A Aposta - Lonely Girl
56 Capitulo 57 - II temporada
Notas iniciais
Karina puxou o braço levemente, mas Marcos não soltou seu pulso. Ela admitia que estava com medo do que poderia fazer, pois não estava em seu estado normal e aqueles olhos profundos, encarando-a, a fazia desejar que ele a beijasse.
–– Dá o troco.
Foi a única coisa que Marcos falou antes de puxar a mulher para si e selar seus lábios no dela. No começo, Karina resistiu, mas logo estava entregue aos lábios dele. Sentia culpa, mas, ao mesmo tempo, só queria curtir o momento. Não podia negar que, desde que o vira, tinha vontade de beijar os lábios dele. Amava Pedro, isso ela tinha certeza, mas o momento a estava levando.
–– Não é certo. – ela o afastou, tomando ar para respirar, os lábios vermelhos.
–– Não é certo você ficar com outro, mas é certo ele ficar com outras? – ele tinha o incrível poder de persuadir qualquer um.
–– Voltei, queridos. – ela sacudia outra garrafa no ar. – Marcos, faça as honras. – jogou a garrafa para Marcos que a parou no ar, em seguida, a abriu e tomou um gole.
–– Sua vez. – ele praticamente fez com que Karina tomasse a bebida forçada. – Isso, toma tudo. – ele olhou para Vicki e sorriu. – Parabéns.
–– Pelo quê? – Ka quis saber, tentando parar de beber o que Marcos a forçava tomar.
–– Por nada. – ele sorriu. – Agora toma tudo.
–– Não... Eu não quero. – empurrou a garrafa da sua mão. Tentou ficar de pé, mas cambaleou e caiu, estava extremamente tonta, sentia-se extremamente mal. – Me solta, Marcos.
–– Vamos, vou te levar para o seu quarto. – ele a segurou firme e, praticamente, arrastou-a escada acima.
–– VICKI! – ela gritou. – Não deixa ele me levar. – o teto começou a rodar. – Vickiiii. – e tudo ficou escuro.
(...)
–– Marcos, espera... –Vicki subiu atrás do homem. – O que você vai fazer? – ela perguntava desesperada, enquanto o homem jogava Karina na cama de casal e começava a despir as roupas da mesma.
–– ‘Tá desistindo agora? – Marcos parou para encarar a morena à sua frente. – Esqueceu o que o Pedro fez com você?
–– Não. – ela disse fria.
–– Porque ele esquece. Prova disso é que nem se lembra da sua cara. – Marcos se virou e continuou a tirar as roupas da bela mulher, deixando-a somente com as roupas íntimas. – Pedro, sempre um sortudo. – admirou.
–– Hey! – Vicki indignou-se. – Eu estou aqui, seu puto. – Marcos foi até ela e a beijou. – Melhor assim.
–– Achei que ia ser mais fácil quando você me disse que esse casamento era falso, ia ser fácil ela deixá-lo. – Marcos começou. – Mas, parece que, nada que ele faça faz ela o deixar... Então... Se conheço Pedro, quando ele ver isso, vai pirar e vai enxotá-la daqui, assim como ele fez com você.
–– Aquele... – ela controlou o palavrão.
–– Limpe a sala. – ele mandou. – Vai valer a pena. – ele disse, vendo que ela não queria sair do quarto.
–– Eu queria ver a cara dele... – finalmente, Vicki assumia a sua verdadeira face. – Não aguentava mais me fazer de amiga dessa mosca morta.
–– Sai! – ele disse sério. – Arrume a sala antes que o Pedro chegue.
Marcos puxou as cobertas da cama e colocou a mulher seminua embaixo e depois a embrulhou parcialmente. Em seguida, começou despir as próprias roupas, olhando para a mulher inconsciente ao seu lado.
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No andar de baixo, Vicki eliminava as evidências de qualquer bebedeira. Limpou a bebida que havia caído no chão e organizou as almofadas. Os empregados não estavam na casa, como era domingo, todos estavam no seu dia de folga.
Vicki se sentou no sofá segurando os cascos das duas garrafas e uma lágrima escorreu por seu rosto ao se lembrar do que havia a feito participar daquilo tudo. Uma única palavra, vingança. Queria do fundo da alma se vingar dele, se vingar de Pedro Ramos. O homem que a tinha feito sofrer, e, mesmo assim, ainda sentia algo por ele.
Durante todo o tempo, havia escondido seus sentimentos, escondido todo aquele ódio e amor reprimido.
