A Batalha Final
7 Capítulo VI
Notas iniciais
VI
WILL
Will nunca sentiu tanta raiva de Nico. Várias vezes o filho de Apolo mostrou a Nico que era de confiança, que mesmo eles se conheço a poucos dias, poderiam ter uma amizade forte. Mas ainda sim, o filho de Hades se recusava a acreditar. Bianca o alertara no sonho que seria difícil, mas que se ela falasse com Nico as coisas facilitariam. Mero engano. Lá estava Nico se recusando a falar sobre seus pesadelos. Então Will não aguentou e explodiu de raiva:
– Agora você vai me ouvir! – Disse Wil furioso – Você não confia em mim, mesmo depois de ter cuidado de você por três dias naquela enfermaria? Mesmo depois de termos lutado juntos? Mesmo depois de Bianca vir aqui e falar que eu posso ajudar? Mesmo depois de eu ter te contado sobre meu sonho com meu pai, pondo em risco ele por ter violado a regra de Zeus e ter entrado em contato com um de seus filhos? Mesmo depois de tudo você não confia em mim?
– Will, eu confio em você, escute. Eu só tenho medo q-que você tenha medo de mim.
– Hora essa Nico! Você e essa baboseira de ter medo. Esculte aqui – Ele segurou o Braço de Nico e o olhos nos olhos – Eu nunca terei medo de você!
– Eu... Eu... — Gaguejou o garoto
Então Nico parou, seus olhos estavam petrificados como se atrás dele estivesse a Medusa. Will teve medo de olhar pra trás. Mas então Nico começou a gritar, e Will o soltou. O filho de Hades colocou as mãos na cabeça e a pressionou com força.
– SAIAM DA QUI – Gritou Nico enquanto caia de joelhos no chão, ondas de escuridão emanavam dele – Eu não matei ninguém por maldade. EU não queria fazer isso!
Will gelou, mas antes que pudesse pensar alguma coisa foi atingido pelas ondas de Nico. De repente ele se viu em uma praça que devia fazer parte de alguma cidade vazia. Ele viu o treinador Edge segurando seu taco de baseball. Viu Reyna no meio de seus dois cães Aurum e Argentum. Viu Nico empunhando a espada de ferro Estígio, mas ele parecia em uma espécie de transe. E viu um sujeito músculos vestindo aramadura romana completa. Seus dentes eram amarelos e seus olhos verdes eram horríveis. Haviam vários guerreiros esqueletos, Spartois, lembrou-se Will, que por alguma razão não estavam do lado de Nico.
— Eu já ia esquecendo: na verdade, não estou sozinho nesta missão. Como podem ver, tenho apoio. Estes soldados britânicos prometeram misericórdia às tropas coloniais. Mas depois as chacinaram. Pessoalmente, gosto de um bom massacre, mas como eles quebraram o juramento, seus espíritos foram amaldiçoados, portanto estarão para sempre sob o poder de Orco. O que significa que estão também sob o meu controle. — Ele apontou para Reyna. — Peguem a garota.
Os spartoi avançaram. Aurum e Argentum derrubaram os primeiros, mas foram rapidamente dominados e forçados ao chão. Mãos esqueléticas cobriam-lhes o focinho, apertando com força. Os britânicos agarraram Reyna pelos braços. Para mortos-vivos, aquelas criaturas eram surpreendentemente rápidas. Nico finalmente despertou do transe. Ele atacou os spartoi, mas sua espada os atravessava inutilmente. Tentou transmitir a ordem de se dissolverem, mas os esqueletos agiram como se ele não existisse.
— Qual o problema, filho de Hades? — perguntou o Romano, fingindo piedade. — Perdendo o dom?
Nico tentou abrir caminho entre os esqueletos, mas eram numerosos demais.
— Nico, fuja daqui! — ordenou Reyna. — Pegue a estátua e vá.
— Isso, boa ideia! — concordou o Romano. — É claro, você sabe que seu próximo salto nas sombras será o último. Sabe que não tem força para sobreviver a mais um. Mas, por favor, leve a Atena Partenos.
