Lie

29 Capítulo vinte e nove: Phase one - Fortification


Notas iniciais
Hey, e ai povinho, como estão? Tava com saudades, viu? Vamos as novidades, que todos sempre querem saber. Viajei para a Bahia, na quarta-feira retrasada, e só voltei na quarta-feira passada, por isso, a demora a postar o capítulo. Quando cheguei em casa dormi até o c* fazer bico. KKKK e resolvi que ia postar o capítulo na quinta-feira a noite. Porém, o site entrou em manutenção e só voltou meia-noite. Resolvi deixar para postar hoje, então. Enfim, como vão as coisas por ai? Vamos aproveitar, que o capítulo tá bom, em todos os aspectos. :D Enjoy! e espero vocês lá em baixo, ok?

Jared estava com o corpo sobre o meu e o queixo apoiado no espaço entre meus seios. Sua mão direita jazia confortável entrelaçada na minha, enquanto a esquerda acaraciava meu rosto suavemente. Seus olhos azuis estavam fixos nos meus e exibiam um certo brilho. Jay se esticou e me deu um selinho carinhoso.

- Que foi? — Perguntei, deslizando o indicador por sua bochecha.

- Nada, eu só estava lembrando de algumas coisas... — Seu tom de voz era distante.

- Que tipo de coisa?

Ele riu brevemente.

- Nossa primeira vez.

- Hmm... — Meu sorriso era bôbo — Você foi bem.

- Você também. — Após uma pausa, continuou — E pensar que agora você me algema na cama e brinca de gato e sapato comigo... — Comentou.

Dei um tapa em seu ombro.

- Você gosta, seu tarado.

- É diferente! — Defendeu-se alegremente — Eu gosto quando você me algema e faz o que bem entende, mas só você...

- Isso continua soando pervertido. — Jared riu da maneira infantil que eu amava. Foi a primeira vez em duas semanas que o vi rindo sinceramente, quer dizer,

realmente contente, e isso me fez sorrir internamente.

Um vento gelado entrou pela janela aberta. Estremeci levemente.

- Amor, eu to com frio... — Disse, me encolhendo.

Jared se levantou lentamente e, de mesmo modo caminhou até a janela. Ele usava apenas uma boxer azul-marinho. Enquanto fechava a cortina e o vidro, observei

alguns arranhões leves que havia feito em suas costas. Puxei as cobertas e Jay entrou debaixo delas, agarrando-me pela cintura, fazendo com que eu o abraçasse.

Sua pele era morna, branquinha e macia como os próprios travesseiros da cama. Eu estava apenas de calçinha e gostava muito da sensação de estar colada com ele.

Suspirei, aninhando o rosto em seu ombro e passando uma perna por cima de sua cintura. Ele deixou a mão em cima da minha coxa e um braço em volta das minhas

costas. Recebi um beijo na testa e fechei os olhos.

- Jay?

- Oi?

- Canta pra mim...?

Houve uma pequena pausa, apenas para ele respirar fundo e limpar a garganta quase imperceptivelmente.

- O que você quer ouvir?

- Modern myth. — Respondi, sonolenta.

Sua boca estava próxima do meu rosto, de modo que seu hálito me causava alguns arrepios gostosos.

- Did we create a modern myth? Did we imagine half of it? — Sua voz era sexy, melancólica e posso dizer, até um pouco triste. — What happened then, a thought for now,

Save yourself... Save yourself — Meu corpo relaxou inteiramente, porém, por algum motivo, não me permiti dormir, eu queria ouví-lo cantando — The secret is out... The

secret is out; To buy the truth you sell a lie — Essa frase mexeu comigo de uma maneira inexplicável, mas continuei quieta — The last mistake before you die, so don't

forget to breathe tonight, tonight's the last so say good-bye. The secret is out, the secret is out...The secret is out, the secret is out — Na última repetição seu tom se

tornou mais intenso, uma espécie de provocação — Goodbye, goodbye. Goodbye, goodbye; Goodbye, goodbye. Goodbye, goodbye; Goodbye, goodbye. Goodbye, goodbye.

Goodbye, goodbye; Goodbye, goodbye. — Houve uma pausa longa, e então, o último adeus, era uma espécie de aceitação — Goodbye.

Aquilo doeu, pois percebi que eu podia perdê-lo a qualquer instante, dada aquela situação, onde todos estavam tensos. Shannon em coma, Constance foragida, Anna

sendo interrogada, eu como principal suspeita... Qualquer um era capaz de perder a cabeça, assim como Jay havia feito no dia que saiu de pijama. Inconscientemente

abraçei-o com mais força, chamando sua atenção.

- Algum problema? — Perguntou e eu pude sentir que seu olhar estava sobre mim.

- Não... — Comentei, quase sem voz.

- Hey, que houve?

- Desculpa — Sussurrei.

- Porque tá me pedindo desculpas? Você não fez nada.

- Amor, é que eu tenho medo de te perder, medo de perder o Shann. Eu acho que não aguentaria viver, acho que...

