A Aposta

16 Capitulo 16 – Amizade.


Notas iniciais
E ai pessoal!!
Muitos de vocês estão querendo me matar e etc ... mas fiquem calmos, vamos ver o que acontece depois da escolha da Rach!
Obrigada por lerem e comentarem pessoal :)
Espero que gostem!

Capitulo 16 – Amizade.

Quinn acordou com dor por todo e corpo, as janelas estavam fechadas, e ela estava debaixo de dois cobertores, e mesmo assim, ela sentia muito frio. Ela suspirou e percebeu que sua garganta doía um pouco, então ela levantou a cabeça, mas o movimento doeu muito, então ela desistiu e apenas ficou olhando para o teto. Foi quando ela lembrou os acontecimentos do dia anterior. Rachel estava namorando. E seu coração doeu, bem menos que no dia anterior. Talvez fosse assim, cada dia acordaria um pouco melhor, até o dia em que ela acordaria sem a dor no coração. Mas então ela começou a pensar: Como ela deveria se portar agora? Ela teria que parar de flertar, parar de pensar na morena talvez fosse a primeira coisa a fazer. O problema é: Como parar de pensar na Rachel, se é a primeira coisa que eu penso logo que eu acordo.

Ela pegou a foto que estava no travesseiro do lado, e colocou no porta retrato da escrivaninha, exatamente como estava antes. Sua cabeça estava pesada, e tudo parecia meio embaçado. Ela precisava tomar um banho, foi o que ela fez.

“Quinnie querida, você quer bacon para o café?”. Sua mãe perguntou assim que ela apareceu na cozinha.

“Não mãe, estou sem fome”. Foi a resposta que Quinn deu, até que sua mãe a olhasse.

“Você está pálida, você está com blusa de frio? Não está frio”. Judy disse preocupada.

“Eu estou com frio, eu estou bem”. Foi a resposta de Quinn enquanto ela pegava as chaves do carro.

“Vem aqui”. Judy disse e colocou as mãos no pescoço da garota, para ver se ela estava quente. As mãos geladas mal tocaram o pescoço da garota e ela já estava desviando.

“Eu estou bem”. Repetiu para ver se fazia algum efeito.

“Quinn!”. Sua mãe falou alto. “Você está queimando de febre, fica em casa”.

“Não mãe, hoje eu tenho treino, é importante, eu não posso perder”. Quinn disse enquanto começava a tossir.

“Toma esse remédio”. Judy foi até uma porta do armário, e tirou uma caixa, ela procurou por um tempo até que achou o comprimido, e colocou um na mão de Quinn.

“Se você não melhorar até a hora do intervalo, você me liga, e eu vou buscar você, entendeu?”. Judy perguntou sorrindo para a filha.

“Tudo bem mãe, obrigada”. A garota tomou o remédio e saiu.

Ela sentiu enjôo e tontura durante a viagem de carro até a escola, como estava dirigindo, ela foi mais devagar.

Quando chegou, a primeira coisa que fez foi perceber que era a única que estava com blusa de frio, a segunda coisa foi ir até o ginásio para o treino das cheerios.

Ela percebeu que tinha chego atrasada quando viu que elas já estavam fazendo as rotinas.

“VOCÊS ACHAM ISSO DIFICIL? TENTEM NADAR CONTRA A CORRENTEZA DE UM RIO CARREGANDO SETE PESSOAS, ISSO É DIFICIL”. Quinn ouvia os gritos de Sue, mas eles pareciam longe, muito longe de onde ela estava, quando perceberam a sua presença, ela viu a treinadora gritando algo como “fabray”, “atrasada”, “outra vez”, “morrer”, mas ela não estava ouvindo, a cada passo que ela dava, ela se sentia mais longe dali, e sua visão ficava mais embaçada. Ela percebeu uma morena que correu em sua direção e colocou as mãos geladas em seu rosto.