Nico baixou o olhar. Ele ainda segurava a espada estígia, mas suas mãos estavam escuras e transparentes como vidro fumê. Mesmo sob a luz direta do sol, ele estava se dissolvendo. Will sentiu um aperto no coração, ele queria ajudar, mas sabia que era apenas uma lembrança.
— Pare com isso! — gritou ele. — Ora, eu não estou fazendo nada — disseo Romano. — Mas estou curioso para ver o que vai acontecer. Se você levar a estátua, vai desaparecer com ela para sempre, mergulhar no esquecimento. Se não levá-la… bem, tenho ordens de entregar Reyna viva para ser julgada por traição. Quanto a você, ou ao fauno, não recebi nenhuma ordem parecida.
— Sátiro! — berrou o treinador, dando um chute na virilha ossuda de um esqueleto. — Ai! Britânicos mortos idiotas!
O Romano cutucou a barriga do treinador com a ponta do pilum, dizendo:
— Quero ver o nível de tolerância à dor deste aqui. Já testei todo tipo de animal. Cheguei a matar meu próprio centurião, certa vez. Nunca experimentei em um fauno… perdão, um sátiro. Vocês reencarnam, não é mesmo? Quanto de dor vocês aguentam antes de virarem um canteiro de margaridas?
— Deixe-o em paz — alertou Nico. O Romano ergueu uma sobrancelha. — Senão… o quê? Gostaria muito que você usasse seus poderes do Mundo Inferior, Nico. Eu adoraria ver. Estou com a ligeira impressão de que qualquer esforço grande vai fazer você desaparecer para sempre. Vá em frente. Rey na tentava avançar.
— Bry ce, deixe-os. Se você me quer como prisioneira, tudo bem. Vou de boa vontade e encaro o tribunal idiota de Octavian.
Então esse é o tal Bryce, pensou Will.
— Bela proposta. — Bryce virou a lança, deixando a ponta pairar a alguns centímetros dos olhos de Reyna. — Você não sabe mesmo o que Octavian planejou, sabe? Ele anda ocupado usando sua influência, gastando o dinheiro da legião.
Rey na cerrou os punhos.
— Octavian não tem o direito de…
— Ele tem o direito do poder — retrucou Bry ce. — Você abriu mão de sua autoridade quando fugiu para as terras antigas. No dia primeiro de agosto, seus amigos gregos do Acampamento Meio-Sangue vão descobrir como Octavian é um inimigo poderoso. Tive acesso aos projetos dele para algumas máquinas de guerra… Até eu fiquei impressionado.
Então os olhos de Nico dele encontraram os de Reyna.
— Nico — disse ela —, faça o que você tem que fazer. Eu lhe dou cobertura.
Bry ce deu uma risadinha. Estava obviamente se divertindo.
— Ah, Reyna. Você dá cobertura a ele? Vai ser tão divertido arrastá-la até um tribunal, forçá-la a confessar que matou o próprio pai. Espero que eles a executem à moda antiga: que a joguem em um saco de pano com um cão raivoso, costurem você lá dentro e atirem o saco em um rio. Sempre quis ver isso. Mal posso esperar para que todos saibam do seu segredinho. Para que todos saibam do seu segredinho.
Will não sabia o que pensar, sem querer ele havia descoberto segredo de Reyna. A ponta do pilum riscou o rosto de Rey na, deixando uma linha de sangue. E foi então que a fúria de Nico explodiu.
O que aconteceu depois foi de mais para a mente de Will. O ar em volta dele congelou. O chão enegreceu. Com um grito medonho, ele lançou uma onda de dor e raiva que varreu a todos na clareira, a mesma onda de dor em que Will estava.
Ouviram o desafio não verbal que ele dirigia a Bryce Lawrence, em alto e bom som: Você quer segredos? Então tome.
Os spartoi se desintegraram, desfazendo-se em cinzas. As pedras do monumento funerário ficaram brancas, cobertas de gelo. Bryan Lawrence cambaleou, as mãos na cabeça, o nariz sangrando. Nico marchou na direção dele. Ao alcançá-lo, pegou o cordão de probatio do romano e o arrancou do pescoço dele.
