Notas iniciais
Pessoal, aqui é a Sarinha falando. Como vocês estão?? XD Bom, as atualizações dessa fic não são tão rápidas quanto as nossas individuais, pois escrever a quatro mãos é sempre mais difícil hehe... Mas acho que o resultado compensa né? XD Bom, eu queria aproveitar para um MERCHAND básico... Genteeeemmmm, a fanfic da Lininha está simplesmente maravilhosa e prometendo horrores - "Doce Fruto de um Passado Amargo". é uma spankfic demais!!! Comentem!!! Favoritem!!! Idolaaaaatrem!!! Quem sabe assim ela não posta a continuação e para de me matar de curiosidade? XDXDXDXD Bom, acabado o momento propagando, espero que curtam o capítulo!!!!

Capítulo VI – A Casa de Câncer

– Parece que a barra está limpa. Aquele galinha do Carlo não está aqui. – Ikki disse, olhando ao redor com um semblante bastante satisfeito.

– Deve estar com o Afrodite, na certa. – Foi a vez de Shiryu se manifestar.

– Ou então traindo o Afrodite, é bem provável...

Todos riram da piadinha bem verdadeira de Isaak, e andaram em direção à casa seguinte.

– Nem posso acreditar que já passamos da metade e estamos quase todos aqui ainda... Nunca pensei que conseguiríamos chegar até aqui. – Disse Hyoga, motivado.

Enquanto isso... Na Casa de Aries...

Mu e Shaka no meio do caminho, dão de cara com Kiki correndo para voltar à casa de aries. Kiki estava tão compenetrado no caminho, que não notou a presença de seus mestres nas escadarias.

– Mas que bonito, hein, Kiki!

Kiki foi despertado pela voz de Mu, que estava com o cenho franzido e os braços cruzados. Para o seu desespero, Shaka estava ao seu lado com os olhos fechados e demonstrando enorme serenidade. Mas Kiki sabia que aquilo era apenas uma fachada e que seu mestre Shaka estava fervendo de raiva por dentro.

Shaka começou a andar na direção de Kiki, estalando dedo por dedo e falando devagar e perigosamente.

– Mas o que eu vou fazer com você, hein, Kiki?

Kiki, por sua vez, engoliu seco, dando passos para trás.

...

Mu olhou para Kiki que estava com um bico enorme e um olhar receoso para Shaka e automaticamente se compadeceu, mas sabia que não podia fazer muito naquele momento, ainda mais porque precisava recuperar rapidamente a sua armadura.

– Shaky, vou falar com o Camus e depois com a Marin, ok?

Shaka apenas acenou sem tirar os olhos de Kiki, enquanto Mu se afastava mandando mensagens mentais de aviso ao marido para que não exagerasse. Shaka sequer deu ouvidos ou mandou outra resposta para acalmar o ariano.

– Você exagerou hoje, Kiki! Acho que realmente perdeu a noção do perigo...

Shaka disse agarrando uma das orelhas de Kiki e o levando num puxão firme e contínuo até a casa de aries. Kiki chorava envergonhado no caminho quando percebeu que todos estavam olhando sua situação e que alguns de seus colegas de escola apontavam rindo.

Ao chegar em casa, Shaka soltou Kiki.

– Sente-se no sofá.

Kiki obedeceu prontamente, com as mãos entre os joelhos e o rosto baixo. Kiki sabia se fazer de coitado, se fosse Mu já estava o abraçando, mas Shaka não cedia a aquele tipo de manha. Mas isso não o impediria de tentar.

– Vamos ver... Você fez tanta coisa errada que é difícil elencar. Primeiro, você se juntou a essa rebelião imbecil para roubar o cetro de Atena. Depois enganou seu pai e desapareceu com a armadura dele, além de mentir, claro. Se não bastasse, ainda fugiu do castigo...

– Mestre Mu já me bateu por isso!

