A Aposta

15 Capítulo 15


Notas iniciais
oi gente!
hee, escrevi no tempo certo
xD
q legal.. deve ser por isso q aqui tá chovendo tanto
Oo

mas, enfim.. eu sei que teve gente que não gostou de ter o POV da Sarah, ou o do Gee, ou o dos dois e de ficar trocando de POV, mas vamos à verdade..
eu não sei escrever sem o POV de alguém >_<
sério, pq eu não acho que não consigo demonstrar os sentimentos das pessoas e exlpicar a situação do mesmo jeito.

well.. alguém estava doido pra ver um beijo?

=**

[/Gerard’s POV] [Sarah’s POV]

Entrei na piscina, a água estava maravilhosamente agradável. Nadei até onde Mel estava, sorrindo para mim.

− Gerard Way está babando por você. − Mel sussurrou para mim.

− Mel, pare com isso.

− Sarah, seja egoísta ao menos uma vez na vida e entregue-se! De qualquer modo vocês vão sofrer, não é? Você gosta dele e é correspondida, o que mais você está esperando? Aproveite o máximo que puder, sem se importar com o que os outros vão pensar ou com o que vai acontecer depois! Divirta-se, fofa!

Mel realmente era a amiga mais perfeita que eu poderia ter. Quando eu contei para ela da aposta, eu estava simplesmente aterrorizada com a idéia de que ela poderia dar as costas pra mim e revelar a todos a verdade. Medo maior foi que ela me abandonasse. Eu estava desesperada, rezando para todos os santos possíveis e implorando para que Mel não fugisse de mim nem me visse como a pessoa suja que eu era.

Óbvio que eu não ficaria triste se ela achasse isso − eu estava suja, era suja e tornei-me suja depois que aceitei aquela maldita aposta −, mas eu não deixava de temer sua reação.

Para o meu espanto, Mel pousou seus olhos nos meus e abraçou-me, sussurrando “eu nunca te deixaria passar por isso sozinha. Nós somos amigas, Sarah, e somos mais que isso. Muito mais. Nós somos irmãs, eu te considero minha irmã mais velha. Nunca que eu daria minhas costas à você, isso seria o maior dos meus pecados e não haveria castigo no mundo para aliviar minha culpa!”

Desde então nós passamos a ser irmãs de verdade e Mel passou a dividir todos os seus segredos comigo, querendo saber de cada detalhe das minhas conversas (lê-se: brigas) com Chelsea, o que eu pretendia fazer e o que ela poderia fazer para me ajudar.

Falando nela, Chelsea passou a me ligar uma vez por semana, dizendo que eu deveria voltar ao grupo popular e arrastar Gerard junto. Por isso nós estávamos malhando, por isso eu estava escolhendo roupas por ele e por isso ele já tinha os convites para praticamente todas as festas que aconteceriam até o fim do ano. Eu estava rezando para que ele aceitasse e, se desse tudo certo, viajasse antes do Baile dos Formandos.

− Obrigada, Mel. − Abracei-a, beijando sua testa levemente e comecei a nadar.

Lolli, Bob, Frank e Ray estavam dançando numa pequena área improvisada com várias lâmpadas, cada um com um copo de bebida na mão − ou seja, no dia seguinte teríamos um bando de adolescentes dormindo até tarde e implorando por remédios. Pior do que isso era saber − ou melhor, ter a certeza − de que todos passariam mal e que Mikey e Gerard ficariam encarregados de limpar a sujeira dos outros, enquanto eu e Mel teríamos que arrumar a casa e cozinhar sozinhas.

Vesti meu vestido novamente, era realmente desconfortável andar apenas de biquíni na festa, por mais que todos fossem próximos de mim. Fui para a cozinha, onde peguei um copo, bastante gelo e suco. Segui para a varanda, onde sentei-me numa rede e fiquei observando o céu. Algum tempo depois notei uma figura conhecida sentada nas escadas, com um bloco em mãos, desenhando(ou rabiscando) freneticamente.

− Droga! − Gerard arrancou a folha, fez uma bola com ela e deixou-a ao seu lado.

− Hm...Gee? Tudo bem? − Levantei-me e parei perto dele, que fechou o bloco de desenhos num pulo e levantou o rosto para mim.

− Ah, oi Sarah. Sim, está tudo bem.

− Estava desenhando?

− Tentando. − Gerard olhou para o bloco. − Sente-se.

− O que você tentava desenhar?

− Algo impossível. Eu seria um desenhista horrível se conseguisse ao menos começar a desenhar o que eu queria.

− Qual é, Gerard.. Você desenha muito bem.

− Como...? Você viu meu bloco?

Desviei meu olhar de seus olhos e observei as estrelas. − Você acha mesmo que o bloco ficou jogado na garagem durante toda a noite? Eu sonhei com seus desenhos, Gee. Eram todos...Maravilhosos. Perfeitos.

− Não. Um em especial não estava bom o suficiente. E você o viu. Deve ter ficado intrigada..

− O meu desenho. Como pode dizer que ele não estava ou está bom o suficiente? Seu desenho estava muito melhor do que a realidade e... − Gerard depositou um dedo em meus lábios.

− A melhor, e ao mesmo tempo a mais frustrante, coisa da beleza é que ela não consegue ser exposta em imagem alguma.

Fiquei sem fala com o olhar que ele me lançou. Gerard simplesmente arrumou uma mecha do meu cabelo e, aproveitando o toque, passou sua mão em meu cabelo, pousando-o na minha nuca. A pele dele parecia um ímã; eu estava me aproximando lentamente sem perceber. Tanto que quando dei por mim meus dedos já estavam entrelaçados no cabelo dele e nossos lábios já estavam unidos.