A Ascensão De Gaia
1 I. Nico
Notas iniciais
Eh mais para cituar os leitores da situação em que se encontram os semideuses.
Valew :)
Nico estava se sentindo péssimo.
Tivera de suportar a ideia de ter abandonado sua irmã na Grécia, enquanto Gaia a dominava cada vez mais. Mas não queria aceitar que iria perdê-la para sempre. “Mais uma não!”
O último combate com um dos gigantes havia sido o mais violento. Hibrus fora o gigante criado para matar Ares. Era uma criatura de tamanho e força descomunais. A altura era quase duas vezes maior que o Empire State Building e ele soltava fogo pelas narinas.
Frank não sobrevivera à luta. Terrivelmente abalada pela perda do namorado, Hazel cedeu às influencias de Gaia e deixou que ela a possuísse.
Embora Nico fosse contra a ideia, Jason e Percy entraram em consenso e decidiram voltar para a América, onde reuniriam mais pessoal para a batalha. Os outros tripulantes do Argo II, todos esgotados das lutas concordaram.
Estava a bordo do Argo II voltando para casa. Vinham pelo mar, já que Percy nunca tinha sorte em viagens no ar e garantiu que Poseidon os manteria seguros enquanto viajassem em seus domínios. No barco vinham além dele, Percy, Annabeth, Piper, Leo, Jason e Calipso.
Calipso. Era por ela que Nico ainda não tinha desistido de tudo. Calipso havia se tornado, em algumas semanas, a pessoa no interior daquele barco que mais significava para ele. Quando a encontraram ela não passava de uma menina romântica e sonhadora, mas logo estava apaixonado por ela.
***
Nico estava sentado em sua cama, no quarto dos fundos do Argo II. A simples hipótese de ficar lá fora olhando para o mar o deixava enjoado. O quarto era pequeno. O suficiente para um filho de Hades. A mobília não passava de sua cama e uma caixa de madeira onde guardava algumas combinações de roupa.
Havia escolhido para aquele dia roupas básicas, e obviamente, sempre pretas. Um blusão com uma caveira no centro, calça jeans rasgada no joelho e na coxa, e all star.
Alguém bate na porta.
- Quem é? – pergunta Nico.
- Calipso. – responde uma voz doce.
- Entra. – pede o garoto. E vê a menina mais linda que ele já tinha conhecido entrar em seu quarto. Calipso tinha a pele bronzeada, mas clara, e os fios loiros do cabelo presos numa trança que caia até a cintura. Vestia um vestido branco de seda e calçava uma sandália no estilo grego antigo.
- Como está? – ela pergunta sentando-se ao seu lado.
- Como você acha? – Nico responde com desanimo. – Por mim eu teria ficado na Grécia cuidando de minha irmã...
- E teria sido morto por Gaia, você sabe disso... – Calipso baixa o olhar, triste, como se não suportasse a ideia de perdê-lo.
Nico tinha consciência que ela estava certa. Lembra com tristeza da última vez que olhou para Hazel. Sua irmã estava com os olhos totalmente brancos, flutuando há quase cinquenta metros de altura, envolvida por uma imagem tremeluzente de um monstro de pedra imenso que atirava rochas do tamanho de caminhões com um simples movimento. Cada passo da criatura de pedra causava um terremoto.
Desperta com o toque de Calipso em seu rosto, enxugando uma lágrima. Ela olhava para ele com um sorriso tímido, que o fazia lembrar o sorriso meigo de Bianca di Angelo, sua falecida irmã.
- Não é mais a Hazel que está ali... – ela fala com a voz triste – Gaia está no comando agora... Não podemos mais fazer nada quanto a isso...
- Com licença... – pede Piper entrando no quarto.
Para uma filha de Afrodite, Piper disfarçava ao máximo isso. Usava a blusa laranja do acampamento caindo do ombro, um short jeans curto com parte dos bolsos à mostra e um par de velhos tênis com os cadarços desamarrados. O cabelo castanho e repicado numa trança pendendo para o lado e uma pena de águia na cabeça. Ainda assim era linda.
