A Anbu
47 Contra ataque Sennin
Notas iniciais
Keiko não embarcara no uso do Modo Sennin atoa. Ela sabia que tinha uma grande probabilidade do que funcionou com o Rikodou Sennin não funcionar com Obito. E também não sabia o que o primeiro Sennin das Fenix fizera pra ganhar o fundador dos ninjas, além de Keiko saber o final da historia. Aquele Sennin morrera pra poder derrotar o Rikodou Sennin. Ela não podia morrer antes de realizar o final de seu plano.
Obito mal levantara, Naruto já estava junto com os outros, mas Keiko agora que sabia uma fraqueza dele não deixaria barato. Havia um instinto superior a regendo mais do que a vontade racional naquele momento.
– Você lembra-se de mim, Obito? – Keiko perguntou seca enquanto atacava. Ele bloqueou a espada de chakra natural com o Cetro, mas era uma força muito grande pra ele medir, então saltou pra trás. Ele cerrou os olhos pra ela. A presilha que sempre prendia seu cabelo tinha se soltado, os cabelos vermelhos estavam livres ao redor e a franja ocasionalmente caia no rosto, não usava colete ninja e nem a bandana da aliança. Apenas uma calça escura, um top e uma blusa de tela por cima.
Era louca? Talvez. Ela tirara o colete e a bandana no caminho.
– Como não lembrar. Acho que tenha te ajudado demais talvez. – Ele resmungou. Ele lhe dera pergaminhos e em sua mente a deu sangue frio quando a coagiu a ajuda — lo no massacre. Keiko cerrou os dentes com raiva, ajudado? Ela queria cravar as unhas nos olhos de Obito e arranca -los. Queria mata — lo lentamente. Torturar ele ate o limite de sua sanidade, mas aquela maldita guerra a impedia.
E o maldito Bijuu, claro.
– Acha que me ajudou?! – Ela perguntou fria – Você me coagiu a matar pessoas que me abraçaram. Você induziu Itachi a matar o próprio Clã. Você induziu Nagato a destruir Konoha! E acha que me contar que eu sou uma assassina até na linhagem sanguínea foi de alguma ajuda? Não. Você não me ajudou em nada. Destruiu tudo que eu poderia ter tido. E quer dizer que me ajudou?!
Obito franziu as sobrancelhas. Por que Keiko estava dizendo aquelas coisas? Ela não era daquele modo. Keiko não bradava os sentimentos e frustrações em voz alta, ela descontava em ações. Seu rinnegan notou que os padrões nos olhos dela se mexiam e se modificavam sutilmente, a olho nu seria impossível de ser notado. Então criou uma espada de chakra na outra mão e atacou novamente.
As investidas eram rápidas e ela parecia não ter apenas dois braços de tantos ataques que foram desferidos em apenas alguns segundos. Ele lançou três das bolas de plasma nela, mas ela se desviou com tanta velocidade que mais pareciam rasantes de uma ave do que esquivas de fato. Ele percebeu um movimento dos lábios dela, onde ela mordeu o canto de um levemente e um filete de sangue escorreu. O que diabos...?
– Tem algo errado com ela. – Sasuke murmurou para os outros. Naruto assentiu.
– Ela está exalando uma quantidade de intenção assassina que é anormal. – Ele disse baixo. Keiko estava de certo modo... Passional. Seus ataques não pareciam mal calculados, mas sim aleatórios demais. Não havia um padrão neles e Keiko era obcecada por criar padrões de ataques e troca — los quando o oponente os desvendasse. Ela gostava de brincar com o oponente.
Ela não estava fazendo aquilo.
– É a Fênix que está fazendo isso. – Tobirama por fim tomou a palavra – Uma sennin da Fênix tem sua personalidade modificada durante a luta e os ataques passam a ser semelhantes ao da ave. Ela não está lutando como Uzumaki Kumiko e sim como Keiko, a Sennin das Fênix.
Sasuke estreitou os olhos. Aquela garota era uma caixinha de surpresas, mas aquela luta dela não estava indo adiante. Obito estava na defensiva demais, não debochava dela e parecia triplamente cuidadoso.
