A Batalha Final
8 Capítulo VII
VII
NICO
Nico acordou sem lembrar de muita coisa. Ele sentia uma forte dor de cabeça e uma sensação ruim. Ele não lembrava de ter voltado para o chalé. Nem de como a conversa com Will tinha acabado.
Will. Ele levou um susto quando se virou e deu de cara com o filho de Apolo deitado na cama de Hazel. Como? Pensou Nico.
Mas logo as lembranças foram clareando em sua mente. Ele lembrou do encontro com Bianca, de uma pequena discursão com Will e em seguida mas nada. Ele sentou-se na cama, com as mãos apoiadas no joelho. Sua cabeça parecia que ia explodir. Ele olhou Will.
Ele fica tão lindo dormindo. Mas o que você está pensando? Nico reprendeu o pensamento na mesma hora, dando um tapa na cabeça, que doeu mais ainda.
– Ai! – resmungou e acordou Will.
– O que? Eles voltaram? – Falou Will
– Hãn? Quem? – Perguntou Nico.
– Ah... é, eu dormi aqui. — E deu um sorriso. – Você esta melhor?
– Melhor de que? Porque você dormiu aqui?
– É... uma longa história. Primeiro: Você desmaiou.
– Eu desmaiei? Por isso não lembro de muita coisa.
– É e.....
– E?
Então Will lhe contou sobre a noite passada. Contou sobre como Nico ficara perturbado e das visões que teve. Depois falou sobre os gêmeos que surgiram do nada e que foram os responsáveis por tudo. Nico ouvia tudo calado, ele estava perplexo. Aos poucos ia se lembrando, mas sua mente parecia completamente enevoada. Ele se sentiu mal quando soube que o Will agora sabia sobre a verdade.
– Então eu arrastei você e dormi aqui. Espero que não se importe.
– Não tudo bem. Mas....
Nico abaixou a cabeça e encarou o chão. Ele sentia-se envergonhado.
– Ei, o que foi? – Perguntou Will, sua voz doce e meiga.
– Você agora sabe que eu sou um assassino. E sabre sobre Reyna. Olha, ela não matou o pai, ele já era um fantasma, havia se tornado uma mania, ela apenas o libertou acertando...
– Ei! – Will segurou o queixo de Nico – Eu sei que Reyna não é ruim. E sei também que você não fez por mau quando transformou Bryce em fantasma. Aquele idiota ia matar você, Reyna e o treinador Edge que nem conheceria o bebe sátiro Chuck, que eu fiz o parto. Você foi um herói Nico. Não fique se martirizado. – Ele agora segurava o ombro da garoto – Quanto a Octavian. O destino dele e o de Leo já estavam traçados. Sei o que seu pai lhe falou. Não se sinta culpado. E Leo... Bem, lembra-se da profecia? Em tempestade ou fogo. Ele sabia o que fazia.
– Eu sei, Leo tinha planos pra isso. Mas Octavian e Bryce.... eu poderia.
– Não Nico, não poderia. Algumas mortes não podem ser evitadas. Seu pai, o cara da morte disse isso, e eu como curandeiro tenho que concordar. Na guerra passada, campistas morreram em minhas mãos, sem que eu pudesse fazer nada. Acha que também não me sinto culpado por algumas mortes? – Ele deu um suspiro – Mas agora eu sei que elas não poderiam ser evitadas. É triste, mas é verdade. Eu não vou ficar com raiva de você Nico, nem com medo. Porque se você é um assassino, eu também sou.
Nico o olhou, aquelas palavras eram tão sinceras e reconfortantes. Nico achou o Máximo à forma como Will se colocara como assassino também. Ajudou muito.
– Obrigado Will. Acho que... Que um peso foi tirado de mim. Mas aquelas vozes....
– Shii! – Will colocou um dedo nos lábios de Nico. – Elas aparecerão se você se importar com elas. Não ligue pra elas, é truque daqueles gêmeos idiotas. E minha preocupação é justamente com eles.
– E com o mal que se ergue novamente. – Completou Nico.
– Sim, o mal que não foi previsto, pois depende do destino de Gaia.
– Quem será ele? – Perguntou Nico e a pergunta ficou pairando no ar.
– Eu não sei, mas vamos descobrir, nem que tenhamos que sair em uma missão juntos.
Will sorrio, um sorriso tão lindo.
– V-você iria em uma missão comigo?
– Mas é claro, sou seu amigo e fomos os primeiros a saber dessa história. É claro que estamos juntos nessa.
– Você é legal. Tenho que admitir. — Falou Nico envergonhado.
– Você também. Em bora às vezes seja um cabeça dura complicado pra caramba.
Eles sorriram.
– Melhor você voltar, seus irmãos devem estar preocupados.
– Sim meus irmãos. Que se danem eles. Primeiro eu preciso....
Will abraçou Nico, um abraçou tão forte e reconfortante que Nico não evitou.
– Conta comigo pra tudo. – Falou.
– Ok.
– Ah! Mais uma coisa.
Will o beijou, no inicio Nico tentou se afastar, mas logo deixou se levar. Foi um beijo bom e reconfortante, fez Nico esquecer todos os problemas e magoas pelo qual passou. Quando Will o soltou, Nico estava vermelho e Will sorriu sem jeito.
– P-por que você fez isso? – perguntou Nico.
– E-eu não sei. Me desculpa Nico, eu não queria estragar tudo. E-eu....
Will caminhou até a porta, mas Nico gritou:
– Will espere!
O loiro se virou.
– O que?
– Você não pode simplesmente sair do meu chalé, assim, de manhã tendo dormido fora. É...
– Ta, ta já entendi, você esta com vergonha. Nico me desculpa, eu pensei....
– Não Will, você pensou certo. – Nico suspirou – É, uma hora você ia descobrir mesmo. O fato é que eu não quero confusão pro meu lado. As regras aqui são feitas para serem cumpridas. Eu vou te deixar na enfermaria, depois você arruma uma desculpa. Só s-segura na minha mão.
Nico estendeu a mão. Will segurou.
– Nico o que você vai.....- de repente tudo fico escuro, foi como se tivesse a noite em pleno blackout. Então as luzes voltaram. Eles estavam na enfermaria. – Viagem nas sombras? Já falei que você não pode fazer essas coisas.
– Eu já estou bem Will. Só não....
– Ta já entendi. desculpa, desculpa mesmo. Mas por favor não fica fugindo de mim. Ainda mais com essas coisas acontecendo.
Nico parou, estava pensando justamente em evitar Will.
– Está bem. Nos vemos sei lá, por aí. – E entrou na sombra desaparecendo da enfermaria. Ele reapareceu em seu quarto.
Nico se deitou não cama e encarou o teto. E ficou ali pensando no beijo com Will. E pensando no fato, de não ter surtado. Ter se deixado levar pela emoção e de ter tranquilizado Will. Quando Will o beijou, ele sentiu em paz. Foi tranquilizador.
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