A Batalha de Thofem

4 Planejamento e Discussão.


Notas iniciais
Agora continua a historia principal do livro, enfim. Espero que estejam entendo mesmo. Serio.

Capitulo 02 – Planejamentos e discussão.

Dor... Dor de cabeça. Não devia ter bebido não um dia antes do planejamento de como iremos atacar os templários. Agora terei que aguentar o Pierre e Jhoshy me tirando a paciência, por deus, que eu não os matos por isso. Ri comigo. Certo... Hora de levantar. Vamos lá.

Abri os olhos devagar, e cocei-os um pouco antes de me sentar. Olhei em volta, não tinha armário de mármore no canto ou poltrona velha do lado da janela... Onde estou? Olhei para a cama e vi Nicolle?!

Ela estava deitada com os cabelos soltos e bagunçados, estava sem maquiagem e algumas marcas em seu pescoço. Espera! Olhei para baixo das cobertas, estamos pelados. Eu já sabia o que tinha acontecido, que merda. Agora terei que arrumar uma desculpa por não poder fica com ela, ai ai. Seu bebo viciado em sexo. Mas isso não me impede de aproveitar um pouco, sorri com esse pensamento.

Deite-me novamente, e me aproximei. Logo a beijei para que acorda-se. Ela pisca varias vezes para se acostumar com a luz, quando me viu abriu um sorriso e retribui o beijo. A puxei para deitar em cima do meu peito, e beijo seu cabelo. E interpretei o cara apaixonado.

— Obrigado por ontem – sussurrei em seu ouvido – eu sempre quis fazer isso com você. – ela riu envergonhada, e levanto a cabeça para me olhar.

— Sempre gostei de você Lorde Louis, achei que não percebia.

Talvez seja melhor eu parar de mentir, ela esta realmente gostar de mim. Se eu continuar se tornara um problema e tanto. Eu estava abrindo minha boca para que eu pudesse falar, quando me interrompe com um beijo. E simplesmente esqueço-me da razão e me entrego ao desejo.

Cá estou novamente na cama de Nicolle, ainda tentando dizer que não a amo. Por fim, desisto e vou simplesmente embora. Já que ela dormia tranquila e me deu tempo para fugir da situação, por enquanto.

Acabei percebendo que a minha lista de quem não quero ver está aumentando, já que Nicolle foi inclusa junto com o Klaus. O que posso dizer? Tenho sérios problemas com relacionamentos.

Passei o meu dia tentando achar uma desculpa para não ir à sede. Até que todas as minhas mentiras acabaram e eu fui obrigado a comparecer. Bufei o caminho inteiro, até parecia uma criança. Mas como não sou uma, tenho que ir nesses eventos de adulto... Bendita maturidade.

Abro a porta da sala devagar para evita atrapalha alguma coisa. O que de fato não adianto, porque no momento que abri a porta todos se direcionaram para mim.

— Tem algo no meu rosto? – perguntei meio zangado. E todos voltaram para a mesa de guerra na mesma hora. – Qual é o plano?

— Bom, temos duas opções. – disse Pierre limpando a garganta. – Podemos atacar de frente ou mandar um batalhão e atacarmos por trás. Na primeira atacaremos direito nos portão do leste, mas se deseja escolher a segunda... O primeiro batalhão irá pela frente segurando por máximo 2 dias, que é o tempo para ir por trás, pelas as montanhas.

— Mas se o senhor quiser mudar de ideia sobre, e conversa com os Templários. – disse Nicolle interrompendo.

— Ou seja, manda um batalhão para morrer? – Perguntei meio agressivo ignorando totalmente o que Nicolle havia dito.

— Perdoe-me senhor, mas é o único jeito. A não ser que escolha a primeira opção, só que muitos iram morrer também.

— Dei-me um tempo para pensar, pegarei um ar. – Disse ao sair e batendo a porta.

Todos podem me chamar de idiota, mas eu realmente não gosto da ideia de mandar um batalhão para a morte em meu nome. Sei que é algo que muitos lordes e reis fariam sem pensar sequer uma vez, só que não consigo compreender, apenas haverá mais mortes em minha mão.

Ando pelos os corredores do castelo a procura de um lugar sossegado para me sentar, que tenha uma arvore. Após algum tempo encontro um lugar escondido no jardim, tinha uma arvore gigante de velha e um banco mais velho ainda. Perfeito. Fui em direção enquanto tentava arrumar meu cabelo, e sentei.

— Por que esta sempre com essa cara de cachorro sem dono?

— hã? – olhei em volta a procura da voz, surpreso vejo Klaus com um sorriso doce esperando uma resposta, o que ele quer afinal? – Ah, está me perseguindo?

— Claro que não, apenas nos encontramos com frequência. – ele me empurra com seu ombro como brincadeira. Dou um leve sorriso em resposta, mas que some no mesmo momento que surgiu. – O que te preocupa senhor?

Dei um longo suspiro após o outro. Não sei se devo sair comentando sobre o plano de guerra com alguém que acabo de conhecer, só que seria bom compartilha isso com alguém. Coloco minha mão na nuca e fechei os olhos. Certo, tenho que falar alguma coisa. Olhei para aquele rapaz loiro como o sol, pálido como a primeira neve a cair... E apenas sorri.

— Sabe quando tem que escolher entre salvar seu pessoal e perde a guerra? – ele ficou quieto, apenas me ouvindo – Eu estou em meio a uma guerra interna... Não sei o que escolher. E eu que pensei que ser lorde seria fácil.