– Ele a leva a sério de uma maneira que não faz com nenhum de nós. – Tobirama percebeu pelo jeito que Obito encarava Keiko. Minato franziu a sobrancelha sentindo um incomodo dentro de si. Se ele tivesse reconhecido Obito Keiko também poderia ter tido uma vida diferente, ela certamente não seria nada do que era hoje. E isso era uma das coisas mais imperdoáveis, pois ela era a que mais sofrera. Sua bebezinha de cabelos ralos e avermelhados tinha se tornado uma assassina.
– Temos que entrar na luta. – Minato disse determinado. Ele iria reparar o Maximo que pudesse. Iria.
– Ela vai nos atacar. – Sasuke disse com um sorrisinho mínimo que não passou despercebido por Tobirama – Ela é puro instinto agora, se nos metermos ela irá se virar contra nós. É a lógica animal.
– Fênices não são animais comuns. – Tobirama retrucou pro rapaz com desconfiança. Não tinha boas intuições sobre Keiko e Sasuke, principalmente sobre o modo que Sasuke parecia reagir a ruiva.
– Kumiko! – Eles todos se voltaram pra luta com o semblante surpreso. Keiko tinha acertado Obito no ombro com uma espada de jutso natural, ela o pegou na surpresa do golpe e lhe atingiu um chute com concentração de chakra que fez o osso dele da costela se quebrar audivelmente e lança — lo a três metros de distancia. – Maldita... Já chega.
Ele resmungava xingamentos pra ruiva que se mantinha inabalável, o olhando como se ele fosse um verme. Tinha, contudo, uma loucura por detrás de seu olhar. E isso instigou o instinto de proteção em Obito. Ele não era tolo. Ele sabia muito bem que Keiko tinha algo que os outros não tinham. Ela era uma Sennin, ela tinha o Hiraishin, ela tinha sangue frio, ela tinha aquela disposição pra atacar pra matar... E o pior era que ela não estava em seu juízo perfeito. Keiko parecia claramente descontrolada.
E uma parte de Obito se perguntava se o perigoso Kekkei Genkai dela funcionária com ele naquelas condições e temia aquilo extremamente.
Ainda havia outro ponto... Keiko era uma ninja de selamentos, mais ainda do que Minato fora um dia, e ela tinha um conjunto de fatores ao seu favor que o Yondaime não possuía e que poderia prejudica — lo. Se ela conseguisse racionalidade o suficiente pra usar o jutso sennin em conjunto com selos ela poderia extrair o Juubi.
– Sasuke, você segura ela, já que tem o Susano' o ela não será capaz de feri — lo. Precisamos tira — la do combate agora ou então ela pode meter os pés pelas mãos ou se ferir gravemente. – Tobirama começava a ditar ordens pra eles. Sasuke não ficava feliz de não participar do combate principal, mas até ele começava a achar que todo o fulgor de Keiko no ataque já passara do limite. – Eu e os outros iremos ataca — lo novamente. Naruto, Minato, prestem atenção, nós iremo...
A fala de Tobirama foi interrompida por Obito batendo a palma das mãos no chão pedregoso do campo de batalha e do chão brotara uma arvore como ninguém jamais havia visto. Ela tinha um caule sinuoso e mais fino que o usual, possuía também uma cor mais ocre, além de gigantescas flores de aspecto carnívoro, eram quatro no total e circulavam o caule estranho da arvore.
– Não ha nada que valha a pena ser salvo nessa realidade – Obito dizia com a usual expressão vazia de louco dele – Este mundo já está morto.
E então das estranhas flores avermelhadas surgiram, de cada uma, bijuu damas. Aos poucos crescendo junto com o desespero da aliança shinobi aquelas bijuu damas poderiam trazer a morte de todos ali. Keiko sabia bem que poderia ajudar, mas ela tinha seu próprio conflito interno pra lidar. Enquanto a ruiva começava a sentir seu jutso da fenix tomar conta de sua consciência Tobirama já estava no modo pratico.
Se criassem uma barreira de pedra não adiantaria. Não havia como eles transportarem todas as bijuu dama.
– Para transportamos elas precisaríamos de um de nós pra cada uma das bombas. – Tobirama dizia – Yondaime poderiamos pegar duas, mas isso deixaria as outras duas. É impossível! Cadê meu irmão?
Enquanto isso Hashirama tentava inutilmente se livrar de Madara e ambos ainda travavam uma batalha de titãns que intimidava a maior parte da aliança apenas de olhar. Ambos eram Edo Tenseis e por isso teriam todo tempo pra resolver aquela velha rixa, mas o Uchiha não se importava com aquilo. Ele queria travar aquela batalha naquele momento e não deixaria que o companheiro de guerrilha partisse, estava completamente alheio a guerra que ocorria e ao massacre iminente. Por ele que o mundo se virasse com os clones de Hashirama que possuíam.
