Notas iniciais
Bom, espero que gostem. É a minha primeira vez escrevendo um livro de fantasia/medieval, então ficarei feliz por dicas. Obrigada desde já.

Capitulo 01 – Lorde Louis

Era uma tarde comum em Velsea. O sol pairava em torno das muralhas, a brisa fresca do verão penetrava a cidade e o castelo, chamando-me para desperta. Com um longo suspiro, e com dificuldade de abrir os olhos levantei.

Fui em direção de um pequeno armário de mármore no canto do quarto, preparei a roupo e fui toma um longo banho. Antes que pudesse aprecia, batem na porta.

— Lorde Louis?

— Sim, sim. Já vou!

E assim se vai meu precioso dia. Suspiro ao sair da banheira. Ponho a roupa e com passos lentos vou em direção à porta de madeira e a abro. Lá estava, Pierre e Nicolle. Com um sorriso imenso em meu rosto os convido para entrar, o rapaz foi o primeiro a entrar e se sentar na velha poltrona que sempre ficava ao lado da janela. E Nicolle veio após, envergonhada pude notar.

— Meu Lorde, tenho péssimas noticias. – fala a simples mulher de cabelos castanhos preso em um coque, com seu rosto rosado e olhos escuros. Assenti para que continuasse. – Devo dizer que o acordo que tentou fazer com o reino de Levingan foi negado.

— E eles declaram guerra contra nós. – Disse o homem que até agora só observava, charmoso devo dizer. Seus cabelos negros e sua pele clara destacavam seus olhos verdes, porem a cicatriz de uma batalha antiga que se encontra em sua bochecha não lhe cai bem.

— Tentarei dialogar novamente com eles. Porem, dessa vez pessoalmente.

— Mas senhor, isso pode ser perigoso. – ambos afirmarão.

— Eu sei. – Sorri, e eles assentirão e foram seguir seus caminhos.

Após a saída deles, me joguei na cama que estava atrás de mim. Suspirei.

Uma guerra com o reino de Levingan seria perigosa, problemática e um total desperdício. Já que é um reino de Magos.

Nosso mundo é infelizmente dividido por raças.

Elfos, Anões e Humanos.

Cada um tem seu objetivo, seu papel no mundo. Mas devo dizer que os elfos são seres magníficos, esbeltos e incrivelmente belos. Puros como uma arvore, e sinceros como o mar. Lembro-me até hoje quando eu pisei pela a primeira vez em seu reino... Oh que lugar belíssimo. Encontrava-se no meio da floresta de Sofer. Nunca havia visto um lugar tão natural como aquele tudo que se encontrava ali, casas, as ruas, as arvore e o castelo cobertos por plantas. Posso não ser um mago, mas tive certeza que no momento que pus meus pés naquele lugar, sabia que ali era de pura magia. Assim como seu líder, Torhael.

Acredito que todas as raças tem seu potencial, como os anões que foram tratados como escravos por muitos de nos humanos, e ainda assim conseguir realmente virar o jogo. Agora eles moram nas montanhas do norte, um palácio divino, sim, realmente divino. O formato era peculiar, com torres pontiagudas, arquitetura gótica. Mostrando poder. Dentro não eram tão diferente, corredores largos e altos, nas paredes continha desenhos da historia do seu reino. Era incrível de ver, tão incrível quanto ao que tinha embaixo do palácio. Como anões, eles tem habilidades para mineração, e por essa razão eles cavavam a caverna da montanha. Uma cidade rica, cidadãos sempre com um sorriso amável no rosto, menos pelo o seu líder Glisan. Pessoa difícil de lidar, mas que sabe negociar.

O que podemos dizer de nos humanos? Somos egoístas, necessitamos do poder e gostamos de guerrear? Bem, sim.

Suspirei ao percebe que estava inerte demais em meus pensamentos, preciso ir falar com o magistério. Suspiro novamente. Levantei-me e sai do quarto, que realmente não queria sair. Vamos lá.

Meus passos eram largos e rápidos, preciso chegar à mesa de batalha o mais rápido possível... Porem em meio a multidão do castelo se preparando para defender, percebo um jovem rapaz parado no meio do pátio. Ele era simples, tem cabelos loiros bem claro, pálido como se tivesse visto um morto e olhos castanhos. Por mais pálido que era suas bochechas tinha um tom suave de vermelho, como sua boca. Foi quando percebi que estava parado no meio do corredor, o encarando.

