Ao longe nos confins da parte mais sombria de Libra um choro de bebe tomava conta do local, seria um som de fácil reconhecimento: a pureza de uma criança, se aquela terra não fosse tão devastada pela maldade da guerra a tanto esquecida.

Ouviam se gritos de mulheres reverberando em uma língua esquecida.

– Nós não podemos ficar com esse garoto, Zhafar, ele não pertence a você, isso é perigoso demais, o garoto deve governar um dia– disse a mulher de meia idade cujo rosto já foi de uma beleza impressionante. A pele estava escamosa, os lábios rachados e também tinha uma expressão de terrível pavor.

– Um dia, não hoje Bathalía, – Zhafar disse, essa ao contrário de Barthalía ainda apresentava um rosto bonito e incríveis olhos prateados. – esse garoto vai ficar aqui, vai morrer aqui e não me importa quem seja a mãe ou o pai dele.

– Zhafar, me escute, largue esse menino em algum lugar na aldeia e talvez ele morra de frio, mas aqui ele não fica.

– Ele fica sim, e não vai ser você uma feiticeira insignificante que vai me dizer o que eu devo fazer ou não.

Naquele momento os Signos choraram pelos pecados de seus filhos, era a chuva mais agonizante em séculos, desde a morte da rainha Ambelie não se via tanto desespero sobre aquela terra sagrada.