– Keiko também sabe o Hiraishin! – Naruto protestou imediatamente com Tobirama – Ela pode ajudar.
– A cada momento essa garota me surpreende mais... – O Nidaime murmurou pra si mesmo e Minato deu um pequeno sorriso de orgulho. – Contudo acho que ela não será capaz de ajudar, vejam!
Keiko sentiu o chão bater com força contra seus joelhos e as unhas cravando em seu couro cabeludo numa tentativa falha e frustrante de adquirir completo controle sobre si. Ela não precisava ser mais apenas instinto, ela não precisava ser dominada pela fênix que vivia em seu jutso. Ela queria poder voltar a si, queria lutar, queria derrotar Obito...
A simples menção do pensamento do nome do oponente que seu lado mais primitivo desejava o sangue fez um lapso de controle maior ainda. Seu corpo exigia que ela saísse daquela posição vulnerável e se lançasse num ataque desenfreado ao oponente que seria certamente fatal a ambos. A ruiva começava a entender por que o primeiro Sennin das Fênices morrera na luta contra o rikodou sennin.
Do lado de fora do devaneio de Keiko e de sua vulnerabilidade os Hokages já tinham resolvido o problema de sua ausência e aplacado o desespero da aliança shinobi. Os clones de Hashirama ordenavam que os Shinobis mantivessem suas proteções feitas do jutso de terra que ele desviaria as Bijuu dama restantes com seu próprio jutso de madeira.
– Não vou permitir! – Obito declarou e estendeu sua mão de onde saíram seis estruturas finas e cilíndricas que se fixaram em vários pontos do campo de batalha. – Formação dos seis Yangs carmesin!
E das estruturas cilíndricas surgiram estruturas avermelhadas de chakra que seguiram metros e metros acima deles formando uma barreira de um forte tom vermelho, mesmo o mais tolo dos ninjas ali podia sentir o poder daquela barreira. Akane, bem segura ao lado de Hinata, temeu por onde a batalha principal ocorria e desejava estar ao lado de Keiko ou ter o Byakugan como Hinata pra poder ver o que acontecia.
Claro que o pavor de estar fechada naquela barreira a consumiu, assim como a todos os outros, mas ela estava mais preocupada com Keiko. O peso do pergaminho em sua bolsa de armas em questões físicas era insignificante, mas no psicológico dela pesava toneladas.
A barreira impediria que desviassem as esferas ao mar e a única opção seria o transporte, mas era impossível. Keiko impossibilitada, Minato sem um dos braços... Estavam sem saída. Todavia, novamente a Uzumaki permanência alheia a tudo o que ocorria em campo de batalha. Keiko sentiu todo seu corpo protestar contra as ordens de racionalidade que ela tentava o enviar, ela sabia que combater alguém de alto nível exigiria mais tempo dela no modo sennin do que o aconselhável a alguém que já o usara demais no mesmo dia, mas pensara que já superara aquilo.
Lembrava bem da dificuldade de permanecer sã no modo Sennin que tivera aos 14 anos. Entretanto já haviam se passado quase três anos desde então, ela acreditara realmente que o tempo iria curar aquela pequena carência de seu jutso.
Negligente.
Ela fora negligente. Flense, quase prevendo o descontrole e a vulnerabilidade de sua dona, alçou vôo até onde ela estava se postando numa postura defensiva, mas nem as suas asas super resistentes poderiam impedir a explosão iminente de atingir Keiko. A ruiva sentiu o acionamento de um chakra yang pelo campo de batalha por seu jutso sensorial, mas fora como um cutucão distante ao qual ela não conseguira se fixar demais.
– Naruto! Esse ai é um inútil... – A voz do alvo de grande parte de sua passionalidade interrompeu toda sua divagação e confusão. Aquela voz penetrava em sua mente reascendendo e instigando os instintos passionais que Keiko tentava conter e a garota apertou mais os dedos no cabelo – Ele não conseguiu proteger nem sua mãe, nem sua irmã e nem seus próprios discípulos. Você sabe que dia é amanhã não é? É o aniversario de morte de Minato e Kushina. O dia que seu pai e sua mãe morreram. Neste mundo tudo acaba quando se morre.
