A Ascensão do príncipe
3 Capítulo 2
– Majestade?
Todos naquele castelo sabia que o rei tinha uma verdadeira aversão a ser acordado, ele preferia acorda sozinho, como a muito fazia desde que sua adorada mulher a rainha Carsie tinha morrido.
– Majestade, por favor eu não iria vir aqui se não fosse de estrema importância
Certo, ele já estava começando a ficar irritadíssimo, então o melhor a se fazer antes que ele tentasse matar quem quer que estivesse chamando era se levantar e ver quem estava incomodando o.
– O que? – disse parando de súbito ao perceber que quem estava ali parado na frente dele era o general Golflemam – O que você pensa que está fazendo aqui me atrapalhando Clifiem? Ande responda, eu não tenho o dia inteiro para olhar você parado ai feito um idiota. Fale!
– P — Perdão senhor, majestade, senhor – bom agora ele não estava mais com a expressão presunçosa que estava ontem – O duque Sturridge me mandou chamar o senhor, é realmente uma situação urgente majestade
Sinceramente o que poderia ser tão urgente assim pra Samuel que não suportava Golflemam mandar justamente ele ali? O rei só conseguia pensar em um nome para o que quer que essa confusão seja.
– O que o Edward fez dessa vez? – perguntou mais tranquilo, ele poderia contornar cada confusão que Edward se metesse
– Nada, vossa alteza não está envolvido nesse fato.
A calma que começava a irradiar de Johnah se esvaiu tão rápido quanto chegou
– Fale golflemam!
O general tremia tanto que tanto os guardas que vieram com ele como a guarda pessoal do rei ficaram surpresos. Por fim quando não podia mais adiar o momento falou com a voz tremendo de medo
– Prisioneiros senhor – quando viu que o rei já estava se preparando para lhe lançar milhares de maldições de apresou em continuar – prisioneiros de Aquário senhor.
Quando o general disse que eram prisioneiros de Aquário o rei Johnah nunca imaginou que ia ficar cara acara com o próprio filho.
– Carlisle? – indagou espantado – a que devo a honra dessa amigável visita? – é bem, o que se pode dizer ele se recuperou bem rápido
Dava para ver nos olhos do príncipe que ele não estava nada satisfeito em estar ajoelhado contra a própria vontade diante do rei de Aries, e aquele que a algum dia já chamou de pai, na verdade ele estava revoltado.
– E olha só, rainha Esmee, que surpresa vocês aqui, vieram fazer uma visita amigável suponho? – Como ninguém mexeu um musculo para falar nada o rei não se abalou nem um pouco e continuou em tom debochado – Se não me falha a memória, duque Charlie e duquesa Renee, e você linda senhorita deve ser a filha, Isabella certo? – ele não esperou uma resposta – e você deve ser Emmett McCarthy certo?
O clima não estava para brincadeiras mas o rei não estava ligando. Nada era mais prazeroso do que ver aquelas pessoas ajoelhadas diante dele.
– Vocês não vão falar? Que falta de educação. Bem, é uma pena mas você vão ter que ficar nos nossos melhores aposentos, e eles não são muitos confortáveis mas vocês entendem que é de preste para prisioneiros.
Carlisle rosnou de frustração, estava imponente naquele momento. Ele era o rei de Aquário; mas também era o príncipe de Aries não que ele gostasse de se lembrar dessa última parte.
Aconteceu a dezesseis anos, era só um garoto mas isso não o impediu de se apaixonar por Esmee, a princesa de Aquário, ele não se importava com reinos nem com mais nada. No segundo em que a viu se apaixonou. Pode ter custado o seu relacionamento com o seu pai, seu reino e seu povo mas ele a amava e nada mais importava – e não deixaria o seu pai tocar em um fio de cabelo dela e em ninguém de Aquário.
– Samuel, mande algum soldado escoltar os nossos convidados até uma sela confortável, não, pensando melhor mande a senhorita Roselie escoltá-los até a sela e o soldado Edward vai ficar de guarda na sela ele vai evitar qualquer imprevisto.
– Senhor, – tentou intervir Samuel – o senhor tem certeza disso? Eu posso mandar outros soldados.
