A Ascensão do príncipe
9 Capitulo 8
Era um dia completamente ensolarado em Libra. Perfeito para um passeio a cavalo, ou talvez um piquenique ao ar livre. Mas não era nada disso que estava acontecendo ali.
A guarda pessoal dos membros da realeza de Aquário estava toda ali, mas não se via o rei Carlisle ou a rainha Esmee em nenhum lugar. – Ou qualquer outro membro da realeza em Libra. Mar então o que aqueles guardas estavam fazendo ali era o que Roselie se perguntava.
Ela não devia estar ali para começo de conversa. Tinha que estar fazendo a patrulha em torno da divisa com Aries, – Para evitar qualquer transtorno. – como o general Golflemam tinha ordenado, mas depois de passar tanto tempo parada nos arredores da divisa ela se cansou e não resistiu ao cheiro maravilhoso que vinha de Libra. Foi então que ela se deu conta de que estava faminta.
Roselie só não conseguia entender porque toda a guarda real estava ali se não tinha ninguém da realeza por lá. Não que fosse de algum modo de interesse dela, – e não era mesmo, não queria nada ligado a nenhum aquariano. – apenas achava que seria um encontro cheio de tensão, devido aos acontecimentos de dias atrás. Ela deixou esses pensamentos de lado quando imaginou ter sentido a presença da mãe por perto, o que era completamente impossível já que Cesilliie não estava em lugar algum até onde a vista dela alcançava. Devia ter sido apenas uma sensação de saudades da mãe. – A única de quem ela falava abertamente com Edward e Tom. Ou com qualquer outra pessoa.
Ela deixou esses pensamentos bem no fundo dos pensamentos e voltou para a divisa de Libra com Aries para continuar com a patrulha, onde estaria livre de problemas.
Edward sentia todo o corpo pesado. Parecia que tinha sido esmagado por um desabamento. Estava com uma dor na base da nunca que foi se espalhando por toda a base da coluna. Tinha olheiras gigantes ao redor dos olhos, os lábios estavam rachados, o corpo todo doía, e ele não conseguia se levantar da cama.
Quem o visse agora talvez achasse que tinha passado as últimas horas em algumas das inúmeras batalhas que estavam acontecendo em Aries por conta dos rebeldes. Só que esse com certeza não era o caso. Ele tinha ido a uma comemoração em uma taverna que tinha no norte de Aries com Tom. O acontecimento da noite anterior tinha sumido da cabeça dele. Então se lembrar de como tinha chegado ao quarto iria ser uma tarefa impossível, e bem desagradável. Tudo o que Edward queria fazer era dormir mais um pouco, só que ele tinha certeza de que John iria mandar alguns guardas acordarem ele.
Edward se levantou calmamente e literalmente dando um passo de cada vez. – Ele tinha certeza de que se andasse mais rápido ou se tentasse correr iria dar de cara no chão. – Desse jeito lento ele foi lavar o rosto e ficou na dúvida se aquele que estava encarando ele no espelho era ele mesmo ou uma versão crescida dele quando tinha seis anos.
Edward estava completamente sujo. Tinha lama por todo o corpo, grama, pelo de cavalo. Ele tinha certeza que era assim que os mortos estavam quando os parentes vivos tentavam os fazer voltarem à vida.
Tudo o que ele não queria fazer era chamar os criados para lhe preparar um banho. – Tinha certeza que assim que mandasse um dos guardas que ficam no corredor chamar os criados, eles iriam diretamente chamar John primeiro. – Mas não tinha outra alternativa, e continuar sujo estava fora de questão.
Se sentindo completamente derrotado e esgotado, Edward foi até a porta do quarto e chamou um dos guardas que ficavam de prontidão ali. – Mesmo que ele não visse nenhuma necessidade naquilo.
– Guarda?
O guarda que estava ali já era conhecido de Edward desde que ele era pequeno. Ele já fez muitas brincadeiras quando criança.
– Solis, certo? – Ou era Solislise? Ele não tinha certeza, ainda mais com a cabeça ameaçando explodir.