Keiko não conseguiu se fixar em mais nada, pois ele não falara mais. Todas suas energias estavam concentrados em não perder o controle, mas sua mente de sennin se fixara naquelas palavras. O dia seguinte. Era o aniversario dela. Ela não se lembrara daquilo, mas quem poderia? Estava na guerra. E não era a primeira vez que esquecia o proprio aniversario, todavia, isso nunca lhe importou. Era só uma data. Que diferença fazia se ela tinha dezessete ou dezesseis anos? Não lhe daria mais chakra. Ela não poderia vencer aquela guerra com um aniversario.
Queria não se fixar naquela grande bobeira, mas era tudo que tinha pra chamar o Maximo de sanidade possível, era tudo que sua mente aceitava naquele momento. Então Keiko deixou que aquele assunto infestasse sua mente pra poder se manter fixa no chão, por mais que fosse a posição mais vulnerável que poderia assumir, nem de Flense ela tinha consciência ao seu lado. Sua mente se povoou de memórias de aniversários. Primeiro vieram os com Karya, ou a simples nevoa que se lembrava deles, memórias distantes e indistintas que não faziam nenhum sentido e depois os em Konoha, mas mesmo esses pareciam indistintos.
Entretanto, todos que passara com Itachi estavam claros em sua memória. Com Satsuki e Masaaki junto com ela, com um pequenino Sasuke aparecendo ocasionalmente, com os Uchihas que se tornaram uma presença constante na vida da menina. Shisui era quase parte do time deles de tão freqüente que era sua aparição, sua ajuda em treinos ou suas conversas. Lembrava do antagonismo de Masaaki em todos os eventos.
E então veio o pior. Os aniversários depois da partida de Itachi. A saudade dos eventos anteriores. Lembrou do aniversario no campo de treinamento, o primeiro depois da partida de Itachi, como fora horrível saber que teria que matar Satsuki e como ela se forçava a não sentir culpa. A não sentir saudade e nem melancolia.
Fora da mente conturbada de Keiko Sasuke se aproximava dela com um olhar que claramente dizia "Saia" pra Fênix, que com muito custo deixou o Uchiha embebido de Chakra da Kyuubi se aproximar de sua dona. Sasuke se abaixou ao lado de Keiko e tomou — a nos braços, viu os olhos arregalados dela pra ele, os olhos daquele jutso Sennin que parecia consumi — la a cada momento mais. Ele tomou certo desprezo pelo jutso. Viu a insanidade em quase toda a expressão dela,mas bem ao fundo do olhar havia certa sanidade.
Keiko cerrava os dentes. Dava tudo de si para não atacar Sasuke, mas todo seu corpo queria ve — lo como oponente. Ela não viu o chakra avermelhado passando por todo seu corpo, mas sentiu quando as quatro Bijuu damas explodiram, a quantidade de poder natural foi absurda e seu corpo começou a sugar como uma esponja, a garota sentiu seus músculos doerem, mas então um lapso alaranjado foi visto por ela e então o jutso sennin não a dominava mais.
Estavam fora da barreira.
Atrás dela murmúrios de incredulidade foram ouvidos, mas até que o atordoamento de Keiko por estar de volta ao próprio corpo passar a explosão já tinha encontrado seu fim. Dentro da barreira a ruiva identificou Obito, identificou a arvore meio destruída, assim como tudo naquela área. Ela estivera fora do ar por um bom tempo.
– O que aconteceu enquanto estive apagada? – Sasuke a segurava firmemente e ambos estavam abaixados no chão, os rostos bem próximos, apenas em níveis diferentes. Os olhos de Keiko estavam em fim do usual azul escuro perolado e seu rosto demonstrava cansaço, possuía uma fina camada de suor na testa e possuía a respiração ofegante. Sasuke não pensou na palavra que ela usou, mas em sim como era estranho estar tão perto de uma mulher e não sentir o mínimo desprezo por ela como era com Ino, Sakura ou Karin.
– Obito conjurou quatro bijuu damas e uma barreira pra que não pudéssemos desvia — las, então Naruto juntos o chakra das Kyuubis com Minato e dividiu por toda aliança shinobi, permitindo assim que Minato fizesse uso do Hiraishin para transportar a todos pra fora da barreira – Disse o Uchiha numa voz monótona que não denunciava em nada seus pensamentos. – E o que foi que houve contigo?