– Sim Sturridge, eu tenho certeza agora vá fazer o que eu mandei.
– Sim majestade.
Com isso ele foi embora a contra- gosto, não queria envolver Edward nisso, não havia a menor necessidade.
Todos no salão perceberam a irritação do duque mas ninguém disse uma palavra sequer. Quando ele voltou trazendo consigo uma linda loura irritada os prisioneiros de Aquário ofegaram de surpresa.
– Roselie – deixou escapar Emmett com uma expressão de alguém que tinha acabado de tomar uma surra. Ela estava ali depois de dois anos, era ele mesmo, não um sonho que ele insistia em ter toda noite. Estava mais alta, mais magra e com uma expressão de puro tédio, mas ainda era a Roselie. Ou não. Quem sabe? – O que você está fazendo aqui?
A loura ignorou totalmente a pergunta e olhou na direção de Emmett como se não o conhecesse e se virou novamente para o duque.
– Ala leste ou oeste senhor?
– Na oeste senhorita Hale, quando a senhorita chegar lá vai ter um outro soldado para ficar de prontidão e ai você poderá voltar para as suas atividades.
– Sim senhor, com licença – disse se virando vocês podem me acompanhar por favor.
– Roselie, o que você pensa que está fazendo? – indagou Charlie Swan com um olhar de puro espanto. Aquela não parecia em nada com a Roselie que eles conheciam, estava com o cabelo mais longo e se possível mais claro também, era quase prateado, usava uma calça e uma bota de couro com uma camiseta com mangas até o meio do braço e uma luva preta a qual ela raramente tirava. Essa mulher na frende deles já não era a menina com vestidos floridos a muito tempo.
– Tudo o que eu tenho que fazer é levar vocês até as masmorras da ala oeste, – disse se encaminhando até um corredor inclinável que ia única e exclusivamente pra baixo, ele era sub dividido por seções, era escuro e as únicas luzes que tinham eram só pra você se orientar. Ninguém nunca tinha descido tanto até chegar ao final, ou se tinha ido até lá nunca retornou para contar a história. – então não incomodem até chegar lá.
O resto do caminho foi no mais completo silencio. Ninguém se atreveu a dizer uma única palavra, talvez fosse pela expressão assassina da loura ou porque qualquer palavra que fosse dita poderia começar uma terrível discursão. O que Emmett ia dizer? “Oi linda, tudo bem? Como está a vida desde que você foi embora de Aquário, porque não podia tocar em ninguém sem que essa pessoa morresse no processo?”
Sem a menor chance.
A última coisa que Roselie esperava quando o duque Sturridge disse que tinha que escoltar seis prisioneiros de Aquário era que fosse o rei Carlisle e a rainha Esmee, o duque e a duquesa Swan junto com a filhas delas Isabella e Emmett McCarthy, o ex- namorado. Mas o que eles estavam fazendo ali? Depois de tudo nem Emmett nem ninguém de Aquário tinha o direito de falar com ela, sequer olha na sua direção. Foi a dois anos. Ora ela era a filha do duque Hale já tinha quinze anos e estava extremamente frustrada porque ainda não tinha descoberto suas habilidades, até Isabella, que era um ano mais nova tinha descoberto que possuía telepatia – controlar objetos com a mente – e ela nada. Era totalmente injusto. Se ela soubesse que tipo de poder possuía e como ele iria se manifestar Roselie jamais tria desejado descobrir
Era só mais um dia normal em Aquário colmo e tranquilo, ela estava no lago com Emmett pensando se seria uma boa ideia ou não tentar aprender a nadar quando Jasper apareceu furioso vindo da outra margem do lago, dava para ter a impressão de que tinha vindo da Floresta Cinza pois estava todo sujo de terra.
Enquanto ele ia se aproximando Roselie se sentiu tomada por uma fúria – esse era o poder dele, podia manipular emoções – o que quer que tivesse acontecido não foi nada agradável.
“Então você está ai certo Emmett? Me deixou sozinho para virar comida de cavalos furios e está aqui, se divertindo com a minha irmã” não era nada seguro se aproximar de Jasper agora mas ele era irmão dela, ele tinha que tentar acalmar ele.