– Mu te deu cinco palmadas por cima da calça! Você merecia era uma bela surra de cinto para aprender a nunca mais nos desafiar!

Kiki começou a chorar, ficou morrendo de medo de apanhar de cinto, já que nunca tinha levado sequer uma única cintada. Shun já, mas ele não, Mu nunca deixava. Mas Mu não estava lá naquele momento para o seu sofrimento e insegurança de seus fundilhos.

– Não mestre Shaka, por favor, por favor!

– Você tem ideia do que essa ideia retardada pode causar com a Grécia? Com o mundo? Não, você não tem! Todo o universo funciona perfeitamente, em equilíbrio, como uma perfeita máquina cheia de mecanismos complexos. Uma pequena falha num simples parafuso de uma máquina pode fazer com que o sistema todo entre em colapso.

Kiki olhava atento para Shaka.

– O cetro tem um poder imenso e a Saori é só uma adolescente, ela não aprendeu a controlar o cetro. Se ela utilizá-lo para motivos escusos pode desencadear um desequilíbrio em todo o universo. É difícil prever o que aconteceria, digamos que ela conseguisse modificar as constelações, isso poderia causar um caos cósmico e reverter a ordem natural dos quatro elementos, causando tragédias e destruindo a humanidade.

Shaka continuava a falar, porém não era apenas para Kiki, ele mesmo estava pensando consigo quais seriam as consequências do ato impensado dos bronzeados.

– Isso poderia reverter a ordem os planetas, desestabilizando o sistema solar e nos causando algum problema com falta ou excesso de luz o sol. Sem contar que, talvez, nenhum desastre natural ocorresse, mas...

Shaka parou por um momento.

– Isso tudo poderia causar o enfraquecimento da elite dourada abriria as portas para tentativas de domínio das trevas. Com certeza Hades não deixaria isso passar...

Kiki continuava olhando a preocupação de Shaka, que pegou o telefone murmurando “isso precisa parar agora”.

– Alô, Carlo?

– Fala Barbie!

– Aconteceu uma rebelião no santuário, os cavaleiros de bronze vão passar pela sua casa agora. Por favor, os segure e acabe com isso, vou mandar os respectivos mestres busca-los.

– Ih, boneca, não vai dar... Estou em punta cana tomando um bronze com umas chicas. Afrodite me torrou o saco, decidi fugir para cá... Não aguento mais aquela louca e seus ataques histéricos.

Shaka desligou na cara de Carlo nervoso, não apenas pelas piadas que não tinham nada a ver com sua personalidade, mas pelo cavaleiro ser extremamente irresponsável abandonando seu posto daquela forma.

Shaka colocou as mãos na têmpora, falando consigo mesmo.

– Irresponsável. Bom, na certa Aioria está na sua casa e vai tomar as providências necessárias. Tenho certeza que nem preciso ligar para ele que já deve estar a par de toda essa palhaçada...

Foi quando Shaka viu pela sua visão periférica Kiki andando de fininho para fugir da sala.

– KIKI!

Kiki parou como uma estátua com um pé no ar sem tocar o chão e um sorriso amarelo para o mestre.

– VOLTE AQUI, EU NÃO ACABEI COM VOCÊ! OU MELHOR, NEM COMECEI COM VOCÊ! SENTE ESSE TRASEIRO NESSE SEGUNDO NESSE SOFÁ ANTES QUE EU PERCA A PACIÊNCIA!

Kiki voltou num segundo e grudou o bumbum no sofá, com um olhar desesperado.

– Pois bem, onde você estava com a cabeça de se juntar a uma rebelião que desafia a mim e ao seu pai, hãm?

Shaka perguntou, já se sentando ao lado de Kiki e o puxando para cima de suas pernas, deixando o traseiro do garoto bem empinado. Kiki não respondeu, apenas começou a chorar quando sentiu Shaka abaixando suas calças.

– Por favor, mestre Shaka, por favor...