Ela via a latina movimentando a boca, mas ela não conseguia entender, ou ouvir o que a garota falava, seus olhos estavam se fechando, e ela sentia a cabeça pesada, doendo muito. Então ela viu que algumas pessoas continuavam o treino, rodando e rodando, e dando mortais, os movimentos das outras lideres de torcida a estavam deixando enjoada, e um pouco tonta. Estava ficando cada vez mais frio, e ela via que Santana continuava falando com ela. Ela não ouvia, ela só via os lábios da latina se movendo, cada vez mais rápidos, e ela sentiu as pálpebras dos olhos ficando pesadas, ela ainda olhava para o rosto preocupado da latina, quando tudo escureceu.

-------------------------------------------------------------

Quinn abriu os olhos e uma luz muito forte fez com que eles doessem então ela fechou novamente.

“Você esta bem?”. Ela ouviu Santana dizer, e abriu os olhos novamente.

“Eu tenho que ir para o treino”. Quinn disse tentando se levantar, mas a latina a impediu com o braço.

“Não seja idiota, o treino acabou a quarenta e cinco minutos atrás”. Santana disse.

“Quanto tempo que eu apaguei?”. Quinn perguntou assustada.

“Uma hora e meia, mais ou menos”. A latina falou.

“Ninguém pensou que eu tivesse morrido?”. Quinn perguntou indignada.

“Só a Britt, eu percebi que você estava com febre, e eu vi que você não estava morta, você fala enquanto dorme”. A latina falou sorrindo.

Quinn olhou em volta, ela estava na enfermaria, ela via apenas Santana, e algumas cadeiras vazias, uma outra maca ao lado da sua, também vazia, e uma enfermeira que escrevia algumas coisas em uma mesa mais afastada.

A mulher caminhou em sua direção e perguntou.

“Onde está doendo?”.

“Não esta doendo nada”. Quinn mentiu, ela queria sair logo dali.

A mulher então pegou em seu braço e ela não conseguiu disfarçar a dor fazendo uma careta. Então a mulher colocou as mãos frias em sua testa e seu pescoço.

“Você está com febre, e dor muscular, mais alguma coisa?”. A mulher ficou olhando para ela.

Dor no coração, tristeza, sentimento de rejeição, vontade de chorar e de parar de viver, sensação de vazio e uma pequena vontade estranha de beber vodka até cair.

“Dor de garganta e de cabeça”. Quinn falou para a mulher.

“Você tomou algum medicamento?”. A mulher perguntou.

“Sim”. Quinn respondeu simples.

“O que?”. A enfermeira perguntou.

“Eu não sei”. Quinn falou envergonhada.

“Que bom”. A mulher falou de uma forma um pouco dura. Foi até um armário pequeno e tirou duas caixinhas. Pegou um comprimido de cada e deu para a garota. “Um é para dor, e outro para febre, se os sintomas continuarem, é melhor ir a um hospital”. A mulher disse e entregou para Quinn junto com um copo de água.

“Obrigada”. Quinn murmurou enquanto a mulher olhava para a latina, que não tinha saído do lado da garota.

“Descanse, vou ligar para sua mãe”. A enfermeira falou.

“Não, não precisa ligar, eu vou ficar aqui na escola”. Quinn falou firme.

“Tem certeza?”.

“Sim”. A loira disse firme.

“Tudo bem”. A enfermeira concordou e saiu da sala. Quando a porta abriu, Quinn pode ver muitos alunos ali, tentando olhar o que estava acontecendo dentro da sala e a enfermeira expulsou todo mundo.

“O que esta acontecendo? Cadê a Britt?”. Quinn perguntou confusa, notando a presença dos estudantes. Santana riu.

“As noticias correm rápido, todos já estão sabendo que você desmaiou, e a noticia correu a escola toda, todos querem ver se é verdade. E a Britt teve que ir pra aula, você sabe que ela tem que ter pelo menos presença nas aulas, já que ela não tem notas boas, acho que jaja ela esta aqui, já que acabou de bater o sinal para a segunda aula”. A latina disse.

“Ah”. Quinn murmurou em compreensão quando ouviu a porta abrir de uma vez, batendo na parede, fazendo um barulho alto.