“Japer, se acalme, eu tenho certeza que o Emm não fez por mal. Certo Emm?”
Silencio
“Emmett, diga que foi sem querer”
“Foi só uma brincadeira Rose”
“Brincadeira?” agora quem estava a ponto de avançar em Emmett era ela. “Você não pensou que isso poderia ter machucado ele com esse ‘brincadeira’? Responda Emmett”
“Eu não ligo tá legal Rose”
“O que você quer dizer com isso”
“Eu quero dizer que eu não ia me importar se alguma coisa tivesse acontecido com o jesper. Satisfeita?”
Então aconteceu muito rápido: Emmett se virou para ir embora Roselie avançou contra ele e Jasper tentou segura-la. No segundo seguinte ele estava gritando junto a ela, Emmett se virou e ficou abismado com a cena que se desenrolava bem na sua frente: Jasper gritava com o corpo colado ao de Roselie tinha algum tipo de áurea saindo dele e indo na direção dela, era um brilho azul bem claro.
“Emmett me ajuda” ela gritou e ele nem se mexeu, não porque não quisesse ajudar mais porque estava paralisado de horror. Era ela que estava fazendo aquilo, era Roselie.
Jasper já estava desfalecendo nos braços dela quando apareceu um monte de gente atraída pelos grintos dela e do irmão. Como em um passe de mágica Emmett se recuperou do choque e tratou de desgrudar Jasper do corpo de Roselie, ele caiu desmaiado e ela caiu junto de puro horror
“Não toque nele Roselie” era a voz do pai deles, mas porque ele parecia tão abismado?
“Pai o que...”
“Não toque no seu irmão, você é um monstro, não é a minha filha”
“Não pai, foi sem querer, eu, eu não queira fazer isso, eu nem sei como aconteceu”
“Acalme-se Oto. Guardas levem o Jasper para dentro e passa para que cuidem dele, Cesilliie, querida vá com eles”
Não, Roselie queria gritar, gritar para que a mãe ficasse ali com ela mas a voz não saia da garganta e ela estava chocada de mais com o olhar do pai para conseguir forma uma frase sequer.
“O que você fez querida”
Ela não conseguia falar
“Roselie, responda” era uma voz diferente, de homem mas mesmo assim ele estava paralisada com horror, horror de si mesma e do que tinha feito.
Quando ela se deu conta de que tinha sido ela, foi quando tocou nela que Jasper tinha ficado daquele jeito, ela correu, correu em direção a Floresta Cinza sem olhar pra trás, correu ignorando os chamados que escutava, ela simplesmente correu e correu. Corria e chorava era um som dolorido como se alguém estivesse enfiando milhares de facas de uma só vez no corpo dela, eram soluços de desespero de pavor. O pai dela estava certo ela era um monstro.
Balançando quase que imperceptivelmente a cabeça ela espantou aquelas lembranças, antes costumavam ser pesadelos mas hoje eram só lembranças ruins que ela deixava trancadas dentro da própria cabeça.
Chegando as masmorras ela deixou escapar um rosnado de fúria, onde estava o saldado que ia ficar ali com eles? Ela não aquentaria nem mais um minuto na companhia nada agradável da realeza da Aquário. Quem era o guarda idiota que ainda não tinha chegado?
– Desculpem o atraso senhoras e senhores, eu estava dormindo.
Ah claro!
– Edward? Sério que o duque mandou você para ficar de vigia dos prisioneiros? – Roselie perguntou espantada.
– Ei, qual é o problema linda donzela? Eu não estou apto para essa atividade?
Só de olhar para cara de deboche dele dava para notar que Edward estava se divertindo com toda aquela situação, a realeza de Aquário aprisionada nas masmorras de Aries? Hilário.
– Se comporte certo? E de preferência fique calado – Com Edward era melhor prevenir antes que acontecesse uma tragédia.
Aquela pequena mas reveladora conversa não durou muito, assim que acabou de falar Roselie se virou e foi embora pelo mesmo caminho que viera e sem olhar pra trás.
