A Ascensão Do Dragão

1 Luto contra um lobisomem e me deparo com um dragão


Notas iniciais
Tá uma bosta, mas prometo melhor :3

Não é fácil lutar com monstros. Nem ao mesmo fugir deles é algo fácil. Quando você se torna um guerreiro, não tem mais volta. Sua vida "normal" é deixada para trás. Mas isso não é tão ruim assim. Me perdooem, esqueci dos modos. Meu nome é Connor Pierce, um garoto órfão de Miami e essa, é a minha história.

– Sr. Pierce, poderia, por favor PARAR DE DORMIR NA MINHA AULA! — o Professor Benson, ou Professor B., como gostava de ser chamado, era meu "querido" professor de história, que sempre pegava no meu pé por dormir sem querer em suas aulas. Eu quase caí da cadeira quando ele gritou, fazendo todos da sala rirem.

– M-me desculpe Sr. B, não vai acontecer novamente — respondi assustado. Ele riu.

– Você me disse isso aula passada e antes disso, me disse na aula retrasada... estou de olho em você Sr. Pierce. Você não sabe como eu estou de olho.. — não sabia se era impressão minha, mas aquilo tinha soado macabro até demais para o professor Benson.
Do outro lado da sala, Nick Abrams, o valentão da escola, dava gargalhadas com seus "capangas". As sardas em seu rosto parecia com que ele tivesse tomado sol com uma peneira no rosto. Seus dentes eram totalmente desalinhados, amarelos e encavalados. A qualquer momento eu imaginava um cavalo entrando na sala e pedindo seus dentes de volta. Sua pele era totalmente branca — o que era quase raro em Miami -. Ele arrancou um pedaço de papel do caderno, enfiou ele na boca, — eca — molhando-o inteiro com baba e depois atirou contra minha cara antes que eu me desse conta — eca duplo -.

Eu sabia que por mais chato que Nick fosse, não devia comprar briga com ele, mas algo havia nele que me fazia querar brigar, não reagindo aos meus pensamentos. Ele tinha quase 1,80 e tinha músculos que praticamente rasgavam a camisa. Mas, como eu sou muito burro, não aguentei e disse:

– Nick, se você fizer isso de novo, você vai...

–Vou o quê, pivete? Acha que eu tenho medinho de você? — ele tremeu os joelhos propositalmente, depois começou a gargalhar com seus dois colegas. Eu senti o sangue subir pelas minha veias, cada célula do meu corpo queria levantar e ir dar um soco naquele cara, por tudo o que ele fizera, tanto comigo, quanto a outros garotos, roubando seus lanches e dinheiro, dando "cuecões" e espancando todos os mais fracos.

– Depois da escola, perto do orfanato. Vamos ver se você é tão durão quanto diz, Cara de Cavalo. — todos ficaram em silêncio. Eu só podia estar louco, todos devem ter pensado. O último cara que comprou briga com Nick... bom, agora ele estava no hospital, se recuperando. Eu era apenas um garoto magricela, não tinha chance alguma.

– Você está morto, Pierce, eu já esperava por isso há muito tempo... — ele deu um grande ênfase a palavra "morto". Na última carteira da sala do outro lado da sala, um menino loiro, estranho, de blusa moletom com capuz, me observava sériamente como se dissesse: "Parabéns, agora você está morto". Eu nunca tinha percebido aquele garoto na escola, talvez tivesse acabado de chegar, pensei.

Depois de longas aulas com os professores mais chatos do mundo, o sinal tocou. Graças à Deus, uma parte de mim pensou, mas a outra foi algo do tipo : Ótimo, o horário de almoço é perfeito para apanhar. Tentei sair da escola o mais depressa possível, mas era tarde demais. As pessoas bloqueavam meu caminho, já sabendo da briga.

