A Balada de Curtis Lowe

1 Capítulo Único


Well I used to wake the morning before the rooster crowed
Searching for soda bottles to get myself some dough
Brought 'em down to the corner, down to the country store
Cash 'em in and give my money to a man named Curtis Loew

Old Curt was a black man with white curly hair
When he had a fifth of wine he did not have a care
He used to own an old dobro, used to play it across his knee
I'd give old Curt my money, he'd play all day for me

(Chorus)
Play me a song Curtis Loew, Curtis Loew
I got your drinking money, tune up your dobro
People said he was useless, them people are the fools
'Cause Curtis Loew was the finest picker to ever play the blues

He looked to be sixty, and maybe I was ten
Mama used to whip me but I'd go see him again
I'd clap my hands, stomp my feets, try to stay in time
He'd play me a song or two
Then take another drink of wine.

(Chorus)

Yes sir
On the day old Curtis died, nobody came to pray
Ol' preacher said some words, and they chunked him in the clay
But he lived a lifetime playin' the black man's blues
And on the day he lost his life, that's all he had to lose

Play me a song Curtis Loew, Hey Curtis Loew
I wish that you was here so everyone would know
People said he was useless, them people all are fools
'Cause Curtis you're the finest picker to ever play the blues

(The Ballad f Curtis Lowe — Lynyrd Skynyrd)

Minhas botas, pesadas demais para o calor sulista, chapinham na relva molhada e fazem um barulho orgânico e compassado. O ritmo em si é uma homenagem. Como quando eu batia os pés tentando acompanhar o som do violão dobro[1] de Curtis, o mesmo que trago comigo hoje.

Caminho um pouco mais e deposito o estojo onde carrego o instrumento em frente à lápide simples. E embora sentar no chão já não seja uma tarefa fácil para minhas juntas, acomodo-me ali também, sobre a jaqueta desnecessária, para evitar a grama molhada. Do jeito que o sol brilha forte por estes lados, logo tudo estará seco. Mesmo assim não pretendo ficar enquanto a manhã avança.

Há apenas uma pessoa nesta cidade perdida que eu gostaria de visitar, e é para isso que estou aqui de novo. No aniversário da morte dele, na data certa que só eu nunca esqueci.

Não venho todos os anos. Às vezes, a vida me puxa para outro lado, mas quando me puxa de volta para dentro de mim mesmo é aqui que acabo, diante desta lápide.

CURTIS JEREMIAH LOWE

1901 – 1976

Releio a inscrição na pedra pelo que deve ser a milionésima vez na vida. Quando o velho Curtis partiu, ninguém se importou em deixar uma frase bonita ou coisa que o valesse. E como não sabiam ao certo sua data de nascimento, apenas estimaram o ano com base na idade que ele dizia ter. Sendo assim, devem ter achado de bom tom não colocar a data de morte também. Então ficou só isso. Um nome. Dois anos separados por um traço. Fim. Desse jeito que tornava o túmulo modesto ainda mais seco e simples.

A inscrição sintética me incomodou por um bom tempo, até que percebi que não importava. O grande mistério não era a data de seu nascimento ou a de morte, que eu sempre lembraria de cor. O que era realmente intrigante para mim era o que o pequeno traço entre os anos representava. E isso eu nunca ia saber, de qualquer maneira.

— Olá, Curt, meu velho. Está tudo muito quieto por aqui, não? — Abro o estojo e tiro o Dobro gasto. — Aposto que você quer que eu toque para você.

Coloco o instrumento sobre meus joelhos, mas não me movo. A música certa ainda não chegou, por isso tenho que esperar com paciência, como Curtis um dia me ensinou. Ela vai nascer em meu coração e tentar sair pelos meus dedos. Mas só quando eu merecer.

Enquanto isso, absorvo a cena. As lápides iguais enfileiradas na parte pobre do cemitério. Os caminhos de grama verde e úmida que conduzem os olhos até onde os mausoléus dos abastados se impõem solenemente.

