Notas iniciais
Oie Tartarugas!! Como vocês estão? Eu estou bem e muiiiitoo feliz, acho q posso estar até de mais - Juro que não é droga! - isso se chama "Namorado de aluguel" A fic, não o livro, que comecei a ler ontem ou melhor anteontem e estou AMANDO. Foco aqui kkkkkk Aqui está mais um capítulo e espero que gostem =D Boa leitura

POV Maya:

Cheguei em casa e deitei no sofá disposta a dormir, além de ainda estar com sono precisava de alguma forma absorver por completo as palavras de Enrique, o que exatamente ele quis dizer com tudo aquilo, ele se arrependia ou era só um discurso para me dizer que havia contado o nosso segredo a alguém? Será que tanto drama era só sono? Não sei quanto tempo se passou, só vi quando minha mãe começou a me sacudir e eu dei um pulo.

— Dormiu tarde ontem, não foi filha?

— É, digamos que sim. – minha mãe deu um risinho.

— Imaginei depois de ligar pro Enrique e na voz dele dava pra sentir que ele estava esgotado. – Vi um certo brilho em seus olhos, mas talvez fossem estrelinhas passando pela minha vista cansada.

— Humm.

— Você está bem, filha? Está tão distante hoje...

Sentei-me no sofá dando espaço para mim mãe se sentar ao meu lado e comecei a falar:

— O Enri estava tão... Estranho hoje de manhã.

— Estranho como? – já deveria fazer umas duas semanas que não conseguia falar direito e cara a cara com a minha mãe, fiquei até meio que desconfortável com essa conversa.

— Sei lá, ele falou umas coisas sem pé nem cabeça, meio que pediu desculpa por algumas coisas que ele fez e ele falou que tinha contado há alguém alguma coisa que... – cuidado com suas palavras Maya, cuidado! – ele não deveria, mas não sei do que ele estava falando. Realmente, não faço a mínima ideia. – olhei para ela pensando se isso faria uma luz se acender na minha mente e me explicar o que estava acontecendo.

— Será que ele não começou a notar que gosta de você filha? – virei para o lado e vi que ela estava sorrindo como se eu fosse burra o bastante para não enxergar a verdade mesmo se ela me alcançasse como um soco.

O que acontece é que ele é gay e minha mãe não sabe disso. Na verdade eu acho que ninguém sabe disso. Quer dizer, existem uns garotos e tal... Porque ele não é boca virgem que eu já vi! Mas talvez eu usasse essa teoria da minha mãe para evitar responder mais perguntas que acabassem me deixando encurralada em algo que ela não pode saber de jeito nenhum!

— Porque estaria? Somos amigos de uma vida inteira, isso nunca iria acontecer. – me levantei e fui arrumar meus materiais para a aula e tentei fugir da minha mãe.

— Quer uma carona para a escola? Pelo menos até a parada? – perguntou ela pegando umas pastas tentando me alcançar quando estava quase na porta. – Faz tempo que não saímos juntas como mãe e filha, eu estava pensando... – lá vem Bomba! — Faz dois anos que eu não tiro férias e...

— Não completa a frase!

— Porque filha? – já estávamos andando na rua a duas quadras da parada de ônibus.

— Eu não queria te dizer assim, mas... Eu quero passar as férias de inverno com o papai. – disse sem saber a reação dela e após alguns segundos em silêncio ela disse.

— Então eu posso tirar minhas férias em agosto e como você é uma aluna exemplar poderíamos viajar durante uma semana, eu falo com o diretor invento qualquer mentirinha de doença e tal, é só dizer que... Irá enviar os trabalhos por e-mail! – ser atriz esta no sangue.

— Ótimo! Perfeito, adorei! – a abracei e quando vi o ônibus já estava parando a minha espera. – Tchau mãe! Bom trabalho.

— Boa aula, filha!

Ótimo até duas semanas para coversarmos como mãe e filha novamentepensei, mas não expressei essa reação e sentei num banco após passar pela roleta.