— Você não é digno disso — disse Nico com raiva. A terra se abriu aos pés de Bryce, e ele afundou até a cintura.
— Pare! Bryce tentou se segurar na terra e nos buquês de plástico, mas seu corpo continuava afundando.
— Você fez um juramento à legião. — No frio, a respiração de Nico saía em forma de vapor. — Você violou seus votos. Causou dor. Matou o próprio centurião.
— Eu… eu não o matei! Eu…
— Você deveria ter morrido por seus crimes — prosseguiu Nico. — Essa era a pena. Mas não, você foi exilado. Você deveria ter ficado lá, longe. Seu pai, Orco, pode não aprovar a quebra de juramentos, mas meu pai com certeza não aprova aqueles que escapam de sua devida punição.
— Por favor!
Aquela expressão não fazia sentido para Nico. Não havia piedade no Mundo Inferior. Apenas justiça.
— Você já está morto — disse Nico. — É um fantasma sem língua, sem memória. Não vai revelar nenhum segredo.
— Não! — O corpo de Bryce ficou escuro e enfumaçado. Ele afundou na terra até o peito. — Não, eu sou Bryce Lawrence! Eu estou vivo!
— Quem é você? — perguntou Nico.
O som seguinte que saiu da boca de Bryce foi um sussurro indefinido. Seu rosto perdeu a definição. Ele podia ser qualquer um; apenas mais um espírito sem nome entre milhões.
— Desapareça — ordenou Nico. O espírito se dissipou. A terra se fechou. Nico olhou para trás e viu que os amigos estavam a salvo. Reyna e Hedge não tiravam os olhos dele, horrorizados. O rosto de Reyna sangrava. Aurum e Argentum giravam em círculos, como se seus cérebros mecânicos tivessem entrado em curto-circuito. Nico desmaiou.
Então sua visão mundou, ele estava de volta a batalha contra Gaya. Will viu a sí mesmo, arrastando Nico até Octavian que estava prestes a desparar um Onagro.
— Octavian! — gritou Nico. O áugure se virou, depois recuou acuado contra a grande esfera de munição. Seu belo manto roxo prendeu na corda do gatilho, mas Octavian não percebeu. Da carga escapavam fios de fumaça, que contornavam sinuosamente seu corpo, como se atraídos pelas joias de ouro imperial que ele usava nos braços e no pescoço e pela coroa de louros de ouro que ornava seu cabelo.
— Ah, entendi! — O riso de Octavian foi seco e consideravelmente insano. — Tentando roubar minha glória, hein? Não, não, filho de Plutão. Eu sou o salvador de Roma, como me foi prometido! Will levantou as mãos como se tentasse aplacá-lo.
— Octavian, afaste-se desse onagro. É perigoso.
— Claro que é! Vou derrotar Gaia com esta máquina!
Pelo canto do olho, Nico viu Jason Grace disparar rumo ao céu com Piper nos braços, voando direto na direção de Festus. Nuvens de tempestade se acumulavam em volta do filho de Júpiter, girando e formando um furacão. Um trovão ribombou.
— Está vendo!? — exclamou Octavian. Agora o ouro em seu corpo definitivamente soltava fumaça, atraído pela carga da catapulta como se ela fosse um ímã gigante. — Os deuses aprovam meus atos!
— É Jason que está criando esta tempestade — disse Nico. — Se você disparar o onagro vai matá-lo, e a Piper, e…
— Ótimo! — gritou Octavian. — Eles são traidores mesmo! Todos traidores!
— Por favor, me escute — tentou Will— Apolo não desejaria isso. Além do mais, seu manto está…
— Você não sabe de nada, graecus! — Octavian levou a mão à alavanca de disparo. — Preciso agir antes que eles subam ainda mais. Só um onagro assim pode acertar esse tiro. Eu vou, sozinho, fazer…
— Centurião — chamou uma voz atrás dele. Era Michael Kahale, que surgira de trás da máquina de cerco. Michael cambaleava.
