A Anbu
51 A verdadeira batalha final
Notas iniciais
A História de Kaguya começara de maneira misteriosa. Ela se dissera guardiã da grande arvore divina e já possuía um poder absurdo quando aparecera do céu numa luminosidade misteriosa. Ela fora acolhida por um reino não tao grande, mas com um senhor gentil, que estava em guerra com outros maiores. Kaguya se tornara concubina dele, mas com o tempo a reputação do quão bonita e misteriosa era repercutiu. Com desculpas vãs o reino ao lado iniciou uma guerra e quando o Lorde feudal fora negociar recebera a noticia de que Kaguya tinha matado vários homens do outro reino, o que ela de fato fizera, mas apenas para proteger a si mesma e as crianças que carregava no ventre.
Ela e sua ama haviam fugido para a arvore divina, mas o exercito do pai de suas crianças as perseguiram, para mata-la, como dizia à sentença que deveria ocorrer com quem matasse alguém do reino ao lado. A ama foi morta na perseguição, mas Kaguya alcançara a arvore e comeu do fruto delas, ganhando um poder absurdo e pondo o mundo no Mugen Tsukyomi. Ela decidira dominar o mundo junto aos filhos que levava no ventre.
— Mamãe amava este mundo. Ela tentou amar os humanos, mas essa esperança foi destruída. Ela mesma comeu do fruto da arvore divina para tentar proteger os filhos, mas foi ai que o desespero de verdade começou. Ela deu a luz a gêmeos, Hagomoro e Hamura.
Os gêmeos cresceram e se tornaram poderosos. Kaguya começou a liderar o país e instituirá um ritual para a arvore divina, do qual as pessoas escolhidas nunca voltavam. Os rumores sobre ela se tornar uma tirana começaram e chegaram aos seus filhos, assim como um sapo falara a eles que se quisessem saber a verdade deveriam ir até a arvore. Após ver que o fim das pessoas lá era a morte e despertar o seu Sharingan, Hagoromo decidiu aprender o Senjutso para o caso de ser necessário enfrentar a mae. E foi.
Ele e Hamura enfrentaram a mae e pra se defender ela invocou o poder da arvore divina, que se transformou no Juubi, que não era apenas a arvore querendo recuperar o chakra, era a vontade de Kaguya querendo recuperar o poder que dera aos filhos. A batalha durou meses, mas os irmãos superaram a mae, que em seu ultimo folego gerou o Zetsu negro, do qual nem Hagomoro tinha conhecimento. Hamura foi viver na lua, pra se sentir mais próximo a mae e Hagomoro ficou na terra pregando o ninshuu.
— De algum modo essa menina conseguiu parte da alma da mamãe. – Zetsu olhou pra Keiko, que tinha os olhos focados nele. – Imagino que outro como ela a tocou quando nasceu, provavelmente tendo passagem pelo jutso que o pai de vocês usou para selar a Kyuubi, isso permitiu que a jovem Kumiko abrigasse parte de uma alma não humana. A alma da mamãe é muito extensa e se quebrou muitas vezes em sua vida, uma dessas partes se apegou a criança. Por isso ela pode abrigar dentro de si tantos poderes... Quando tinha apenas 4 ou 5 anos eu levei Obito a implantar um pouco da essência do chakra da mamãe que vivia em mim nos olhos dela, dizendo que era a essência do Rinnegan... O tolo acreditou. Eu já suspeitava quem ela era, sabe? Tive certeza quando o chakra aceitou ela e despertou o rinnegan.
Os dois se entreolharam e observaram Keiko, que olhava a mulher de cabelos brancos com um poder que interferira em quem ela era. Keiko observava as lagrimas de Kaguya escorrerem enquanto Zetsu explicava os fatores que foram necessários pra fazer a ressureição dela. Explicou como manipulou a pedra dos Uchiha e depois Madara e Obito. Akatsuki. Kabuto... Tudo fora um plano bem amarrado de Zetsu.
—Por que ela me salvou da lava? – Keiko perguntou baixo, se fazendo notar pela primeira vez. Kaguya a olhou pela primeira vez.
—Voce é como eu, criança. – Ela disse olhando pra ruiva – Voce já amou, eu vejo, mas hoje não confia em ninguém. Não completamente. Está certa, mas se pode confiar em si mesma. E nós somos a mesma pessoa... Voce sou eu e eu sou você. Irei fazê-la mais de mim e então governaremos como meus filhos não fizeram.
