A Assassina e o Agente.

23 Você é o conjunto.


Notas iniciais
Olá... Gente desculpa a demora. Espero que gostem desse cap, qualquer problema, sugestão e critica, é só deixar um comentário. A música foi sugestão da Luzi, eu adoreeeei, e esperei um cap narrado pelo Oliver para encaixar, espero que gostem. https://www.youtube.com/watch?v=SVSp4rmC3xg

Eu sei que você sofre, mas eu não quero que você se esconda.

Está frio e falta amor, eu não deixarei você ser negada.

Calmamente...

Eu vou fazer você se sentir pura...

Confie em mim,

Você pode ter certeza.

Eu quero reconciliar a violência no seu coração.

Eu quero reconhecer que a sua beleza não é só uma máscara.

Eu quero exorcizar dos demônios do seu passado.

Eu quero satisfazer os desejos secretos do seu coração.

Muse — Undisclosed Desires.

Oliver.

Não me resta mais dúvidas, eu sei exatamente o que sinto por Felicity e não é apenas atração, a verdade é que o que estou sentindo por ela é algo totalmente novo para mim e grande, mais do que eu imagino, eu estou apaixonado e isso me assusta um pouco, porque eu sempre achei que não sentiria tal sentimento por alguém e agora, eu estou admitindo a mim mesmo que estou completamente apaixonado por Felicity.

E tenho certeza que não estou errado, a noite que tivemos e os últimos minutos só me comprovam o quanto estou certo. Acordar ao lado dela foi algo completamente novo para mim e maravilhoso. Tê-la abraçada em mim desperta algo bom dentro do meu coração, e eu sei que isso é bom, me mostra que eu não preciso apenas viver em prol de uma vingança, mas também que eu posso amar alguém, e ser um ser humano melhor, que é capaz de ter sentimentos bons.

Felicity traz o melhor de mim à tona, e tudo que eu desejo é que ela sinta o mesmo por mim. Posso ser completamente maluco em pensar dessa forma, mas eu a quero na minha vida, eu quero ama-la todos os dias.

Sei que Felicity tem uma grande carga sobre suas costas, eu vejo isso. Ela não é uma pessoa má, mas se culpa, talvez por todas as pessoas que já matou, ou por algo ainda maior. Se eu pudesse descobrir e ajuda-la, eu faria, mas eu não posso invadir a vida dela. É algo pessoal, e eu sei que ela não se sentirá bem. Tudo que ela vai precisar agora é de um pouco de espaço, sei que como eu, Felicity também se sente confusa quanto a seus sentimentos.

Felicity passou a mão por meu abdômen, causando arrepios por meu corpo, apoiou-se em mim e ergueu a cabeça, seu olhar encontrou o meu e ambos sorrimos. Ela acabou de acordar e é a mulher mais linda que já vi. Seu sorriso é capaz de me levar ao paraíso em questão de milésimos.

— Bom dia. — murmurei. Comecei acariciar seus cabelos, e fiquei com os olhos fixos nos dela, ela tem um olhar tão profundo e intenso que sou capaz de me perder neles. Seus lábios são tão macios que eu tenho vontade de prova-los a cada instante.

— O que foi? — ela perguntou, fitando meus olhos. Eu estava encarando-a e tenho certeza que ela percebeu o quanto sou apaixonado por seu sorriso.

— Só estou te admirando. — ela suspira e então volta deitar sobre meu peito, sua mão acaricia meu pescoço.

Como eu quero que isso não acabe, mas temos que voltar para Washington e aquilo está igual o inferno com todos esses planos para capturar Ra's Al Ghul, e também tenho medo de Felicity me afastar novamente. Céus, eu não sei mais viver sem ela por perto, eu preciso vê-la para ter certeza que está bem.

Começo a acariciar suas costas, movendo a ponta dos meus dedos sobre sua pele, ela se arrepia toda, e eu adoro a forma que seu corpo reage a meus toques. Pressiono meus lábios no topo da sua cabeça e fico inalando seu cheiro viciante.

— Você está pensando em algo? — pergunto, quebrando o silêncio entre nós.

— Sim. — resmunga. — Temos que voltar para Washington, meu pai deve estar preocupado. E é capaz dele colocar todos os assassinos atrás de mim.

— Ele se preocupa muito com você. — comento. — Então, por que deixou você tomar esse rumo? — Felicity levanta a cabeça e me encara.

Droga! Não devia ter feito esse comentário, foi um erro.

