A Aposta
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Felizmente eu já corrigi aquela parte. Mais uma vez, desculpa pela mancada e obrigada a Andressa por ter me avisado ^^
mais alguma mancada minha, peloamordedeus me avisem.
desculpa pela demora, eu estou com bloqueio criativo e nem o MCR, Muse ou Paramore estão ajudando. Além disso, estou me preparando psicilógicamente para o meu aniversário. Um amigo meu disse que ia dançar valsa comigo (sendo que a gente só vai comer umas pizzas Oo), mesmo eu gritando que não ia dançar e ponto final.
x_x
espero que gostem!
Cabelos negros, olhos verdes, a mesma altura de Frank, vestida de preto dos pés à cabeça. Essa era a menina no alto das escadas. De repente ela soltou um gritinho e saiu pulando os degraus para abraçar Gerard. Fiquei meio insegura – ela parecia bem íntima da família e eu não sabia se a garota era uma ex dele ou parente...
─ Bárbara... O que você está fazendo aqui?
─ Os seus tios vão viajar para a Europa e ela vai ficar conosco. ─ Donna sorriu. ─ Não é ótimo?
─ Só se for porque você vai ter uma companhia feminina aqui em casa. ─ Gerard murmurou. ─ Mas isso não seria um verdadeiro problema agora. Sarah gosta muito de você e nós estamos namorando e... ─ ele levou um tapa na cabeça. ─ Hey! Quem foi?
─ Para de falar besteira, Gee. ─ Mikey rolou os olhos.
Rimos.
─ Então... Como estão os meus primos favoritos?
─ Somos os únicos. ─ Gerard murmurou de novo e dessa vez saiu do caminho da mão que voava na cabeça dele.
─ Estamos bem, honey. Como estão as coisas em Boston?
─ Estão legais. ─ Ela sorriu brevemente. ─ Meus pais vão para Roma numa 2ª lua-de-mel e eu vim morar com vocês até o final do ano. Cheguei ontem de tarde. Graças aos céus já arrumei meu quarto e...
─ Seu quarto?
─ É, sabe... Tinha um quarto sobrando...
─ Meu quarto de desenhos. ─ Gerard murmurou. ─ Sua mala.
Não agüentei e comecei a rir.
─ Não conheço suas amigas. ─ Bárbara tombou a cabeça, olhando para mim curiosamente.
─ Essa é a minha namorada Sarah...
─ Namorada? Aleluia, hein Gee. ─ Ela riu e ficou sem graça com o olhar dele. ─ Okay, nada de interromper suas falas e...
─ Aquela de cabelo rosa é a Lolli e a bonequinha colorida ali é a Mel. Os garotos você já conhece, né?
─ Claro. ─ Ela sorriu abertamente.
─ Então, tia Donna, acabamos de chegar de viagem e estamos famintos. A senhora preparou o almoço?
─ Aiai, Frank... ─ Donna riu. ─ Claro, meu querido. Vamos almoçar então.
Bárbara era prima dos Way e morava em Boston antes de ter que ir para NJ. Ela era um pouco tímida, mas muito divertida e simpática. Passamos a tarde conversando.
Apesar dos apelidos “carinhosos” de Gerard para Bárbara – coisas como “mala”, “tampinha” e “irritantezinha” –,pude ver que eles se adoravam. Alguma coisa no olhar dele me dizia que a prima era muito querida, apesar de ser meio desligada.
Ela era meio gótica, o estilo muito parecido com o dos garotos, mas não era aquele tipo de gótica que nunca sorria e parecia querer cortar a cabeça de quem estava sorrindo por perto. Não. Desde o primeiro segundo ela não parou de sorrir, nem mesmo quando tropeçou com o prato e deixou toda a comida cair no cabelo do Gerard. Ele tentou parecer sério e, por um milésimo de segundos, parecia mesmo que ia explodir a prima. Mas, instantaneamente, ele começou a gargalhar e quase caiu da cadeira de tanto rir.
Os dias se passaram, o pessoal tentou aproveitar ao máximo o final das férias, mas como tudo tem um fim logo as aulas chegaram.
─ Pronta? ─ Bob bateu na porta do meu quarto.
─ Sim. ─ Suspirei.
─ As aulas vão ser tão chatas assim? Poxa, eu estou na sua turma!
Ri.