Acabei rindo já que era uma piada interna... Voltei a olhar para a grama. Sinto seu olhar em mim, me observado. Cada movimento meu ele monitorava, e esse silencio insuportável. Não imaginava que ficaria sem resposta, estava preste a me levantar quando sinto um peso sobre o meu corpo, e braços em volta de meu pescoço. Demorei a percebe que ele estava me abraçando e por puro impulso retribuir, passei meus braços por sua cintura o puxando para perto. Ficamos assim, apenas sentindo sua respiração em minha nuca... Quando me dei conta do que estava fazendo, logo me soltei do abraço e levantei.

— Eu... T-tenho que volta para reunião – limpo a garganta ao percebe que minha voz estava saindo tremula, e comecei a corar também. – Obrigado pela a conversa.

O que foi isso? Que cena foi aquela no jardim? Perdi a cabeça em algum lugar para fazer tal coisa? Única coisa que tenho a dizer que ainda bem que parei antes que outra coisa acontecesse. Bom, hora de voltar para a sala de guerra e conta minha decisão que não esta muito concreta, mas tentamos. Andava com passos largos e rápidos, queria resolver logo isso para que pudesse apenas toma um banho e ir deitar.

— Meu lorde, que bom que já voltou. – Todas da sala levantaram após minha entrada, e logo voltaram à conversa sobre a guerra. – Já tomaste uma decisão?

— Sim, iremos atacar por trás. Enquanto um batalhão ataca pela a frente.

— Ótima escolha senhor, vou preparar a equipe e os equipamentos. Encontramo-nos no campo de batalha meu lorde. – Disse Pierre saindo, seguindo por Jhoshy.

Ficando apenas eu e Nicolle naquela enorme sala... A olhei com um sorriso tímido e a abracei.

— Desculpe por falar assim meu lorde, mas é um idiota. – Disse ela me empurrando para trás, fiquei surpreso e esperei – Sair de fininho? Serio? Ou teremos algo ou não.

Bom não quero me relacionar serio com ninguém, porem ter uma “esposa” pode até que ser uma boa... Vou pensar sobre isso após a guerra.

— Eu quero resolver isso após a guerra, a senhorita me compreende? – disse beijando sua mão direita. Ela assentiu com a cabeça e demos um pequeno beijo e cada um foi para seu aposento.

Finalmente estou deitado na minha cama, sentirei falta dela... Terei que dormi no chão por um tempo novamente. Levantei e fui encher a banheira, e logo entrei. Oh, disso também sentirei falta... um bom banho antes de dormi.

Após o banho coloquei uma roupa qualquer e logo adormeci no momento em que deitei na cama.

— Louis? Você esta bem? Parece distraído... – Disse James me olhando preocupado. Dentro da barraca e nus, mas os nossos corpos grudados não nos faziam passar frio naquele lugar infernal.

— Estou bem, só estou pensando demais nessa guerra. – Coloco minha mão em meu cabelo o puxando para cima e abaixo minha cabeça entre meus joelhos. – Tantas mortes... Sem razão ou motivo. Apenas morrem por acreditarem em mim... Sangue em minhas mãos, tanto sangue. – A mão que estava em meu cabelo se transforma em um punho, agarrando-o. Sentia as lagrimas de remorso saindo.

Quando meu corpo é encoberto pelo o abraço dele. Senti seu calor me acalmou.

— Fique calmo, nada disso é por sua culpa. Você é o melhor líder que algum reino pode ter as mortes causadas por ele não algo para se arrepender e sim se orgulhar. Por ter tantos cidadãos que estão dispostos a morrer por você, por sua causa. Então não olhe mais para isso assim, tente pensar em outra coisa. No futuro que o senhor vai proporcionar para as crianças. Esta bem? – assenti com a cabeça, não conseguiria falar alguma coisa sem minha voz sair tremula.

Eu olhei em seus olhos castanhos e beijei sua boca, passei a mão em seu corpo nu. E o coloquei em meu colo sem parar o beijo... Antes que pudéssemos continuar, tocam o alarme que os inimigos atacavam.

— Merda! Vamos, coloca a roupa James e se prepara. – Nos vestimos rápido, deu um selinho em seus lábios – E, por favor, não morra.

— Eu? Para com isso, eu que te protejo. Encontramo-nos depois meu amor.

E saímos da barraca, que confusão estava nosso acampamento. Corpos, sangues e mais corpos esparramados pelo o chão. Tirei minha espada da bainha, e consigo a minha humanidade.

Meus olhos apenas enxergam vermelhos. Os inimigos chegavam a minha volta, e eu dançava com minha espada... Decapitando, esfolando, cortando membros do corpo. Até que eu ouvi um grito... Não... James... Olhei em direção ao grito e vejo-o de joelho com uma espada em seu estomago. Corro em sua direção... Mas não consigo alcança-lo antes que um bastardo corte sua cabeça, deixando apenas o corpo a ajoelhado e caindo aos poucos e sua cabeça ao seu lado com um sorriso triste.

Acordei assustado, suando frio. Devo ter gritado, pois Nicolle esta batendo forte na porta, e gritando o meu nome. Levantei no mesmo instante ainda meio tonto.

— Estou bem Milady, apenas alguns pesadelos. – disse indo em direção ao banheiro para lavar meu rosto.

— Mesmo? – sentia sua preocupação em sua voz tremula.

— Sim, é antiga guerra me atormentando novamente. Nada que não tenha acontecido antes, assim que eu deito novamente... Irei dormi como pedra.

— Se o senhor diz, irei embora então... Espero que esteja tudo bem.

Espero alguns minutos até ter certeza que ninguém esta do outro lado da porta para dar um soco na parede. Bosta! Por que diabos tinha que sonhar com isso agora?! Que raiva, sempre o mesmo sonho antes de ir para o campo de batalha. Não entendo, será que peguei trauma? Bobagem. Vou é na adega pega um pouco de uísque e beber ate dormi.

Notas finais
Espero que tenham apreciado, e obrigada por lerem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.