— Oh... Acho que ganhei uma irmã. – Zetsu negro debochou e após Kaguya desviar o olhar da ruiva e focar novamente nos garotos Keiko se permitiu começar a pensar. O que faria agora?
– Eu odeio vocês, Hagoromo, Hamura... – Kaguya murmurou – Vocês são meus.
[...]
Eu não acredito que esse idiota usou esse jutso e que deu certo. Por um tempo. Estavam numa geleira agora, Kaguya os levara até lá depois de Sasuke e Naruto terem quase a selado com uma distração irritante criada por um jutso sexy de Naruto, o qual apenas fez Keiko se perguntar o quão idiota era o irmão.
— Voce deve adormecer, minha cara. Quando acordar seremos mae e filha que são apenas uma. – A voz de Kaguya soou na mente de Keiko, que arregalou os olhos, e antes que pudesse protestar foi posta num sono desconfortável.
[...]
A consciência de Keiko se recuperou bem aos poucos. Às vezes ela ouvia um grito, às vezes ela sentia frio... Depois de um tempo ela conseguia pensar, mas não se mover. A garota tomou consciência dos sentimentos de Kaguya depois de um tempo. Eles eram uma mistura de amor, rancor e medo. A mulher era uma criatura complexa que em pouco tempo de analise Keiko apenas começou a entender. A garota apenas sabia que o chakra dela estava enfraquecendo e por isso ela podia começar a despertar. O tempo também a ajudava a regenerar o chakra que perdera nas lutas, mas a questão é que seu chakra começava a se equiparar mais a Kaguya, de alguma forma. Talvez fosse seu contato excessivo com a mulher, mas o importante era que... Ela não iria ficar subjugada daquele modo quando Naruto e Sasuke estavam lutando.
Hagomoro lhe mandara ter cuidado, mas estar com Kaguya não lhe parecera atrativo em momento algum. Havia algo que o Zetsu negro, Kaguya e Hagomoro não haviam entendido. Ela poderia ser um tipo bizarro de reencarnação, mas ela não era Ootsuki Kaguya e nem sequer semelhante.
Ela nunca seria.
E ela teve certeza disso analisando a historia da outra, mas isso era algo a se pensar quando aquela guerra acabasse, quando ela precisasse lembrar-se do que lhe dera forças naquele momento.
Keiko abriu os olhos e viu Kaguya. Ela olhou pro símbolo ardendo nas mãos e entendeu pra que ele servia. De algum modo Naruto e Sasuke estavam dos lados dela e Sakura vinha por cima, mas ela ainda poderia escapar em sua velocidade.
— Kaguya? – Keiko perguntou com a voz baixa pelo sono, mas certa que os três em volta a ouviam. – Eu não sou você.
Então ela tocou o selo na testa de Kaguya, bem em cima do terceiro olho e um grito de agonia surgiu da mulher. Ela se afastou após atordoar a outra e percebeu que o terceiro olho estava em sua mão. Sakura deu um soco na deusa e a lançou nas mãos de Naruto e Sasuke.
Keiko fez um selo e com uso do rinnegan e da marca em sua mao ela se juntou ao jutso deles.
—Shinra Tensei!
[...]
Keiko se deixou cair no chão de joelhos enquanto Naruto e Sakura surtavam pensando como iriam sair daquela dimensão. Keiko nem se importava, o alivio por ter acabado e por estar longe de Kaguya era enorme. Nunca se sentira tao vulnerável, pequena e impotente na vida. E de algum modo aquela situação lhe lembrava de algo que ocorrera em sua primeira missão seria depois de um tempo como gennin, mas que a memoria era indistinta e distante demais pra garota alcançar.
— Acabou. – Sasuke suspirou aliviado, mas a menina ainda estava um pouco tensa.
— Quase. – Keiko o lembrou. Ele assentiu achando curioso o quanto ela podia seguir com sua palavra.
A luta tinha acabado e agora Keiko precisava saber como faria seu jutso. Seu plano sempre fora fazer no meio da guerra, onde as pessoas poderiam ver o que acontecera e não daria nenhuma repercussão pesadas para as pessoas que ela envolveria. Ela não teria que dar explicações, já que todos teriam visto... Mas Naruto não era idiota, ele saberia que aquele jutso ia custar caro, mesmo sem saber o quanto... Ele não iria deixar se arriscar. Foi ai que entrou a promessa que fizera a Sasuke. Ela não interferiria na batalha, pois essa seria uma ótima distração pras pessoas que poderiam impedi-la.
