Fez o que era mandado. Ouviu uma voz, aparentemente saindo da estátua.

"Você não merece"

Não entendendo o ocorrido, urrou com toda sua voz :

— O QUÊ?

A estátua responde, ainda com uma voz calma :

— Você não merece a minha piedade.

Arquibaldo apaga imediatamente.

Acorda em uma sala diferente do normal, como se várias dimensões se chocassem e formassem uma só. Na sala, existia apenas uma porta.

Arquibaldo vai em direção à porta e a abre. Um turbilhão de luz ataca seus olhos, até Arquibaldo não ser mais capaz de ver absolutamente nada. Recupera sua visão após alguns minutos e vê a mesma imagem em sua mente, o mesmo totem.

— Você foi condenado.

— Condenado? Como assim?

— Você é o animal proibido, o que falam nas profecias. Provavelmente te contaram que um animal tentou capturar deuses, muitos anos atrás.

— E o que eu tenho a ver com isso?

— O animal... era você, Arquibaldo.

Arquibaldo fica surpreso e amedrontado. Após ouvir a história, nunca pensou que fosse o tal animal condenado.

— Você foi condenado a um loop, uma repetição infinita de vida e morte. Dentro de 14 horas a partir do momento que reencarna, morrerá e voltará, achando que tem algum dever a ser feito. Você não tem, é escória, uma decepção condenada a vida eterna da pior forma possível.

— Isso é impossível.

— Desejas descobrir por si mesmo?

— Cai dentro, cuzão.

Arquibaldo cai, enquanto lamenta por sua resposta pouco favorável à discussão. Havia acordado em uma sala branca, sem móveis, água, terra ou vida alguma.
Não tinha ainda descoberto o pior, acabou irritando a alma divina ao usar palavras chulas em sua discussão. Ouve uma voz o dizendo para seguir em frente, e o faz, esperando para que um milagre aconteça.