─ Não é isso, não é? O que foi?
─ Algumas pessoas do meu passado estão incomodando. ─ Só pude dizer isso.
─ Chelsea? ─ Ele ergueu uma sobrancelha e eu assenti. ─ Francamente, Sarah... Por que você continua sendo amiga daquelas garotas?
─ Existem coisas que não podem ser explicadas. Não é que eu goste delas...mas é algo que é necessário. De qualquer modo, é mais... favorável... pra mim.
─ Sabe que não entendi, não é?
─ Estou contando com isso, Bob. ─ Sorri fracamente e desci as escadas para esperar Lolli.
Três dias antes das aulas começarem, Chelsea me ligou. Disse que não havia se esquecido da aposta e que a partir daquele ponto as coisas mudariam um pouco. Eu deveria me reaproximar das pattys e deveria levar Gerard ao máximo de festas possível. Ela perguntou do visual dele, e pareceu ficar satisfeita quando eu disse de sua condição física.
Eu não estava feliz. Era como se a volta às aulas marcasse o início do meu período de depressão profunda. Agora eu só tinha 4 meses. Quatro meses curtos e preciosos para mim. Eu não queria pensar naquilo – no túnel escuro e comprido, sem luz no final, sem alguma solução que não o machucasse.
Eu já não estava pensando em mim, afinal, eu criei aquele problema, então eu teria que arcar com as conseqüências – ou inconseqüências, como quiser. Eu estava pronta para agüentar a dor e estava disposta a sofrer – era a minha punição.
─ Bom dia, meu amor. ─ Gerard estava no estacionamento com Mikey, Ray e Bárbara. Mel estava conosco e eu agradeci por tê-la como amiga – apesar de não merecer. ─ O que aconteceu?
─ Sarah está indisposta. ─ Mel respondeu prontamente.
Às vezes eu ficava meio assustada com essa facilidade absurda que ela tinha de saber o que eu estava sentindo e já adivinhar as causas. E, mais absurda ainda, era a capacidade que ela tinha de me acalmar e de me mostrar que as coisas estavam bem – por mais pessimista que eu fosse.
─ Por quê?
─ Ela não conseguiu dormir direito. Além disso, os clima de volta às aulas acabou com a pouca energia dela. ─ Mel novamente respondeu de prontidão, me poupando de falar ou de me desligar de meus pensamentos.
Infelizmente ela estudava com Mikey, então eu teria que sair da minha bolha de pensamentos para interagir com alguém – ou simplesmente não parecer uma autista. Foi nesse clima estranho que as primeiras aulas passaram e logo chegou o intervalo. Deixei meus cadernos dentro da mochila e saí da sala silenciosamente, esperando que não sentissem minha falta. Foi em vão.
─ Sarah, onde você vai?
─ Vai falar comigo, Way. ─ Chelsea apareceu, espantando a todos, inclusive a mim mesma. ─ Vamos, Sarah? ─ Ela sorriu, mas o que eu vi não foi uma tentativa de ser simpática e sim uma ameaça.
─ Vamos. ─ Minha voz soou fraca e eu segui ao lado dela sob olhares confusos e assustados.
Chelsea e seus traços japoneses me guiaram até a mesa mais afastada do refeitório, onde duas garotas estavam sentadas. Ambas era líderes de torcida, e eu até poderia dizer que eram parecidas, não fosse o fato de que uma era loira e a outra era ruiva.
─ O que houve com a extraordinária Sarah Bryar? Parece um gatinho assustado. ─ Ela zombou.
─ Não. Não estou assustada ─ levantei meu olhar. ─ Não tenho medo de você, Chelsea.
Meu olhar era duro e minha voz, decidida. Com toda a certeza, chegou a hora. Eu tinha que enfrentá-la.
Notas finais
R: Ela realmente é obcessiva com essas coisas Oo
B: Sim. Ah, mais uma coisinha: please, mandem idéias e músicas pra ela. Quem sabe assim ela não supera o bloqueio criativo?
A: O que vocês estão fazendo aqui?? Bob eu te mandei arrumar meu quarto! E Ryoko...
R: T_T
A: Vai assistir um filme.
R: xD
B: T_T só porque eu sou o único homem... quero só ver quando o Frank vier e...
R: FRANK?? *-*
B: Oo *corre*
Fale com o autor