Ela tinha tudo planejado há muito tempo.
Entao ela sentiu um jutso sendo ativado que os envolvia. Foi tao de repente que ela demorou a entender que tinha sido alvo de um jutso de invocação. Viu-se junto com as Bijuus no meio de um grande selo de invocação que tinha sido feito por Hagoromo e os Hokages Edo Tensei. Ela olhou pra Minato, pela primeira vez o olhando como seu pai mesmo, aliviada pela guerra ter acabado.
Em breve... A ruiva pensou contendo a ansiedade. Acabara, mas ela ainda era quem era. Não podia se deixar levar.
—Okaeri, Naruto, Kumiko... –Minato sorriu pros dois.
Sasuke encarou a ruiva que assentiu. Finalmente. O risco de vida acabara, pro time sete ao menos, agora era Sasuke e Naruto que iriam resolver a birra deles.
—Isso mesmo, vocês retornaram ao mundo de vocês por meio de uma invocação feita pelos antigos cinco Kages. Eu os invoquei da vida após a morte para que pudessem ajudar. – Ele deu margem para que eles vissem os espíritos de chakra ali. – Naruto, Sasuke, Kumiko... – Ele lançou um olhar sóbrio à menina, como que se ela tivesse o surpreendido. Ele nunca botou fé nenhuma em mim, que incrível...— E o resto de vocês... Fizeram um ótimo trabalho salvando o mundo.
Eles começaram a conversar, uma conversa a qual Keiko não se ateu, já que seu foco procurava pelo chakra de Akane. Ela tinha sido pega pela arvore divina, então ainda deveria estar no casulo bizarro que fora posta.
A garota não se aproximou do pai enquanto ele e Naruto se despediam, apesar dela ver claramente que Minato queria isso, mas ela se recusava a se despedir dele, mas Naruto não parava de falar e chorar enquanto o Edo Tensei se desfazia.
—Quando encontrar a mae, diga que estou dando meu melhor! – Ele concluiu com o espirito de Minato indo. Ele chorava muito e só então Keiko se aproximou. Ela tocou no braço do irmão, que ergueu os olhos azuis céu que sempre deixaram a ruiva encantada... Keiko achava os olhos de Naruto bonitos, claros e puros como ele. – Ele...
— Se foi, Naruto, mas ainda vive aqui. –Ela encostou no peito dele. Naruto a abraçou apertado ainda chorando e a menina envolveu os braços nas costas dele, que tinha enterrado o rosto no cabelo ruivo da irmã sabendo o quanto ela era parecida com a mae deles. Keiko se segurou pra não chorar também, sabendo que Naruto sentira muito a ausência dos pais, tão senão mais que ela.
Keiko era bem consciente da morte dos pais mesmo na terna infância e ela nunca se desapegou da vontade de tê-los de volta... Naruto não, ele se sentia sozinho.
— Eu te amo, Kumiko – chan... – Naruto sussurrou pra irmã com a voz entrecortada.
— Eu te amo, Naruto. – Era a primeira vez que ela falava aquilo pro garoto e imaginava que não poderia ter sido num melhor momento e falar aquilo fora importante pra ela também. Um sentimento quente e terno a envolveu, como a muito ela não sentia. Ela se lembrou de quando Itachi lhe contou quem ela era e quem Naruto era, do desespero que sentira e dos anos o observando sofrer em silencio... Naruto era mais que um irmão pra ela. Era a família de sangue que ela nunca teve e sempre quis.
E ela iria completar aquela família, não só por ela, mas pelo quanto Naruto sofreu e sempre quis aquilo. Ela o daria a família que ele nunca teve.
[...]
— Naruto, Sasuke... Depois de batalhar contra a minha mãe... A resposta de vocês mudou? – Hagoromo perguntou olhando pra cada um. Naruto tinha um braço no ombro da irmã e parecia animado novamente. Sasuke do outro lado encarava mais Keiko do que qualquer outra coisa.
— Minha resposta continua a mesma. – Naruto respondeu – Mas, sinto muito, super vovô, não há uma coisa que me orgulha muito, depois de lutar contra Kaguya... Orgulho-me de Uzumaki Kushina ser minha mae. Kaguya era diferente de todos com quem eu já lutei, era como se ela não tivesse coração...