— A gente ter transado, não significa que você pode perguntar isso. — ela se enrola no lençol e se levanta abruptamente.

— Felicity, eu não queria fazer esse comentário, foi meio que automático. Desculpe se eu lhe ofendi, não foi minha intenção.

— Tudo bem, Oliver. — diz. Aproximo-me dela, mas ela vira-se e passa a mão pelo cabelo, sei que ela está indiferente novamente. — Eu vou ligar para Sara, pedir que ela mande o jato do meu pai para nos pegar.

— Faz isso. Eu vou comprar café para nós. — resolvo dar um pouco de espaço para ela depois da grande burrada que fiz. — Quer alguma coisa em especial?

— Não. — responde. Observo-a entrar no banheiro e fechar a porta. Merda, eu só não queria estragar tudo, e tenho a impressão de que fiz isso. E preciso concertar.

Visto a calça de moletom e uma jaqueta cinza também de moletom, calço meu coturno e pego a carteira. Saio do quarto da pousada, preciso de ar puro para pensar melhor. Entro na primeira cafeteria que encontro e agradeço mentalmente por um funcionário falar minha língua. Peço dois cafés e alguns bolinhos de doce de leite que vi através da vitrine.

Volto para a pousada e Felicity está em pé, perto da janela, toda enrolada em uma manta. O ruído da porta faz com que ela se vire um pouco, fica me encarando com uma expressão que eu não consigo decifrar, depois volta a encarar o lado de fora do prédio.

— Desculpa se fui dura com você, Oliver. — ela diz baixinho, tiro minha atenção da mesa que estava arrumando e olho para ela, que permanece de costas para mim. — Eu não gosto de falar sobre o que faço. Quando entrei para a hive, meu pai não teve escolhas, eu exigi dele que me deixasse entrar. Eu sentia raiva de Damien Darhk e do mundo. As pessoas são cruéis e naquele momento eu só queria me vingar.

Aproximei-me dela e fiquei a um passo de onde ela estava. Seu olhar ainda estava fixado no prédio vizinho. E então ela se virou e fixou seu olhar no meu.

— Eu nunca falei isso para ninguém. Todos acham que eu sou a herdeira de Darhk e que devo manter o legado, mas a verdade é que meu pai sempre quis me manter longe do perigo. — acrescenta, e então fica em silêncio, olhando para o chão. Ela dividiu algo da sua vida pessoal comigo, não é um grande segredo, mas mesmo assim, eu me sinto especial. — Eu sempre o culpei por tudo que aconteceu no passado, e eu estava errada sobre ele... Oliver — seu olhar encontra o meu mais uma vez. —, eu não quero errar com você.

Estico minha mão e pego a dela, dou um leve beijo sobre o dorso. Puxo-a para mais perto e a abraço, ela fica com a cabeça aninhada no meu peito e com os braços ao redor de mim.

— Você não vai errar comigo. — digo, e beijo seus cabelos.

— O que você comprou? Tem um cheiro bom.

— Café e bolinhos de doce de leite.

— Parecem deliciosos também. — ela se desvencilha dos meus braços e caminha até a mesa. Ótimo, fui trocado por alguns bolinhos. — Você não quer? — pergunta, antes de dar uma bela mordida no bolinho.

— É claro. — sento-me na cadeira a frente da dela e pego um bolinho, provo e realmente é muito delicioso. — Isso é bom.

— É como se eu tivesse mastigando nuvens. — esboço um enorme sorriso, é fácil ser eu “O Oliver normal” quando estou perto dela. — Liguei para Sara, o jato do meu pai vai pousar em uma pista privada dentre algumas horas.

— Ótimo.

— O que faremos até lá?

— Tenho algumas ideias. — levanto-me e contorno a mesa, Felicity emite um gritinho quando eu a pego no colo e ando até a cama.

— Eu estava pensando em assistir televisão. — a coloco na cama e deito sobre seu corpo. — Mas isso é bem melhor. — solta um sorriso travesso e começa abrir minha jaqueta. O toque dos seus dedos sobre meus ombros causam um arrepio por todo meu corpo, Felicity tem um olhar inocente e um sorriso lascivo nos lábios, o que me faz a desejar ainda mais, e querer descobrir o que ela está tramando.

Minha blusa é jogada para o lado da cama, Felicity fita meus olhos enquanto suas mãos descem por meu abdômen, ela me empurra para o lado e eu caio deitado na cama. Observo-a engatinhar sobre o colchão e se posicionar sobre mim, com as coxas uma de cada lado do meu quadril.

