Notas iniciais
N/B: vão ficar sem minhas notinhas finais!:S
meu pc tá uma coisa de louco! -.-

CAPÍTULO 11

POV Bella

A vida é uma grande montanha russa mesmo. Do nada tudo fica de cabeça para baixo, nos levando para dimensões desconhecidas. Eu mesma, que pensava ter vivido de tudo nessa minha vida louca, me surpreendo com a ambição de minha mãe por uma simples coroa de Miss.

Não sou nenhuma tola, mas nunca imaginei que nossa situação financeira estivesse tão precária, fazendo com que mamãe recorresse aos bancos, que de pronto sempre emprestam dinheiro com o objetivo de nos explorar com a cobrança de juros exorbitantes. A partir do momento em que surgem as cobranças, tudo se transforma num verdadeiro pandemônio.

Tantos problemas rondavam minha mente. E eu simplesmente a mercê do perigo, pois vi claramente a real intenção de minha mãe quando telefonou para Sam Uley. Um frio percorreu minha espinha. Já tivemos a mesma discussão várias vezes, onde eu deixava sempre claro que não queria nada com o Uley, portanto, que ela tirasse de vez da cabeça a ideia maluca de nos unir. Porque, no fundo, mamãe não queria uma união, e sim um acordo comercial. Ela estava literalmente me vendendo, pois acredita que esse relacionamento pode salvar nossa atual situação financeira.

A fim de ajudar a solucionar a questão, eu e Emmett a chamamos para uma conversa séria, onde sugerimos cortar despesas, dispensar alguns funcionários e, se fosse o caso, eu repetir algum figurino. Mas ela, exagerada como sempre, gritou para quem quisesse ouvir que tínhamos uma situação privilegiada e que esse momento delicado seria passageiro. Ainda, disse que eu, como Miss, jamais repetiria uma roupa.

Deixei de lado as tolices ditas por minha mãe e meus pensamentos foram diretamente para o semideus de olhos verdes. Dizem que a consciência pode massacrar uma pessoa e isso é a mais pura verdade. A minha está me mutilando. A cada minuto as palavras que disse a ele, sem pensar, queimavam dentro de mim. Coitadinho, ele não merecia. Fui cruel, assumo. Mas esta não foi minha intenção. O problema é que agora ele não quer me escutar. Poxa, estou arrependida pelo que falei e quero me redimir. Mas, como dizem, o ego masculino é mais, digamos, delicado.

Meu irmão, num momento de rebeldia, disse que procuraria um trabalho. Ele é formado em educação física e trabalha informalmente no clube de Forks. Mas, ele garantiu que a partir de agora levará sua profissão mais a sério e procurará outro emprego para ajudar nas despesas da casa. Mamãe, como sempre, disse que vivíamos muito bem e não precisava da nossa ajuda. Na verdade, há tempos venho observando mamãe indo aos bancos e fazendo consideráveis retiradas em dinheiro. Isso me preocupou, pois só Deus sabe de onde ela vem tirando todo esse dinheiro.

Hoje, na hora do almoço, fui obrigada a me levantar, mesmo meu estado sendo lastimável. Cheguei ainda de madrugada e corri para o meu quarto para evitar que mamãe me visse com aquele vestido, descabelada e com cara de bem comida. Tentei dormir, mas minha memória, de forma avassaladora, fazia-me reviver o momento em que eu disse tudo aquilo ao Príncipe. Palavras desnecessárias, que o magoaram, enquanto ele, todo momento, foi um fofo comigo. Respirando fundo, prometi a mim mesma que faria de tudo para ter o seu perdão. Mas, naquele momento, meu corpo só implorava por minha cama.

Zafrina entrou sorrateiramente em meu quarto, para me avisar que o almoço estava servido. Mas, meu corpo ainda se recusava a obedecer meus comandos devido à noite passada.

Pensando bem, resolvi que o melhor a fazer era me levantar e encarar minha mãe de uma vez por todas, antes que ela viesse ao meu quarto e visse meu estado. Tomei um banho, frio, e meu corpo reclamou muito em virtude da temperatura da água, mas ignorei. Coloquei um vestido confortável e solto, calcei meus chinelos e fui descendo as escadas vagarosamente, já que meu equilíbrio estava comprometido em razão da noite passada. Porém, do nada, fui surpreendida pela conversa que ouvi entre minha mãe e um certo alguém do outro lado da linha.