— Dizem que no inicio Kaguya era uma deusa adorada pelo povo, mas não sei o que houve que a transformou num ser chamado de demônio... Ou talvez... Kumiko? – A ruiva o encarou e suspirou.
—Enquanto Kaguya me manteve sob seu domínio na luta eu senti algumas das coisas que ela sentia... Ela tinha sim um coração, mas ela não era humana, então seria tolice a julgar por padrões humanos... Kaguya teve outra doutrina, mas ela amou. E amou até demais, só que foi traída por seu amor... Quando seus filhos a selaram ela se sentiu traída novamente... Kaguya tinha tanto medo, tanta proteção dentro de si... Ela estava atordoada. Podia ser poderosa, mas era emocionalmente frágil. – Kumiko suspirou – Ela era do tipo que se deixava mudar por consequências do que acontecia. Tanto ela quanto você acharam que eu era exatamente como ela, mas eu não sou... E nem vou ser.
— Fico feliz em ouvir isso, menina, e é um interessante modo de ver. Ela era algo não humano, que pecou demais em tentar sentir como humana... – Ele suspirou pesadamente – De qualquer jeito, Naruto, eu confio que não irá se deixar levar pelo chakra das bestas de calda dentro de você. Falando nisso, e hora de desfazer o tsukyomi infinito...
E começou a polemica. Já que Sasuke inventou de matar os cinco Kages atuais antes de desfazer o Tsukyomi. Ele colocou todas as bestas de caldas num genjutso, decidindo que se livraria deles também.
— Voce não podia esperar um pouco e aumentar o período de paz um pouquinho, Sasuke? – Keiko perguntou irônica. Ele a encarou indulgente. – Eu sei o que prometi.
—O que?! Voce sabia que ele faria isso? – Perguntou Sakura incrédula pra ruiva.
— Suspeitava que ele faria algo idiota. – Keiko respondeu – Fizemos um acordo antes da guerra. Ele ajudaria na batalha caso Obito se envolvesse e eu não me envolveria na questão dele com Naruto e o resto quando a guerra acabasse.
— E eu espero que mantenha sua palavra. –Sasuke retrucou friamente pra ela, que estreitou os olhos com irritação pra ele.
—Eu sempre mantenho minha palavra. – Retrucou rispidamente.
Naruto suspirou. O humor acido da irmã fizera falta, mas não precisava ser lembrado justo naquela hora.
— Eu suspeitei que terminaria assim. – Hagoromo parecia pesaroso – Temo que terei que deixar isso contigo, Naruto. Meu corpo não ficara mais nesse plano por muito tempo.
—Gomem, Velho Sennin. – Naruto respondeu um pouco cansado – Mas não vamos terminar como seus filhos. Assim como Kumiko não é Kaguya, eu não sou Ashura e Sasuke não é Indra.
Hagoromo assentiu.
—Qual seu sonho, Sasuke? Ainda quer vingança? – Kakashi perguntou um pouco temeroso. Keiko se absteve de envolvimento, então apenas Naruto iria contra Sasuke. Aquilo poderia acabar facilmente em desastre.
— Eu admito que antes meus objetivos eram apenas destruição e vingança, mas agora quero destruir e reconstruir. – O rapaz respondeu apenas. Ser idiota não é algo exclusivo do Naruto pelo visto... Keiko pensou, mas agora Sasuke estava a prejudicando. Se ele não tirasse as pessoas do Tsukyomi infinito não teria como alcançar Akane e nem como fazer o jutso com uma boa plateia. – Uma vila que não será mais cercada de escuridão, eu reformarei o mundo ninja. O que eu quero é uma revolução. Shinra Tensei
Keiko suspirou ao ver ele fazer aquilo com as Bijuus. Aquilo devia ser muito irritante, parecia que o tempo inteiro alguém atacava aquelas Bijuus. Elas foram soltas e presas umas 10 vezes naqueles dias.
— Eu não vou me meter, mas vou deixar bem claro o que eu acho do que você está fazendo... – Keiko disse com tom de voz seco pra ele enquanto todos os outros sofriam pra fugir dos pedaços de pedras subindo. – Voce esta fazendo exatamente o que o clã Uchiha fez anos atrás. Eles chamavam assim também, sabia? Revolução. Eles não sabiam da realidade e estavam sendo manipulados, mas você não... E isso só faz de você um grande idiota.