Shaka começou a desferir fortes palmadas no traseiro branco de Kiki que esperneava sem parar procurando alguma piedade que não encontrava no castigo duro de Shaka. As palmadas continuavam certeiras e alternadas, independente da altura do choro do garoto.

– Isso é para você aprender a nunca mais nos desafiar! Que ideia mais tola achar que poderia de alguma maneira se tornar cavaleiro de ouro com a sua idade! Você tem muito o que crescer e aprender antes disso!

Shaka sentenciou e só parou quando vinte palmadas bem dadas esquentaram os fundilhos do ariano. Então, Shaka o levantou e o colocou sentado no sofá, o fazendo gritar com o contato com o tecido.

Shaka foi rapidamente até o seu banheiro, deixando Kiki chorando, e voltou com uma escova de madeira arredondada. Kiki a notar o instrumento começou a chorar com mais força e desespero.

– Não me bate mais, mestre Shaka, por favor, por favor! Eu prometo que não faço mais!

– Ah, sim, eu garanto que você não vai mesmo repetir essas barbaridades que você vem fazendo!

Shaka falou já se sentando e deitando o pupilo sobre suas coxas novamente, dessa vez abaixando sua cueca.

– VOCÊ ENGANOU MU, A PESSOA QUE MAIS TE AMA NESSE MUNDO, E MANDOU SUA ARMADURA PARA ZEUS-SABE-ONDE!

*PEFT*

– Enganar?

*PEFT*

– Mentir?

*PEFT*

– Roubar?

*PEFT*

– Tudo isso é inaceitável!

*PEFT*

– INACEITÁVEL!

*PEFT*

– Eu não criei filho nenhum para isso, ainda mais para tamanha ingratidão!

*PEFT*

– Você sabia que seu pai não faz ideia da onde está armadura dele e do quanto isso traz vulnerabilidade a proteção do Santuário?

*PEFT*

– Você pensa que nós temos tempo para essas traquinagens que vocês decidiram fazer?

*PEFT*

– Eu estou tão decepcionado, mas tão decepcionado!

*PEFT*

– Espero que isso o ensine a se portar como um aprendiz de cavaleiro de hoje em diante.

*PEFT*

*PEFT*

*PEFT*

*PEFT*

*PEFT*

*PEFT*

*PEFT*

*PEFT*

*PEFT*

*PEFT*

Kiki se debatia, chutando o ar e chorando a cada uma das vinte escovadas que levou de Shaka. Pediu tanto perdão que a palavra em algum momento começou a ser proferida automaticamente.

Shaka o levantou sem delicadeza e o sentou novamente no sofá, fazendo com que soltasse um grito com o contato da bunda castigada e o tecido grosso do estofado. Kiki ficou quieto, fungando, esperando por mais broncas.

Foi quando, para o seu desespero, ouviu Shaka desabotoando e tirando o cinto da bainha de sua calça jeans.

– NÃO, NÃO MESTRE...

Kiki piscou e apareceu no outro lado da sala.

– Kiki, nada de se teleportar, vem aqui AGORA, anda!

Kiki se teleportou para o seu assento novamente, Shaka juntou as pontas do cinto e o puxou com força, fazendo um estalo que fez Kiki pular. Na verdade, o tutor já estava decidido a não bater mais em Kiki, ainda mais com um cinto, mas queria deixar um aviso.

– Você acha que fugir de um castigo é aceitável?

Shaka perguntou e Kiki apenas chorou, sem responder. Isso fez Shaka ficar nervoso e dar uma cintada na almofada do sofá, o que fez Kiki responder prontamente.

– Não! Não é aceitável!

– Então por que raios você fugiu do castigo?

– Me desculpa... Por favor mestre, não me bate com isso! Mestre Mu não ia gostar! Ele sempre diz que sou novo demais...

– Mestre Mu não está aqui! E é engraçado, para aprontar você não é novo, não é?

Shaka mais uma vez acertou o sofá com o cinto.

