A Arte Do Sexo
18 Capítulo 18
Notas iniciais
௸ CAPÍTULO 18 ௸
PDV Edward
Quando o beijo terminou eu ainda estava anestesiado. A sensação pulsava em minhas veias. Ela, se possível, estava ainda mais linda, completamente ruborizada, me encarando em expectativa.
De repente sua fisionomia transformou-se, e ela era o retrato da fúria. Encolhi-me com receio de sua suposta exposição, mas arrepiei-me de medo. Sim, medo. E isso porque ela falou com uma calma mal contida.
- Me acompanhe, Cullen!
Como um cachorrinho que obedece a sua dona, a segui. E foi aí que percebi que estávamos sozinhos no estúdio. Ela entrou no banheiro anexo e foi logo despejando.
- Eu não vou mais brincar disso, Edward. É um jogo muito perigoso, e percebi que sou eu quem vai sair perdendo...
- Não estou lhe entendendo, Bells.
- Esqueça a loucura que lhe propus. É insanidade demais. Aquela não sou eu. Embora eu goste e muito, mais até do que devia, dos momentos que passo com você, eu ainda tenho dignidade. Meu pai me educou bem, e não posso deixar que passem por cima dessa dignidade.
- Bella, eu te entendo. Eu só quero a chance de explicar. Tenho esse direito. Sua mãe me procurou e acusou de ser o culpado por você não estar dando mais tanta importância ao concurso. E, fez aquele drama todo que você conhece muito bem. Para me livrar dela disse que bancaria seu figurino. Me expressei mal com você. E eu sinto muito mesmo por isso. Olhe para mim. Eu te conheço há anos. E você sabe que sinto algo por você. Eu jamais a magoaria deliberadamente. Foi um engano. Sou grato a você, e estou ansioso, porque como minha nova garota propaganda você está fazendo o maior sucesso. O vestido foi presente em troca desse tipo de serviço. Me desculpe se te fiz pensar o contrário. Nem ao menos percebi que tinha te magoado. Sinto muito mesmo.
- Aceito suas desculpas, Edward. Mas, me responda uma coisa. Por que aquilo tudo quando estávamos dançando?
- Concordo com você que aquilo tudo é loucura. E também me recuso a continuar com essa ideia maluca. A não ser que...
- A não ser que o que?
- Que você aceite namorar comigo. Cansei de ser usado como objeto sexual por mulheres sem coração.
Ela sorriu maliciosamente, e aquele sorriso mandou vibrações direito para o meu pau.
- Está me pedindo em namoro?
- Sim, estou. Eu diria até que é mais do que isso. Tipo, você poderia dormir lá em casa comigo todas as noites. Você sabe, para não perder as aulas e, quem sabe, burlar a dieta com a minha ajuda...
- A proposta me parece interessante. Afinal, não posso correr o risco de perder as aulas e ser reprovada na minha matéria predileta. E, ainda tem o melhor de tudo. Sabe o que é?
Ela se aproximou de mim, moldando aquele corpo provocativo ao meu, alegrando-me e me deixando com um puta tesão. A bandida sabia que era meu ponto fraco e usava isso contra mim.
- O que é o melhor de tudo?
- A exclusividade. Pelo menos dormirei tranquila sabendo que o Toninho não está entrando onde não deve...
- Toninho? Perdeu a noção, pirralha? Porra... como você coloca nome no meu pau, e ainda no diminutivo?
Ela se enroscou no meu corpo e sorriu. Sorri junto, por reflexo. Eu virei um idiota mesmo...
- Foi só para combinar com a Bellinha. E sim, eu aceito suas desculpas. Assim como também aceito ser sua namorada. E, que Deus nos ajude. Juro que não quero matar você.
- Bella, apesar de você ser uma pessoa difícil, prometo que darei o meu melhor.
- Por favor. E, que o mestre esteja sempre entre nós.
Ela gargalhou, me provocando. Mordi o lóbulo de sua orelha e a senti estremecer em meus braços. Foi a minha deixa.
- Ei, cachorra. Vamos jantar e dançar em Nova Iorque hoje? Mandei o jatinho ser preparado para nos levar.
- Sério? Você não acha exagero?
- O que é exagero? Fazer você gritar feito louca enquanto eu estiver te comendo na cobertura do Palace? Não, não acho exagero. Me parece um programa agradável. E você, o que acha?
- Vou com ou sem calcinha?
Céus... estou criando e alimentando um monstro!
Saímos às pressas do clube, precisávamos ir ao apartamento nos arrumar para embarcar. Rosalie veio conosco, tagarelando o tempo todo com Bella, dizendo o quanto a noite seria maravilhosa, uma vez que iríamos para a Cielo, uma casa noturna badaladíssima que era frequentada somente pelos VIPs e muito concorrida. O que não era problema algum para mim.
- Ed, posso chamar a Alice para ir conosco?
- Não baby. Alice não é maior de idade.