Sasuke estreitou os olhos querendo esgana-la, mas não fez nada. No fundo no fundo sabia que ela estava certa, mas ele queria aquilo e não daria o braço a torcer. O correto seria mata-la também, pois Keiko representava tudo que o passado sombrio de Konoha era, mas Itachi se esforçara pra protege-la, exatamente como fizera com ele. Ele não poderia mata-la.
— Por causa dessa guerra fiquei bem habilidoso com meu rinnegan... – Ele disse ignorando o que a ruiva dissera, o que a fez revirar os olhos. – E todos que ficarem no meu caminho já eram. Só falta você, Naruto.
– O resultado nunca é o planejado. Quando dei poder a um dos lados, isso destruiu Indra e Ashura. Agora, dei aos dois... E o resultado foi o mesmo. – Hagoromo parecia lamentar.
—Não. – Naruto estava serio como era visto em poucas vezes – Essas brigas entre irmãos acabam agora.
Naruto pediu pelas Bijuus e o pedido dele era sincero de uma maneira que nem Keiko pode ver como sentimentalismo exagerado. As bijuus tinham acabado de recuperar sua liberdade e o que Sasuke fazia era cruel. Entao, enquanto eles iam para outro local lutar, Sakura fez um pedido emocional. Ela realmente amava o idiota.
—Você é irritante. – Foi apenas o que Sasuke respondeu antes de coloca-la num genjutsu. Kakashi protestou e a resposta dele foi clara. –O que você sugere? Que eu viva um romance? Eu não tenho razão pra ama-la ou ser amado por ela.
—Você só precisa de razão pra odiar alguém! E Sakura não esta tentando tê-lo, ela só quer ajudar você! Ela quase morreu em suas mãos, mas ainda pensa no seu bem estar. Ela chora por você. Ela sofre por te amar!
— Talvez esses laços sejam laços para um passado destruído. – Ele respondeu apenas. –Mais alguma coisa?
Keiko sorriu ao ver a irritação de Kakashi para o garoto. Ela ergueu os olhos pra Sasuke e o encarou, sem se intimidar nem um pouco com o rinnegan dele.
— Sabe por que eu prometi que não me envolveria, Sasuke? – Ela perguntou erguendo uma sobrancelha e então olhando pro irmão, que a encarava. Ela sabia que ele tinha duvidas daquilo também. Parecia que ela entregara o loiro pra morte aceitando aquilo de Sasuke. – Eu tenho comigo desde o nascimento um dom que analisa o chakra, ainda mais potente que o de Karin, sabe? E eu sei que o nível de vocês é igual, então essa luta é um empate certo. Fora que... Naruto mudou muita gente. Ele trouxe luz pra pessoas que eram só trevas. Antes de ele entrar na minha vida eu só tinha como objetivo realizar aquilo que Itachi me pediu e admito que ainda trago isso comigo, mas agora... Bem, ele trouxe um pouco de luz pras trevas que minha vida havia se tornado desde o massacre dos Uchiha. Se ele fez isso comigo... Bem, eu sei que fará contigo também. Não vou impedir, mas já aviso... Estarei esperando os dois com uma surpresa.
— Surpresa? – Sasuke perguntou a olhando por cima do ombro. Keiko sorriu e os olhos dela brilharam quando ela tirou o cabelo dos olhos.
–Hai, uma surpresa, mas é para os dois. E só saberão na volta. – Ela continuava sorrindo e nem parecia à mulher fria e cruel que ele vira na guerra.
Ele se lembrou da sua infância, a menina ruiva que vivia atrás de Itachi e que às vezes passava horas conversando com sua mae. Lembrou-se do sorriso gentil dela e do rosto vermelho que abaixava jogando o cabelo cor de sangue sobre o rosto quando estava com vergonha. Naquele momento Keiko o lembrou da menina que ela fora um dia e ele entendeu por um instante o que nela fizera seu irmão se apaixonar tão jovem.
Sasuke a encarou em silencio por alguns segundos, mas por fim decidira-se por não responder e se foi. Naruto ainda encarava a irmã, e agora sorria. Ela acreditava nele e Naruto não iria decepciona-la. Nem ela e nem Sakura, pro qual prometera tempos antes que traria Sasuke de volta. Ele honraria sua palavra.
– Até mais, Kumiko – chan. – O rapaz lançou um sorriso brilhante a garota e saltou atrás de Sasuke...
Para a verdadeira batalha final daquela guerra.
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