Do lado de fora da escola, o sol brilhava no céu, como de costume em Miami, e ao longe se podia ver as praias, com suas belas águas azuis cristalinas e dezenas de palmeiras beirando a areia e barcos atracados nos portos. No portão da escola, o professor B. e o diretor Woods conversavam e olhavam para mim. Talvez soubessem da briga, o que não era nada bom.

– Precisamos eliminá-lo. Hoje é nossa chance. — o diretor Woods disse sériamente, o que era estranho, pois ele sempre fora legal comigo. Será que ele queria me expulsar da escola só por causa da briga? Isso era rídiculo. Mas eu tinha outros problemas, como a luta. Depois de andar duas quadras até chegar ao meu orfanato, — o St. Maria Orphanage — um prédio branco de cinco andares, com janelas em todos os quartos, porém velho, quase caindo aos pedaços. Na frente da grande porta dupla de madeira estava um grupo de crianças e adolescentes — entre eles estava Nick e o garoto loiro estranho. Nick conseguiu me ver de longe e veio caminhando pesadamente em minha direção. Ele jogou sua mochila no chão, como nos filmes, e eu fiz o mesmo.

Ele veio para cima de mim com um enorme rugido, como o de um lobo. Ele desferia golpes alternados, desde cotoveladas à rasteiras. Mas, incrivelmente, eu me esquivava de cada ataque. Era como se meus músculos respondesem automáticamente, mas eu não controlava eles inteiramente. Consegui cansar Nick o suficiente para acertar um soco em sua cara feia, o que não ajudou em nada. Ele me pegou pelo braço esquerdo e me jogou na direção do grupo de crianças que assistiam a briga como se fosse um filme em 3D. Bati a cabeça no chão fortemente, o que me fez ver tudo em dobro.

– Tome, isto vai ajudar. — o garoto loiro agora estava acima de mim, com o que na mão se parecia uma espada. Ele me ajudou a levantar e pôs a arma em minha mão. Imediatamente, as crianças ao redor ficaram assutadas e saíram correndo.

– Ele tem um taco de beisebol! Saiam daqui!! — uma garota conseguiu dizer, embora eu não sabia como ela conseguiu confundir uma espada com um taco de beisebol. Agora na minha mão, a espada parecia ter se ajustado perfeitamente. Não era pesada, nem grande demais. Seu cabo era todo de ouro, com figuras encrustadas de homens lutando nas nuvens e sua lâmina era da mais pura platina.

– Quem é você? Como eu vou usar isso? E pra quê? — perguntei ao garoto loiro, e ele apontou para Nick. Ou que Nick estava se transformando. Suas roupas estavam se rasgando, pelos pretos surgindo, garras amarelas saiam de seus pés rasgando seus sapatos e presas enormes do tamanho minha mão brotavam de sua boca grotesca, acompanha por um focinho preto e um par de olhos amarelos. Ele havia se transformando em um lobisomem. Não aqueles lobisomens da tv, que eram caras normais que se transformavam em um lobo. Ele tinha corpo humano coberto de pelo preto mas com garras, presas e sentidos de um lobo. Na sua mão surgiu uma grande lança de ouro. Ele uivou — mesmo sendo meio dia — e apontou a lança para mim.

– Vejo que ganhou um amigo, Pierce — a voz dele se parecia com uma mistura de latidos e rosnados, mas apontou para o garoto loiro, que agora estava armado com um arco apontado para Nick e uma aljava lotada de flechas presa às costas. — Bom, quanto mais comida, melhor. — ele avançou na nossa direção, correndo velozmente com a lança erguida.

Ele pulou na minha direção, tentando cravar sua lança em minha cabeça, mas por uma fração de segundo pulei para o lado e sua lança só fez um pequeno corte em meu braço. O garoto loiro lançava flechas contra o lobisomem, mas ele as quebrava em pleno ar.

– Vocês não são páreo para mim! Ainda mais pelo fato de meu chefe estar me pagando muito bem! — chefe? Quem contrataria um lobisomem?