Havia mudado tudo em si, e, quando ele a viu de novo, nem sequer a reconheceu. Pintou o cabelo loiro de pretoe passou a agir como as peruas de New York. Conseguiu se casar com um dos melhores amigos de Pedro para tudo ficar mais fácil, tudo isso com a ajuda de Marcos .
–– Finalmente você vai pagar, nem que seja um pouco. – ela disse de forma amarga, enquanto voltava para o quarto.
“Pedro e Vicki haviam se conhecido na escola particular em que ambos estudavam. À princípio, o Ramos nem sequer notou a presença da loira que o encarava durante o recreio, mas não pode ignorá-la quando a mesma o abordou na saída do colégio e lhe propôs algo que nenhum homem como ele negaria, sexo.
–– Você é louca. – ele dizia enquanto se vestia.
–– Não, eu só sei o que eu quero. – ela começou a se vestir também. – E é você. – beijou-o, mas o mesmo correspondeu friamente.
(...)
Nos meses seguintes, ambos continuaram a encontrar-se em segredo. Na escola, Pedro parecia nem notar a presença da jovem que, a cada dia, suspirava mais apaixonada pelo jovem Ramos.
Depois de uma briga com seu pai, Pedro resolveu que iria fugir de casa, iria para bem longe fazer o que quisesse da vida. Não precisaria ter que assumir nenhum negócio da família, se quisesse poderia se apaixonar e ter uma vida simples.
Ao saber o que ele faria, Vicki insistiu em ir junto. Ela mataria dois coelhos com uma cajadada só, se livraria da família insuportável e ficaria com Pedro.
–– Eu te amo! – os dois adolescentes beijavam-se em cima do capô do carro. – Por isso, eu estou fugindo com você.
–– Vicki... Você ‘tá fugindo comigo porque não suporta a sua família. – Pedro largou a moça e entrou no carro dando a partida, em seguida, a outra entrou no carro.
–– E você porque não quer assumir a empresa e ser como seu pai. – ela gargalhou. – Mas é sério, eu te amo.
–– ‘Tá... – ele nunca respondia aquela pergunta.
(...)
Terceira Pessoal On
–– Alô? – Pedro atendeu ao telefone no banheiro do hotel de beira de estrada. Vicki estava deitada na cama esperando que ele terminasse o banho, queria ter ido com ele, mas o mesmo não quis.
–– Pedro Ramos. – Pedroreconheceu na hora a voz de seu pai, Marcelo. – Que idiotice é essa que você está fazendo? Fugindo de casa com essa vagabunda?
–– Ela não é vagabunda. – “Talvez um pouco”, Pedro pensou. – Não vou voltar.
–– Se você não voltar eu vou te deserdar, você não vai ver nenhum centavo da sua herança, vai morrer na miséria. – Marcelo não seria capaz de fazer isso com o filho, mas essa era a única cartada que ainda tinha. – E é bom você deixar essa vagabunda por aí.
–– Você não tem coragem. – Pedro queria fugir, mas não tinha a mínima intenção de viver na miséria. Começou a rir quando percebeu que estava sendo idiota, fugindo com uma vagabunda – como dissera seu pai – com apenas 16 anos.
–– Chamei o advogado, vou deixar tudo para o seu tio Marcos. – Marcelo blefou.
–– Você não pode deixar tudo para aquele... – não terminou.
–– É só você voltar.
–– Tem razão, foi idiotice mesmo minha. Estou voltando.
–– Ótimo. Estamos te esperando.
Pedro saiu do banheiro rápido, pegou suas coisas e jogou dentro da mala, Vicki o encarou sabendo do que se tratava.
–– Você vai voltar?
–– Sim. – ele respondeu frio.
–– Fica... Por mim. – ela disse chorosa.
–– Quando você vai entender que eu não te amo? – ele disse se soltando e fechando a mala em seguida.
–– Eu vou arrumar minhas coisas. – ela disse ignorando o que ele disse, enquanto enxugava as lágrimas.
–– Você não vai comigo. – ele disse abrindo a porta.
–– Como assim? – ela deixou a mala cair.
–– Isso que você escutou. – ele apertou a maçaneta da porta, sentia-se mal de deixá-la ali, mas ele tinha que a desiludir totalmente. – Adeus.
Vicki ficou ali naquele hotel de beira de estrada chorando por horas, até que tomou forças e voltou para casa.
Marcelo tirou Pedro da escola e o mandou para um colégio público bem longe do antigo colégio particular. Foi na nova escola que ele conheceu Karina e tinha aceitado a estúpida ideia do amigo de apostar uma conquista com a garota.”
.:Terceira pessoa narrando OFF:.
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