A Assassina de Adarlan

11 Não te esqueci


Notas iniciais
Olá pessoas o/ Tudo bem com vocês? A fanfic completou 1 mês no dia 04 >. Obrigada a todos que visualizam a fic, mesmo não comentando vocês são importantes ♥♥♥ Tenham uma boa leitura ♥

Uma semana depois de terem recebido sua primeira missão, Sterphanie entrou oficialmente para a guilda dos assassinos, depois de tanto Celaena oferecer e falar em sua cabeça, finalmente a menina havia concordado. Ela havia começado a treinar com eles, — suas habilidades eram tão excepcionais que se comparavam as de Celaena — e a menina decidira que treinaria Lysandra — depois de irem às compras as duas viraram grandes amigas — se Celaena quisesse, é claro, oferta essa que a assassina aceitou de bom grado. Passou a treinar somente Samael, que era um bom aprendiz.

Durante a semana tinha se encontrado com Chaol, o mesmo a manteve informada sobre os propósitos do rei. Por enquanto não havia trabalho a vista, mas o rei estava planejando um dia de batalhas entre os 4 assassinos e seus melhores guardas. Não seria difícil Chaol ser incluído nessa lista e Celaena esperava poder lutar com ele.

Dorian havia mandado bilhetes para Lysandra, a mesma havia desaparecido inúmeras vezes no decorrer da semana.

Samael contou que havia visitado Nehemia, mas não parecia muito animado com isso. Celaena ainda permanecia curiosa para saber quem era a outra menina, mas o rapaz não quis lhe dizer nada sobre o assunto.

Sterphanie estava começando a confiar nos 3, havia contado a Celaena sobre os pesadelos, contara a Lysandra sobre a morte dos pais e havia beijado a bochecha de Samael, quando o mesmo levou o café da manhã até o quarto da menina.

No dia anterior Celaena a flagrou saindo sorrateiramente da fortaleza e a seguiu. A menina parou somente quando chegou em baixo de uma árvore — perto da qual Sam estava enterrado — havia dois nomes escritos ali, mas a assassina não conseguia enxergar. Ela permaneceu olhando, enquanto a menina contou sobre os amigos que fizera, de como era passar os dias na fortaleza, descreveu Lysandra, Samael e Celaena. E depois de um tempo cantou uma música triste, e então chorou. E então Celaena entendeu, aquele era o túmulo de seus pais, estava tão próximo do de Sam que chegava a doer.

Apesar da tristeza e da saudade, aproveitou a caminhada para visitar Sam. Contou a ele que salvara Lysandra das mãos de madame Clarisse e prometeu que a levaria ali da próxima vez. Contou também que havia vingado sua morte e o quanto se sentia aliviada por não ter mandado Samael matar Arobynn, pois o mesmo era o pai do rapaz. — imaginou um Sam surpreso por tal notícia e riu com a imagem dele na mente — Prosseguiu contando de Chaol, e que depois de muitos pensamentos, ela dera a si mesma uma chance de recomeçar. Contou que apesar dessa nova chance, jamais se esqueceria dele, jamais deixaria de sentir sua falta e jamais deixaria de ama-lo. Poderia amar outra pessoa, mas jamais seria da mesma forma que amava Sam.

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Depois de se despedir de Sam, Celaena voltou a fortaleza, mas menina ainda não havia chegado. Encontrou Samael na cozinha e perguntou sobre Lysandra, — precisava compartilhar com a amiga como fora visitar Sam — o rapaz disse que sua amiga estava no quarto, antes que pudesse subir, Sterphanie entrou em seu caminho.

— Precisamos conversar — disse a menina, não aparentava estar com medo ou coisa do tipo, então a assassina concluiu que não era nada grave — agora, no meu quarto.

— Ok — concordou Celaena, que se dispôs a seguir a menina.