Edward riu e se encaminhou para abrir a sela pra os “convidados” entrarem – Porque foi assim que Sam chamou eles: “os convidados do rei chegaram e vai ser você que vai levar eles até os aposentos” – ele imaginou que fossem realmente convidados, não a realeza de Aquário totalmente acorrentada.
– Príncipe Clalisle, nossa, é uma incrível honra conhecer vossa alteza – quem conhecesse ele diria que Edward estava sendo puramente irônico, e quem não o conhecia também.
– Ora, garoto insolente, não se dirija ao rei Carlisle com esse tom. – quem disse aquelas palavras foi Renee Swan que desde que tinham sido capturados tinha se mantido calada.
– E que tom a duquesa gostaria que eu usasse? – disse já fechando a sela
– Ei, não fale assim com a minha mãe – no momento em que Edward ia dar uma de suas respostas irônicas ele parou.
Ela era linda talvez fosse a garota mais bonita que ele já tinha visto na vida, era o tipo de rosto perfeito, anguloso e reto, olhos castanhos como os de todos os habitantes de Aquário mas os dela tinha um brilho de inocência que Edward duvidada que fossem mesmo, a boca era uma linha fina e rosada que dizia: quero ser beijada e o cabelo era em um lindo tom de castanho. Que diabos estava acontecendo com ele? Devia está louco, era a única explicação para estar enumerando a as qualidades de alguém de Aquário. Foco Edward. Foco
– Que conversa agradável princesa, que um chá também?
Pronto, o sarcasmo voltou
– Eu não sou uma princesa seu completo imbecil arrogante
Ele a ignorou completamente e se virou para o duque e perguntou na mais completa cara-de-pau:
– Ela é sempre assim ou só é um daqueles problemas de mulheres?
Ao que parecia ele não tinha medo de expressões assassinas porque não ligou nem um pouco quando Isabella lhe lançou um olhar de puro ódio. E parecia que estava acontecendo alguma coisa porque as barras de ferro da sela começou a tremer de modo um pouco assustador.
Edward não se deixou abalar pela pequena demonstração de poder da garota, e com isso foi se sentar em um banquinho que tinha ali encostado no fundo da sela
– Se eu fosse você ia parando com isso “princesa” não vai adiantar, isso aqui tudo, – ele fez um gesto que dava a entender que estava englobando todas as selas – foi projetado para impedir que pessoas como você possam escapar. Legal né?
Edward tinha que admitir, estava se divertindo demais deixando a “princesa” irritada. Ele rinha gostado mesmo de chamar Isabella de princesa, estava até saindo naturalmente agora
Isabella já ia retrucar quando o olhar do rei Carlisle a fez parar, bom ela podia ser bastante rebelde mas sabia respeitar as pessoas. Ou a maioria delas pelo menos.
Pelo o que pareceu uma eternidade todo ficaram em silencio. Não tinham nada a dizer uns aos outros. Edward podia sentir que havia alguma coisa errada, ninguém ia chegar perto daquelas selas, ele estava cuidando disso desde que tinha descido e decorrente disso estava ficando com dor de cabeça.
Um baque. E a ao que parecia todos tinham escutado também. Um segundo depois uma lança apareceu magicamente na mão dele
– Ei, o que é isso? Que som é esse? – Isabella perguntou claramente ficando assustada – Você vai responder ou eu vou ter que ficar aqui o.... – ela não terminou a frase.
Bom, bom, bom
– Mas o que...
– Oi.
– Pelo Signo. O que é isso? – Isabella não estava nada calma, pra falar a verdade ela parecia que ia ter um ataque bem ali – o que não era muito diferente das outras pessoas naquela sala, menos Carlisle, que parecia que já tinha vivenciado muito aquilo, ele estava completamente tranquilo agora. O que? Ele ouvia fantasma também?
Assim que identificou a quem aquela voz pertencia ele abaixou a lança.
– Pelo Signo, Tom, você quer matar todo mundo de susto?
– A Edward foi engraçado, principalmente a da garotinha ali. – disse apontando para Isabella que agora que o susto tinha passado estava com a expressão de uma assassina no rosto. Com isso os dois começaram a rir.
– Não estou achando a menor graça.
– Eu estou bonitinha, e ai?
