Notas iniciais
oi amores! *-* auhauahuah
nos vemos lá em baixo!:D

Capítulo 2
POV Edward


Ter macarrão em minhas mãos por toda noite foi mais do que pedi a Deus. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse ficar tão linda assim, naturalmente. Macarrão tinha uma beleza gritante, tudo nela era lindo e perfeito. E pensar que ela era uma criança magrela e feinha...

- O destino é mesmo traiçoeiro... – disse Edward.

- Por que está dizendo isso?

- Por nada. Você se transformou, ficou linda, Isabella.

- Obrigada Edward. Você também está diferente.

- Quando você diz diferente, na realidade quer dizer perfeito, né?

- Nem em sonho, sapo.

Rodopiei seu corpo e colei ao meu, pois a dança exigia flexibilidade e gingado. Minhas mãos foram descendo e pousaram em seu quadril. Não resisti e apalpei descaradamente seu traseiro empinado, fazendo Bella prender o ar. Sorri e imaginei as loucuras que faria com ela. Sim, faria loucuras, porque agora ela seria minha, custe o que custar.

- Que tal mudarmos o ritmo musical?

- Oh, por favor, eu imploro Edward.

- Hum, quer dizer que você costuma implorar, Bella?

- Co... como assim?

Deixei-a parada no meio do salão e pedi ao DJ que mudasse o ritmo. Hoje eu estava a fim de me esbaldar. Meu corpo estava reagindo de forma diferente, e eu sabia o porquê. Era ela...

Meu corpo vibrou na expectativa de voltarmos a dançar enquanto me aproximava dela novamente. Puxei-a e colei nossos corpos. Seus olhos pareciam duas esmeraldas perfeitamente lapidadas. Seu olhar transmitia desconfiança e tensão. Fiquei consciente de que eu estava perdido nos olhos daquela miss.

- Mambo Edward? Por que você só escolhe ritmos sensuais?

- Eu já falei, Bella. Para te apalpar melhor.

- Nunca imaginei você como um homem libertino, Príncipe.

- E eu nunca a imaginei tão apetitosa...

Minhas mãos já percorriam a cascata loira e sedosa que era seus longos cabelos.

- Como conseguiu, Edward?

- Como consegui o que, Bella?

- Ficar bonito, Edward. Como você conseguiu ficar bonito? Fez plástica?

Sorri com seu comentário.

- A beleza vem de dentro, Isabella. Eu só a aperfeiçoei.

A pergunta me atingiu em cheio, transportando-me para um passado doloroso.

Flashback on

Após a morte de seus pais aquele menino franzino ficou sem rumo e sem destino. Parentes só lhe restavam a avó Margareth e o tio Carlisle. Despedaçado pela perda de sua família, a pobre criança se refugiou em seu mundo de livros. Passava horas dentro da enorme biblioteca de sua avó.

Apesar de tudo tinha uma condição de vida invejável, o que lhe possibilitava ter os melhores professores particulares, uma vez que se recusava a frequentar a escola. O ambiente escolar era local de tormento para ele, uma vez que sofria todas as formas de tortura, sendo inclusive vítima de bullying.

Mas não condenava seus amigos por isso, afinal, Edward Anthony Cullen era a personificação do patinho feio. Era magrelo, alto para sua idade, usava aparelho nos dentes, daqueles conhecidos por “freio de burro”, tinha os cabelos cor de fogo desalinhados, mesmo que sua babá, Ana, tentasse a todo custo domar. Fora sua terrível aparência era uma criança comum, mas a perda o deixou traumatizado.

Apesar de tudo o amor de sua avó por ele era imenso, fazendo com que, às vezes, Edward sentisse que tudo estava completo. Margareth teve somente dois filhos, Carlisle e Elisabeth. E, com a perda da filha, prometeu que não deixaria nada de mal acontecer a seu menino, seu neto, seu sangue, já que ele sofria demais com a falta dos pais.

Edward sempre viajou. Passava longas temporadas com o tio e a prima, a pequena Alice. Alice era uma criança espevitada que sempre conseguia fazê-lo sorrir.

A adolescência chegou na forma de um corte profundo, onde o sangue jamais estancaria. Era assim que Edward se sentia. Como se tivesse uma ferida aberta que jamais cicatrizaria. O bullying sofrido o acompanhou durante boa parte de sua vida, mesmo que sua avó, com suas sábias palavras, o ajudasse a encarar toda a humilhação gratuita que sofria.

Entretanto, nenhuma humilhação se comparou à dor que ele sentiu no dia em que foi rejeitado por Lana. Edward já estava na faculdade e considerava a garota, que era seu amor platônico, a mais linda do campus. Resolveu se declarar na noite da fraternidade e ela, carinhosamente, lhe disse que ele era muito feinho e que estava à procura de algo melhor. Despedaçado, Edward pegou o primeiro voo e foi se refugiar na casa do tio.