“Cadê ela? Ela esta bem? É verdade?”. Uma Rachel entrou desesperada e encontrou os olhos verdes de Quinn e soltou um suspiro de alivio.

“Ela está aqui Rachel, ela está bem, o que é verdade?”. Foi Santana que respondeu a diva.

“Ouvi dizer que ela caiu de cabeça da pirâmide no treino das cheerios”. Rachel disse olhando preocupada para a garota. Santana e Quinn riram.

“Ela só está passando mal, ela não caiu no treino, ela nem treinou hoje! Quem será que aumenta tanto as historias pelo McKinley?” Santana sorriu e chegou perto de Quinn sorrindo para a amiga.

“O que você está sentindo?”. Rachel perguntou preocupada.

Dor no coração, tristeza, sentimento de rejeição, vontade de chorar e de parar de viver, sensação de vazio e uma pequena vontade estranha de beber vodka até cair.

“Um pouco de dor no corpo”. Quinn respondeu, evitando olhar nos olhos de chocolate. Então a morena chegou perto e colocou a mão na testa e no pescoço de Quinn, e aquelas mãos estavam quentes, diferentes de todas as outras que tinham passado pelo seu rosto durante essa manha.

“Meu Deus”. Rachel soltou uma expressão assustada. “Você está queimando de febre”. Ela completou.

Quinn removeu gentilmente as mãos de Rachel no seu pescoço e olhou para as duas que estavam ali.

“Vocês não têm aula?”. Quinn perguntou.

“Ela tem razão Rachel, pode ir para a aula que eu fico aqui com a Quinn”. A latina disse sorrindo e pegou na mão da loira, fazendo leves carinhos. Rachel olhou para a mão das duas e seus olhos ganharam um brilho selvagem, de raiva.

“Pode ir você para a aula Santana que eu fico aqui com a Quinn”. Rachel disse firme.

“Eu sou amiga dela há mais tempo, eu fico”. Santana olhou desafiadora para Rachel.

“Eu fiz curso de primeiros socorros, eu vou ser de melhor utilidade”. Rachel falou olhando nos olhos da latina.

“Eu posso cuidar dela sem problemas”. A latina respondeu.

“Eu sei o que fazer em casos de emergências”. A diva falou firme.

“As duas, podem ir para a aula, eu posso ficar sozinha”. Quinn falou.

“Cala a boca Quinn”. As duas falaram ao mesmo tempo. E nesse instante Brittany entrou pela porta sorrindo. O que pareceu acalmar a latina.

“Olá, como você está Quinn?”. A loira sorriu gentil.

“Estou bem Britt, obrigada por perguntar”.

“Eu fiquei preocupada, porque você nunca fica doente, e desmaiou do nada”. Britt falou preocupada.

“Tudo bem B. já passou, já estou bem outra vez”. Quinn falou sorrindo.

“Que bom Quinn”. Britt sorriu e foi até a loira e deu um abraço apertado, enquanto Quinn fazia cara de dor. Britt soltou Quinn e virou para Santana.

“S. você tem que ajudar na próxima aula, só você consegue me fazer aprender palavras novas”. Britt falou olhando para Santana, a próxima aula era de espanhol, e elas tinham juntas, e a latina gostava de ajudar a Britt a aprender esse idioma.

“Tudo bem você ficar sozinha Quinn?”. Santana perguntou.

“Eu estou aqui”. Rachel lembrou com um tom bravo.

“Tudo bem S. pode ir”. Quinn falou. Não, não vai, fica, não me deixa sozinha com a Rachel.

“Até mais Q, Rachel, qualquer coisa me liga”. Santana disse enquanto Britt dava um tchauzinho com a mão, e logo puxava a latina pela mão para fora da sala.

Um silencio estranho se abateu sobre a sala.

“Você está triste comigo?”. Rachel perguntou tímida.

“Claro que não Rach, eu estou feliz por você!”. Quinn sorriu para a morena, e seu coração doeu como no dia anterior, e a sensação de que tudo estava ficando melhor se foi, no momento em que Quinn se perdeu nos olhos cor de chocolate.

“Eu não quero perder você”. Rachel falou triste.