Minhas mãos vão para sua cintura e sobem pelas laterais da barriga, tiro sua camisa e observo cada detalhe que me é exposto, sua pele é tão macia e quente, desejo beijar e morder cada cantinho. Seus seios estão duros e eu estou sedento para acaricia-los, porém Felicity segura minhas mãos, me impedindo de toca-la e se curva.

— Não agora. — sussurra perto do meu ouvido. Por um momento penso em protestar, mas ela me cala com um beijo voraz, sua língua desliza para dentro da minha boca, e começa uma dança com minha língua. Seguro seus cabelos e, minha outra mão passeia pelas costas nuas dela, quero colocar seu corpo sob o meu e ama-la, mas percebi que não temos a mesma ideia.

Sua boca se afasta da minha e desce distribuindo beijos por meu pescoço, ela começa a beijar meu abdômen e barriga. Com rapidez ela desfaz o nó que prende minha calça, depois abaixa o moletom e se livra dele, fico apenas com a cueca e Felicity olha para mim com os olhos brilhando com tamanha luxuria, ela morde o lábio inferior.

— Felicity...

— Shh, Oliver. — resmunga e sorri docemente, mantendo seu olhar preso no meu. Observo-a jogar os cabelos para trás e voltar sua atenção para minha cueca. Começa passando um dedo pela borda do tecido e então começa abaixar, meu membro está duro e salta para fora da cueca.

— Felicity. — rosno, ela apenas me lança mais um olhar cheio de luxúria, tira alguns fios de cabelos do rosto e então, sua mão começa acariciar meu membro. São movimentos curtos e lentos, o bastante para me fazer gemer e impulsivamente pedir por mais. Ela sorri e aumenta os movimentos. Fecho meus olhos e aperto os lençóis, meus batimentos cardíacos aumentam e minha respiração fica pesada. Sinto arrepios se alastrando por meu corpo e eles aumentam quando sinto a boca quente de Felicity ao redor do meu sexo que pulsa.

Ela começa a chupar meu membro, introduzi-lo na sua boca com movimentos constantes de vai e vem. Olho para ela e porra, é uma visão sexy, seus cabelos bagunçados, a pele um pouco vermelha, isso só aumenta meu desejo de dar prazer para ela assim como ela está dando para mim. Seguro seus cabelos, e tento controlar os sons que saem da minha boca.

— Fe.li.ci.ty... — digo seu nome em um sussurro, estou a ponto de gozar e preciso fazer isso dentro dela.

Ela ajoelha-se, limpa a boca com as costas da mão e engatinha até mim, passa uma perna sobre mim, deixando-a dobrada ao lado do meu quadril, assim com a outra, suas mãos ficam pressionadas contra o colchão, uma de cada lado da minha cabeça. Sua boca está perto da minha e eu a beijo com urgência, minha língua tem a necessidade de explorar cada canto da sua boca e minhas mãos precisam toca-la.

Seguro sua cintura e minha outra mão pousa sobre sua omoplata, eu a viro e fico sobre ela, olho dentro daqueles olhos azuis que não saem da minha cabeça nem por um minuto e vejo o quanto Felicity está entregue a mim, eu sorri involuntariamente. Seguro seu queixo e lhe dou um selinho nos lábios, em seguida, minha boca desce por seu pescoço, sugo sua pele deixando marcas por onde meus lábios tocam, ela solta gemidos baixos e suas mãos começaram explorar meu corpo.

Felicity usava apenas um short de seda, eu o abaixei e fiquei de joelhos entre suas pernas, estava na hora de tê-la para mim mais uma vez.

Eu já fiz sexo com muitas mulheres, mulheres lindas e de diversos cantos do mundo, mas nunca tive sentimentos por nenhuma, era apenas sexo sem compromisso algum, na manhã seguinte eu sempre fugia, mas com Felicity, o que nós fazemos não é sexo apenas, existe sentimento, fazemos amor.

— Oliver. — olhei para ela. — Algum problema?

— Não. — voltei minha atenção para o que fazíamos, segurei sua calcinha e abaixei. Felicity mordeu o lábio e permaneceu com os olhos fixos nos meu. Segurei sua coxa e a penetrei, fundo e rápido.