– Sim, vossa alteza.
– Você poderia pedir para alguma criada para preparar um banho para mim, e alguma coisa para comer?
Não era uma pergunta de verdade.
– Sim senhor, volto em um estante.
E Edward começou a contar mentalmente quanto tempo demoraria para John chegar gritando com ele.
Enquanto esperava John ele se jogou no chão e deitou esperando o tempo passar e sem querer os pensamentos dele foram direto para os olhos castanhos de Isabella Swan. Devia ser feitiço, só podia ser aquela diaba aquariana. Ele riu dos próprios pensamentos. Edward a essa altura já tinha absoluta certeza de que estava ficando louco. Nos últimos dias a maioria dos pensamentos dele Isabella estava lá, assombrando, deixando ele louco de qualquer modo.
A maior surpresa que Edward teve quando bateram na porta e pediram para entrar foi que quem entrou no quarto não foi John, e sim duas garotas, uma loira que devia ter pelo menos uns treze anos a julgar pelo tamanho dela, e uma morena alta que tinha o decote maior que tudo. Bom, quem séria ele pra negar que estava olhando.
Ele observava em silencio enquanto a garota mais nova enchia a banheira de água quente, a morena apenas observava tudo em silencio quando outra criada entrou trazendo uma bandeja cheia de comida e parando na frete dele como uma estátua.
– Onde eu devo colocar a bandeja senhor? – Ela estava claramente desconcertada com a presença dele.
– Pode colocar em cima da cama. – Ele disse sorrindo.
Ela se virou lentamente sorrindo para ele de depositou a bandeja na cama de Edward.
– Mais alguma coisa senhor? – perguntou com um sorriso mais aberto e piscando os olhos com uma falsa inocência que estava nítido para qualquer um que ela a muito tinha perdido. Ela estava tentando seduzir ele?
Ela parecia ser mais velha e era mais bonita do que as duas primeiras garotas que tinha entrado no quarto, e bem mais insinuante também. A garota era do tipo bonitinhas demais para passar a vida toda servindo os outros, – ele tinha uma pela lisa, olhos grandes e um rostinho redondo que dava vontade de sair apertando. – só que se ela estava achando que ficar piscando os olhos na direção dele iria mudar isso de alguma forma estava muito enganada.
– Não. – Ele disse aumentando o sorriso. – Você já pode sair.
Ele estava claramente se divertindo com a expressão de ultraje no rosto da garota, ela achava o que? Que se ficasse piscando os olhos ele ia se encantar com ela? Patético.
A criada tentando — sem sucesso — esconder a humilhação saiu do quarto feito uma flecha, pouco tempo depois as outras duas garotas também se retiraram sem quaisquer problemas, Edward tinha certeza que aquela pequena história iria render muitos comentários na criadagem do castelo — não que ele estivesse se importando com isso, coisa que não estava nem um pouco.
Ele já estava quase adormecendo na banheira depois de um bom tempo no banho quando sentiu que alguém batia na porta, levantar era uma coisa fora de questão pra ele, só esperava que quem estivesse batendo desistisse logo, bom isso infelizmente não aconteceu.
— Edward, abra essa porta já. — a voz era de John, então não tinha opção afinal. Ou abria ou abria. — Edward.
Bufando ele levantou-se da banheira se vestiu ainda molhado e abriu a porta antes que o rei a botasse abaixo com apenas gritos.
— Pelo Signo John, o que foi? — perguntou fazendo deboche — O castelo está desmoronando?
— Isso não é hora para suas gracinhas Edward, — certo, tinha alguém bem irritado ali— Vá já fazer uma ronda pelas divisas de Aries e Libra.
— Espera, você quase botou a porta abaixo só para me mandar fazer guarda em Libra?
Sério? Ele ia começar a dormir.
Bem, o rei não ligava muito pra isso para dizer a verdade, estava mais preocupado em mandar ele para Libra. Queria que a família real de Aquário o visse, e não importava em nada o que Sam falasse, ele iria fazer as coisas do jeito que bem entendesse.
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