Notas iniciais
iaii meninas, o que tão achando?

Acordei com o telefone tocando quando fui atender a ligação caiu. Peguei um copo de suco e fui para o computador e entrei no Facebook, minha melhor amiga estáva online.

Karina D :
Oi Bi
Bianca L :

Kaaaa, como você ta?
Karina G:
Péssima ¬¬
Bianca L :
O que houve?
Karina D:
A nova escola é horrível, TODO MUNDO me odeia lá. Implicam comigo por tudo, me olham de cara feia, me tratam mal, falam mal de mim, só falta eu ser agredida fisicamente, por que moralmente...
Bianca L :
Você tem que falar para a sua mãe.
Karina D:
Bianca, lá não é colégio particular, não vai adiantar de nada, só vai piorar tudo. Eu não vou falar nada e você tem que me prometer que não vai falar nada também.
Bianca L :
Se for assim que você quer, eu não falo.

Conversei com a Bianca mais um tempo e depois desliguei o computador, peguei um livro e fui ler até que acabei dormindo.

(...)

Já havia se passado um mês que eu estava naquela escola e cada dia era um pesadelo, assim que eu me levantava eu me lembrava de para onde eu estava indo e já me sentia mal.

Todos os dias eram como ou pior que o primeiro, as garotas não perdiam uma oportunidade de me humilhar e os garotos faziam o mesmo, mas um grupo em especial me atormentava em excesso eram os garotos que sentaram na mesma mesa que eu no
primeiro dia, Josh, Cody e Jake.

Na hora do intervalo eu pegava o meu lanche e ia para o meu refugio, atrás da escola, e ficava lá sozinha pensando na minha vida. Era isso todos os dias, sofrimento.

(***)

Na segunda de manhã eu não queria acordar, me levantei me sentindo mal, meus nervos estavam mal e eu me assustava fácil. Tomei um banho e coloquei o meu uniforme, tomei o café da manhã e sai para a escola, minha mãe já havia ido para o trabalho.

Assim que cheguei à escola percebi uma movimentação diferente das meninas, cochichavam sobre algo além de mim, davam sorrisinhos e passavam a mão no cabelo excessivamente. Aproveitei que estava passando despercebida e fui para a minha sala. A aula foi normal, eu nem tinha que prestar muita atenção já que tudo que eu estava estudando lá eu já tinha visto no outro colégio, na verdade isso eu tinha visto no segundo ano.

Quando eu estava saindo para o intervalo uma daquelas garotas me empurrou, respirei fundo e segui o um caminho para a cantina.

–– Você viu? – uma loira bem da aguada cochichou na fila do lanche. – Ele voltou! – a voz dela saiu melosa.

–– Fiquei sabendo que ele estava viajando, por isso perdeu esses dois meses de aula.


–– estava sentindo falta dele. Ele é tão lindo. – outro suspiro. – Mas ele não fala com ninguém dessa escola, fica na mesa dele sozinho, e não liga pra nenhuma garota dessa escola.

–– Não por muito tempo, porque eu vou conseguir ficar com Pedro Ramos. – ela disse convicta.

–– Eu duvido! – a outra caiu na risada. – É ele! – as duas olharam em uma direção, que involuntariamente devido à curiosidade acabei olhando também.

Ele vinha andando em direção a uma mesa e lá se sentou, usava um jeans a blusa do uniforme e um all star. Pedro Ramos era realmente lindo como elas diziam, os cabelos dele eram arrumados de um jeito só dele tinha um jeito meio bagunçado e sexy e o jeito que ele andava hipnotizava qualquer uma. Por onde ele passou as garotas suspiraram e os garotos o invejaram.

–– Imagina como ele deve ser bom... – ela não prosseguiu, mas o sentindo estava claro em suas palavras.

Peguei a minha bandeja e sai da fila de cabeça baixa queria passar despercebida, mas não adiantou muito. Josh e o grupinho dele me abordaram no meio do refeitório, gelei na hora, o mesmo desespero subiu por todo o meu corpo e eu tive vontade de gritar, mas ninguém ali se importaria comigo.

–– Aonde vai Ka? – ele deu a volta em mim me olhando de cima a baixo.

–– É! Vem se divertir com a gente. – Cody disse com um sorriso no rosto.

–– Não... Obrigada. – o pânico me consumia por completo. As pessoas passaram a olhar para nós, pude ver com minha visão periférica que Pedro olhava também.

–– Você que sabe. – Josh bateu com a mão em minha bandeja a fazendo cair no chão me assustando, todos que estavam ali começaram a rir e falar frases que os incentivam.

Tudo o que consegui fazer foi sair do refeitório e ir para o meu refugio, nesses momentos eu pensava em desistir de tudo, sair daquela escola, sair do MUNDO.

Sentei-me como de costume segurando minhas pernas encarando o muro de fundo da escola, todos os intervalos ou horários vagos eu ia para aquele lugar, lá era o único lugar da escola que eu ficava em paz.


–– Esse lugar é meu. – escutei uma voz melodiosa falar-me, virei para olhar quem falava e me deparei com ele, o tal de Pedro.

Notas finais
Pedrinho apareceu.....uuuuuu Comentem, Beijonas.