Felicity distribuiu beijos por meu tórax. Nossos corpos pareciam se movimentar em sincronia, era um dança lenta, quente, sedutora e torturante. Quanto mais tínhamos mais queríamos. Não deixei de olhar dentro dos olhos dela e ver o quanto ela era minha, Felicity pode ser durona, não demonstrar sentimentos e parecer fechada, mas quando está comigo não é nada disso, eu consigo ver a profundidade do que ela sente por mim.

Ela me empurra, nos fazendo mudar de posição e eu ficar por baixo. Eu tinha uma maravilhosa visão e não me cansaria dela. Felicity rebolou sobre meu quadril, seus movimentos foram firmes e rápidos, com os braços apoiados em meus ombros, ela se curvou e beijou meus lábios sutilmente. Minhas mãos descansaram em suas costas e eu a trouxe para mais perto, segurei seu rosto.

— Não deixe isso acabar aqui, eu quero mostrar o quanto gosto de você, mas não apenas aqui, e sim, em todos os lugares.

— Não vou deixar isso acabar aqui, Oliver, já falei que gosto de você. Acho uma grande idiotice te manter afastado. Mas... — Felicity deu uma pausa e soltou alguns gemidos intensos. — Você terá que aprender algumas coisas.

— Serei seu aluno mais exemplar. — disse, e comecei distribuir beijos em seu pescoço, ela deu um sorrisinho e continuou seus movimentos.

— Eu estou falando sério Oliver.

— Eu também. — retruquei e girei, ficando por cima novamente. Comecei sugar seu seio enquanto ela gemia e arqueava o quadril em busca de mais.

— O que eu devo aprender, Felicity?

— Não sou uma garota normal. Nunca tive um relacionamento. Sou nova nisso.

— Quer dizer que eu serei o primeiro? — perguntei, Felicity assentiu e fez uma careta de prazer. — Isso é excitante. Mais o que?

— Talvez eu suma e não lhe dê nenhuma explicação, tenho assuntos para resolver. — assenti.

— Por quantos dias?

— No máximo três dias, não sei se consigo ficar longe disso por muito tempo.

— Está se referindo ao sexo? — ela deu um sorriso torto e malicioso. — Como eu fico nessa historia?

— Você é o conjunto, Oliver. Se eu sentir falta do sexo, sentirei de você também.

— Okay, eu posso lidar com isso. Mais alguma coisa?

— O mais importante. — franzi o cenho. — Não faça perguntas do por que eu entrei para a colmeia de Damien Darhk, quando eu estiver pronta, eu lhe falarei.

— Tudo bem, eu entendi. Há algo que você precisa saber sobre mim também.

— O que é? Não é uma doença terminal, é? Acho que não consigo pensar nessa possibilidade.

— Hey. — afastei os cabelos do rosto dela. — Não é nada disso, quando terminarmos aqui, eu lhe falo. — beijei-a, calmamente, enquanto aumentava o ritmo das minhas investidas. Nossos corpos grudavam de suor e eu sentia que estava chegando ao meu ápice.

Felicity segurou meus cabelos e sua outra mão desceu por minhas costas, arranhando sutilmente minha pele, suas coxas apertaram meu quadril e seu corpo estremeceu, um gemido alto escapou da sua boca. Eu dei mais uma estocada firme e cheguei ao meu ápice. Tombei meu corpo ao lado do dela e comecei acariciar suas costas.

— Com certeza, se eu ficar mais de três dias longe, eu vou sentir sua falta. — disse, enquanto enroscava uma perna na minha e então deitou sobre meu abdômen.

— Não acredito que só quer abusar do meu corpo. — comentei, fingindo indignação.

— Ah meu Deus, você não gosta disso? Eu posso parar. — retrucou.

— Você não deve nem brincar com isso. — beijei o topo da sua cabeça. — Fazer amor com você é uma das melhores coisas que já fiz. — ela passou a mão por meu abdômen e suspirou.

— Tenho medo Oliver.

— Do que?

— Eu sempre perco todas as coisas boas que ganho, e eu não quero perder você. — passei meus braços ao redor do seu corpo, que depois dessa declaração parecia tão frágil.

— Você não vai me perder. Não importa o que aconteça, eu estou inteiramente ligado a você. — Felicity ergueu o rosto e fitou meus olhos.

— Quem é você? — perguntou. — Por que não apareceu na minha vida antes?

— Desculpe-me, estava ocupado quebrando alguns pescoços. — ela sorriu e voltou deitar a cabeça sobre meu peito.