Tudo devidamente prescindível e vão. Como a maioria das coisas que quem tem dinheiro demais se dedica a comprar. Tudo pedra e cimento, mármore e sei lá mais o quê. Apenas o passado do pó. Coisas “importantes” neste mundo de prioridades invertidas que não reconhece as almas das pessoas.

Curtis, por exemplo, precisava dos centavos dos outros para viver. Com o que lhe pagavam por sua música, comprava o vinho barato que o fazia esquecer e parecia, aos olhos rasos do mundo, valer apenas a esmola que fazia soar como suficiente. Mas ele era muito mais do que isso.

Era rico de um jeito que nenhuma daquelas pessoas jamais seria, porque dava ao mundo, como se fosse nada, a cota de uma perfeição inimitável que lhe vinha naturalmente. De forma tão pronta quanto os julgamentos e a mediocridade que tapava os ouvidos dos que faziam questão de não enxergar o mendigo “dispensável”.

E agora muitos deles estão aqui, sob o mesmo chão, os mausoléus suntuosos e túmulos da classe média igualmente abandonados por quem tem coisa melhor para fazer. Exatamente como a lápide humilde de Curtis, cheia de ervas daninhas que fico tentado a arrancar, embora desista rápido.

— Desculpe por isso, velho. Mas acho que você não se importaria de qualquer jeito.

Não, ele não se importaria. Nunca se importava. A vida para Curtis era um longo blues que só ele parecia saber tocar e que eu ansiava por ouvir.

Consigo imaginá-lo balançando a cabeça, me achando um moleque idiota por “perder tempo com o que não tem remédio”.

“Os inúteis são persistentes”, teria dito, no mesmo tom com que fazia troça do dono do armazém à frente do qual se postava com o Dobro nos joelhos. O homem não entendia por que ele continuava cavando seus trocados daquela maneira quando havia outros empregos na cidade, “mesmo para um velho preto analfabeto”, como comentou com minha mãe certo dia.

Ela tinha ido me buscar pelas orelhas, praguejando e prometendo uma surra, porque pela terceira vez na semana eu tinha saído de casa assim que o galo cantou, sem avisar porque ela não aprovaria, recolhendo garrafas vazias de refresco para o sujeito trabalhador da mercearia reaproveitar.

“As pessoas não sabem o valor das coisas”, ele reclamava, compenetrado enquanto contava as notas e moedas miúdas com que me pagava. Depois olhava com reprovação enquanto, do lado de fora, eu as depositava no estojo do violão de Curtis, implorando para que tocasse para mim.

Eu lhe dava todo o pouco que tinha e, mesmo assim, sentia que não podia pagar o bastante, enquanto outros davam esmolas maiores que meus trocados, mas agiam como se fizessem um favor. Como se aquilo fosse o tipo de caridade que lhes valesse o céu.

De qualquer jeito, o dono da mercearia não entendia. Era o tipo do homem que contabilizava os amanhãs, e para ele era absolutamente incompreensível que eu não juntasse esse dinheiro para comprar ferramentas com que pudesse aprender um ofício, ou que Curtis não depositasse até a última energia numa colheita qualquer da nossa cidadezinha rural.

Claro que seus ouvidos ouviam tanto quanto os meus, mas para ele e para os outros eram somente notas. Para mim era mágica.

Eu era só um moleque, devia ter uns dez anos na época, quando conheci Curtis Lowe. Para alguém tão jovem, os sinais do tempo não eram muito legíveis, então eu achava que ele tinha uns sessenta anos, bem menos do que descobri mais tarde. Para mim, no entanto, parecia muito. Idade o bastante para justificar as mãos enrugadas, os olhos profundos e os cabelos brancos do homem que ouvi tocar pela primeira vez numa manhã calorenta, em frente à mesma mercearia onde sempre o encontrei depois.

Minha mãe tinha me forçado a acompanhá-la, porque queria ajuda para carregar as compras para casa. Eu estava de muita má vontade, já que meus peões e bolas de gude tinham ficado à espera no quintal, mas não ousaria desobedecer ou protestar. Não se fazia isso naquele tempo. De qualquer forma, eu me mantinha emburrado e em silêncio, sem reparar no velho negro parado à entrada, ou no olhar de oferecimento que ele provavelmente lançou à minha mãe e que ela certamente ignorou.