No dia seguinte foi arrastado para uma festa infantil, onde conheceu a figura engraçada de macarrão. Aquela menina tinha a resposta para tudo na ponta de sua língua afiada. Gostou tanto dela que passou o restante da tarde perturbando a pobre criança, mas ao final do dia voltou para casa e entregou-se novamente à tristeza.

Seu bote salva-vidas foi a avó, que resolveu interferir nos “problemas” do neto.

- Tony? Precisamos conversar.

- O que houve vovó?

- Essa sua tristeza está matando esta pobre velha, meu filho.

- Não precisa exagerar, vovó.

- Filho, eu sei o que sente por “ela”, mas não vale à pena. Já lhe disse que você é superior àquela garota...

- Vovó, por favor, eu não quero falar sobre isso...

- Mas eu quero Tony. Já chega. Vamos viajar juntos. Pode começar a arrumar suas coisas.

- Para onde vamos? Não estou a fim de viajar vó.

- Deixa de preguiça menino. Vou levá-lo ao médico.

- Mas eu não estou doente...

- Obedeça!

E, a partir daquele dia, a vida de Edward mudou. Consultou-se com outro dentista, fazendo uma pequena cirurgia para corrigir a arcada dentária. Tratou-se com os melhores dermatologistas da Europa, onde descobriu que as intermináveis espinhas eram problemas hormonais. Começou a se alimentar melhor, mudou o corte de cabelo. Mas ainda não se achava “apresentável”.

Certo dia Edward acompanhou a avó até a casa de uma velha amiga, a senhora Nikki Hale. Nikki era uma bela mulher, para sua idade, e tinha uma filha encantadora que poderia ser considerada perfeita não fossem suas orelhas de “abano”. Rosalie Halle tinha orelhas terríveis e enlouqueceu quando soube que Edward era estudante de medicina e pretendia tornar-se cirurgião plástico.

Iniciaram uma agradável amizade e, vez ou outra, Margareth tentava jogar o neto nos braços de Rosalie.

Edward percebeu a intenção da avó e ficou resistente a ela. Por Deus, eram orelhas enormes. Além de não rolar química alguma entre os dois.

Rosalie o fez prometer que seria sua primeira paciente e em troca Edward pediu que o transformasse. Por fora ele já era considerado belo, mas ainda faltava algo, que ele rapidamente descobriu o que era.

Rosalie o levou às melhores boutiques, onde compraram várias roupas das melhores grifes: Gucci, Armani, Calvin Klein, entre outras. Edward tornou-se, além de um homem bonito, um homem bem-vestido.

Mas, o principal acontecimento de sua vida foi, sem dúvida, a descoberta do sexo com a professora de anatomia. Deus, a mulher o transformou tanto que passaram as férias de verão trancados num quarto de hotel. Mal tinham tempo para comer, já que eram horas e mais horas de sexo explícito. Não existiam sentimentos, era somente sexo. Mas Morgana era uma boa professora. Em matéria de “trepada” Edward era nota mil.

No fim da faculdade Edward iniciou sua especialização, tendo a sorte de ser incluído na restrita e famosa escola de cirurgiões plásticos de propriedade de Ivo Pitangui, o que foi para ele uma grande honra, já que aprendeu os melhores procedimentos e técnicas.

Esculpir novamente um corpo não era nada fácil. É como brincar de ser Deus. Obviamente ninguém nunca conseguirá ser tão perfeito quanto o criador, mas, modéstia à parte, Edward fazia o seu melhor.

Após a especialização chegou o grande dia. Rosalie submeteu-se a uma cirurgia de correção nas orelhas e aproveitou para suavizar o rosto, ficando ainda mais linda do que já era.

A partir dali os dois firmaram uma amizade sólida, o que culminou com o convite para ser assistente pessoal de Edward. Além de comandar com mãos de ferro todos os funcionários, era Rosalie quem o vestia, controlava suas finanças e até suas transas. Mas Edward a amava, como uma irmã, mas amava.

O começo da carreira foi pura sorte. Edward estava tranquilo em seu consultório quando Madonna apareceu pedindo “uma recauchutada”. A primeira reação foi de choque. Em seguida Edward assumiu seu lado profissional dando à futura paciente opções, que foram aceitas e usadas quando ele esculpiu seu corpo.

Depois de Madonna vieram Jenifer Lopez, Demi Moore e várias outras celebridades, o que rendeu a Edward o apelido de cirurgião das famosas. O apelido, aliado à sua beleza lhe renderam milhões de dólares e um reality show onde os procedimentos cirúrgicos de uma cirurgia plástica e as transformações de pessoas comuns e famosas são mostrados ao vivo.