- Cala a boca — Rebateu, me assustando um pouco — Não pense em falar um absurdo desses. Eu também tenho medo de perder ele, afinal, Shannon é o meu irmão, e

além de tudo sempre foi meu amigo, nas piores horas e nas melhores também. Não que eu esteja falando que ele vai, mas se, por acaso ele morrer, você não ouse

nem em PENSAR em tirar a própria vida, tá me entendendo? — Assenti levemente, ainda assustada — E eu não vou a lugar nenhum. Porque eu te amo demais, aquele

tempo que nós ficamos separados foi insuportável. — Houve uma pausa e então Jay segurou meu rosto, fazendo com que olhasse fundo em seus olhos expressivos — Eu não

vou a lugar nenhum, porque meu lugar é com você, com a mulher da minha vida.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto, mesmo com o sorriso estúpido estampado em minha face. Beijei-o com carinho, sentia borboletas no estômago e uma dormência

nas pontas dos pés. Ouvir aquilo foi melhor que qualquer experiência que tive em toda minha vida. Parada, continuei olhando-o, completamente desarmada.

- Jared isso é... É...

- Não precisa falar nada. — Sorriu, fazendo com que eu retribuísse toda bôba.

Fechei os olhos e dessa vez dormi tranquilamente.

Acordei com uma melodia suave e baixa vindo da sala. Jared não estava mais do meu lado e choraminguei internamente por ter de sair de baixo das cobertas quentes.

Já que continuava apenas de calçinha, procurei alguma roupa no closet, tremendo um pouco e, enquanto o fazia, olhei para o relógio, percebendo que já eram meio-dia.

Com um sobresalto, peguei a primeira roupa que vi pela frente e fui até a sala, onde Jay estava tocando violão, sentado no sofá. Ele sorriu quando me viu, e já estava

arrumado.

- Alguém dormiu demais? — Perguntou, rindo da minha cara de irritada.

- Porque você não me acordou? — Cruzei os braços apoiando o peso de meu corpo sobre uma das pernas.

Ele riu e veio em minha direção, afagando meus ombros e me dando um selinho.

- É que você estava muito linda dormindo, e parecia cansada.

Revirei os olhos e, antes que percebesse eu estava com uma mão no rosto dele, fazendo carinho.

- Tá bom, tá bom... Agora vamos almoçar e ir visitar o Shann?

- Claro.

O almoço foi corrido e, mais uma vez, estávamos no hospital. Chegamos em cima da hora para o horário de visitas. Enquanto caminhávamos até a sala do Shann, o doutor

Joseph nos interrompeu.

- Ah, ainda bem que chegaram, precisava mesmo falar com vocês.

- Pois não?

- É sobre o Shannon.

- Aconteceu alguma coisa? — Eu e Jared formamos um uníssono perfeito e preocupado.

- Oh, sim, sim... — Respondeu ele, despreocupado — Ele deve acordar nas próximas horas, os remédios estão fazendo efeito rapidamente, porém não posso dizer se ele

vai ficar com sequelas ou danos graves na cabeça. Mas, em todo caso, uma terapia deve resolver.

- Obrigada. — Respondi, sorrindo.

- Não há de que.

Assim que Joseph se virou, Jay suspirou de alívio e me arrastou quase correndo até o quarto. Shannon estava na mesma posição de sempre, só que agora respirava sem

o auxílio dos aparelhos e havia mais alguns curativos em suas costas, provavelmente por ele ficar muito tempo deitado. Fui até lá e beijei sua bochecha carinhosamente.

- Bom dia, amor. — Sorri. — Sabia que seu irmão fez uma declaração linda pra mim?

Como o doutor havia dito que Shannon devia acordar nas próximas horas, resolvemos ficar no hospital. A sala de visitas era grande, possuía paredes brancas e as

cadeiras com estofado de algodão erma vermelhas, o que parecia meio contraditório, pois lembravam sangue. Jay e eu já estávamos sentados a bastante tempo e nada

havia acontecido. Eu queria ver o Shann bem, e isso fez com que a ansiedade me derretesse por dentro. O celular de Jared tocou. Ele observou o indentificador de

chamadas e suspirou.

- Em que posso ajudá-lo hoje? — Seu tom era sarcástico, e, no mesmo momento eu soube que ele falava com o delegado. Houve uma pausa e então — Ah, é? Então porque

você não vai se fod...

Arranquei o aparelho das mãos de Jared e atendi.

- Sinto muito por isso. — Suspirei.

- Ele é babaca sempre, ou só de vez em quando?

- Isso não vem ao caso — Ironizei — Enfim, o que você quer?

- Hmmm, boas notícias... Talvez nem tão boas assim.

- Fala logo! — Pedi, impaciente. Jared olhava fixamente para mim, interessado.

- Anna aceitou fazer uma confissão.

- Que ótimo! — Quase pulei de alegria.

- Mas ela quer falar com você.

- Comigo? Porque eu?

- Como eu vou saber!? Venha para cá agora, antes que ela muda de ideia, e talvez você descubra.

