A Assassina de Adarlan
14 Chutando bundas pomposas - parte 3
Notas iniciais
Enquanto sentia as lembranças do dia da sentença voltando, Celaena ficou imensamente irritada, e principalmente magoada. Aqueles dias foram tão sombrios, que ela desejou que um vento forte passasse por sua mente, para levar as lembranças para bem longe. Ao invés disso, o vento forte passou por todo o gramado e se chocou contra a torre do relógio, que pareceu atraí-lo, pareceu contê-lo.
O recipiente com o nomes dos assassinos havia caído, Nehemia havia parado de falar e desde então permaneceu um silêncio pesado. A princesa estava arrumando o recipiente de volta à mesa e colocando os dois papéis dentro dele.
— Voltando aos oponentes — começou Nehemia, ela desdobrou o papel e leu o nome escrito nele — representando os assassinos do rei… Sterphanie.
— Mostre a eles, quem eles devem realmente temer — disse Celaena, deu uma piscada para a menina — Sei que você não precisa, mas mesmo assim, eu lhe desejo boa sorte.
— Não vou te decepcionar!
Samael e Lysandra também desejaram boa sorte a menina, que seguiu até a mesa de armas, pegou apenas duas adagas, pois a espada ela já trazia embainhada nas costas — uma bela espada, negra, de cabo vermelho, cujo nome era Infernuns -. Ethan, o oponente da menina a estava observando, a expressão era de puro medo. Ele já havia experimentado um pouco do que Celaena era capaz de fazer e compreensivelmente devia sentia medo de qualquer pessoa próxima a ela.
O combate começou com Ethan atacando, Sterphanie sabiamente desviou do ataque e o golpeou no cotovelo, com o cabo da adaga. O medo parecia mover o guarda, que mesmo não conseguindo acertar a menina, atacava insistentemente.
De repente algo chamou a atenção de Celaena para a barraca dos assassinos, uma figura apareceu, estava nas sombras da barraca os observando.
— Vou até a barraca — disse Celaena, precisava descobrir o que era aquilo — preciso de um pouco de água.
Os amigos concordaram com um aceno de cabeça e continuaram assistindo ao combate. Celaena seguiu até a barraca. Aquela figura era uma mulher de rosto jovial e inacreditavelmente linda. Com lindos cabelos prateados e os olhos de um tom de azul cristalino e reluzente. Celaena caminhou até estar de frente para ela, não havia reparado antes, mas agora via, a mulher tinha orelhas levemente pontudas. Sem dúvidas essa era Elena Havilliard.
— Me arrisquei muito aparecendo aqui hoje — disse Elena. Celaena já sabia quem ela era, mas não queria acreditar — então ouça com atenção.
— O que é você? Um fantasma? — perguntou a assassina, aquela era Elena, mas ela já havia morrido, a muito tempo. Celaena só podia estar maluca.
— Sou Elena Havilliard, não sou exatamente um fantasma, mas não estou viva. — disse a rainha, tinha pouco tempo ali e precisava ser direta — Preste atenção, tenho pouco tempo para te explicar tudo. Coisas malignas tem acontecido neste castelo, coisas que ecoam em todos os mundos . E você deve impedi-los, antes que seja tarde demais. Nehemia sabe do que se trata, ela te guiará nessa missão. Seus amigos, possuem corações bons, estarão com você durante todo o percurso. O rei e o duque são os principais responsáveis por isto, não tenha pena e seja cuidadosa. Cuidado com o seu oponente, ele pode estar malignamente alterado — a rainha parou de falar e colocou algo nas mãos da assassina — use isto e estará protegida.
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Sterphanie estava desviando incansávelmente dos ataques do guarda, ele não possuía muita habilidade, mas sua persistência era louvável. A menina quase não conseguia atacá-lo, ele não dava uma brecha, mas logo ele se cansaria, aí seria sua vez de atacar sem parar.
— Ethan. Você não é nada habilidoso! — estava tão entediada, que resolveu optar por pressão psicológica — Você continua me atacando, isso já está ficando entediante.
— Cale a boca! — rebateu ele — Você não passa de uma criança, quer que eu te bata? Não vou fazer isso.
— Me poupe do seu discurso de bom homem. — resmungou a menina, queria deixá-lo irritado — Você é apenas um soldado no exército do rei, se ele ordena que você faça isso, então deve apenas fazer.
— Pare de tagarelar!
— E se eu não parar? — e ela percebeu que falou a coisa certa, ele parou subitamente e a fitou — vai lutar comigo agora.
Aproveitando a paralisia momentânea, a menina partiu para cima. Não queria realmente machucá-lo, ele parecia ser um homem bom, mas era seu dever lutar, e era exatamente isto que estava fazendo.
Acertou o cabo da adaga no nariz de Ethan, enquanto sangue escorria, ela já se preparava para o próximo golpe. Ele tentou em vão, dar um murro em sua mão direita -que segurava a adaga — ela nem precisou mover muito a lâmina para que cortasse superficialmente as costas da mão dele.
Ele gritou de dor, mas mesmo assim seguiu para cima dela e segurou-a pelos ombros, a menina tentou se soltar, mas ele foi rápido e usou sua força para jogá-la no chão. Ela bateu as costas e a cabeça diretamente na terra, que não estava tão fofa assim, Ethan passou as pernas por cima dela, antes que ela conseguisse levantar.
— Parece que você mudou de ideia, Ethan. — disse Sterphanie, uma de suas maiores armas, era usar o psicológico das pessoas a seu favor — Deixou de ser o bom homem?
— Não! Como você mesma disse, estou apenas cumprindo ordens.
— Então vamos, acabe logo com isso — disse ela, oferecendo-lhe um sorriso doce.
Ethan sacou a adaga, ia dar um golpe certeiro em sua nuca. Estava com o cabo da adaga a meio caminho da nuca dela, quando parou de repente.
— Eu não consigo fazer isso. — disse ele, bem baixinho, somente ela pode ouvir — Vou afrouxar as pernas e você vai me dar um chute, depois disso me apague.
— Não — sussurrou de volta, não queria vencer desse jeito.
— Por favor — pediu ele, o olhar era de súplica — eu tenho uma filha, você aparenta ter a idade dela. Eu não me perdoaria se realmente te machucasse, criança.
Odiando ter que fazer isso, a menina deu um chute nas áreas baixas de Ethan. Ele ainda fingiu que lutava, apesar da dor que devia estar sentindo, ele continuou atacando cegamente. Até que ela desembainhou a outra adaga, com o punho da adaga lhe deu um golpe certeiro na nuca. Ethan caiu desmaiado no gramado e ela se sentiu péssima por isso.
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