Sua cabeça virava para lá e para cá. Tentando entender o que estava acontecendo ali. Engraçado, e ao mesmo tempo fofo. Percebi após que ele estava de armadura e com um arco e flechas em sua costas, talvez, tenha vindo para se juntar a nos. Acabei colocando em minha mente isso, entretanto, era apenas uma desculpa para que eu pudesse falar com ele.

Ando em sua direção calmamente o observando, e por fim, ele nota minha presença e abre um sorriso vergonhoso em seu rosto, fiquei encarando aquele sorriso por tempo demais... Precisava falar algo. Sequei a garganta e suspirei.

— Precisa de ajuda?

— Graças aos deuses alguém me notou – ele disse aliviado, e novamente mostrou-me aquele sorriso maravilhoso – Bem, eu gostaria de me juntar à causa de Lupos.

— Compreendo. Fico feliz que queria se junta a causa – Estiquei minha mão para um aperto de mão – Sou Louis Meneghel. – com um arfo surpreso logo aperto minha mão.

— Perdoe-me por meu jeito tão rude. Não sabia que falava com o próprio Lorde Meneghel. – falava com a cabeça baixa, com a voz envergonhada. – Me chamo Klaus Montaly.

M-Montaly? Podia ser o filho do Gustav? O daquele homem cruel?

O meu olhar não era o mesmo para aquele rapaz. Posso aceita-lo sabendo disso? Afinal não é o meu objetivo juntos todos desse país?

— Oh! Não devia ter dito meu nome, realmente sinto muito. Não deve querer mais me aceitar na sua inquisição. Tudo bem. – disse com os olhos fechados e com um sorriso doloroso no rosto.

— Pode ficar. Porem, se fizer alguma coisa que te comprometa... Já sabe. Estarei de olho. – disse me virando, para voltar ao meu objetivo principal. Pude ouvir um “obrigado” bem baixo, mas ignorei e segui meu caminho.

“Ah, que lugar fascinante.”

“Mas por que estão com tanta pressa? Será que eu devia ajudar com alguma coisa? Mas quem eu devo perguntar... Ah. Que agonia. Sinto olhos em mim. Tento ver as escondidas, lá estava. Tem um homem no corredor parado me observando, será que ele já sabe que sou? Oh ele esta se aproximando... aja com normalidade.

Com a proximidade pude olhar diretamente para si. Bonito. Cabelos repicados e ruivo, olhos azul tão claro que parecia branco. Acompanhava um barba bem feita e ruiva em seu rosto branco sardento, pude ver depois algumas cicatriz... Uma ficava entre a sobrancelha do olho esquerdo, e um pouco abaixo tinha uma na bochecha e alguns cortes pequenos no nariz.

— Precisa de ajuda? – acabei sorrindo, pois a voz dele era do jeito que eu imaginava, rouca e grossa.”

Ao entrar na sala que fica a mesa de guerra. Pierre, Nicolle e Jhoshy esperavam. Dei-lhe um sorriso forçado para que não percebesse o quão distraído estava.

— Lorde você está bem? – Disse Jhoshy, um homem com uma voz suave e sempre observador. Ele era moreno, e tinha cabelos castanhos e um bigode, olhos pretos como a escuridão. Um guerreiro como eu.

— Sim. Vamos falar logo sobre o império Levingan... – fugi do assunto – Lady Nicolle você conseguiu marca uma audiência? – ela assentiu – Pierre, os soldados estão preparados para qualquer medidas drástica?

— Sempre estão prontos. – disse ele com a mão no peito e um sorriso no rosto.

Sai da sala sem falar mais nada, todos já havia entendido. Fui em direção ao meu aposentos para me preparar fisicamente e mentalmente para o que está por vim. Força Louis. Ao passar pelo o pátio, olhei em volta a procura do rapaz Montaly, como esperava... Já foi para outro lugar.

Troquei-me e fui para o portão principal esperando Nicolle, a embaixadora.

Um vestido vermelho com detalhes dourados, era o que ela estava usando. Seu cabelo que sempre vive preso estava solto. Mostrando seus lindos cachos. Sorri ao vê-la, está belíssima.

— Nossa... Estou me sentido um plebeu perto da senhorita. – Disse me curvando e com um leve sorriso em meus lábios.

— Isso era pra ser um elogio? – Riu, mas entendeu.

— Vamos lady? – ela assentiu com um sorriso.

Ao ver aquele castelo vermelho e sinistro, eu fiquei assustado. Pelo o poder que aquilo representava, com medo bati no portão. Dois guardas bem equipados abriram para nós. Andei meio cauteloso com Nicolle agarra em meu braço. O sala do trono é magnifico, tem um longo correndo cercado por mesas de jantar, um longo tapete vermelho.

