A Assassina de Adarlan

8 Mudanças são bem vindas


Notas iniciais
Olá pessoas o/ Tudo bem com vocês? Tenham uma boa leitura ♥

Logo depois de os ocupantes da Fortaleza irem embora, Celaena ainda permanecia lá.

Lysandra e Samael passaram o dia indo e voltando do apartamento, para trazerem suas coisas. Os dois já haviam até escolhido seus respectivos quartos, mas Celaena ficara sentada no sofá remoendo as lembranças.

Morar ali depois do que acontera seria muito difícil. Sempre que olhasse para aquela porta — que levava para baixo — se lembraria do corpo de Sam, sem cor, sem vida, apenas deixado ali. Se lembraria de como falhara com ele.

Não queria permanecer deprimida. Então tomou a decisão de que logo no outro dia iria procurar alguém para redecorar o local. Dorian devia ter contatos para isso, já que o mesmo a tratara como sua amiga iria se aproveitar disso.

— Celaena — murmurou Samael descendo as escadas — sei que essa casa te trás lembranças, mas você precisa escolher seu quarto e arrumar suas coisas. Estão todas no corredor, se quiser posso te ajudar.

— Hoje vou ficar no meu antigo quarto — disse ela melancólica — amanhã darei um jeito de encontrar alguém para redecorar essa casa. Só preciso de ajuda com os baús, vou deixar dentro do quarto e amanhã arrumo tudo.

— Como queira — disse Samael sorrindo para ela.

Os dois subiram para o corredor onde se encontravam os dois baús de Celaena, juntos pegaram o primeiro — cada um segurando de um lado — e o levaram até o quarto. Repitiram o processo com o segundo, e então se sentaram na cama para um pequeno descanso.

— Posso ficar aqui com você se quiser — disse Samael, o mesmo reparara em como Celaena olhava melancólica para seu antigo quarto — pego o colchão do quarto aqui em frente e coloco aqui no chão.

— Não precisa… — disse ela, estava se sentindo vazia e queria ficar sozinha — eu acho que preciso ficar um pouco sozinha… — ela o olhou e então deu um fraco sorriso — obrigada por oferecer.

— Imagina — respondeu, já se levantando para sair — qualquer coisa me chame.

Após Samael desaparecer pela porta, a menina empurrou a mesma com o pé, e se permitiu deitar. O dia fora longo, com algumas decepções e lembranças ruins, mas ela iria superar. Sam não ia querer vê-la daquele jeito.

Chorou no travesseiro até pegar no sono e então teve pesadelos… “Arobynn estava rindo doentiamente a sua frente. Olhando para os lados percebeu que estava amarrada a um tronco e ao seu lados estava Samael. Assim como ela, o rapaz estava amarrado a um tronco, estava desacordado, tinha marcas roxas por todo o corpo e um corte feio no ombro.

— Você achou que iria poupa-lo? — disse Arobynn, enquanto a rodeava, ainda esbanjava aquele sorriso doentio — Vou fazer pior do que foi feito a Sam. Se acha que pode ter alguém, saiba que não terá ninguém além de mim.

— Pare com isso Arobynn — suplicou Celaena, estava desesperada e chorando — Sam está morto por sua causa. Você o criou. O deixou morrer. Deveria sentir remorso por isso... por favor não faça o mesmo com Samael…

— E porquê não faria?

— Porque ele é seu filho — gritou Celaena, Arobynn podia ser um monstro, mas não torturaria o próprio filho — Olhe bem para ele. Não te lembra alguma mulher com quem esteve? Pois ele não se parece nada com você.

— Louise? Ele é filho de Louise!"

Celaena acordou em um impulso, quando percebeu já estava em pé perto da porta, seu coração estava acelerado e lágrimas escorriam por seu rosto. A primeira coisa que veio a mente foi: qualquer coisa me chame. Sem pensar duas vezes, saiu do quarto e seguiu até o de Samael, bateu a porta e esperou.

Um minuto mais tarde Samael apareceu, com o cabelo bagunçado, cara de sono e sem camisa. Ao vê-lo, Celaena o abraçou forte e deixou as lágrimas rolarem. Ele passou os braços por volta dela, e delicadamente a puxou para dentro do quarto. Ele esperou calmamente enquanto a menina chorava, lembrou de si mesmo quando descobriu que era filho de Arobynn, do apoio que Celaena lhe dera.

— Calma — disse ele com a voz tranquilizadora, enquanto movia os dedos em círculo pelas costas da menina — eu estou aqui com você. Se quiser pode me contar o que aconteceu.

— Eu tive um pesadelo, Samael... — disse ela, com a voz chorosa — ele estava lá… nos prendeu… você estava ferido… e desacordado… ele ia te torturar…

— Eu estou aqui — disse ele, afastou os cabelos da testa de Celaena e lhe deu um beijo — E estou bem, não precisa ter medo. Ele não vai nos pegar. Não vou permitir.

