A Aposta
1 Capítulo 1
Notas iniciais
espero realmente que gostem, que mandem sugestões, críticas e comentários.
Qualquer pergunta sobre a história, qualquer curiosidade sobre os personagens, mandem por reviews e, se quiserem, por MP também! Dessa vez eu vou responder, juro! xD
~> Como é o 1° capítulo, vou dar um presentinho pra vocês e postar o 2° também. ^^
=**
O despertador tocava irritantemente, ele pegou-o e jogou contra a parede. Logo outro começou a tocar, desta vez ele teve de levantar da cama para quebrá-lo. Gerard pôde ouvir sua mãe gritando para que ele acordasse logo e Mikey, seu irmão caçula, abria a porta timidamente.
— Bom dia, Gee.
— Bom dia, Mikey. — Gerard beijou a testa do irmão e saiu do quarto.
Abriu a porta do banheiro, trancou-a e olhou-se no espelho. Estava pálido e descabelado, parecia ter sido atropelado por um caminhão. Escovou os dentes, lavou o rosto e tomou um banho. Foi para o quarto envolto na toalha, onde levou um susto com Frank deitado em sua cama olhando para o teto.
— O que você quer, pigmeu?
— Que mau humor! Cadê o sorriso, hein?
— Esqueci no armário do colégio, junto com o seu chá de bambu.
— Você deveria ser comediante, sabia?
— Por que todos sempre me dizem isso? Já disse que quero ser um gostosão milionário! — Riram. Gerard bagunçou os cabelos castanhos de Frank, que fez bico e passou as mãos na cabeça, tentando arrumá-los.
— Escuta, eu sei que você pensa que é gostoso e tal, mas dá pra colocar logo o uniforme e descer essa merda de escada?
— Okay, já vou!
Gerard e Frank eram amigos de infância. Moravam em Newark, New Jersey, e estudavam no colégio Belleville, onde eram vistos e tratados como pessoas estranhas e que não podiam ser tocadas. Por isso mesmo eram chamados de “intocáveis”, nome ridículo para o grupo de amigos.
Gerard tinha 17 anos e Frank 16, estudavam no 3° ano. Odiavam estudar, passavam as aulas dormindo ou ouvindo música ou até mesmo matando aula. Mesmo assim, sempre tiravam notas altas e humilhavam até mesmo os mais nerds.
Desceram as escadas, Gerard pegou um copo grande de café, Frank roubou uma maçã, e foram para o colégio de carro.
***
Perto dali, há quatro quadras, Sarah saía do banheiro correndo e quase caindo. Procurava desesperadamente seus sapatos e seu casaco, com a mochila nas costas e o cabelo ainda molhado. Seu irmão, Bob, apenas a observava, morrendo de rir, sentado no sofá.
— Sarah, seus sapatos estão aqui na sala!
— E meu casaco?
— Você já está vestindo. — Ela olhou-se e apenas soltou um “Ih, é verdade!”. Riram.
— Precisamos ir logo!
— Calce os sapatos. Tem uma toalha no carro, lá você seca o cabelo.
— Vou pegar um pente.
Sarah e Bob eram irmãos, foram criados pelo pai desde pequenos. Sua mãe morreu num triste acidente. Estudavam no 3° ano, ela tinha 16 anos, e ele 17, moravam juntos e sozinhos. Sarah era a mais popular do colégio e Bob era considerado um “intocável”. Ela sempre odiou esse apelido para o irmão, porém ele achava engraçado e nunca se importou em ser ou não popular.
Entraram no carro, jogaram as mochilas no banco traseiro e seguiram para o colégio. Sarah tentava secar os cabelos longos e loiros com a toalha, que batia em seu rosto e a atrapalhava. Pararam no estacionamento, ela terminou de arrumar o cabelo, pegaram as mochilas e entraram.
Separaram-se assim que pisaram no pátio do colégio. Bob foi para um canto com os amigos e ela foi se encontrar com o pessoal “da elite”. Era o primeiro dia de aula depois das férias, todos estavam sonolentos.
— Bom dia, Chelsea.
— Bom dia, Sarah. — Abraçaram-se. — Como foram as férias?
— Foram legais. Eu e Bob fomos para Londres visitar meu pai. Passamos o Natal lá, depois voltamos para cá e nos separamos. Ele foi para a casa dos amigos e eu fui ficar com meus avós maternos. E você, como foi de férias?
— Fui para Montreal, curti o inverno e quase quebrei o pé. Depois fui pra Itália, visitar meus tios. Foi legal, comprei um presente pra você.
— Eu também comprei uma coisa pra você, mas esqueci em casa. Saí atrasada, sabe como é, né?
— Sei. Esqueci o seu na casa dos meus tios, eles estão me mandando pelo correio. Deve chegar aqui amanhã. — Sorriram.
— Venha Chelsea, eu quero logo saber em que turma estou.
— Vai perder seu tempo. O diretor disse que reunirá todo o 3° ano no auditório e lá ele vai dar a lista das turmas. Parece que nesse ano não haverá chance de mudar de turma.
— Vamos ficar na mesma, como sempre. — Riram confiantes.
Sarah era loira, tinha olhos azuis expressivos e marcantes, era alta, magra e tinha a pele pálida. Chelsea era filha de japoneses e, como tal, possuía traços orientais. Eram amigas desde os sete anos, conheceram-se no colégio e desde então não se desgrudavam.
O diretor chamou os alunos do 3° ano para o auditório, todos foram e sentaram-se nas cadeiras. Logo a figura engraçada e patética do diretor fazia presença no palco.
— Bom dia, alunos do Colégio Belleville. Como todos devem saber, fizemos as listas das turmas baseadas nos problemas entre alunos no ano passado e, portanto, não será permitida a mudança de turma, apenas em casos especiais. Turma 301... — E começou a falar os nomes dos alunos. O silêncio predominou completamente, os alunos mencionados retiravam-se do auditório e dirigiam-se para as turmas.
Após ouvir seu nome, Sarah levantou-se, pegou sua mochila e parou na porta, ainda na esperança de ouvir o nome de Chelsea, mas apenas conseguiu ouvir o nome do irmão. Andou para a sala 302 desolada, arrastando a mochila, triste. Bob apareceu e puxou-a de lado, abraçando-a pelos ombros.
— Hey, não fique assim. Vocês continuarão sendo amigas.
— Eu precisava dela ao meu lado neste ano. Estou desprotegida e corro sério risco a partir de agora. Preciso de proteção.
— Por quê?
— Existem pessoas nesse colégio que se aproveitarão da nossa separação para me atacar. Bob, eu sou popular, sou odiada e adorada por muitos! Estou preocupada agora. Esse vai ser o ano mais difícil da minha vida.
Fale com o autor