Todo ano Edward procura uma garota propaganda, alguém que, aos seus olhos e aos olhos de Rosalie, obviamente, seja “perfeita” e consequentemente invejada, para que pacientes entrem pelo consultório implorando o rosto ou o corpo daquela pessoa. Seu foco sempre foram as miss, mas ultimamente elas realizavam tantos procedimentos que ficavam artificiais demais.

De forma brusca e intransigente Rosalie convenceu Edward de que deveriam procurar uma pessoa de beleza natural para ser a garota-propaganda da clínica.

Flashback off

Edward saiu das lembranças de sua vida com a certeza de que tinha encontrado a garota certa para ser garota-propaganda de sua clínica. Aquela que estava ali, em sua frente, fitando-o desconfiada com seus belos olhos verdes, à espera de uma resposta. Aquela que tinha um corpo de sereia que mataria qualquer pessoa de inveja. Tanto que ele já conseguia imaginar a Britney Spears implorando para ser igual a Bella.

- Você ainda não me respondeu Príncipe.

- Eu sempre fui lindo, macarrão. Só aperfeiçoei minha beleza. Nada que um bom dermatologista e uma mulher não mudem. – Percebi seus olhos perderem o brilho e fiquei intrigado.

- Não sabia que você tinha se casado.

- Mas eu não me casei. Jogue essa praga em outra pessoa, não em mim.

- Não entendo. Você disse que uma mulher mudou você.

- E mudou. Mas falo no bom sentido. Um homem sempre precisa de uma grande mulher ao seu lado. Eu encontrei a minha e ela é muito bem remunerada...

- Ainda estou sem entender...

- Rosalie, a namorada do seu irmão. Ela é minha personal quality, trainer, shopper e muito mais. É ela quem abastece a minha casa, quem escolhe as minhas roupas, quem me lembra de tomar o remédio quando estou resfriado, quem cuida de mim. É como se ela fosse minha mãe em versão jovem.

- É muita responsabilidade, você não acha?

- Como eu disse, ela é muito bem remunerada para isso.
Ficamos o restante da noite dançando, mas meus olhos não desviavam dos dela. Meu corpo vibrava e minha mente trabalhava a milhões. Meu pau já sonhava em devorá-la em todas as posições, e, ao mesmo tempo, eu já sonhava em passar horas abraçado àquele corpo pequeno.

Oh meu Deus. Será?

- Preciso ir Bella. Amanhã tenho cirurgia bem cedo.

Beijei seu rosto e saí. Dei a volta no salão, à procura da pessoa que solucionaria todos os meus problemas e sanaria todas as minhas dúvidas, e encontrei-a muito bem-vestida, como sempre, num belo vestido vermelho que grudava em seu corpo escultural como uma segunda pele. Ela estava entretida com seu namorado e me posicionei entre os dois, separando-os e logo avisando.

- Quero você no meu apartamento em 15 minutos.

Me dirigi à saída e pedi meu Volvo ao manobrista. Em cinco minutos eu já estava dirigindo a toda velocidade para o meu apartamento, carinhosamente chamado de “matadouro” por Rosalie.

Sorri imaginando que, depois de me abrir com ela, com certeza ela irá me matar. Mas não posso fazer nada. Até eu estou confuso. Sinto-me como uma garrafa de champanhe chacoalhada onde as bolhas surgem furiosamente. Meus sentimentos estão confusos mas de uma coisa eu tenho certeza: Isabella será minha, custe o que custar.

Assim que entrei já tirei meu terno e me servi de uma dose de tequila. Enquanto a bebida percorria minha corrente sanguínea a porta foi praticamente arrancada por uma Rosalie furiosa. Ela me fuzilava com seus olhos verdes. Se bem que, reparando bem, não tão verdes. Verdes e encantadores são os lindos olhos de Isabella.

- Posso saber por que está com essa cara de bobo? E não tente me enganar ou vou castrá-lo.

- Por que, posso saber?

- Não banque o engraçadinho comigo Tony.

- Não me chame de Tony porque eu não tenho cinco anos de idade.

- Mas você age como se tivesse, seu crianção. Ah, Edward, acabamos de chegar de viagem. Estava matando a saudade do meu ursão e você me atrapalhou. Isso que você fez é maldade...

- Desculpe-me Rosalie. Mas aconteceu uma coisa grave.

- OMG! O que houve?

- Estou apaixonado.


Procurei pelos olhos da minha melhor amiga, mas o que ouvi foi o baque de um corpo caindo ao chão completamente desacordado. Eu mereço! Precisa desmaiar com essa simples notícia?

Notas finais
N/B: OMG!
que cap. foi esse?
essa fic G-Zus!
já tá um calor aqui de 30º!
e um cap. desse!
morri totales aqui!
hahahahaha
aaah e quero agradecer a Polly delay pela recomendação!
VC É MUCHO LINDA SUA DIVA! *O* hahahahaha
nao querem fazer como ela? *-*
comentem&recomendem suas lindas! *-*
Beejos!^^