Quando desci do ônibus a meia quadra de escola comecei a caminhar na direção da estrada, mais tinha um cara bem na minha frente quando eu dobrei sem olhar para cima e trombamos.

— Desculpe-me – quem ainda fala assim? -, eu não olhei para onde eu estava... – quando o cara virou. — Guilherme? – Não me aguentem e voei no seu pescoço fazendo-o se abaixar um pouco, nunca pensei que veria meu meio irmão do nada aqui, será que a minha tia estava na cidade, ou até meu pai? Ele parecia muito sério e o vi olhando para dentro da escola e segui seu olhar. Enri.

Assim que ele nos viu juntos e deu meia volta, como se estivesse vindo mais desistiu.

— É verdade? – ele me perguntou.

— O que é verdade? – perguntei confusa com o abraço já desfeito. Ele pegou o celular e ligou pra alguém.

— Volte aqui. Rápido, seu covarde! – ele disse ainda sério no telefone e desligou. Ele permaneceu quieto e quando vi o Enri estava de volta. Era para ele que ligara? – Vamos. – O meu irmão pegou minha mochila colocou num dos braços e levou consigo fazendo com que eu o seguisse para fora da escola que eu nem consegui entrar.

— O que é isso? – perguntei.

O Enri parecia tenso e o Guilherme bravo e ao mesmo tempo confuso demais para falar qualquer coisa. Mas ao chegarmos numa pracinha a umas três quadras da escola o silêncio sumiu. Tanto pelo barulho de crianças gritando e correndo pela pracinha — apesar de ser cedo – como pela conversa que se iniciara pelos dois.

— É verdade? – meu irmão perguntou para o Enrique que confirmou mais direcionando a cabeça para mim falou:

— Pergunte você mesmo para ela, está na sua frente.

Enri, o que foi que você fez? – olhei para ele juntando as coisas que ele me falara mais cedo e fui juntando as peças enquanto o desespero e a vontade de sair correndo me dominavam.

— É verdade que você anda dormindo com o seu professor?

Fiquei encarando o chão com vergonha e ao mesmo tempo com muita raiva do meu “QUERIDO AMIGO”. Como se isso fosse uma confirmação – o que não deixava de ser. – Ele deixou minha mochila cair na areia e começou.

— Como você consegue fazer isso? – perguntou inconformado.

— Você quer realmente saber? – tentei fazer uma piada levantando uma sobrancelha mais só deixou meu irmão com mais raiva.

— Como você pode fazer graça com isso? A minha maninha, a garotinha que eu vi crescer nunca faria uma coisa dessas! – cada coisa que ele me falava eu fingia que não me atingia, mais era como se eu estivesse levando uma facada de mim mesma. Minha pose de atriz não me permitia que não sentisse mágoa por dentro – E tudo por causa de nota? Eu quero saber toda a verdade, que pelo o que o Enrique me contou há algumas horas atrás já faz anos! Desembucha!

— Você não manda em mim e não é da sua conta o que eu faço aqui ou ali com os meus professores — peguei minha mochila do chão e saí correndo na direção da escola. Como quando eu pego o ônibus eu chego um pouco mais cedo talvez eu tivesse chances de entrar na primeira aula ainda. Mas uma mão puxou meu braço e quando olhei para trás era o Guilherme que tira a mochila de mim. De novo.

— Nós vamos conversar. Nós três eu não estou te dando alternativas! Se é um lugar reservado que você quer conversar, nós vamos para um. Mas de um jeito ou de outro, iremos conversar.

**********************************************************

Após alguns minutos dentro do carro do Guilherme, paramos na frente da minha casa, descemos e fomos para a porta. Ele deu um sinal para eu abrir a porta e assim o fiz. Os meninos entraram na frente e se acomodaram no sofá. Estava com vontade de gritar com o Guilherme e o Enrique que eles não tinham nada que se intrometerem na minha vida particular e com quem eu transo é apensa da minha conta!

— Eu tenho aula agora, sabiam? E você também! – falei indignada apontando para o Enri.

