–-1954--

Narrador P.O.V

Alkandor era um jovem aprendiz na Ordem do Dragão, ele era um aprendiz promissor e logo terminaria seus estudos, mas ele não queria ser apenas um alquimista-membro da Ordem, Alkandor queria ser alguém conhecido, ter prestígio, um título e uma posição de respeito. Ele queria fazer uma grande descoberta, então estudava frequentemente as fadas obscuras. Elas eram o seu principal alvo, pois eram criaturas muito misteriosas, quase não sabiam sobre elas, a unica coisa que sabiam era a sua fisionomia. As fadas obscuras tinha um tamanho humano... naturalmente 1.60. Também eram bípedes — O que as tornavam mais humanas ainda — Além disso elas tinha feições femininas. Sua pele era pálida, bem pálida, seus olhos eram negros — Todo o seu globo ocular era preto — Seus cabelos eram grandes e pretos, suas garras de mesma cor, retráteis iguais as de um tigre, suas asas... enormes... semelhantes as de um corvo... só sabiam essas coisas porque uma vez a Ordem teve a sorte de matar uma fada dessa... De resto o que eles sabiam, eram meros relatos.

O jovem Alkandor, assim que terminou seus estudos, mudou-se para a floresta para assim poder estudar as tais fadas. Anos passam e Alkandor não vê nem sinal de fada alguma, ele resolve então dar algumas caminhadas pela floresta, sempre perto do seu casebre... a floresta é escura mesmo de dia... o vento gélido bagunça os seus cabelos. Alkandor é açoitado pelo medo... sempre ele volta pra casa antes de ir a parte mais escura da floresta. Um dia ele resolve ir mais a fundo... cria coragem e vai. Ele vai andando em meio a galhos quebrados... a neblina embasa sua visão... Gritos sem jeito rasgam o silêncio... Alkandor está com medo... mas continua a seguir os gritos, ele paralisa... não crê no que seus olhos estão vendo... os gritos eram de uma fada obscura.... ela estava presa em uma armadilha no meio de galhos quebrados... sem pensar no que poderia lhe acontecer, ele respira fundo e vai solta-la... A fada se cala quando Alkandor chega perto, ele começa a desamarra-la enquanto ela calada o olha... agora ela estava solta... ela voa e bate com força as suas asas. A neblina some. Alkandor estava cara a cara com ela... ela coloca seus pés no chão e da uns passos em direção a ele... com sua mão até agora tremula, ele toca seu rosto... sente sua pele macia e gélida... ele abaixa a mão... ela vai até o meio da floresta e respira fundo, como que sentindo o cheiro do seu lar...

Alkandor recobra a consciência e começa a correr para casa, ele derrapa em um tronco molhado fazendo um barulho estrondoso, a fada se vira... e começa a o seguir... sem esboçar reação alguma. Ele chega em sua casa e entra desesperado.... a fada pousa do lado de fora e fica o olhando da janela, com a cabeça apoiada em suas mãos.

Ele realmente não consegue entender porque que aquela criatura o vigiava, ele vai até a janela e a olha nos olhos, de repente os olhos dela, que anteriormente estavam pretos, agora estavam iguais aos dele. Azuis. Alkandor afasta-se da criatura que solta uma risadinha, ele a olha de novo e vê que os olhos dela voltam ao normal.

– Tens nome? — Ele pergunta

–Tens nome? — Ela repete

– Santo Deus, tu falas!?

– Sim, falo — Diz ela entrando delicadamente pela janela, ela continua. — Chamo-me Elina, e tu?

– Alkandor..

É espantoso. A criatura fala, anda e age como um humano.

– Consegue se disfarçar?

– Assim?...

Elina se transforma em uma mulher. Os dias vão passando, ele vai aprendendo tudo sobre ela, não demora muito para Alkandor se apaixonar por Elina. Ele começa a perceber como ela é humana, então decide casar-se com ela, mas ele precisa da benção do Conselho, mas a Ordem jamais deixaria ele se casar com uma criatura, a não ser que não soubessem que ela era uma criatura!

Ela se disfarça de humana e eles seguem para a Torre da Ordem.

O plano de Alkandor da certo, o Conselho da Ordem os abençoa e o casamento é realizado. Logo a cabeça de Alkandor é atordoada, como seriam seus filhos?

Eles sabiam que híbridos de alquimistas e criaturas poderiam ser criaturas muito poderosas então, evitaram qualquer tipo de relação por um tempo, em vão. Elina engravida.

Durante a gestação, Alkandor fica cada dia mais apreensivo, meses depois chega o dia do parto.

Alkandor fica maravilhado! fugindo de todas as proporções, Elina concebera gêmeos, duas meninas, uma humana e uma fada obscura. O que ele não sabia era que híbridos eram inesperados e que mudanças poderiam vir mais tarde, Elina explicara a ele, mas ele não acreditou. Então ele deixou Morgana a gêmea mais fraca, a humana, num orfanato de uma cidade bem longe dali, Undewood. E concordou em criar Morrigan, a outra gêmea, pois cria ele que Morgana não sobreviveria na floresta.

[...]

As consequências viriam depois...

Elina