– Garoto, corra, temos que chegar até a praia! — o arqueiro loiro ordenou, enquanto atirava flechas contra o monstro. Felizmente, ele conseguiu acertar cinco delas no âbdomem dele, o que nos deu tempo para correr. — Venha, por aqui! — ele disparou pela rua na direção oposta de Nick, depois virando a direita e cortando caminho pelos jardins das casas. Nick agora já estava atrás de nós, pulando cercas e destruindo muros. De repente, ele sumiu, mas nós não deixamos de correr. Quando passamos por um quintal com piscina de uma casa amarela, a parede ao meu lado se quebrou em mil pedaços, e Nick surgiu do meu lado, com a lança nas mãos. Ele tentou me acertar nas pernas, mas bloquiei o golpe jogando sua lança para o lado. Atrás de mim, a água da piscina estava de um azul cintilante. Então, eu tive uma ideia. Esperei ele investir com sua lança, então rolei por baixo dele e com um golpe do cabo de minha espada, o atingi nas costas lançando-o diretamente para a água.

Não tive nem tempo de me vangloriar, já saí disparando entre os quintais, então percebi que o garoto loiro não estava mais me acompanhando. Do nada, ele apareceu ao meu lado e me puxou para fora dali, apontando na direção da praia que surgia ao longo de três quarteirões dali.

– Corra para lá. Tem um transporte esperando por você. — ele disse sériamente.

– Você não vêm? — eu nem conhecia o cara, mas se não fosse por ele, eu já estaria morto. Ele me olhou tristemente, como se soubesse que fosse morrer. — Vá na frente. Eu tenho que atrasar eles.

– Como assim "eles" ?

– Deixa para lá, apenas corra!

Eu comecei a correr,mas minhas pernas estavam cansadas. Se o lobisomem passasse pelo garoto, ele me alcançaria fácilmente. Ouvi o retinir de aço contra aço. Então me virei para trás, e lá estava o garoto lutando com uma faca do tamanho de meu antebraço contra Nick e sua grande lança de ouro. Eu queria fugir, mas não podia deixar ele para trás. Sabia que mesmo ele não me conhecendo, ele também não me deixaria. Começei a correr na direção dos dois, com a espada erguida e gritando como um louco.

– É a mim que você quer, Nick! Venha me pegar! — ele olhou por cima do arqueiro e lambeu os beiços, me imaginando como um belo assado com uma maçã na boca. Num piscar de olhos, ele saltou por cima do arqueiro e aterrissou na minha frente. — Hora de morrer — ele disse, antes de atacar.

Ele atacava meus flancos, minhas pernas e até mesmo meu rosto, mas eu conseguia escapar por meros milímetros. Mas, mesmo com os sucessivos ataques de Nick, eu não me cansava, diferente dele. Aproveitei que ele estava se recuperando e ataquei seu flanco esquerdo, rasgando sua carne e atingindo suas costelas. Ele grunhiu de dor. Agora ele atacava mais rápidamente, mas seus ataques eram fracos e ele estava desnorteado. Ele tentou me derrubar com sua lança, atacando minhas pernas, mas dessa vez eu pulei por cima de sua arma e desferia um golpe com minha espada em seu peito. Seu sangue começava a jorrar o suficiente para encher uma lata de Coca-Cola. Dessa vez, ele ficou realmente furioso. Com um golpe de sua lança mandou minha espada para longe e com suas garras peludas me pegou pela camisa — agora suja, rasgada e com manchas de sangue — e me atirou contra o arqueiro, que já estava no chão, com a cabeça sangrando. Quem poderia ter feito isso? Não tinha mais ninguém ali.

O impacto da queda foi forte, caí com a cara virada para o chão e senti minha testa sangrar, vendo tudo em dobro novamente. Nick caminhava devagar, mais ferido do que eu, mas agora eu que ia sair perdendo.