“Não, Rach, eu estou aqui, e eu sou sua amiga lembra? Sempre que você precisar de mim, eu vou estar lá pra você”. Quinn disse sorrindo, querendo parecer mais feliz do que realmente estava.

“Obrigada”. Rachel murmurou. “Eu não queria te fazer sofrer”. Ela completou.

“Eu não estou sofrendo, lembra quando você me perguntou o que eu faria se você escolhesse ele? E eu falei que eu estaria feliz se você estivesse, então, é isso, se você esta feliz, eu também estou”. Quinn falou e a morena sorriu, e vendo o sorriso dela, Quinn sorriu também, de forma verdadeira. Ela podia conviver com a dor, se Rachel fosse feliz, porque a felicidade dela era de certa forma, a felicidade de Quinn.

“Obrigada”. Rachel disse novamente e elas ficaram trocando olhares cúmplices.

“Amigas?”. Quinn sorriu para Rachel, e a palavra saiu mais firme e mais feliz do que Quinn imaginava.

“Amigas”. Rachel repetiu e abraçou a loira, um abraço, que não doeu, um abraço que aliviou muito a dor que a loira estava sentindo.

E então uma Judy Fabray entrou correndo pela porta.

“Quinnie, o que aconteceu? Eu disse que era melhor ficar em casa! Vim para te buscar”.

“Eu estou bem mãe, vamos”. Quinn disse e se levantou, e a tontura e as dores estavam melhores por causa da medicação.

“Mãe, essa é Rachel Berry, minha amiga”. Quinn apresentou Rachel à mãe, que sorriu e foi abraçar a garota.

“Muito prazer, Rachel, eu sou Judy Fabray.”. A mulher se apresentou e Rachel sorriu.

“O prazer é meu, senhora Fabray”. Rachel respondeu.

“Pode me chamar de Judy querida, não é todo dia que Quinn me apresenta uma na- amiga”. Judy sorriu para a garota e Rachel sorriu tímida.

“Vamos mãe”. Quinn disse. “Tchau Rach”. Quinn beijou a garota no rosto, andando até a porta.

“É muito ruim que nós nos conhecemos em uma situação como essa, mas vá jantar lá em casa qualquer dia”. Judy falou para Rachel, dando um outro abraço na garota.

“É, pode deixar que eu vou sim”. Rachel respondeu tímida e ficou olhando elas deixarem a sala.

“Sua amiga, é muito bonita, e gentil, gostei dela, leva ela lá em casa qualquer dia para nós conversarmos melhor”. Judy disse enquanto dirigia para a casa.

“Ta mãe”. Foi tudo que Quinn respondeu, sorrindo por dentro, por pensar que sua mãe tinha achado que Rachel era sua namorada. Ela não estava com animo para explicar que realmente não era, provavelmente Judy não acreditaria mesmo.

Judy fez a comida preferida de Quinn, só assim para ela comer. Ela tomou umas vitaminas que sua mãe fez, e ficou o dia todo na cama, descansando, pensando na sua nova amiga, e em tudo que aconteceria dali para frente. E de como seria difícil tentar esconder seus sentimentos, mas ela era muito boa em jogos, e se nesse ela tinha que fingir que Rachel era só uma amiga, ela ia fazer isso muito bem na frente dos outros, mas em seu pensamento ela revivia todos os beijos que tinha dado com a morena, e criava situações em sua cabeça em que ela podia dar outros, ela era mais feliz no mundo que estava criando dentro de sua cabeça.

Notas finais
Espero que tenham gostado, me deixem saber ^^,
Desculpe qualquer erro, ou coisa assim.
Próximo Capitulo: Conversa com Santana.
Nós assistimos tudo daqui. Santana sorriu. Valeu cada centavo, melhor que muitos filmes que eu assisti. Ela completou e sorriu.
O que foi aquilo?. Quinn perguntou sorrindo para as amigas.
Ciúmes. Brittany falou sorrindo.
Não viaja B. vamos?. Quinn perguntou e as garotas levantaram e Santana deixou o dinheiro e elas saíram.