- Nico, você precisa de um ar de vez em quando, sabia? – a menina segura suas mãos e o levanta da cama. – Venha você também, Calipso.
Nico queria ter recusado a proposta, mas Piper falou de um modo tão persuasivo que ele realmente acreditava que precisava ir lá pra cima.
Os três sobem as escadas e vão para a proa do Argo II. Leo passa apressado por eles, segurando um controle de Nintendo Wii nas mãos. Entra na sala de comando. Quando passam pela sala notam o garoto analisando uma confusão de alavancas e válvulas, em meio a controles e uma infinidade de botões que piscavam em diferentes cores.
Leo era o garoto mais hiperativo que Nico conhecia. E o mais criativo também. Usava uma camiseta laranja com o símbolo do acampamento e uma calça jeans sustentada por um cinto de ferramentas mágico. O cabelo preto e encaracolado caindo sobre os olhos. Um sorriso infantil, demostrando que ele se divertia no controle do navio.
Piper corre na frente, indo abraçar-se a Jason, que olhava para o mar como se o vigiasse. Jason era um líder nato. Vestia a camisa roxa do acampamento romano e uma bermuda jeans que ia até a altura do joelho. Usava chinelos de dedo. O cabelo loiro sacudindo ao vento.
- Consegui trazê-lo para a luz do dia... – diz Piper beijando Jason com carinho.
Jason lançou um sorriso para Nico e piscou um dos olhos. Depois se voltou para a namorada e a beijou novamente.
- Parecem tão felizes. – Nico reconhece a voz de Annabeth e olha para trás. A menina estava olhando para ele, segurando nas mãos um pergaminho velho – Pelo menos eles estão descansando para os próximos combates.
Annabeth também usava a camisa do acampamento e uma calça jeans. Os fios loiros amarrados num rabo de cavalo. E o sorriso meigo, embora a expressão fosse de preocupação.
- Já conseguiu desvendar o que tem no pergaminho? – quer saber Calipso aproximando-se de Annabeth e olhando o papel em suas mãos.
- É uma lenda velha sobre Urano, o pai dos titãs e marido de Gaia. – responde a garota. – Só não consigo entender porque aquele abutre nos trouxe esse pergaminho...
Três horas atrás um abutre com quase dois metros de envergadura havia sobrevoado o Argo II e soltado um pergaminho na proa do barco. Afastara-se em seguida, fugindo do campo de visão.
- Onde está Percy? – Nico pergunta, olhando em volta a procura do amigo.
- No quarto. – responde Annabeth – Estou preocupada, ele estava com febre. O ferimento em seu braço infeccionou.
- Quer que eu vá vê-lo? – Nico se dispõe.
- Não é necessário, obrigado. – Annabeth responde com um sorriso grato – Fique por aqui e aproveite a paisagem...
Ela fala apontando para o mar. Nico retribui o sorriso, mas sabia que em poucos minutos estaria enjoado. Segurou a mão de Calipso e os dois foram se sentar um pouco mais à frente.
Annabeth volta para o interior do Argo II, em direção ao quarto onde Percy estava.
Nico olha para a linha do horizonte. Vê uma pequena ave ao longe e sorri. Pelo menos foi o que pensou ter visto. Quando olha com um pouco mais de atenção ele vê que a pequena ave era enorme. E soltava fogo pela boca.
- Ah não! – diz Nico ficando de pé – Um dragão!
De repente Leo aparece correndo com uma expressão assustada. Trazia nas mãos um tablete, que indicava a rápida aproximação de uma fera com sete metros de envergadura, couraça impenetrável e rajadas violentas de fogo saindo da boca e das narinas.
- Festus, prepare-se para o ataque! – diz Leo, dando um comando de voz para o Argo II preparar os escudos e os canhões.
Fale com o autor