- É claro que ela aceitará. Isabella não manda em sua própria vida, Sam. Sou eu quem decido por ela. E, por esta razão, lhe digo que ela vai jantar com você hoje sim.

Imediatamente as batidas do meu coração saíram de ritmo e um medo, que eu nunca havia sentido, tomou conta do meu corpo. Como assim? Estou ouvindo direito? Mamãe está negociando a minha pessoa com o asqueroso do Uley? Isso não. Não pode ser. Preciso me livrar dessa roubada o quanto antes. Subi novamente as escadas, desesperada, e entrei sem ao menos bater no quarto da única pessoa que poderia me salvar dessa tremenda cilada armada por minha própria mãe.

- Emm, acorda grandão.

- Deixa o dia aparecer primeiro, Bells...

- Emm, já é meio-dia. E eu preciso muito da sua ajuda. É caso de vida ou morte.

- Ah, Bells. Depois eu olho o seu computador.

- Emmett Swan. A mamãe está querendo me vender para o Uley!

Essas foram as palavras necessárias para que meu irmãozão desse um pulo da cama. Seu olhar era de quem não estava nem um pouco feliz com a situação, e ele começou a andar de um lado a outro, como um tigre prestes a dar o bote. Fiquei apreensiva e comecei a tremer, pois não tinha ideia do que Emmett era capaz para me defender, muito menos do que ele diria a nossa mãe. Sem que eu esperasse, ele pegou seu celular e ligou para a última pessoa que eu imaginei que poderia salvar minha pele. Rosalie.

- Ursinha, preciso muito da sua ajuda. Estou para comer merda.

- Digamos que minha mãe hipotecou Bella para o Uley e não terá como salvá-la dessa hipoteca. Não posso permitir que minha irmã seja negociada como uma mercadoria, e o pior, no mercado negro. Você me entende, não é?

Quando Emmett desligou o telefone, eu o encarava apreensiva. Minha mente trabalhava nas possibilidades em que eu poderia fugir do asqueroso do Uley.

- Emmett, o que a Rose disse?

- Que me liga mais tarde. A propósito, o que você andou aprontando? A Ursinha está brava com você.

Engoli em seco, mas meu irmão merecia uma explicação.

- Não fiz nada com ela. Eu discuti com Edward, é diferente.

- Bella, vou te dar um conselho. Não mexa com o Cullen. Ele é o filhinho dela. Ela o venera. Eu mesmo já cansei de discutir com ela por causa dele.

- Ai Emm, eu sei. Mas agora não tenho como pensar sobre isso. Estou nervosa e com medo do que vai me acontecer...

- Tenha fé. Rose não vai deixar que nada de mal te aconteça. E, prepare-se, pois acredito que ela vai te arrumar um trabalho.

Suspirei, surpresa com a suposição de meu irmão. Um trabalho. É tudo que preciso. Ganhar meu dinheiro, ter minha independência e cortar o cordão umbilical com minha mãe. Mas, como nada na vida é perfeito, ouvimos os gritos de mamãe nos chamando para almoçar. Sentamo-nos à mesa e começamos a comer. Emmett estava visivelmente irritado e mal olhava para nossa mãe. E ela, permanecia tranquila, como se nada na vida a perturbasse.

- Bella, resolvi te emancipar.

- Como? Por que isso agora, mamãe?

- Porque logo você será Miss EUA e terá que responder por si própria. Portanto, o melhor é nos anteciparmos e você ser emancipada. E não discuta comigo. Já decidi e ponto final.

Olhei para meu irmão e seus punhos fechados demonstravam sua fúria. Assim que saí da mesa voltei para meu quarto, implorando a Deus que o tempo não passasse e a noite demorasse a chegar. Consequentemente, eu não veria Sam Uley tão cedo.

Perto da hora do jantar meu celular tocou e suspirei aliviada. Meu anjo da guarda intercedeu por mim. Ou, será que eu deveria dizer anja da guarda?

