A Aposta - Lonely Girl
22 Capitulo 22
Notas iniciais
Quando cheguei na casa do Pedro, Delma estava saindo e me explicou tudo. Fui praticamente correndo até o quarto do Pedro. Quando entrei ele estava deitado na cama, tinha o rosto corado pela febre. Coloquei minha bolsa em cima da penteadeira e fui até ele.
–– Ka o que você esta fazendo aqui? – ele me olhou, senti vontade de correr até ele e abraçá-lo.
–– Sua mãe pediu pra eu vir, ela teve que sair e não quis te deixar só. – me sentei na cama. – O que você tem?
–– Só uma febre, logo eu fico bom.
–– Vou pegar algo pra você comer.
Saí do quarto e fui até a cozinha. Eu não conhecia a cozinha então pedi para que uma das empregadas me ajudasse. Fiz um chá com a ajuda de uma delas e voltei para o quarto. Encontrei Pedro dormindo. Quando entrei no quarto, ele estava embrulhado, parecia estar com frio. Aproximei-me e coloquei a mão em sua testa, estava praticamente pegando fogo de febre.
–– Pedro... – o sacudi leve. – Você está queimando de febre. Onde está o remédio?
–– Eu não sei... – a voz dele saiu fraca.
Nesse momento um desespero tomou conta de mim, o que eu faria? Sentei na cama ao lado de Pedro sem saber o que fazer, até que me veio a ideia de ligar para a minha mãe.
–– Mãe me ajuda. – eu disse em desespero, meus olhos começavam a ficar mareado, ver Pedro daquela forma estava me matando.
–– O que aconteceu filha? – ela já se desesperou também com a minha voz.
–– Mãe o Pedro ta muito mal, Delma saiu eu não sei o que fazer. – lágrimas desceram pelo meu rosto.
–– Fala com calma o que ele tem.
–– Ele ta com muita febre, deve ta com uns 38º. – coloquei a mão na testa dele de novo. – Não achei nenhum remédio por aqui.
–– Não da nenhum remédio. Molha ele com água fria.
–– Assim eu vou matar ele mesmo.
–– Não querida, isso vai ajudar a abaixar a temperatura.
–– Ta bom, eu vou fazer isso.
–– Me liga depois.
–– Ta mãe, obrigada.
Desliguei o telefone e corri até o banheiro do quarto do Pedro. Coloquei o chuveiro no frio e voltei para o quarto, eu não podia deixar de tremer, se isso não desse certo eu não saberia mais o que fazer.
–– Pedro! – puxei o cobertor que ele estava enrolado. – Levanta Pedro.
–– Ta me levando pra onde? – ele se levantou com a minha ajuda.
–– Eu vou te molhar com água fria, isso vai abaixar a sua febre.
–– Ta chorando Ka? – ele passou a mão no meu rosto. – Por isso eu não queria que você viesse.
(...)
Levei Pedro até o Box e o coloquei em baixo do chuveiro ligando-o. Assim que a água caiu sobre ele me molhei também, eu o ajudava a ficar de pé em baixo do chuveiro. A água estava fria, quase gelada. A temperatura dele começou a diminuir a medida que a água caia sobre ele, agradeci a Deus e minha mãe por estar dando certo.
–– Vou pegar uma toalha. – desliguei o chuveiro e corri até o closet dele, peguei uma toalha e voltei. Tirei o excesso da água com a toalha. – Eu vou sair pra você trocar de roupa.
–– Ta. Eu já consigo fazer isso. – ele sorriu. Fiquei aliviada com aquele sorriso.
Saí do quarto e fechei a porta. Fiquei no corredor esperando que ele se trocasse. Olhei-me no espelho de um móvel do corredor, meu cabelo estava um pouco molhado e meu vestido estava na mesma situação, senti frio com a roupa naquele estado.
–– Ka... – Pedro abriu a porta e me viu tremendo de frio. – Você ta molhada.
–– Um pouco. – eu sorri sem graça.
–– Pega uma blusa minha no meu closet. – ele disse e foi deitar na cama se embrulhando de novo.
–– Toma esse chá que eu fiz. – peguei a xícara de chá que estava em cima do criado-mudo e entreguei a ele. – está se sentindo melhor? – coloquei a mão na testa dele a temperatura havia baixado.
–– To sim, obrigada. – mais uma vez eu tremi de frio. – Troca logo essa roupa, se não quem vai ficar doente é você.
–– Ta bom.
Fui até o closet e o abri, havia muitas roupas dele ali. Peguei a blusa de um moletom e fui até o banheiro. Aquela blusa tinha o cheiro dele. Tirei o meu vestido e me enxuguei um pouco vestindo o moletom. Olhei-me no espelho grande que tinha no banheiro, a blusa de Pedro me caia quase como um vestido, ficava a cima do joelho.
–– Que visão sexy. – Pedro disse assim que sai do banheiro, não pude deixar de ficar roxa.
–– Engraçadinho. – eu fingi emburrada.
Sentei na cama ao lado de Pedro, como a cama dele era de casal havia muito espaço. Conversamos por um tempo até que Pedro acabou dormindo, ele ainda estava cansado devido a febre, apesar de já estar praticamente ficando curado. Deitei-me ao seu lado olhando-o dormindo, ele era tão lindo, os cabelos, o rosto, os lábios... Nesses momentos eu me sentia tão boba. Meus olhos começaram a pesar, até que não pude mais seguras e acabei dormindo.
Eu ainda estava na primeira fase do sono quando senti alguém, provavelmente Pedro, me puxar e me abraçar beijando o meu pescoço. Continuei dormindo, provavelmente seria só um sonho.
(...)
Fale com o autor