Já dentro da loja, dei uma olhadela de relance na figura lá fora, me questionando vagamente sobre o que ele fazia, mas a pergunta não ocupou muito mais do que uns segundos de meus pensamentos, atraídos pelos doces no balcão que eu sabia que minha mãe não poderia comprar com o dinheiro que levara.

Então eu ouvi.

A Música.

E foi como perceber que estava vivo.

As pessoas guardam a música dentro de si. Todos nós. Hoje em dia eu sei que ela é a força que faz nossos espíritos dançarem, embora alguns insistam em apenas se mover mecanicamente rumo ao inexorável. Contudo, você pode passar a vida toda sem perceber, do jeito que não se pensa no ar até que se precise desesperadamente tomar fôlego ou na cor do sangue até se cortar.

Mas às vezes ela encontra você. Te escolhe. E você percebe que ela faz parte de cada célula sua. De cada parte que já existia e de tudo o que ainda será. E você sabe, naquele instante em que ela faz amor com seus sentidos, que nunca nada no mundo te fará sentir daquele jeito: como se estivesse nascendo e morrendo ao mesmo tempo.

Eu já tinha ouvido música antes, obviamente. Nós tínhamos um rádio velho que minha mãe gostava de ligar enquanto cozinhava, havia hinos na igreja e canções em toda parte, mas ouvir aquilo era diferente.

O blues sincopado e lamentoso que Curtis tocava fez com que eu descobrisse, ali, aos dez anos, que a música está além da dor, do amor, do desejo, ou de qualquer outro sentimento que eu ainda não conhecia. Eu me sentia como se tivesse vivido em silêncio por toda a minha vida, incomunicável. Porque aquela, exatamente aquela força diante de mim, era minha linguagem até então desconhecida.

Caminhei até lá fora sem que ninguém notasse. Para além de mim, o mundo continuava seu movimento implacável e alheio ao céu. Exceto por Curtis e eu.

Observei-o, entregue, de olhos fechados e expressão indecifrável. Eu nunca o tinha visto antes, com seus cachos brancos e rugas profundas, mas o reconheci. Sim, eu sabia quem era aquele homem.

Era meu irmão. Meu pai. Meu amigo. Meu inimigo até. Era todas as pessoas que eu não tinha — sendo sozinho no mundo com minha mãe — porque só ele e eu entendíamos.

Quando a música terminou e ele finalmente me olhou, eu ainda não tinha saído do transe. Estava imerso na descoberta de que havia agora um lugar no mundo para mim, o que quer que acontecesse a partir dali.

Não houve tempo de nada além desse breve momento de reconhecimento, porém, porque minha mãe saiu da loja e me puxou pelo braço com impaciência. Meus olhos permaneceram fixos nos de Curtis enquanto ela depositava em minhas mãos a minha cota de sacolas.

Parecia que aquilo terminaria ali, porque, por sua vez, ele não falou comigo. Ninguém falou uma palavra, aliás. Mas o velho homem sorriu, exatamente do mesmo jeito que fez quando voltei na manhã do dia seguinte.

— Até que você demorou — disse, e eu ouvi sua voz profunda pela primeira vez. Ele perguntou meu nome e assentiu devagar, me olhando como se conhecesse a história do mundo. Depois deu outro daqueles sorrisos. — Pois muito bem, Frank, vá até ali e me compre uma dose, está bem?

Obedeci. Eu tinha um pouco de dinheiro guardado, pagamento pelo gramado aparado na casa do vizinho. Estava reservando para quando visse alguma coisa realmente interessante que minha mãe se recusaria a me dar e, bem, aquele parecia o caso.

Curtis tocou para mim e, quando acabou, pedi por mais. Eu não conhecia nenhuma das músicas, mas não importava. Tudo o que eu queria era a sensação de ter meu corpo tomado, então eu acompanhava de qualquer jeito: cantarolando, batendo palmas e pés, assoviando... Apenas tentando fazer parte. Se ao menos houvesse uma letra que eu pudesse aprender para cantar junto com a melodia!