– Olha bem para mim, moleque! Dessa vez eu não vou te bater com o cinto... – Shaka começou a guarda-lo na bainha da calça – Mas da próxima vez que você fugir de um castigo eu vou te achar, te arrastar pela orelha e depois te dar uma surra com isso aqui. Entendeu?

– Sim, sim!!! – Kiki sacudia a cabeça.

– Você está de castigo. Três meses, entendeu?! Três meses só de treino, escola e dever de casa. Não quero ver você vendo TV, lendo quadrinhos, usando a internet, brincando com os seus jogos, fui claro? Se eu pegar você tentando burlar o castigo já sabe né?

Shaka sentou-se no sofá e trouxe o pequeno para o seu colo, deixando que o garoto chorasse em seu peito enquanto lhe fazia um ou outro cafuné no cabelo.

Foi então que Kiki adormeceu e Shaka ouviu Mu entrando pela porta principal. O lemuriano percebeu que o pupilo dormia e começou a falar baixo para não acordá-lo. Por um momento achou fofa a cena de Shaka dando colo para o filho, mas apenas porque não conseguia enxergar a cor do traseiro do menino.

– Minha armadura não está no território amazona, vasculharam em todos os rios e nos outros lugares. Eu não acredito que Kiki conseguiu cruzar telecinese e teletransporte, ainda que sem querer, eu levei anos para dominar essa técnica.

Shaka se levantou com Kiki no colo para leva-lo ao quarto, quando Mu percebeu que os fundilhos do filho estavam muito vermelhos e com marcas de escova. Teve que se controlar para não avançar no marido naquele instante.

Shaka o deixou dormindo na cama e quando voltou Mu estava com cara de poucos amigos.

– Vamos conversar sobre isso depois!

– Ora, Mu...

Mu levantou uma das mãos como quem manda o outro parar de falar e pegou o celular.

– Alô? Camus?

– Oi Mu, tudo bom?

Mu narrou para Camus o problema com sua armadura, o que deixou o aquariano preocupado. Disse que somente ele, Hyoga e Isaak poderiam descer até aquela profundidade para procurar pela urna dourada e que isso somente poderia ser feito pessoalmente.

Isso fez Mu ficar calado, já que não gostava de pedir favores a ninguém, ainda mais pedir para alguém atravessar metade do globo terrestre para entrar num mar congelando a fim de procurar a armadura que seu pupilo endiabrado havia isolado da civilização.

– Só não entendi como Kiki teve acesso a esse local, Mu...

Foi então que Mu explicou detalhadamente os poderes que Kiki não controlava bem se cruzando, e o fato de Kiki ter captado o pensamento de Hyoga e enviado a urna para tão longe. Foi então que Camus questionou Mu sobre o que Hyoga estava fazendo em sua casa e Mu pode contar, detalhadamente, o plano dos bronzeados.

– MAS O QUE?

– Sim, Camus...

– Isso é um absurdo sem tamanho! Eles têm consciência do que podem causar?

– Ao que parece, não...

– Hyoga e Isaak não podem estar envolvidos nisso!

– Estão sim, eu mesmo posso garantir.

Mu preocupou-se com os sons de descontentamento que Camus emitia do outro lado da linha e se questionou sobre quem era pior, ele ou Shaka.

– Vou voltar agora para a Grécia para acabar com essa palhaçada, obrigado por me avisar. E ah, não se preocupe, assim que essa situação estiver resolvida eu mesmo vou fazer com que Hyoga e Isaak mergulhem para resgatar sua armadura.

Mu agradeceu e desligou o telefone.

– Pelo visto vou ficar algum tempo sem minha armadura...

– Oh meu amor...

Shaka o abraçou.

– Eu vou precisar sair em breve, pois quero guardar a casa de virgem, embora eu duvide que eles cheguem tão longe...

Notas finais
Curtiram? Nos incentivem COMENTANDO xD (não importa se você leu isso assim que postamos ou anos depois heehhe)