— Não se preocupem vocês ainda vão assistir pelo menos à última aula hoje são apenas 08:30. – Olhei para o relógio e vi que ele tinha razão.

— Okay, o que vocês querem? E por favor, sejam rápidos.

— Vai depender somente de vocês. Quem começa falando? – ele perguntou revezando o olhar sobre nós. Ele só tem 18 anos, que história é essa de querer bancar o adulto da família? – Eu sou tão jovem quanto vocês não precisam ficar olhando com essas caras para mim – pelo menos admite -, mas eu não gostei nada do que eu ouvi às 02:43 da manhã, eu estava dormindo numa cama quentinha e me acordaram fazendo eu perder meu sono completo. Então comecem.

— Okay? Quer uma história? Vou ser o mais breve possível, mas quando eu terminar você pode até pedir para o Enri dar a versão dele dos fatos que ele nem sabe, mas depois é escola e você some? Certo — falei olhando para o Guilherme que assentiu e eu continuei. – Na sétima série eu fiquei eu fui à única aluna a ficar em provão não só no primeiro trimestre e sim em todos. Matemática não era meu forte e não sei como todos entendiam a matéria menos eu que rodei em tudo, por três vezes a mamãe foi chamada na escola para assinar meu boletim e quando chegou o provão só estava eu na sala, o Patrick me agarrou e foi todo tão rápido quando vi tudo o que eu tinha pensado que ia demorar anos para acontecer tinha acabado de acontecer – eu comecei a ficar vermelha, não sei se era de vergonha, raiva ou simples tristeza. Isso não era da conta deles!

— Eu iria contar tudo para a mamãe mesmo tendo dúvidas se ela acreditaria em mim, eu SÓ tinha e ao mesmo tempo JÁ tinha 13 anos, quem acreditaria em mim, quando o professor em si era o braço esquerdo do diretor já que o direito era sua esposa. E no primeiro dia de aula do ano seguinte eu estava com minha mãe lá no colégio e foi quando o Enri veio até mim, para comemorar por eu ter passado e na mesma hora o Patrick passou por mim e piscou e eu não sabia o que eu ia fazer então eu não fiz nada.

— Nesse mesmo ano ele começou a me agarrar de novo e eu não sabia o que fazer então fui deixando rolar até que um dia o Thyago viu daí eu contei pro Enri e foi uma bola de neve, mas sobre o Thyago eu não contei ao Patrick mais ele suspeita até hoje por causa das indiretas que aquele idiota fica mandando.

— E você sabia disso o tempo todo e nunca falou nada? – agora ele encarava o Enri e eu me vinguei por ele ter contado para o Guilherme botando a língua para ele.

— O Patrick aumentava a nota dele também. Ele contou isso? Pode ser o meu melhor amigo, mas era conveniente para ele também, então para que mudar o time que está ganhando? – reclamei.

— Estou achando essa história totalmente absurda. Você nem tem idade para transar. Menores de 16 anos é pedofilia, esse professor deveria estar na cadeia! Você gosta dele pelo menos?

— Nem um pouco o que eu faço é mais por obrigação. Eu quero passar de ano, sabe! – falei como se fosse óbvio.

— Vocês dois são inacreditáveis! – ele disse. – Você foi estuprada e não fez nada contra isso...

— Não causou nenhum mal psicológico em mim... – sussurrei revirando os olhos e meu irmão me olhou incrédulo abrindo e fechando as mãos não se decidindo o que fazer.

—... E o outro – continuou ele para o Enri – Sabia de tudo e também se aproveitou da situação.

— Mais uma coisa. – falou o Enri. – O Thyago.

— O que tem aquele filinho de papai mimado? Ele viu, e daí? Já sabemos disso.

— Ele tem uma foto de vocês... Se comendo na sala de aula. E se tem uma foto pode muito bem ter várias, senão até uma gravação completa...

— Como?

Notas finais
Esse foi o capítulo, espero que gostem e até o próximo, bjsss Se você chegou até aqui, deixe seu comentário sobre o que você está achando da estória, okay? Muito obrigada =D