- Okay. — Suspirei.

- Que foi? — Perguntou Jared, pegando o celular e guardando-o no bolso.

- Anna quer falar comigo. — Contei, levantando-me. Jay também se levantou, segurando minha mão.

- Sobre o que?

- Não faço a mínima ideia. Amor, acho melhor você ficar aqui, caso o Shann acorde.

- E te deixar sozinha com aquela maluca? De jeito nenhum!

- Hey, relaxa... Não vai acontecer nada, tá bom?

Ele choramingou, cruzando os braços, igual uma criança que sabe que não vai fazer o que quer, mas sempre tem de insistir um pouco mais.

- Não. — Negou — Eu vou com você.

- Jared, por favor. — Falei, colocando uma mão em seu queixo, fazendo ele olhar pra mim. — Por favor, por favor?

Houve um suspiro.

- Tá bom. — Dei um selinho nele e me virei, porém, ele segurou minha mão — Mas volta logo, tá bom? Não demora. Promete?

- Prometo.

- E traz um café pra mim quando voltar? — Pediu, fazendo uma cara fofa.

- Tá legal, coisinha linda. Agora eu preciso ir.

Jay me largou, ainda choramingando e se sentou, de braços cruzados na cadeira. Sorri ao observá-lo e fui em direção ao carro.

- Pronta? — Perguntou Kennan, com uma mão em meu ombro. Assenti levemente, um tanto nervosa — E não se esqueça, não demonstre medo ou dúvida e, quando falar,

seja firme. — Concordei e ele então, abriu a porta da sala de interrogatório, onde eu mesma já estivera algumas vezes.

Anna me observou entrar e, enquanto me sentava ela comentou:

- Você parece ótima.

- É, apesar de todas as suas tentativas de me fazer mal. — Rebati, sarcástica. — Mas, sem ressentimentos. Vamos logo ao que interessa.

Anna, que estava sentada em frente à mim, se aproximou, apoiando os cotovelos na mesa e arrastando a cadeira para frente.

- Mellanie, você sabe que eu nunca envenenaria o Shannon, admita...

- Você não. Mas talvez tenha contratado alguém, não é mesmo?

- Não seja burra! Eu te chamei aqui, porque você, melhor do que ninguém, me conhece.

- Tudo bem. — Suspirei — E o que você tem a dizer?

- Aquele acidente no corredor do hotel, foi algo totalmente inesperado... Eu estava com raiva, mas não pretendia deixá-lo em coma! Você sabe que eu o amo,

nunca poderia machucá-lo intensionalmente.

- E você espera que eu acredite nisso?

- Qual é! Que motivos eu tenho parar querer matá-lo?

É, realmente, parecia combinar um pouco com a personalidade da Anna. Ela não poderia mesmo matá-lo. Assim como recomendado, tentei não demonstrar dúvidas na

expressão.

- Acho que um bom motivo seria ele ter te trocado por mim, não é mesmo?

- Querida, não seja tão inocente. Eu sempre soube que ele te amava, que não a esqueceria. Eu só ofereci uma pequena fuga.

- Tudo bem, Anna. Então quem o envenenou?

- Eu não sei!

- Me chamaram aqui, porque você queria confessar o crime, não colocar a culpa em outras pessoas. Espero que você apodreça na prisão! — Gritei, levantando com tanta

raiva que derrubei a cadeira.

- Muito bem — Sorriu o delegado — Você se saiu bem. A propósito, seu namorado ligou. — Falou casualmente estendendo meu celular em uma das mãos.

Peguei-o, rapidamente e disquei o número do Jared. Tocou várias vezes, mas ninguém atendeu. Depois lembrei, que no UTI era proibido deixar os celulares ligados.

- Olha, eu preciso ir. — Anunciei

De volta ao hospital, corri até a sala de visitas, porém Jared não estava ali. Apertei o botão do elevador, mas como estava demorando um século para descer, resolvi ir pelas escadas. Subi alguns andares, até chegar no UTI. Caminhei até o final do corredor, abrindo a porta do quarto. Meu coração parou por dois segundos. Senti que ia infartar. Shannon sorria para mim.

Notas finais
@ShelLeto, para quem quiser me adicionar no twitter, como algumas pessoas vem pedindo, acabei de criar, e ele vai ser exclusivo para falar sobre os novos projetos de fanfics, e um pouco sobre o que eu estou fazendo também. criativity-off, para quem quiser me seguir no tumblr, que é compartilhado com meu amigo, Rafael, best. Sobre as histórias, já fiquem avisados que Nº 2 ganhou, por isso terão uma fic de mistério. *u* E para quem estava curioso por uma foto da Mellanie, está na capa, finalmente encontrei uma que a descreve perfeitamente, inclusive os olhos verdes penetrantes e os cílios longos e infantis. *autistando*. KKKKKKKE já ia me esquecendo oO, quero opiniões sobre o capítulo, ok? Escrevi na pressa, espero que não tenha ficado tão ruim! KKK beijos ;*