– Sabe, querido Connor, meu chefe vai gostar muito de ter você morto. E eu? Bom, eu irei te comer e comandarei seu exército, pois terei matado O Abençoado! — ele deu uma risada canina, totalmente ridicula, pior que a de uma hiena. Ele estava chegando perto e eu estava sem forças para lutar ou para correr. Tem que ter uma saída, pensei. Começei a procurar qualquer coisa útil no chão, e de repente, surgiu minha salvação. Perto do corpo do arqueiro, se encontrava uma flecha de prata, com uma ponta extremamente afiada. Mas ela estava longe demais para eu a pegar.

– Então Nick — começei a enrolá-lo — vai ser bom ser general do exército do seu mestre? — no começo, ele pareceu hesitar, mas acabou cedendo.

– Mas é claro! Derrotarei os deuses na batalha final e governarei junto ao meu senhor! — ele parecia sonhar enquanto falava, e usei essa distração para me arrastar na direção da flecha. — Sem falar nas riquezas! Terei um grande castelo, lotado de moedas de ouro, rubis e diamantes! E tem as festas também! Grandes festas em meu castelo, com cerveja e muita carne humana! É assim que se dá uma verdadeira festa! — finalmente, consegui alcançar a flecha, escondendo-a debaixo de meu braço bem na hora em que Nick parecia ter acordado de seu sonho. Ele estava bem acima de mim, pelo menos era o que sua sombra no asfalto mostrava. — Mas, agora você irá morrer! E antes de minha lança ir parar na sua garganta, gostaria de dizer alguma coisa?

– Sim.

– Vá em frente.

– Vá à merda, Nick. — peguei a flecha e me virei na direção de Nick e cravei a flecha múltiplas vezes em sua perna, fazendo-lhe cair no chão. Me levantei e com um salto em sua direção, enfiei minha flecha em seu olho esquerdo, matando-o instantaneamente. Ele não se mexeu. Seu corpo simplesmente desapareceu, sem deixar nenhum vestígio, apenas a flecha que agora estava sem nenhuma gota de sangue. O garoto já havia levantado e devia ter visto o que aconteceu ao lobisomem. Ele olhou para trás assustado e depois olhou para mim.

– Precisamos correr. Agora.

– Mas eu acabei de derrotá-lo. E o que te fez desmaiar enquanto eu lutava?

– Eles. — ele se virou e apontou para uma casa à vinte metros de distância, onde dois lobisomens, duas vezes maiores e mais assustadores que Nick estavam de pé no telhado. Agora que viram o que havia acontecido, já desciam do alto da casa, preparados para se vingar pela morte de seu colega. Não pensei duas vezes: disparei pela rua junto com o garoto, que agora estava sem seu arco e a aljava. Em vinte segundos chegamos na praia, e ele assobiou o mais alto que pode. Os lobisomens estavam apenas a alguns metros de nós e o transporte em qual ele havia mencionado não estava nos esperando.

– É isso que dá, Benson. Deixar novatos fazerem o serviço. — mesmo de longe, dava para ouvir a voz grotesca dos lobisomens.

– Eu sei Woods, eu sei. Mas foi o chefe que mandou, para testar o garoto. — eles haviam parado de correr, agora que estavam apenas à vinte metros de nós. Woods.. Benson.. então quer dizer que era desse tipo de eliminação que ele estava falando no portão da escola. Meu diretor e meu professor de história, eram lobisomens também. O diretor Woods estava com armado com um arco, e o apontou na nossa direção já com uma flecha preparada.

– Cadê seu transporte? — perguntei ao garoto

– Ele está chegan.. olhe! É ele! Vamos garoto,corra! — ele apontou para o céu, mas não tive de olhar o nosso transporte enquanto corria. Um flecha passou zumbindo pela minha cabeça, arrancando uns fios de cabelo. De repente, eu parei de correr pois na minha frente um enorme dragão do tamanho de dois ônibus, branco como a neve e com garras azul-escuras tinha acabado de aterrissar na praia, espantando turistas e mandando para longe cadeiras de praia e baldinhos de areia.