- Oi. É você Rosalie? Tudo bem? Queria conversar com você e explicar o que realmente aconteceu entre Edward e eu.

- Sim. Sou eu mesma, Rosalie. Não... Cale a boca, não quero ouvir o que você disse para ele. No fundo eu sempre soube que você era uma retardada.

Engoli em seco.

- rose, eu realmente estou precisando da sua ajuda. Estou com medo. Não quero nada com o Sam, você sabe. Será que você poderá me ajudar?

- É claro que eu sei. Olha, apareceu um emprego para você que talvez ajude a salvar a sua pele de lobo. Esteja amanhã na clínica do Tony, às 8 horas. E não se atreva a se atrasar. Odeio ser generosa com vadias como você. E não, não vou pedir desculpas. Tchau.

Cheguei à conclusão, assim que ela desligou o telefone, que ter o perdão daquela loira será uma tarefa extremamente árdua e difícil. Eu diria que quase impossível.

Resolvi estudar um pouco e afastar os maus pensamentos que rondavam minha mente. Quando o livro de Napoleão estava prendendo minha atenção por toda sua inteligência e perspicácia, sou interrompida por mamãe, que era seguida por tia Renne Swan, uma conceituada advogada em Seattle. Fui cumprimentada por ela com um caloroso abraço e logo em seguida informada dos prós e contras de ser emancipada. Segundo ela, mamãe só estava me “livrando” porque, como futura Miss, me submeterei a vários anúncios e ensaios, e não será sempre que mamãe poderá me acompanhar. Será como se meus tão sonhados dezoito anos tivessem sido adiantados.

E isso tudo porque, pasmem, mamãe resolveu dar uma afrouxada no controle que exerce sobre mim porque quer se dedicar aos preparativos de seu casamento com Carlisle. Sim, ela finalmente aceitou o matrimônio, coisa na qual ele tanto insistia.

Como eu estava de acordo com a emancipação, e não que isso influenciasse a decisão de mamãe em alguma coisa, assinamos os papéis necessários. Assim que entreguei a caneta a mamãe tive o forte pressentimento de que minha vida sofreria uma grande reviravolta. Talvez a maior de todas.

Assim que despedimo-nos de minha tia, na porta de casa, mamãe me informou que eu jantaria com Sam Uley. Tomada por meus hormônios adolescentes, reuni todas as minhas forças para bater de frente, pela primeira vez, com minha adorável mãe.

- Eu não vou. Preciso estudar e amanhã acordo cedo, pois tenho um compromisso inadiável.

- Não me venha com suas birras, Bella. Nem comece. Eu garanti ao Sam que vocês jantariam juntos.

- Pois então vá a senhora, que resolveu falar em meu nome sem me consultar. Eu já disse que não vou.

- Filha, e o que vou dizer ao Sam?

- Que eu estou com diarreia. Passar bem, mamãe.

Corri para meu quarto e bati a porta, trancando-a. assim, ninguém me obrigaria a sair com aquele homem asqueroso. Entrei no closet e separei um terninho, um jeans skinny bem justo e meus scapins pretos. Com tudo preparado para amanhã de manhã, resolvi tomar um relaxante banho em minha banheira. Os sais de banho, junto com a água quente, foram relaxando meu corpo cansado e tenso. Ainda sentia na pele as consequências da noite passada. Meu sexo ainda ardia mas, por incrível que pareça, meu corpo clamava por mais. Antes de começar a pensar besteira decidi que o melhor a fazer é começar a trabalhar em minhas desculpas para o Edward. Seus olhos lacrimejando não saem da minha mente. Sábio aquele que disse que palavras ferem a alma. Foi exatamente isso que fiz. Feria a alma do meu Príncipe.

Saí da banheira e, já com meu pijama de bichinhos, praticamente desmaiei quando deitei na cama. Tive sonhos lindos e coloridos. Só não lembro ao certo exatamente sobre o que foram. Acordei assustada com o toque estridente do meu celular e corri para o banho. Eu precisava ficar pronta logo, assim daria tempo de tomar o café da manhã e não me atrasar.

Já devidamente vestida e de banho tomado, peguei minha bolsa e chequei as horas. Ainda tinha algum tempo. Desci e comecei a tomar meu café. Mas, quase morri engasgada com a imagem de uma Esme descabelada e de mau-humor.

