A Aposta

6 Um dia com ela - 2 Parte.


Continuação da Narração do Justin MacCan:

Corremos, corremos e corremos, mas eu não conseguia alcançá-la, Gabi era muito rápida. Ela abriu a porta de vidro e entrou correndo em casa, eu fiquei pra trás e quase dei de cabeça na porta, mesmo assim continuei. Entrei na casa, eu estava pingando por causa da piscina, mas não me importei. Não conheço essa casa, é, mas isso não me impede de seguir a Gabi.

Gabriella subiu as escadas, eu subi correndo atrás quase tropeçando nas minhas próprias pernas, só escutava as risadas dela e as piadinhas que fazia, dizendo que eu nunca a alcançaria. Entrou em um quarto, tentou fechar a porta, mas na hora que ia fazer isso eu consegui impedí-la, juntei toda a minha força e empurrei a porta. A porta abriu e a Gabi estava em pé do lado dela, rindo de mim.

– Ta rindo né? – falei me aproximando.

– Ta cego agora? – ela riu. – Você é muito lerdo,cara!

– Eu posso até ser lerdo, mas eu juro para você que sou um ótimo fazedor de cócegas. – Ela tentou ficar séria, o que não deu muito certo. Fui me aproximando dela.

– Não Justin, por favor, não faz isso... – dei um sorrisinho de lado e fui me aproximando mais ainda. Agarrei-a e comecei a fazer cócegas nela, que tentava me bater e gritava. Gabi ria muito e eu também, estávamos nos divertindo. Eu não pensava na aposta naquele momento, só queria aproveitar o tempo com ela, minha Gabriella. Opa, minha? Hum... Mas enfim, eu não me senti obrigado a estar ali, eu estava me divertindo e, para ser honesto, estava adorando passar um tempo com ela, uma pessoa divertida e engraçada. Não sei como o Max pôde chama-la de irritante e tudo mais. Ela é demais!

De repente eu tropecei em alguma coisa e caí, puxando-a para o chão comigo. Quando caímos ainda estávamos rindo muito. Gabi havia caído encima de mim, fazendo com que ficássemos mais uma vez a ponto de dar um beijo. Pegamos fôlego, ainda riamos um pouco.

– Por que você fez isso comigo? – ela perguntou fazendo um biquinho que tive vontade de beijar, confesso.

– Foi você que começou me fazendo correr a casa inteira – rimos – só dei o troco! – ela acariciou o meu cabelo e em seguida o meu rosto. Passei a mão nas costas dela, até encontrar o nó que ela fez para amarrar a parte de cima do biquíni. Tentei desamarrá-lo, só de brincadeira, mas ela me deu um tapinha bem de leve no meu rosto.

– Nem pensar, seu abusado! – eu ri. – Nem fica me olhando com essa cara de safado.

– Ah, e você nem queria né? Você sabe que eu sou sexy – falei brincando, ela riu e eu também. Fomos parando de rir aos poucos até que ficamos completamente em silêncio, um encarando o outro. – Eu poderia ficar aqui com você a noite inteira, te abraçando e falando o quanto você é linda. – Por que eu falei isso mesmo? Merda! Mas quer saber de uma coisa? Ela é bonita mesmo, só precisa de um trato. Só falei a verdade. Ela me encarou com um sorriso no rosto.

– Justin, você é maluco? — estávamos mais uma vez com os lábios próximos um do outro, mas não vou deixar essa oportunidade escapar dessa vez. Abracei-a forte e“rolamos”no chão, o que fez com que eu ficasse por cima dela, assim não teria como escapar.

– O pior é que eu acho que estou ficando maluco mesmo, mas por uma certa garota que estou olhando agora... – olhei bem no fundo dos olhos azuis dela e, em seguida, a beijei. Foi um beijo calmo e lento. Eu não fiz isso por causa da aposta, mas sim por livre e espontânea vontade. Dane-se essa aposta ridícula. Paramos de nos beijar para pegar fôlego, eu ainda estava encima dela, nos encaramos durante alguns segundos. Acariciei o seu rosto com delicadeza.

– Por que você fez isso?

– Vai dizer que não gostou? – perguntei e sorri de lado.

– Justin, é... Está tarde, é melhor você voltar para sua casa.

– Não Gabi, por favor... Me desculpa, tá? Eu não deveria ter feito isso... – sai de cima dela e me sentei, ela fez o mesmo.

– Não precisa se desculpar Jus, sei que não fez por mal. Está tudo bem.

– Jus? – sorri.

– Sim, é um apelido carinhoso, não pode? – ri. – Mas, é sério, eu não estava brincando quando disse que estava tarde, já são sete horas e a rua está começando a ficar perigosa.

– É, você tem razão. Acho que vou pegar minhas coisas.

– Eu te ajudo. – saímos do quarto, descemos as escadas e fomos até a piscina, onde estávamos antes. Sentamos-nos na mesa e conversamos um pouco antes de eu ir embora. A noite já havia caído... Como o tempo passa rápido, não é mesmo? Principalmente quando estamos com uma boa companhia. Peguei todas as minhas coisas e as coloquei de volta no bolso enquanto a Gabi catava algumas coisas em volta da piscina. Percebi o quanto o céu estava estrelado, olhei para frente e vi uma árvore naquele jardim imenso. Fui até ela e me sentei debaixo daquela árvore, fiquei observando aquele céu maravilhoso todo estrelado. Quando me dei conta, a Gabi já estava de pé na minha frente.

– O que você está fazendo? – perguntou curiosa.

– Só observando as estrelas. – se sentou do meu lado. – Olha como são lindas.

– Tenho que concordar. Às vezes venho aqui durante a madrugada quando me sinto triste. Fico sozinha, só eu e eu mesma, olhando para o céu e pensando na vida. Me sinto... Sei lá, mais livre. – Coloquei um dos meus braços envolta dela.

– Parecer ser bem relaxante. Você é uma garota legal, gostei muito do dia de hoje. – falei e sorri. Eu estava feliz por poder estar com ela, é incrível como em tão pouco tempo ela me conquistou.

– Você também é um cara muito divertido... E também abusado, idiota, maluco e tudo mais. – rimos. – Mas falando sério, também gostei do dia de hoje. – nos encaramos.

– Posso te perguntar uma coisa?

– Claro.

– O beijo que demos hoje... Então...

– Justin – me encarou. — esquece isso. Não quero estragar a nossa amizade.

– Tudo bem. – falei desanimado. – Bem, já vou indo, minha mãe deve estar me esperando. – me levantei e ela fez o mesmo.

– Ok, eu te levo até a porta! – falou. Percorremos o jardim todo, até chegarmos à sala. – Então... É... Tchau! – falou e sorriu rapidamente.

– Tchau! – nos abraçamos e ela me deu um beijo no pescoço, sem segundas intenções. Foi rápido, mas foi tempo o suficiente para que eu me arrepiasse da cabeça aos pés. Separamos-nos do abraço e ela abriu a porta. Sai, nos despedimos mais uma vez e em seguida ela fechou a porta. Eu deveria ir embora, mas fiquei ali em frente à porta parado, precisava fazer uma coisa. Toquei a campainha e ela rapidamente abriu a porta. Surpreendeu-se quando me viu.

– Justin, o que você... – a calei com um beijo, um selinho demorado.

– Agora posso ir embora em paz – sorri. – Tchau Gabi! – fui embora, ela ficou parada ali por um tempo, mas logo entrou em casa também.