— ...eu disse a ele… disse que ele é seu pai… — sussurrou ela, ergueu a cabeça e olho nos olhos do rapaz — ele disse um nome… disse que você é filho de Louise…

— Como? Eu não te disse o nome da minha mãe — disse Samael espantado apertando-a ainda mais contra si — como isso é possível?

— Não sei… mas pareceu tão real — ela emitiu um som tão angustiante que Samael beijou sua testa novamente.

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Na manhã seguinte, Celaena acordou assustada, viu um peito masculino se movendo abaixo de sua cabeça, sentiu uma respiração nos cabelos e havia um braço em volta de si. Então lembrou-se da noite passada. Tinha tido um pesadelo e fora procurar Samael. Ele havia sido carinhoso e compreensivo com ela. Depois de tanto chorar ele a fez deitar na cama e descansar, de certo havia deitado com ela e os dois dormiram juntos. Isso soava tão errado, mas era bom ter alguém a abraçando assim.

Saiu sorrateiramente da cama para não acordar o rapaz, e desceu até a cozinha para preparar o café da manhã. Encontrou Lysandra na cozinha, que estava usando uma calça marrom folgada no corpo, uma blusa azul clara, sem contar o cabelo que estava amarrado em um rabo.

— O que foi? — perguntou ela — é tão estranho assim, me ver disposta a treinar?

— É uma coisa que não estou acostumada a ver — disse Celaena — mas é bom vê-la disposta logo de manhã.

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Havia treinado a manhã inteira com Samael e Lysandra, o rapaz estava mais avançado nas lições, pois havia tido mais treinamento que a garota. Apesar de sempre frequentar a Fortaleza, Lysandra tinha apenas as noções básicas de como se defender. Celaena já previra que seria um trabalho árduo torná-la uma boa assassina.

Agora, estava em frente ao palácio, aguardando o príncipe herdeiro — ou quem quer que estivesse disponível para vê-la — dissera ao guarda que era Celaena uma amiga de Dorian, e então recebeu uma risada como resposta. Somente depois de ameaça-lo com uma adaga, que o infeliz resolveu conferir se o que ela dizia era verdadeiro.

— Sinto lhe informar — disse Chaol, de repente atravessando até ela — mas o príncipe não poderá vê-la.

— Tudo bem capitão — disse ela, olho-o profundamente, fazendo sua avaliação — acho que você pode me ajudar. Quero redecorar a Fortaleza dos Assassinos, como o príncipe parece ter um gosto requintado, achei que ele pudesse me indicar alguém.

— Conheço uma dama que veio de Enseada do Sino, para decorar o próximo baile. — disse o capitão, que olhava com certo interesse para a assassina — Se quiser peço para ela se dirigir até a Fortaleza para negociarem.

— Quero sim — disse ela, com um sorriso no rosto — obrigada capitão.

— Chaol — disse ele, a meio caminho de retornar ao palácio — pode me chamar de Chaol, assassina.

— Celaena — disse tranquilamente — se irei te chamar de Chaol, prefiro que me chame de Celaena.

— Até mais ver, Celaena.

— Até

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O sol estava quase se pondo quando madame Genevieve — a dama de Enseada do Sino de quem Chaol havia falado — apareceu para as negociações, ficara combinado que, assim que a decoração do baile de aniversário do príncipe herdeiro estivesse pronta, a dama iria se ocupar com a decoração da Fortaleza.

Celaena amara madame Genevieve, a mulher lhe dissera que gostaria de trabalhar com as mobílias que se encontrava no local, iria reformar todos os móveis, começando com mudar as cores dos móveis de madeira, o sofá se transformaria em várias poltronas, e com isso, teriam que produzir sofás novos.

Lysandra ficara eufórica com a ideia de reformar os móveis e mudar a decoração. Mesmo depois de madame Genevieve ter se retirado, a menina permanecia dando ideias de decoração — ideias essa que ninguém mais aguentava ouvir — Samael, aquele traidor, estava emburrado com a euforia de Lysandra, então seguiu para o quarto deixando Celaena sozinha com a amiga.

Depois de 1h00 tentando tirar da cabeça de Lysandra a ideia de destruir algumas das paredes, Celaena desistiu da tarefa e seguiu sorrateiramente para o quarto enquanto a amiga ainda tagarelava sem parar. Alguns minutos depois, a menina estava batendo na porta da assassina, xingava por ter sido deixada sozinha. Praguejando alto, Celaena se dirigiu para a cama, estava cansada e perdendo a paciência.

— LYSANDRA! — gritou da cama, a paciência já tinha lhe fugido de vez — VAI DORMIR E ME DEIXE EM PAZ!

Ouviu Lysandra bufar do outro lado da porta, a mesma xingou com algum palavrão que Celaena não reconheceu e saiu pisando forte, enquanto a assassina ria com deboche.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim u.u Não deixem de comentar, ficarei muito feliz em responde-los ♥ Dia 06/11 teremos o capítulo 9 ♥ Até o próximo capítulo o/