- Ah! Com quem vou me divertir na pista de dança?
- Com o mestre.
Desviei meu olhar para seu rosto. Era nítido seu rubor. Principalmente pela presença de Rosalie, que mantinha-se em seu papel de telespectadora desligada. Mas, eu conheço muito bem aquela loira. Na primeira oportunidade que tiver, me fará passar por um interrogatório.
Assim que entramos no apartamento Rosalie praticamente arrastou Isabella para o seu quarto. Aproveitei e fui tomar um banho. Saí vestindo meu roupão e sentei na cama, como sempre esperando por ela.
- Ei Príncipe. Levanta! Desse jeito vamos nos atrasar. Olha que lindo o vestido que a Rose me emprestou!
- Você não vai usar isso. Esse vestido é de puta.
- Como é que é?
- Isso mesmo que você ouviu. Esse vestido é de puta.
- Pois eu não acho. E vou usá-lo.
- Está perdendo o amor à vida, Bella?
- Você não manda em mim!! – Respondeu com convicção.
- Isso vai ter volta, viu Isabella. Chame a Rose que estou com frio.
- O que você quer com ela?
- A minha roupa, Bella. Estou esperando a Rose entregá-la para mim. – Não era nítido? Tem horas que a Bella parece não ver as coisas.
- Ed, escolhe logo a sua roupa e agiliza isso. — Ela falou toda nervosinha.
- Eu nunca escolhi minhas roupas. Sempre é a vovó ou Rose que me entrega a roupa, e não vejo mal nenhum nisso.
- Você está de onda, Cullen. Isso é o cúmulo do dengo! Pelo amor de Deus! Você é adulto! Levante e vá agora mesmo na merda daquele closet se vestir! – Ela ordenou.
- Vá você já que acha que tudo é fácil. Eu é que não vou levar bronca da Rose – eu disse emburrado.
- Não vejo mal algum em entrar em um... OMG!!...
Ela exclamou assim que abriu a porta do meu closet e viu a imensidão de roupas, devidamente ordenadas e separadas.
- Viu...
- Edward, você tem mais roupa que eu!
- Talvez. Estou ficando com sono.
- Nada disso. Levanta e vem me ajudar a encontrar uma roupa para você.
- Por que não esperamos pela Rose? Além da roupa ela deve trazer um lanchinho. Estou com fome, Bells.
- Eu mereço! Você tem quantos anos? Quatro?
- Ele tem a idade exata para eu mimá-lo. Deixe meu filho em paz, Bella! – Disse uma Rose no melhor estilo mamãe ursa.
- Por Deus! Vista-o e vamos logo. Hoje eu quero me esbaldar...
PDV Bella.
Eu estava num verdadeiro sonho porque nunca, em toda minha vida, vi uma boate como aquela. Era tudo lindo, fora do comum.
A música fluía por meu corpo. Isso sem falar nas mãos possessivas que acariciavam minha coluna, despertando em mim uma vontade louca de ser colocada na horizontal e amada.
Virei-me e me deparei com os olhos verdes que eu tanto amo. Minha vontade era de sorrir, mas lembrei da nossa discussão e o ignorei.
- Ainda zangada? – Ele sussurrou em meu ouvido.
- Sim, odeio ser ignorada.
- Eu não ignorei você. Mas Rose disse que fico melhor usando camisa rosa para trabalhar. Para a night, o jeito que estou vestido está perfeito!
- Mas eu sou sua namorada, e não a Rosalie.
- Senhor, dai-me paciência! Está querendo mandar em mim, Swan?
- Quer saber, Edward? Vou curtir a noite com ou sem você.
Saí de perto dele fumaçando, pois fui ignorada e deixada de lado. Resolvi ir para o melhor lugar da boate: o bar.
Com certa dificuldade, devido ao comprimento do vestido, consegui sentar no banco cruzando as pernas sensualmente, no intuito de provocá-lo. Pedi um coquetel de frutas com álcool.
Meus pensamentos vagaram e acabei me lembrando da próxima eliminatória do concurso. Minha vida anda tão corrida que por um instante pensei estar livre dessa loucura.
De repente, mãos possessivas e quentes cercaram minha cintura, e uma boca pecaminosa envolveu o lóbulo da minha orelha.
- Vamos bater o recorde assim...
- Recorde? Que recorde?
- Ora, o de brigas. Em menos de 24 horas já brigamos o equivalente para um mês.
- Tem razão... Odeio brigar com você, Príncipe.
Seus lábios acariciaram os meus num beijo quente e cheio de promessas.
- Você está bebendo, baby?
Assenti.
- Você sabe que é perigosa bebendo, não sabe? – Ele falou com malícia.
Belisquei seu braço e ele fez uma expressão de dor.
- Idiota – xinguei.
- Amor, deveria ser proibido por lei você beber. É descontrole total, perigo para os desavisados.
- Edward, pare de me encher. Por acaso ali é a Alice?
- Onde?