— Michael! — exclamou Octavian, em um gritinho de alegria. — Excelente! Proteja-me enquanto eu disparo este onagro. Depois vamos juntos matar esses graeci!
O manto de Octavian estava emaranhado nas cordas de torção do onagro, suas joias soltando fumaça devido à proximidade com a munição de ouro imperial. Ele olhou para o dragão, agora bem alto no céu, cercado por anéis de nuvens de tempestade — como os círculos de um alvo de arco e flecha. Então fechou a cara para Nico. Nico ergueu a espada. Era óbvio que Michael Kahale alertaria Octavian para que se afastasse do onagro. Era óbvio que atacaria.
— Tem certeza, Octavian? — perguntou o Michael.
— Tenho!
— Certeza absoluta?
— Sim, seu idiota! Serei lembrado como o salvador de Roma. Agora mantenha esses garotos longe enquanto eu destruo Gaia.
— Octavian, não — implorou Will. — Não podemos permitir que você…
— Will — interveio Nico —, não podemos impedi-lo.
Will Solace olhou para ele sem acreditar, naquela hora ele queria saber o que se passava na mente de Nico, agora ele sabia. O filho de Hades se lembrou das palavras que ouvira do Algumas mortes não podem ser evitadas. Os olhos de Octavian brilhavam.
— Isso mesmo, filho de Plutão. Você não tem condições de me impedir! Esse é o meu destino! Kahale, fique de guarda!
— Como quiser. — Michael se colocou em frente à máquina, entre Octavian e os dois semideuses gregos.
— Centurião, faça o que deve fazer. – Octavian se virou para fazer o disparo. — Um amigo fiel até o fim.
Nico estava entre a cruz e a espada. Se o tiro do onagro seguisse a mira original… se acertasse o dragão Festus, Nico seria cúmplice da morte ou do ferimento dos próprios amigos… Mas ele ficou onde estava. Decidiu, pela primeira vez, confiar na sabedoria do pai. Algumas mortes não devem ser evitadas. Will agora entendeu isso, o destino Octavian já havia sido costurado pelas parcas. Não havia nada que Nico pudesse fazer.
— Adeus, Gaia! — gritou Octavian. — Adeus, Jason Grace, seu traidor! Octavian cortou o cabo de liberação do braço lançador com sua adaga de áugure. E desapareceu. O braço da catapulta se projetou para o alto mais rápido do que os olhos de Nico conseguiam acompanhar, lançando Octavian com a munição. O grito do áugure foi diminuindo até Octavian se tornar uma mera parte do cometa flamejante que subia velozmente na direção do céu.
Então Will ouviu gritos de dor
ASSASSINO! VOCÊ VAI PAGAR POR SEUS CRIMES! ELE ESTÁ SE REERGUENDO! –Berrava Bryce.
VOCÊ DEIXOU QUE EU MORRESSE E MATASSE SEU AMIGO! ASSASSINO! VOCÊ VAI PAGAR! – Gritava Octavian
ME AJUDE! TAMBÉM NÃO MATAMOS POR MAL! SOCORRO! – Imploravam as almas.
Will conseguiu se libertar dos traumas de Nico.
– Nico se acalme! – Will o segurou com força, liberando tranquilidade.
– Eles.... eu não...
Seus lábios tremiam. Will o segurava firme, e nos braços do garoto Nico desmaiou.
– Nico!
Will não sabia o que fazer, seus olhos estavam marejados de lagrimas, ele tinha visto metade dos traumas de Nico. Ele ficou imaginando quanta dor o pobre filho de Hades carregava. Ele sentia isso toda vez que o tocava, mas aos poucos todas elas estavam sendo reveladas. Não só Nico, mas também Reyna.
Então Will ouviu risadas. Automaticamente, pensou que Connor e Travis Stoll.
– Quem está aí? — Perguntou Will, ainda tinha Nico desmaiado em seu colo.
– Que sena mais comovente, não acha irmã?- Falou uma voz masculina que Will não conseguiu distinguir de onde.