Havia um debate atrás deles sobre a natureza do Jutso e do que seria feito a seguir, mas Keiko parecia imersa nas palavras que Sasuke dissera, construindo os fatos em sua mente. Ela ficara um bom tempo vulnerável.
– O meu modo sennin é diferente. Eu o usei demais. É a segunda vez nesse dia que o uso por grande período de tempo. – Ela disse fixando bem os olhos nele. Pra Keiko a proximidade com Sasuke era indiferente, mas ela sabia muito bem do interesse dele por ela e achava aquilo esquisito em demasia. – Onde está Flense?
– Partiu no momento da explosão. – Ele respondeu calmamente. Seus olhos desviaram pra Obito – Ele não está muito contente.
– Não tinha que estar mesmo. – Havia deboche em sua voz e então a contra gosto Sasuke se afastou de Keiko pra que ela se erguesse e o Uchiha próprio também o fez, sentia o olhar atento de Tobirama em cima de si e por um momento se perguntou o que o Senju tanto observada.
Tobirama via o interesse de Sasuke por Keiko e lembrava claramente da devoção da garota ao falar sobre Itachi, que era irmão mais velho de Sasuke, e a muito já estava morto. Tobirama sabia bem que mesmo que Sasuke conseguisse ter a ruiva ele jamais se livraria do fantasma do passado que seria Itachi, Keiko jamais se livraria daquele sentimento doentio que ela possuía, e havia a chance da rejeição pelo irmão morto. Ambas as situações implicariam grande carga emocional que Tobirama sabia não ser benigna a nenhum Uchiha.
– Foi isso que eu fiz? – Naruto perguntou chamando a atenção de Keiko e Sasuke. A ruiva ouvira o dialogo por alto e Tobirama explicara de maneira bem técnica o que Naruto fizera conectando o chakra de Minato ao resto com o principio do jutso de clone das sombras, que enquanto um minimo de chakra ressonasse por todos eles e o houvesse um principal a qual pudesse reaver o chakra quando necessário estariam ligados. – Velhão segundo, você está sabendo muito do meus clones de sombra.
– Eu criei esse jutso! – Tobirama retrucou irritado e indignado pra Naruto. – São os meus clones de sombra!
– Tapado. – Keiko resmungou, mas seus olhos sorriam. Só mesmo Naruto era capaz de criar um momento como aquele em plena guerra. Sasuke revirou os olhos, mas ele entendia bem o que Keiko estava sentindo naquele momento.
Tinha certo sentimento no ambiente e tanto Keiko quanto Sasuke, os dois mais avessos ao sentimentalismo deles em plena batalha, estavam com expressões de desagrado. Deviam estar fazendo planos e atacando antes que Obito se re estruturasse e criasse outras esferas. O pequeno milagre de Naruto e Minato não poderia ficar sendo feito toda hora, consumia muito chakra, então eles tinham que arrumar outra saída.
– Eu sinto o poder dentro de mim! – Naruto bradou assumindo o modo bijuu e saltando com entusiasmo adiante – Vamos!
Sasuke se questionou se ele tinha mesmo tanto chakra e senão de onde ele tirava. Aquela luta rendia a muito e Naruto estivera nela muito antes dele. Naruto e Keiko. Ele moveu os olhos pra ruiva. Quanto ela estivera em batalha? Ela era uma ninja comum, apesar de toda habilidade sobrenatural, provavelmente ela fora junto com o batalhão desde o principio da guerra.
Da onde saia tanto chakra e disposição pra lutar?
– Naruto não tem problema em gritar e se exibir, mas não me diga que já se esqueceu que nada além do jutso sábio funciona com ele? – Tobirama perguntou – Eu sei que você não é idiota.
– Vai nessa. – Keiko debochou e Naruto que já ia em diante até Obito parou no meio do caminho, a capa resplandecente dele caindo ao redor. E então Naruto entrou em pânico.
– É verdade! – Ele segurou o rosto em choque. Sasuke se perguntou se a idiotices de Naruto crescia junto com seu nível de poder.
– Você é mais idiota que meu irmão mais velho! – Tobirama gritou ultrajado.
Todo aquele chakra desperdiçado com um idiota. Sasuke pensou cansado.
– Só o Naruto mesmo... – Keiko resmungou.
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