– Suba! Suba nele! — o garoto gritou, enquanto disparava flechas contra o professor Benson e o diretor Woods. O dragão estendeu sua enorme pata na minha direção, como um cachorrinho dando a patinha. Subi em sua pata, e ele me colocou em suas costas, que estavam extremamentes geladas.

– Corra! Eu não sei pilotar essa coisa! — o dragão pareceu ofendido com o "coisa". De repente, o arqueiro desapareceu e reapareceu, só que bem na minha frente. Ele gritou alguma coisa e o dragão começou a voar, batendo suas enormes asas e sacudindo sua gigante cauda. Atrás de nós, o diretor Woods disparava flechas loucamente e infelizmente uma delas atravessou meu ombro, o que me fez gritar de dor. — ARRGHH! Droga! — a flecha aparecia pela metade nas minhas costas e a outra parte, com a ponta, estava na frente do meu ombro.

Felizmente, depois de alguns segundos conseguimos despistá-los, agora voando acima das nuvens. O garoto me ajudou a deitar nas costas do dragão — jamais faça isso sem a permissão de seus pais — e começou a tratar do meu ferimento. Ele colocou água em uma pequena tigela, e amassou algumas ervas dentro.

– Tome, beba isto. — ele me deu a tigela na qual dentro havia um liquído esvardeado, com cheiro de chá de erva cidreira. Tapei o nariz e engoli o liquído, que tinha um gosto horrível, mas logo me fez sentir-se melhor. Depois, ele arrancou a flecha, a puxando pela ponta, fazendo o cabo de madeira com penas sair pelo outro lado do ferimento, o que não foi nada agradável. Enfim, agora com o ferimento enfaixado com gase, me sentei e começei a questionar meu salvador.

– Quem é você?

– Eu sou Klaus, um Ljósálfar, servidor de Frey. — ele tinha uma voz séria, porém bela e determinada.

– O que é um Ljósálfar?

– É um elfo da luz. — ele olhou para trás, já que estava na nuca do dragão e eu estava em seu tronco — Você não parece surpreso com isso. Nem com os lobisomens, nem com o dragão.

– Ah, eu já vi monstros em Miami. Todos me chamavam de louco quando eu dizia que via dragões, e eles falavam que eram apenas aviões. Já vi anões mágicos pela rua, lobisomens, como os que nós enfrentamos agora. Desde então, eu acredito em tudo. — houve-se um silêncio, exceto pelo bater das asas do dragão — Você tem poderes, certo? Porque, uma hora seu arco havia sumido e outrora ele estava em suas mãos! E cara, você consegue ficar invísivel! Isso é fantástico! — ele pareceu um pouco lisonjeado, e as bochecas dele devem ter ficado vermelhas, pois ele parou de olhar para trás.

– Quanto ao arco você está certo, mas não, eu não fico invísivel. Eu me transformo em luz, é algo diferente.

– E quem é esse tal de Fred que você falou?

– Não é Fred, é Frey! Quando chegarmos lá, nós explicaremos tudo à você. — ele ficou irritado por eu ter confundido o nome desse tal Frey.

– Lá? Lá onde? E como assim "nós"? — afinal, para onde ele queria me levar? Seria ele outra criatura atrás de mim?

– Você verá, mas por enquanto é melhor se deitar, afinal, não é todo dia que se luta com um lobisomem. — ele disse gentilmente, mas o fato de deitar em um dragão me incomodava. — Não, não se preocupe, você não vai cair. — eu quis protestar, mas estava muito cansando e acabei só acenando com a cabeça. Me deitei no corpo gelado do dragão e ao fechar os olhos, dormi instantaneamente.



Notas finais
Bom, vou postar no minimo um capitulo por semana. comente e recomende, obg