A Angélica de Gregório de Matos

1 1. A Angélica de Gregório de Matos


Era uma noite chuvosa e eu estava sem o meu guarda-chuva. Estava no ônibus, próximo do Shopping Center Tacaruna, apelando para que a chuva parasse um pouco porque eu não queria me molhar quando fosse desembarcar.

Desembarquei na parada em frente ao prédio da Embratel e a chuva já havia estiado (ufa!). Atravessei três pistas e segui caminho pelo prédio principal da Faculdade São Miguel. Deste prédio até o Empresarial Palmira levei mais ou menos dez minutos para chegar.

Subi as escadas e segui em direção ao elevador. Cheguei no segundo andar, fui ao banheiro lavar as mãos, tomei água e entrei na minha sala. Não tinha ninguém ainda e, por este motivo, a sala estava muito fria; era um gelo gostoso.

Eu estava na sala, porém, era só o meu corpo... A minha alma estava longe. A minha cabeça imaginava mil e uma coisas: eu só queria ver a minha amiga que estuda na sala ao lado da minha. Meu coração gritava pela sua presença, então levantei e fui até a porta fingindo que não queria nada, que estava ali por estar. No fundo, eu queria vê-la e — ela apareceu -...

Ela apareceu! Naquele momento eu não sentia mais as minhas pernas. Queria fechar a porta e voltar para o meu lugar, mas já era tarde demais. Fiquei tímido e tremia bastante. Depois que ela falou comigo, eu nem sabia o que falar mais (cadê as palavras?).

Aquela minha amiga da sala ao lado era perfeita. Nunca havia conhecido alguém tão gentil, humilde, simpática, linda, amorosa, inteligente. Falta-me palavras para descrevê-la. Seu doce perfume encanta a todos. Até Afrodite sucumbiria à sua perfeição. Ela me abraçou e seu abraço é o melhor do mundo. Eu me senti seguro e em paz naquela hora... queria que o tempo parasse naquele momento.

A Angélica de Gregório de Matos estuda na sala ao lado da minha!

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