Nos viramos a tempo de ver a baixinha entrando na boate acompanhada de três rapazes, que diga-se de passagem são lindos.
- Vou lá falar com a baixinha.
- Não vai não. Ela está acompanhada de urubus.
- Para Tony. Deixa de coisa.
- Eu disse que você não vai.
- Pois eu digo que você não manda em mim!
- Vai ser sempre assim, Bella? Sempre haverá um desafio? Não estou disposto a um relacionamento com uma criança.
Engoli em seco. Ele era mestre em me maltratar usando palavras.
- Se é assim que você pensa, Edward Cullen, sinta-se livre.
Girei em meus calcanhares e fui em direção à Alice, que pulava como o Tigrão do Ursinho Pooh de tão empolgada que estava por me ver. A abracei com saudade, pois senti muita falta dela nos dias de tortura, assim como também senti falta do colégio.
Engatamos num papo louco, algo sobre a minha roupa estar espetacular e o fato de que ela tinha trazido os modelos da nova campanha com ela. Conheci os rapazes e percebi o interesse nada sutil da minha amiga por um tal de Garret. Ele é um tipão, mais velho, sorriso bonito e muito extrovertido.
Conversávamos sobre músicas quando de repente o olhar de Alice ficou sem foco. Olhei para trás e o vi me fuzilando com o olhar, ao lado de Rosalie, que fazia o mesmo. Ótimo, era tudo o que eu precisava... Rosalie querendo minha pele.
Arrastei Alice em direção ao banheiro feminino e acabei despejando tudo nela. Contei em breves palavras o que eu e o primo dela tínhamos, como vínhamos nos relacionando e sobre o pedido de namoro. A propósito, acho que meu primeiro namoro durou menos de 24 horas.
Surpreendendo-me, Alice disse que ele estava certo e eu errada. Porque eu, como a mais jovem, precisava mostrar a Edward que era madura, para assim não ser mais taxada de criança. Fiquei puta quando ouvi isso dela, mas ela me olhou nos olhos e disse:
- Sei que é um grande esforço, mas se as briguinhas sem noção continuarem, por mais que ele goste de você, você vai perdê-lo para, quem sabe, uma Denali da vida. É isso o que você quer?
- Não, de jeito nenhum. Eu nunca vou perdê-lo. Eu acho que...
- Que?...
- Promete segredo? Acho que estou me apaixonando por ele, embora às vezes pareça que ele tem 4 anos de idade.
- Isso é um mero detalhe, Bells. Ele é assim por causa da Rose. Mas, eu fico feliz. O Ed é capaz de qualquer coisa por você.
- Eu sei, Alice. Ele me deixa comer escondido da Rose.
Nós duas caímos numa deliciosa gargalhada. Era incrível como Edward às vezes era um menino travesso.
- Então. O que você está esperando? Volte para a pista. Vá dançar com seu homem. E, depois, que tal suarem na horizontal?
Ruborizei com o comentário desnecessário mas resolvi retocar a maquiagem e seguir o conselho da minha amiga.
- Você tem razão, Lice. Vou voltar para o meu Príncipe e tentar controlar o meu gênio...
- É assim que se fala, Bells...
Saímos animadas do banheiro e Alice foi procurar o seu ficante, enquanto eu procurava por cabelos acobreados no meio da multidão. O que não foi difícil de achar. Pena que... Espere! Meu namorado está dançando com uma vadia ou é coisa da minha cabeça?
Fiquei parada, boquiaberta com a beleza da mulher. Ela era uma loira espetacular. Tinha um corpo que dava de dez a zero no meu. Usava um vestido cor-de-rosa, provavelmente de grife, e sorria com intimidade para ele.
Meu coração rasgou aos poucos com a cena que presenciava. Eles pareciam tão íntimos. E pareciam combinar tanto...
Como fui tola a ponto de acreditar que era suficiente para ele? Sem dúvida ele é bem mais que eu. Além de lindo e talentoso, ele é um cavaleiro nato, quente como o inferno na cama, no balcão, no sofá, enfim... Ele é quente.
Sem outra alternativa a não ser engolir meu orgulho, afinal eu praticamente o dispensei, voltei ao meu refúgio, o bar. E, pedi meu drinque matador.
- Barman. Quero duas doses de tequila misturadas com uísque e uma dose de vodca com coca. Hoje eu quero ver o mundo rodar...
Notas finais
quero namorar o principe tbm, cai fora Bellaa rsrs
ameii esse cap e confesso que o proximo ta de rachar de rir.
Quero mandar um super beijo de agradecimento a jandryce silveira e The Black Queen, me emocionei com a recomendação de vcs meninas, obrigada mesmo ♥
meninas passem nas outras fics e deixem seus comentarioss e faça um autora feliz... vamos passar por um tempo de recesso, to em fim de curso, sem tempo, ta muitoo puxado vou fazer de tudo pra não deixar vcs na mão. :/
beijãooo meninas e até a proxima
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