Antes que ela tentasse dilacerar aquelas barras com os dentes Carlisle falou em um tom calmo que em nada coincidia com sua expressão
– Como está o seu pai Thomas? – perguntou como se dissesse que queria comer frutas e não carne – Nós não tivemos tempo para falar devido a minha situação.
A expressão de Tom mudou conforme o rei foi dizendo as palavras. Por um momento ele tinha se esquecido que estava diante do príncipe Carlisle. – porque para os arianos ele sempre iria ser o príncipe – Não que isso importasse de alguma forma, ele tinha abandonado seu povo.
– Ele está perfeitamente bem vossa alteza. – Tom só usava esse tom quando estava falando com o rei – moderado, como se devesse ter cuidado com as palavras que dizia.
– E a sua mãe? Vejo que você está vestido com a vestimenta de um soldado. O que ela acha dessa sua decisão? – àquela altura Carlisle já estava quase tranquilo, falando com o filho de velhos amigos, ele só não sabia se podia considerar Samuel um amigo.
Carlisle só percebeu que tinha dito alguma coisa errada quando viu a expressão de Thomas se fechar até virar algo que parecia uma careta.
– Minha mãe morreu senhor, – Tom não gostava daquele assunto. A morte de Dhienie tinha sido dolorosa, e Samuel tinha se fechado depois disso. Bom foi difícil para ele mesmo sendo tão novo, apenas cinco anos quando aconteceu, mas ele não ia esquecer a expressão de sofrimento no rosto do pai. – há doze anos atrás, então por favor não venha dizer que sente muito, a época pra isso já passou a muito tempo.
Porém Carlisle sentia mesmo pela morte de Dhienie, ela sempre foi uma boa amiga para ele. Carlisle já estava a ponto de dizer isso quando viu a expressão que edward tinha no rosto – o garoto parecia ser muito insolente e irritante – estava claro que ele estava dizendo para Carlisle não tocar no assunto.
– Claro Thomas, eu entendo completamente.
– Então, Tom, o que você veio fazer aqui? – muito discretamente Edward fez um sinal de agradecimento ao príncipe, que retribuiu da mesma forma. Tom não gostava de falar da mãe, principalmente quando era algum assunto relacionado a morte dela. Edward não conheceu a duquesa Dhienie mas pela forma que todos falavam ela devia ter sido uma mulher muito boa.
– Você sabe, eu estava entediado – ele logo tratou de colocar um sorriso no rosto – e eu ouvi meu pai conversando com o rei e vim conferir com meus próprios olhos.
Pronto. Agora eles tinham entrado no mundinho particular deles e ignoraram completamente os outros.
Isabella já estava começando a ficar furiosa, primeiro: por um descuido bobo tinham pardo ali, segundo: aquele garoto irritante Edward era o nome dele estava a ponto de fazer ela perder a cabeça completamente, terceiro: ele estava conversando com o outro garoto, – a quem ela não fez nenhum esforço para se lembra do nome – e estava ignorando aos chamados dela, e quarto: aquelas correntes apertavam muito.
– Ei, – ela gritou mas não obteve uma tresposta – ei! Essas correntes estão muito apertadas.
Quando Isabella saísse daquela sela ia enforcar ele com as próprias mãos. Quem aquele ser irritante achava que era? Era só mais um soldado no meio de vários outros, a única diferença aparente era que ele era amigo do filho do duque.
Bom, todo membro da realeza precisa ter aquele amigo que não tem onde cair morto. Literalmente.
– Você pode olhar pra cá? – ele tentou mais uma vez.
Edward se inclinou e disse alguma coisa no ouvido do outro, – a quem Isabella imaginava se chamar Thimoty. – e começar a rir.
– Então Isabella você... – ela não deixou ele completar o resto da frase, odiava ser chamada de Isabella, parecia que tinha feito algo de errado.
– É Bella. – disse empinando o nariz.
– Como?
– Meu nome. Eu não gosto de ser chamada de Isabella. É só Bella.
– Tanto faz princesa, – ele disse o princesa com um tom debochado – se eu quiser eu te chamo de Zuria.