— Eu sei que você me seguiu — disse a menina retomando a conversa, entrou no quarto, esperou Celaena entrar e fechou a porta — enquanto eu voltava, vi que você tinha deixado de me seguir para ir a algum lugar. Então fui atrás de você. Aquele túmulo é onde meus pais estão, o túmulo que você foi…

— É de Sam Cortland — interrompeu-a antes que pudesse supor alguma coisa, se fosse no começo não iria abrir o coração e contar tudo, mas agora, já havia percebido que a menina era muito parecida consigo mesma — meu namorado, que morreu em uma emboscada — ela não queria chorar, mas lembrar de Sam morto era demais para seu emocional — eu matei um dos responsáveis por isso e contratei Samael para matar o outro, mas não tive coragem de matar, ou mandar Samael matar Arobynn. Ele foi a pessoa que me criou, ele fez tantas coisas ruins, mas também fez coisas boas… ele podia ter me deixado morrer naquele rio, mas me pegou e me criou… então fiz com que ele fosse para Endovier, para pagar por seus crimes.

— Me lembre de nunca virar sua inimiga — disse a menina, nunca soube como confortar alguém, normalmente era Celaena que a confortava.

— Espero que não vire mesmo — disse a assassina, já havia limpado as lágrimas e agora estava sorrindo sarcasticamente — pois odiaria ter que te matar.

— Acho melhor encerrar essa conversa por aqui — disse a menina, as informações que Celaena revelara, era muita coisa para o cérebro processar.

Com isso a assassina seguiu para o quarto de Lysandra, que estava trancado, teve de bater diversas vezes até a amiga abrir a porta, estava descabelada e com a roupa toda amassada, sem contar a cara de sono e a cama bagunçada.

— Desculpe — disse Celaena — não imaginei que ainda estivesse dormindo.

— Tudo bem — respondeu a outra — já estava na hora de levantar mesmo.

— Ok — disse, avaliando se era o momento certo — eu fui até o túmulo do Sam hoje. Contei para ele como tudo está, contei até de Chaol e me sinto até aliviada por isso. Eu senti uma coisa, era como se ele ainda estivesse ali e me entendesse… mas é o seguinte, prometi a ele que, na próxima vez você irá comigo.

— É claro que ele te entende Celaena, Sam te amava e sempre quis o melhor para você — disse Lysandra, seus olhos estavam cheios de lágrimas ao falar de Sam, mas também era visível um sorriso doce — e é claro que irei da próxima vez.

— Eu sinto tanto a falta dele — sussurrou a assassina — não achei que seria tão difícil ficar sem alguém.

— Eu te entendo — disse a ex-cortesã, estava lembrando de amado — tenho beijado Dorian ultimamente, mas aquele amor que eu sentia por Wesley ainda está vivo, ele morreu, mas os sentimentos permanecem aqui e isso ainda machuca. É como um machucado que não cicatrizou, você tenta não lembrar dele, mas ele está ali e quando você lembra dele a dor ressurge.

— Eu sinto o mesmo, Chaol é um homem legal que está me fazendo sentir viva, mas é como se ele fosse um lembrete de que Sam não está mais aqui — disse Celaena, já estava com os olhos cheios de lágrimas novamente — ao mesmo tempo que isso me deixa triste e me machuca, também me ajuda a seguir em frente…

— Estou me sentindo da mesma forma em relação a Dorian.

Assim que Lysandra parou de falar, Celaena sentou ao seu lado na cama e abraçou a amiga. As duas estavam passando pelas mesmas dificuldades, sofrendo com o mesmo sentimento. Ambas tinham perdido seu amor, por culpa de Arobynn, ambas estavam tentando se reconstruir, tentando seguir em frente.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim u.u Não deixem de comentar, ficarei muito feliz em responde-los ♥ Pretendo postar o capítulo 12 no dia 17/11 (se eu me atrasar com a postagem, é porque tenho um seminário para apresentar nesse dia, mas juro que vou me esforçar para postar) ♥ Até o próximo capítulo o/