— O que tinha para me contar? — lembrei-me do nosso assunto de antes, respirei fundo. Felicity precisa saber e eu confio nela.

— Tenho uma família. Minha mãe, minha irmã e um filho.

— Você tem um filho?

— Sim. — ela ficou em silêncio por alguns segundos, digerindo minha noticia. Então, segurou minha mão e deitou-se novamente.

— Tenho noventa e nove por cento de certeza que ele é loiro como você.

— E de olhos azuis também.

— Lindo como o pai. — ela suspirou e ficou em silêncio, aos poucos sua respiração tranquilizou e ela dormia profundamente agarrada a mim. Posso classificar a Rússia como meu país preferido.

(...)

Estava andando de um lado para o outro com o celular na mão, havia acabado de ligar para Diggle, três vezes, e ele não atendeu o celular em nenhuma delas. Estava ficando preocupado, Diggle nunca ignora minhas ligações, ainda mais agora, sabendo que estou na Rússia porque Felicity foi baleada.

Disquei o número mais uma vez e encostei o celular na orelha, chamou, chamou e chamou e nada do Dig atender. Fechei meus olhos e respirei fundo, esperei que ele me atendesse, mas a vozinha que diz que a ligação está sendo encaminhada para a caixa postal me fez encerrar a ligação.

— Você está nervoso, o que aconteceu? — perguntou Felicity, com uma expressão de sono. Não queria acorda-la, estava dormindo tão serena, tive receio.

— Diggle não está atendendo minha ligação, e ele sempre atende. — respondo.

— Talvez ele esteja ocupado com algo. — comentou, enquanto sentava-se na cama e cobria-se com o lençol.

— Diggle sempre me atende, Felicity, ele se preocupa muito e acaba sendo um irmão mais velho para mim. Eu não estaria tão preocupado, mas nosso último contato foi antes de você acordar depois que foi baleada.

— Okay. — ela ponderou. — Sara está com meu pai na base secreta da cia, vou ligar para ela, deve saber algo sobre John. — assenti. Felicity pegou o celular sobre o criado mudo e ligou para Sara, ficou com o celular encostado na orelha por alguns minutos. — Ela não está atendendo.

— Tenho motivos para me preocupar agora?

— Sim. — disparou. — Vou ligar para o piloto do meu pai.

— Tudo bem. Vou fechar nossa estadia aqui. — ela acenou positivamente com a cabeça. Peguei minha carteira e sai do quarto. Desci pelas escadas e segui até a recepção.

Talvez estivesse me preocupando a toa, e Diggle estivesse mesmo ocupado com algo. Ele tem uma família, uma filha que sempre precisa dos cuidados dele, talvez tenha esquecido o celular em algum lugar.

Quando volto para o quarto, Felicity já está vestida, e arrumando sua mochila. Ela me encara e esboça um sorriso, que mais parece um gesto para me acalmar.

— Já podemos ir para casa. — informa. — O jato está nos esperando na pista particular.

— Tudo bem. Eu pedi para a recepcionista chamar um taxi para nós. — ela assente e me joga minha mala. Pego na mão dela e saímos do quarto, que guardaremos ótimas recordações. Foi nesse lugar que iniciamos um relacionamento, ainda é cedo para colocar um título, mas estamos juntos.

Quando saímos da pousada, alguns taxis estavam formando uma fila de congestionamento em frente ao lugar, uns deixam passageiros, outros pegam. Um dos motoristas sai do carro e abana um lenço azul.

— Oliver... Oliver. — fica gritando meu nome. Eu ergo a mão e ele faz gesto para que eu me aproxime. — Por favor, entrem no carro. — o motorista pega nossas malas e coloca no bagageiro. Abro a porta para Felicity e ela embarca no veículo. Faço o mesmo. — Moscou está gelada hoje, têm muita coragem em sair do ninho de amor de vocês. São casados?

— Não. — responde Felicity, parece que todo seu sangue se acumulou no rosto.

— Ainda não. — acrescento, Felicity me olha assustada e eu apenas sorrio para ela. O motorista começa manobrar o carro. Abraço Felicity e faço-a encostar suas costas na lateral do meu corpo, pressiono meus lábios no topo da sua cabeça e seguimos rumo nossa casa. Espero que nada em Washington estrague isso.

Notas finais
Não esqueçam de deixar um comentário, sugestão e criticas são bem vindos (Desde que seja critica construtiva.) Bjoooos e até o próximo.