– Olha como fala com a minha filha moleque – disse Charlie Swan. Ele ia pegar aquele garoto pela garganta quando saísse de lá.
– Se você ainda não percebeu duque Swn, foi a sua filha que veio me incomodar, não o contrário. – Então como se nunca tivesse ocorrido aquela conversa ele se virou de volta para Tom. Esse por sua vez estava se divertindo muito ali em baixo. Mais até do que se estivesse vendo as brigas de camponesas enfurecidas.
– Eu ainda não terminei. – gritou Bella
– Vai com calma Edward, a menina só está assustada por esta presa. – Tom disse tentando amenizar a situação. Bem ele só consegui piorar.
– Assustada? Assustada por que? Ela só está com os braços amarrados. Não tem nenhuma corrente envolta das feridas abertas no corpo dela, melhor, ela não tem nenhuma ferida também. Então ela não tem motivo algum para esta reclamando tão alto. E então ela motivo para esta assustada – disse meio gritando meio sussurrando.
Os outros na sala só observavam em silencio e pequena discursão. Ninguém comentou nada se ouviu alguma coisa.
Como alguém que tinha acabado de sair de um transa Edward voltou-se para Bella e suavizou a expressão.
– Quer que eu tire as correntes?
– Eu... Oque? – Certo, ela tinha o direito de estar desconfiada, ele tinha agido feito um ogro basicamente o dia todo, depois tinha dado um pequeno surto, e agora estava perguntando se ela queria tirar as correntes. Ele tinha algum problema de personalidade?
– Você quer eu tire as suas correntes? – repetiu sem perder a calma.
– Ah, certo. Sim quero sim. Era sempre bom ser uma pessoa cautelosa, Bella já estava pronta para pular em cima dele se ele tentasse alguma gracinha com ela.
Ele andou até Bella calmamente. Edward não tinha o jeito de andar de um soldado, estava mais para um príncipe. Porte elegante, coluna ereta, cabeça erguida. Perfeito. Sim, ele tinha que admitir, ele era perfeito. Era alto, tinha cabelos em um esquisito tom de bronze, – como se fosse a mistura do tom de cabelo da mãe e do pai – os olhos eram pretos, mas tinha alguma coisa neles que diziam o contrário, o formato do rosto era parecido com as das pinturas que tinha na biblioteca no palácio em Aquário. Ele era simplesmente maravilhoso.
Mas ele não fez nada além de tirar as correntes que estavam apertando os pulsos dela. Com a maior suavidade do mundo, ele não tinha as mãos calejadas igual as de outros soldados, ao contrário, as mãos de Edward eram macias e ele também tinha um cheiro maravilhoso.
Foco Bella. Ela não podia ficar pensando em como o soldado que estavam mantendo os seus familiares presos era bonito e atraente.
– Obrigado – ela disse meio a contragosto.
Edward apenas assentiu e voltou a sua posição inicial.
– Certo, então eu já vou – Tom disse assumindo um tom de voz tedioso – já é a hora do jantar.
– Você vai e eu fico. Onde está a justiça nesse mundo?
– Nunca te disseram Edward? O mundo não é um lugar justo.
E com isso Tom se foi como tinha chegado: como um fantasma.
Edward já estava cansado; e agora tinha adicionado faminto a sua lista de insatisfações. Não comia nada desde ontem à tarde.
– Você está bem? – Essa era uma voz feminina, mas não era a da Bella ou a de sua mãe – a duquesa – Era a rainha Esmee. Ela não tinha falado nada desde que eles tinham chegado e Edward se impressionou com a ternura que tinha na voz dela. – Não se parecia em nada com a voz de alguém aprisionado.
– Como?
– Eu perguntei se você está se sentindo bem? Porque a sua fisionomia é de alguém que está doente.
Ela estava preocupada com ele? Edward já ia pergunta o porquê quando ouviu um som que mais parecia uma bomba explodindo ao longe e no segundo seguinte Tom reapareceu coberto de sangue e com uma espada na mão
– Oh céus! – ele ouviu Bella gritar mas não consegui desviar o olhar do rosto de Tom
– O que está acontecendo?
– São os rebeldes, eles estão invadindo a vila.
Fale com o autor