— Olá Lorde Louis, e Lady Nicolle. – disse Amélia, a líder dos magos. Sentada em seu trono. Ela era magra, tinha cabelos brancos e olhos amarelos, sua pela era da cor de seu cabelo. Mas bela.

— Boa noite Lady Amélia. – disse me curvando. – Poderia por obséquio me conceder um pouco do seu tempo?

— Como é educado, mas pode pula essa idiotice de boas maneiras – ela se levanta – Siga-me.

— Como desejar.

A seguir até um pequeno corredor de chão de madeira, paredes vermelhas de veludo e uma janela escondida no canto inferior, ela para perto da janela e o olha para lua – que estava linda tão cheia – suspira e volta a olha para mim.

— Eu não quero começar uma guerra contra vós. – disse ela enfim, com um suspiro longo prosseguiu – Mas temo que tenha coisas que temos que fazer antes de tomamos quaisquer decisão.

— Como o que?

— Eu quero acabar com os templários, se realizar essa tarefa por nós. Ficaríamos feliz em ajudar seja lá qual é sua causa. – ela dizia seria, sem desviar o olhar.

Mas se atacarmos os Templários, vai ser mais difícil para que possamos nos aliar também. Por outro lado, ter os magos dos nossos lado seria tão bom quanto. Infelizmente no momento, não há outra coisa que eu possa fazer.

— Ficaremos honrados em aceitar tal tarefa.

— Sendo assim, o reino Levingan a parti de agora será aliada dos Lupas. – se vira para ir embora – ah, foi ótimo fazer negócios com o senhor Lorde Louis – então ela se desaparece na sombra daquele corredor escuro.

Chego à fortaleza e anuncio o tratado que fizemos com os magos, alguns foram contras... Precisamente Jhoshy. Mas tudo foi como plangemos.

Com a escuridão da noite chegando, decido então antes de dormi, toma um pouco de um bom vinho. Entro no bar, e o bardo começa a toca uma musica sobre a historia antiga. Estava totalmente inerte na minha bebida, que não quem estava sentando ao meu lado... Suspirei por cansaço. E ouço a voz dele...

— Longo dia? – o pergunto, bebendo. Surpreso me viro para direita e o vejo, agora sem seu arco, sem sua armadura... Apenas com uma camisa de coura e uma calça de cetim.

— Por que sentou ao meu lado? – fingi que não me interessava.

— Sei lá, você é o único que sabe quem sou eu. – e lá vem aquele sorriso novamente, para com isso. – E também, até que gosto de conversa contigo.

Não fala isso!

— Hm. – ele esta me provocando, só pode. – Bom, aproveite sua bebida.

— Boa noite!

Bosta, bosta... Bosta... Que inferno.

Jurei para mim, que eu nunca mais, jamais começaria um relacionamento com um homem novamente... Não depois do que aconteceu com o James.

Era uma noite fria de inverno e eu estava em um acampamento no meio de uma guerra que parecia sem fim... Minha boca não conseguia para de tremer, minhas mãos frias como gelo. O vento batia nas minhas costas como um suspiro dos deuses me castigando por tanta morte foi causada pela a minha espada.

Mesmo dentro da barraca eu congelava. Estava sendo uma noite horrível, até que eu o vi... Um rapaz em meio aos soldados que se embolara na pequena fogueira. Sempre sorrindo, tentando animar todos os outros em sua volta. Moreno e com cabelos negros bagunçados, olhos castanhos claros. E lutava com brincadeira, porem, incrivelmente bem. Eu o observava com curiosidade, sua personalidade era deslumbrante assim como sua beleza. Eu sorria com cada palavra que saia de sua boca... Imaginando-me ao seu lado, visualizando uma aventura que poderíamos ter.

Nosso pequeno romance aconteceu ali, naquele terrível campo de batalha. E morreu nos braços da guerra.

Encostei-me a parede mais próxima e quase que arranco meus cabelos, assim não.

Não sei o porquê estou parado na porta dela, mas eu só preciso estar com alguém agora.

Bati na porta com a cabeça baixa... nada. Quando estava preste a ir embora, a porta se abre e Nicolle me olha preocupada.

— Meu deus, o que houve com o senhor? – Ela abra a porta, para que eu entre. Eu simplesmente a abraço.

— Posso fica aqui essa noite? – sussurrei em seu ouvido. Só senti sua cabeça concordando em meu ombro. Longo a beijei e fechei a porta por traz de nós.

Notas finais
Gostaram? Eu espero que sim. Então até a próxima