— Por que você nunca canta? — perguntei.

— Porque não preciso — ele respondeu. — Todas as minhas verdades estão aqui — completou, batucando com a mão na caixa de ressonância do Dobro.

Então eu soube que nunca conseguiria descobrir nada sobre Curtis através de suas palavras, mas sua música dizia tudo o que ele queria que eu soubesse.

Por isso, meses depois, quando como de costume apareci com minhas moedas, Curt fechou o estojo do violão com firmeza, impedindo-me de colocá-las ali.

— Guarde suas moedas, menino Frank. O que vou te dar agora você não tem como pagar — avisou.

E pelos próximos quatro anos ele me ensinou tudo o que eu sei.

No sul dos anos setenta, a cor da pele importava. Por isso ninguém gostava de ver um garoto branco aprendendo música com o negro pobre, ainda que eu mesmo fosse quase tão pobre e desprezível aos olhos dos outros quanto ele. Por essa razão também, quando descobriu sobre as aulas, minha mãe quis pagar por elas, assim podia encerrá-las com dignidade. Mas Curtis não aceitou.

— O que eu ensinei está ensinado. É dele pra sempre. Agora se a moça quer que seu menino pare de vir me ver, arranje outro professor para ele, porque se me permite a liberdade, dona, não dá para transformar seu filho no que ele não é. A gente pode se enfiar embaixo de um teto a vida inteira, mas o céu estrelado continua onde está. E esse garoto não vai fingir que não sabe disso. Então escute o que ele não pode calar.

Foi o discurso mais longo que eu já o tinha ouvido dizer, por isso me deixou sem reação. Talvez se eu não estivesse tão surpreso teria tido tempo de ficar intimidado com tudo aquilo, mas não fiquei. Nem mesmo quando Curtis colocou o Dobro sobre meus joelhos e me mandou tocar.

Eu não estava pronto, porém algo se apossou de mim, como se o violão estivesse encantado. Sendo realista, não acho que a mágica acontecesse do mesmo jeito do lado de fora de minha cabeça. Devo ter tocado mal como o principiante inseguro e cru que eu era. Mesmo assim, fechei meus olhos para o mundo e os abri para mim mesmo. E toquei.

Quando terminei, minha mãe tinha lágrimas nos olhos. Ela não disse nada a Curtis ou a mim, simplesmente foi embora e me levou junto pela mão — em vez de pelas orelhas, como de hábito. Naquele dia, ela desenterrou um velho violão de meu falecido pai e o levou até meu quarto. Pediu que eu tocasse e eu obedeci. Ela ouviu e chorou. Então me deu um beijo na testa e foi dormir.

Nunca mais falamos no assunto, embora ela soubesse que eu continuava me encontrando com Curtis Lowe. Nossa rotina voltou ao normal, bem como seus planos tradicionais e comedidos para mim, mas de quando em quando, na volta do trabalho que acabei arrumando para acalmá-la, eu a via esperando na varanda com o violão. E eu me sentada com ela a noite inteira. Só eu e minha mãe. Antes de o mundo voltar ao seu eixo costumeiro, na rotação que a fazia se sentir mais segura.

Meu pai morreu quando eu era muito pequeno e minha mãe foi deixada a uma vida incerta e de sacrifícios. Por isso até seu último dia, ela desejou que eu tivesse a estabilidade de um trabalho “de bem”. Nunca se conformou realmente que o filho vivesse de bar em bar, tocando em palcos pequenos, cercado pela fumaça dos cigarros.

Deus sabe que ela se empenhou, naquela época e depois, em me arranjar empregos que julgava decentes, “porque não era obrigada a aceitar minhas escolhas ruins sem fazer nada”. Mas jamais tentou interferir com minha música outra vez, o que quer que isso tenha custado à sua paciência.

