A Batalha Pelos Mares
4 O Outro Filho de Poseidon
Notas iniciais
Eu ainda não conseguia aceitar o fato de que eu não era mais o único filho de Poseidon, seria legal ter mais um companheiro de chalé, mas eu já estava acostumado a ficar só. Eu estava no chalé pensando em como seria agora que eu tenho um irmão. Noah havia acabado de chegar, da comemoração pela vitoria no jogo de capturar a bandeira, ele colocou do garoto na prateleira junto com seus outros “troféus”.
– Você n fez falta na comemoração, mas... -disse Noah — por que não foi comemorar nossa vitoria? – eu simplesmente n disse nada, preferi ficar em silencio – eu poderia demonstrar que me importo mas- eu o fuzilei com o olhar – ta ok, agora é serio, o que você tem?
-Você não é exatamente a melhor pessoa com quem eu gostaria de conversar, mas é tudo o que eu tenho – ele me fuzilou com o olhar – é que eu estava zonzo com isso que está acontecendo.
- Se refere a saber que você não é mais o único filho de Poseidon, e que não é mais tão especial assim?
- É não estou acostumado a ter um irmão, espero que possamos nos dar bem – disse eu esperançoso.
- Espero não ter que matar você! – disse ele seriamente – está na hora de dormir, apague as luzes.
- Hey, eu sou o líder do chalé aqui
- Ok, líder do chalé mande Percy que já está na hora de dormir e de apagar as luzes – eu apaguei as luzes e me deitei, as palavras de Noah palpitam em minha cabeça “Espero não ter que matar você” mas não demorou muita e eu caí no sono.
No meu sonho eu estava em um campo amplo e muito verde, um menino um pouco mais jovem do que o do meu sonho anterior, aparentava ter 8 ou 9 anos, ele tava correndo, apressado para chegar em algum lugar, ele parou em algum lugar perto de uma arvore, uma mulher chegou atrás dele com uma cesta de picnick. Após eles terminarem de comer, conversarem e brincarem a mulher, foi embora, deixando o menino só, ele foi ate a arvore e se deitou na sombra dela e ficou olhando para cima por um tempo, então se encostou no tronco da arvore, pegou um livro e começou a ler, até cair no sono, ele estava feliz, dava pra sentir, não parecia o Noah que eu conheço. Então meu sonho mudou. Eu estava em uma mini-van com outros 5 jovens, estava de noite, a van estava indo em alta velocidade, como se estivesse fugindo de algo ou alguém, um dos garotos estava tão enjoado estava esverdeado, no volante estava um sátiro, ele havia mandado todos saltarem a seu sinal, todos saltaram, a van mudou de direção e foi ao que estava perseguindo-os e segundos antes da colisão, o sátiro saltou pela porta
- E agora? – perguntou um dos meninos – O que faremos?
- Vamos andando – respondeu o satiro – estamos em perigo então temos que ir logo.
Eles seguiram em frente, atrás deles no meio da escuridão uma voz monstruosa gargalhou, sua risada soava como navalhas cortando minha mente. Eu acordei caindo da cama, e me deparei com Noah, já acordado, do outro lado do chalé fazendo abdominais.
- Como consegue acordar tão cedo? – perguntei
- Já morei com meus tios em uma fazenda no Teennesse, lá eu era obrigado a acordar cedo – respondeu Noah com uma expressão nada boa, como se não quisesse se lembrar do passado – terminei agora vou tomar banho antes do café da manhã – ele saiu e foi em direção aos banheiros.
Depois que eu também tomei banho, eu e Noah fomos para o refeitório, eu achei que dessa vez não sentaria sozinho na mesa de Poseidon, mas me enganei, pois Noah sentou-se à Mesa Grande mais uma vez, me perguntei por que ele não se sentava à mesa comigo, eu entenderia se eu ainda não tivesse chegado e ele não quisesse ficar sozinho, mas eu estava aqui, ele não estaria só, então pensei que ele não gostava de mim e da minha presença. Preferi não pensar muito nesse assunto.
[ . . . ]
O dia estava acabando, meu dia no acampamento tinha sido normal, eu tinha treinado, arrumado meu chalé e passeado com a Sr. O’Leary, a única coisa diferente foi que eu tentei me aproximar do meu novo irmão. Nossa relação fraternal estva em um impasse, nós não estávamos ido bem, mas também não estávamos quase nos matando, minhas tentativas foram frustrantes, Noah n demonstrava o mesmo interesse em fazer o mesmo, ele era um garoto muito fechado, não costumava interagir com ninguém, a não ser nos treinos.
Estava quase na hora do jantar, eu me lembrei do meu sonho com os garotos e revolvi falar com Quíron. Quando entrei na casa grande me deparei com Quíron com uma expressão sombria e preocupada.
– Oh Percy, pelos deuses – disse Quíron.
– O que aconteceu Quíron? Por que está tão preocupado? –perguntei.
– Os semideuses que estavam vindo para o acampamento... eles estão com problemas.
– Eu sei, é por isso que estou aqui, vim lhe contar sobre um sonho que eu tive, supostamente com esses meios-sangues – eu contei meu sonho a Quíron sobre os 5 semideuses que estavam sendo perseguido por monstros.
– Sim, com certeza são esses meios-sangues, só que a situação é mais grave do que isso, recebi uma mensagem de Íris, eles estão perdidos em algum lugar da Pensilvânia e o sátiro que estava com eles morreu em combate.
– E o que pretendem fazer?
– Não há sátiros disponíveis para irem busca-los, e os meios-sangues que estão aqui não são tão experientes..
– Com exceção de mim – interrompi – então eu vou.
– Percy, você faria isso?
– Claro! Como você mesmo disse não há mais ninguém capaz de ir até lá e trazê-los em segurança, então eu vou.
– Tudo bem, quanto mais cedo você for melhor, então acho melhor você ir depois do jantar. É melhor ir logo arrumar suas coisas e preparar Blackjack.
Depois de ter arrumado preparado Blackjack e de ter arrumado minhas coisas para partir fui para o refeitório para jantar. Mais uma vez vi Noah conversando com Héstia na Mesa Grande. Quando terminei o jantar fui falar com Quíron, avisei que já estava pronto, ele me deu melhor as instruções da missão. Ir até a Pensilvânia, encontrar 5 meios-sangues que estão em perigo e voltar vivo.
[ . . . ]
Até agora a missão estava boa, apesar de já ser tarde e eu estar cansado e sem conseguir enxergar muita coisa, a cada 20 minutos eu jogava água em meu rosto para recuperar as energias e para me manter acordado. Eu já estava chegando na fronteira de Nova York com a Pensilvânia, quando de repente uma pedra foi lançada contra mim e Blackjack, ambos caímos eu em uma arvore e ele em algum lugar que eu não enxergava, eu não tinha muito tempo para me preocupar com isso, tinha que enfrentar a coisa que jogou a pedra na gente. Destampei Contracorrente e me preparei para a luta contra um hiperbóreo –que provavelmente não deveria estar aqui sem motivo.
Eu estava ganhando a luta até o momento em que ele conseguiu derrubar minha espada e atira-la para longe, iria demorar um pouco para ela reaparecer, e mais uma vez eu não tinha todo esse tempo, ele me pegou e me suspendeu, parecia estar pronto para me transformar em picolé, quando de repente o gigante de gelo fez uma expressão de surpresa, me soltou e quando me levantei ele estava se transformando em pó, por trás daquela poeira estavam...
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