A Aposta - Lonely Girl
24 Capitulo 24
Notas iniciais
–– Acho que dessa vez não tem volta. – ele falou.
–– Mais uma vez culpa minha. – abaixei a cabeça.
–– Não foi culpa sua. – ele sentou-se ao meu lado. – Eu também já estava querendo terminar, ela tava me sufocando, então se foi culpa sua eu tenho que agradecer. – ele sorriu, mas eu não consegui rir.
–– O que sua mãe deve estar pensando de mim? – tapei o rosto e me joguei na cama ficando deitada.
–– Deve ter gostado. – tirei a mão do rosto e o encarei. – Ela gosta de você Ka. E se você percebeu ela odeia a Vicki.
–– Eu tinha notado isso. – eu consegui sorri. Ele se jogou ao meu lado me encarando. – Meu rosto esta sujo? – eu brinquei.
–– Esta sim! – ele se aproximou. – Bem aqui.
Pedro me puxou pela cintura acabando com o espaço entre nós. Ele segurou em minha nuca puxando meu rosto para perto do seu, quando nossos lábios iam se tocar eu virei o rosto, ele sorriu e beijou meu rosto. Ele foi beijando meu rosto até chegar próximo aos meus lábios. Não consegui mais fugir e deixei que ele me beijasse mais uma vez. Entreabri os lábios deixando que ele aprofundasse o beijo, dessa vez eu não me senti culpada, ele e a Vicki haviam terminado. Os lábios dele desceram até o meu pescoço distribuindo beijos ali, senti a mão dele segurar o zíper do moletom e puxá-lo para baixo o abrindo, assustei-me nesse momento.
–– O que foi? – ele me olhou.
–– Acho melhor não. – o empurrei de leve e fechei a zíper. – Eu preciso ir embora. – olhei no relógio.
–– Não precisa ir por isso. Desculpa.
–– Não é isso, está tarde, e você já está bem curado. – ele sorriu.
Fui até o banheiro e coloquei o meu vestido que a está altura já havia secado, arrumei o cabelo e sai, Pedro havia tirado o pijama e colocado um jeans e uma blusa básica.
–– Vai sair?
–– Vou te deixar em casa. – ele fez cara de obvio.
–– Não precisa.
–– Claro que sim, não vou te deixar ir sozinha a essa hora.
–– Nem esta tão tarde.
–– Agora não esta, mais tarde? – eu comecei a rir, ele usou minha desculpa contra mim.
–– Tudo bem.
Quando descíamos as escada Pedro parou no meio das mesmas estático, segui o seu olhar para ver o que o deixara assim. Na porta um senhor acabava de entrar deixando a mala de lado e encarando Pedro, presumi que fosse o pai de Pedro.
–– Filho! – Pedro desceu as escadas rápido em direção ao pai e o abraçou como se a anos não o visse.
–– Pai tava com tanta saudade. – eu vi que Pedro estava realmente feliz. Terminei de descer as escadas sozinha enquanto observava a cena.
–– E essa moça quem é? – ele disse me olhando sorrindo.
–– Essa é a Ka. – os dois desfizeram-se do abraço. – Minha namorada. – eu quase cai para trás com o que Pedro havia acabado de dizer. Ele disse NAMORADA, e pro pai dele. Eu não podia desmentir ele ali, daquele jeito. – Ka esse é o meu pai.
–– Muito prazer. – eu dei um sorriso sem graça enquanto o cumprimentava.
–– Prazer é meu. – ele tinha um sorriso doce.
(...)
Fui obrigada a ficar por mais tempo devido a chegada do pai do Pedro. Quando Delma viu que o marido havia chegado correu para lhe dar um abraço, assim como tinha feito Pedro. Quando Marcelo comentou da ‘namorada’ do filho Delma também achou estranho, mas nem falou nada, o sorriso dela de felicidade foi maior.
–– O que aconteceu com a Vicki? – Marcelo sussurrou para Delma enquanto íamos para a sala.
–– O Pedro terminou com ela. Estou feliz, Ka é uma garota melhor para ele. Você sabe eu não gostava dela.
–– Se é assim estou feliz também, é uma boa garota mesmo.
Fomos para a sala, Delma e Marcelo sentaram-se em um sofá e Pedro e eu em outro. Pedro segurou minha mão como se fossemos mesmo namorados, minha mente dava voltas, eu não sabia o que fazer eu estava muito confusa.
–– Essa viagem foi muito cansativa, mas eu consegui fechar o negocio que faltava. – Marcelo comentou.
–– Imagino, foi um longo tempo sem você aqui. – Delma e Marcelo pareciam ser um casal muito feliz.
–– Delma preciso falar com você, que tal deixarmos o casal a sós um pouco?
–– Por mim tudo bem.
Assim que Marcelo e Delma foram para o escritório levantei-me do sofá, desprendendo minha mão da de Pedro.
–– Pedro você ta louco? Por que me apresentou como namorada?
–– É tão ruim assim? – ele disse sorrindo. – Acho que já queria fazer isso a um tempo...
–– Fazer o quê? – eu ainda não conseguia entender nada.
Pedro levantou-se do sofá e me abraçou, permaneci estática.
–– Fazer você minha namorada. – ele sussurrou em meu ouvido e depois me beijou de leve nos lábios.
Fale com o autor