Porque naquele dia em que meu velho amigo e professor me fez tocar para ela pela primeira vez, aquela mulher solitária e castigada me viu. Olhou para o filho e enxergou uma pessoa completa, em vez de um pedaço de si mesma. Todo o resto de meu tempo com minha mãe foi diferente por causa daqueles minutos. E eu sempre soube que devia isso a Curtis.

Talvez ela também, porque exceto pelo pastor e pelos coveiros, era a única pessoa ao meu lado quando o enterraram aqui. A igreja que ela frequentava garantiu a sepultura simples e eu fui grato em meu coração, mas mal conseguia raciocinar para fazer qualquer coisa além disso.

Eu já era um adolescente, mas me sentia uma criança desamparada, incapaz de entender como eu o tinha deixado bem em um dia e no outro estava correndo com ele para o hospital. Estava ressentido sobre tudo, como se fosse culpa de Curtis ir embora. Como se fosse culpa minha que se não fosse eu a visitá-lo, aquele homem que eu colocava em um pedestal teria morrido sozinho e só seria encontrado quando toda a dignidade da vida tivesse deixado seus restos mortais. E como se fosse culpa de todos os outros que não houvesse mais ninguém ali. Ninguém que o enxergasse.

Era culpa de todos. Não era culpa de ninguém.

Era uma merda total e completa.

E não havia nada que eu pudesse fazer.

De mãos dadas, eu e minha mãe oramos por Curtis em voz alta, mas aquelas eram apenas palavras e não eram o bastante. Então eu voltei naquele dia mais tarde, sozinho, e orei do jeito que sabia que ele ouviria. Com o Dobro nos meus joelhos.

Não precisei mais chorar depois disso.

Minha mãe e eu nos mudamos no ano seguinte, mas antes eu vim aqui e repeti o “ritual”, porque não podia deixar Curtis para trás. Poucos anos depois, ela morreu também e foi como eu contei ao meu velho amigo minha dor. Através da música que nos unia.

Todas as vezes que algo acontecia comigo, eu tocava, e assim as décadas passaram, quase como se voassem.

Eu me casei e tive uma filha. Então a perdi para o câncer. Minha mulher se despedaçou e não me quis mais por perto. Anos depois, nós dois conseguimos juntar nossa dor outra vez. Tivemos um filho então. E agora ele acabou de me dar um neto.

Eu empobreci um pouco mais e quase enriqueci em um dado momento. Sobrevivi pela maior parte do tempo.

Fui feliz e não fui. Tive amigos e perdi.

Mas sempre soube que o céu estrelado continuava sobre minha cabeça. Sempre tive o blues. E Curtis também terá, no que depender de mim.

Por isso fecho os olhos e escuto, respiro a umidade da terra. Meu coração bate como se eu estivesse nascendo e morrendo. E a canção certa finalmente chega.

Toco para ele outra vez, como sempre. Mas é diferente este ano. A música é sempre diferente. Um misto de coisas que componho com trechos que ouço por aí, mas não pretendo mesmo repeti-la. Ela existe agora, apenas para meu amigo. Depois mudará como eu mudei.

Importo-me apenas em continuar tocando, mas se alguém me perguntasse o nome da canção eu saberia. Para mim, toda música que escapa por meus dedos quando estou sobre esta terra chama-se a A Balada de Curtis Lowe.

[1] Marca registrada da Gibson Guitar Corporation, Dobro é uma guitarra ressonadora especial para tocar Blues. Trata-se de um violão com cordas de aço e um cone metálico dentro de sua caixa de ressonância. Geralmente, toca-se com o instrumento deitado sobre os joelhos para que o músico tenha uma melhor visualização de seus movimentos. Também é necessário o uso de um slide, que é uma espécie de cilindro que se encaixa no dedo.

Link para a tradução aqui.

********

Essa música sempre me impressionou profundamente e atiçou minha imaginação. Então deixo aqui o fruto das coisas que ela me fez sentir e imaginar. Espero que apreciem e façam a gentileza de deixar suas opiniões.

Para Ludmila, como um agradecimento por sua Luz inesgotável.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!