- Mamãe, o que houve?

- Não se faça de sonsa. Você me fez passar uma vergonha sem tamanho ontem com o Uley, Bella.

- Não vou dizer que sinto muito, pois não sinto. Preciso que a senhora me acompanhe até o consultório do Edward em Port Angeles. Ele mandou nos chamar.

- O que será que ele quer?

Resolvi mentir.

- Não tenho a mínima ideia. Mas, vamos logo, antes que a gente se atrase.

Mamãe se arrumou em tempo recorde e, assim que entramos no carro, pedi ao motorista que metesse o pé no acelerador. Deus me livre de chegar atrasada. Com a raiva que Rosalie anda nutrindo por mim, não quero nem imaginar o que poderia acontecer.

Ao chegarmos a secretária nos informou que o Dr. Cullen ainda não havia chegado, e pediu que aguardássemos. Minutos depois, uma Rosalie muito bem vestida entrou sem cumprimentar ninguém, sendo seguida por ele, que nem sequer me olhou.

Quando entramos em sua sala Rosalie foi logo explicando o que desejava. Eles queriam que EU fosse a nova garota propaganda deles. Logo eu, que não sou tão bonita. Confesso que fiquei em choque com a proposta. Mas, meus devaneios foram interrompidos por minha mãe, que recusou a oferta que pode salvar a minha vida. Entrei no meio da conversa e informei que era emancipada, por isso respondia por mim mesma. Para minha surpresa, Rosalie arrastou mamãe porta afora e, aí sim, meu martírio começou. Rosalie sentou-se com uma pasta enorme, onde havia várias fotos minhas, amostras de roupas e telefones. Ela me analisava tanto que tive a ligeira impressão que ela poderia enxergar minha alma.

- Edward, o que acha de mudarmos o cabelo dela?

- Eu acredito que para ela não há mais solução, mas se você insiste...

FDP! Como ele ousa? Tudo bem que ele está com raiva de mim, mas dizer que sou feia? Aí já é demais! Fuzilei-o com meu olhar e respirei fundo. Eu preciso desse emprego. Portanto, a única saída é engolir cobras e lagartos.

- Tony, colabore. Eu gosto do contexto dela. Tem o rosto delicado, os olhos marcantes, a boca sensual. Vamos, preciso do seu parecer também.

Ele veio em minha direção, como um felino, e me encarou. Verde no verde, nossos olhos travaram uma batalha e ele desviou o olhar, começando a enxurrada de palavras.

- Sabe, Rosalie. Ela é comum. Não consigo enxergar nada anormal nela. Primeiro, o cabelo é de um loiro cor de ovo que me irrita. As sobrancelhas precisam de um design urgentemente. A pele é clara demais, os seios são pequenos, as orelhas são pequenas. Isso sem falar nos dentes, que mais me lembram uma lebre. Sim, a Swan é dentuça, Rose. O corpo até que dá para o gasto, mas será preciso que ela pegue pesado, literalmente. Nada que uma musculação não possa resolver. Acredito que ela, no momento, está muito baranga para o cargo. Mas, como você é quem decide, minha cara, tem três semanas para transformá-la.

Eu estava em choque. Em segundos ele matou minha autoestima. Sem palavras para revidar, uma fúria desconhecida tomou conta de mim e prometi ali, naquela hora, a mim mesma, que ele engoliria todas aquelas ofensas. E que ele fosse para o diabo que o carregasse. Eu é que não iria mais me desculpar. Maldito seja Edward Cullen!

Notas finais
N/A:Hellooo girls e aii gostaram do capitulo???
O Tony ta marvado né?? Hehehe a Bellinha vai pagar caro...
E a Esme hein? Decepcionante... gente a fic vai entrar na fase mais gostosa ainda, então comentem e recomendem , amo cada palavra que vc comentam =D
Quero agradecer a
A Liz Cullen meninas vc foi show, amei a recomendação... ♥
Minha indicação da semana vai para uma fic linda que tive o prazer em ler, é um drama, emocionante, uma tortuosa historia de amor, apreciem.
https://www.fanfiction.com.br/historia/227267/Coracoes_Partidos