– Sem sombra de dúvidas. Eu falei que o garoto tinha muitos conflitos, e iria ser divertido. – Falou uma voz feminina.
– Então foram vocês que fizeram isso? Apareçam seus idiotas.
– Você não nos vê? Estamos em toda parte filho de Apolo. – Falou a Voz feminina que mais parecia um brinquedo com pilha fraca.
– Não gosto desses jogos. Quem são vocês? E o que fizeram com Nico?
– Quantas perguntas! Sabe a sua preocupação por esse assassino até nos comove.
Então na frente de Will duas figuras humanas foram se formando. A primeira de um garoto, cabelo preto rapado do lado esquerdo. Ele possuíam um olho de cada cor. O direito era verde veneno, o esquerdo completamente negro. Usava calças rasgadas e pretas, assim como sua blusa que possuía um desenho de uma caveira com dois machados no crânio e usava coturnos. Seu braço esquerdo era todo tatuado. Ao seu lado estava uma garota, cabelos longos porem raspados do lado direito. Seus olhos seguiam o mesmo padrão de cores porem, os verdes eram o esquerdo e o direito o preto. Vestia a mesma roupa que o garoto, e o seu braço direito também possuía tatuagens que iam dos pulsos até os ombros. Eles pareciam se completar, e poderiam ser facilmente um filho de Hades. Só que Will tinha certeza de que a única irmã de Nico era Hazel.
– Somos Caos e Agonia. – Falou o garoto apontando para ele e a irmã.
– Então vocês são.... deuses?
Eles gargalharam.
– É claro que não seu idiota. Somos semideuses. — Falou a menina.
– O que? Mas... Por favor me digam que não são filhos de Hades.
Will se sentia impotente. Ele tinha vontade de estrangular os garotos agora que sabia que eram mortais, mas estava desarmado e com Nico desmaiado. Tudo o que podia fazer era não provocar os irmãos que emanavam poder.
– Não somos. Nosso pai é bem mais poderoso.
– Quem? Zeus? Poseidon?
– Nenhum deles.
Will não conseguia pensar em mais ninguém, os 3 deuses mais poderosos eram Zeus, Hades e Poseidon.
– Então quem?
– Descubra!
E dizendo isso a voz deles se uniu em uma única e horrível voz. Assim como seus corpos que se dissolveu em Nevoa e sumiram.
Will estava perplexo. Era muita informação para digerir. Ele precisava avisar a Quiron. Mas duvidava que ele acreditasse. Mas antes, ele precisava cuidar de Nico.
Ele apoiou os braços do filho De Hades em seus ombros e o arrastou como se ele fosse uma mochila. Ele caminhou com dificuldade e cuidado até o chalé 7. Ele não queria por Nico na enfermaria, nem no chalé de Apolo. Isso causaria muitas perguntas. Então a única opção foi leva-lo para seu próprio chalé.
Chegando lá, Will se assustou com a decoração. E pensou como Nico conseguia dormi ali sozinho?
Ele acomodou o filho de Hades em uma das camas, que por alguma razão pareciam caixões. Will sentou-se na outra cama, e começou a pensar no que viu. A cena de Nico e Bryce era perturbadora. Ele olhou para Nico.
Ele parece um anjo, ele não pode ter feito isso. Pensou. Mas no fundo Will sabia que tudo que virá era verdade. Nico era um heróis, trouxera a Atena Paternos para o acampamento selando a paz entre gregos e Romanos. Ele e Reyna haviam lutado bravamente. Mas Reyna também era uma assassina, ainda pior. Ela matara o próprio pai.
NÃO! Reprendeu seu pensamento. Aquilo era uma blasfêmia de Bryce. E se fosse verdade, talvez Reyna tivesse tido um motivo, como legitima defesa por exemplo. Pensou Will logo em seguida.
Por outro lado, Will pensou em como Nico agira para proteger Reyna. Será que ele gostava dela? Ele sentiu raiva de si mesmo por se importar.
Ele não teve coragem de voltar pro seu chalé. Não queria deixar Nico sozinho. Ele ficou lá, olhando para o lustre assustador até que dormiu.
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