Ah! EU MATO ESSES DOIS!

-O QUE VOCÊS TEM NA CABEÇA? MINHOCAS?! OU NÃO CHEGA A ISSO?!

Eu estava descontrolada e Jorge e Rony riam cada vez mais e mais alto. Eu estava ficando com raiva e enjoada até mesmo da própria risada deles.

-Oi pes...- Fred ia entrando, mas me virei na direção dele que nem a menina do exorcista.

-O QUE É ISSO AQUI NO MEU QUARTO?! É A CASA DA MÃE JOANA AGORA, É?! E O QUE VOCÊ TEM NA PRÓPRIA CABEÇA, SEU IMBECIL, DE TER CONCORDADO COM ESSES DOIS DESGRAÇADOS?!

Ele arregalou os olhos. Parecia não saber de nada mas eu estava pouco me lixando, ele SABIA SIM. E mais um passo na minha direção eu matava qualquer um!

-Mas o que diabos você 'tá falando, Hermione?

-Você sabe do que eu to falando! E ISSO AQUI NÃO É A CASA DA MÃE JOANA NÃO, QUERIDOS! PODEM IR SAI...

Não consegui completar aquela droga de frase. O médico entro praticamente morrendo de tanto correr no quarto. Olhamos pra ele, que nem conseguia falar, coitado.

-Mas o que 'tava acontecendo aqui?- ele perguntou.

-Três desgraçados 'tão fazendo a festa aqui dentro!- respondi. Jorge e Fred riram, Rony estava vermelho.

-A mocinha não se encontra em estado para receber tantas visitas e manifestações!- o doutor disse e Jorge riu falsamente.

-Ela estava em ótima condições pra matar a gente agora há pouco, doutor!-os outros riram, até mesmo o doutor- E ela queria matar o coitadinho do meu irmãozinho querido que não sabia de nada!

-Ah, ótimo, Jorge! Então se ele entrasse quando vocês não tinham contado ainda seria pior pra vocês! Agradeçam à Merlim!- eu disse. O médico me olhou, tipo, "como?".

Houve uma certa tensão ali. Enquanto isso, arrumei meus cabelos. Fred e Jorge conversavam e riam no canto do quarto, o doutor continuava querendo uma explicação e Rony observava uma foto que trazia no bolso: Luna.

Aquilo doeu ver. Escondi o rosto nos cabelos enquanto fui até a janela do quarto. O doutor se recompôs.

-Acho que a senhorita pode voltar para casa, se as queimaduras não estiverem doendo tanto.

-Posso voltar, sim. Obrigada, doutor.

-Mas antes acho que a senhorita precisa de uma pausa. Meninos, por favor, saiam. Tem mais gente querendo vê-la.

-Doutor.- chamei- Eu quero que o Rony fique... por favor! Fred depois nos vemos... e Jorge, depois você que vai vir parar aqui, ok?

O doutor assentiu rindo, enquanto Jorge fazia gracinhas gritando feito uma menininha assustada. Fred piscou pra mim enquanto levava Jorge para fora. Rony ficou.

-Harry Potter, por favor.- eu disse.

O médico chamou o Harry. Ficamos nós três ali, juntos como sempre foi. Sorri para os dois.

-Há tanta coisa que nem sei quem vocês são, sabia?

Harry pareceu surpreso.

-Por que? Sempre fomos os mesmos.

-Não sei, estamos mais separados. Você e Gina, Rony e Luna, eu e a solidão!- rimos. Mas parte disso era verdade.

-Sinto muito.- os dois disseram em uníssono.

-Harry, Gina quer você de volta. Por que você não engole essa bosta de orgulho e vai conversar com ela?

-A Gina é a mais orgulhosa.

-Isso não quer dizer que ela não vai falar com você. Não é, Ron?

-É. Ela sofre quando briga com você, colega.

Harry pareceu considerar a ideia. Mas depois abanou a cabeça parecendo querer espantar o que estava pensando. Meu senso nervoso estava mais forte que nunca depois da brincadeira dos dois Weasley, então eu disse já irritada:

-Quer parar de ser um idiota e correr atrás da mulher que você ama, Harry?

Ele olhou pra mim surpreso mas depois sorriu.

-Tem razão. Mas chega de falar de mim e Gina. Por que não falamos de como você está agora?

Eu não gosto de ser o centro das atenções.

-Melhor não...

-Sim!- Rony parecia um bebê- Você 'tá melhor, Mione? Preciso das suas anotações!

Rimos. Era bom, nós três juntos. Na casa dos Weasley nunca dava tempo, e em Hogwarts não é o melhor local, já que só entramos em confusões. Estou farta de não ter tempo com eles!

É amor isso e amor aquilo. Não temos mais tempo para nós... Tudo mudou tanto que eu desejo secretamente que pudesse voltar ao primeiro ano, quando éramos inocentes e nos envolvemos em uma confusão da pedra filosofal.

-Eu gosto de quando estamos nós três. É divertido. Me lembra o primeiro ano.- Rony, você lê pensamentos?

-Também acho e também gosto. É muito bom. Mas não com a Mione de cama.

-Rony, e sua casa?

-Papai e mamãe usaram magia. Conseguimos restaurar a casa. Não ficou a mesma coisa de antes, mas ainda é a mesma.

Perfeito. Nosso lar estava reconstruído.

-Acho que eu gostaria muito de ter estado com vocês. Quem sabe um feitiço estuporante na Belatriz não resolvesse aquela bosta de senso certo dela?

Rimos.

-Você é muito certinha. Não dá pra imaginar Belatriz colocando a cabeça no lugar, Hermione.- Rony levantou uma sobrancelha.

-Sei disso. Ah, tudo é possível. Quem sabe ela esquece Voldemort e se vira pro nosso lado?

-Sim, na Terra do Nunca.- Harry e eu rimos. Rony ficou sem entender.

-Que Terra do Nunca?

-Do Peter Pan, Rony. É um conto trouxa.

-Francamente, como vocês sabem os contos trouxas?

Eu e Harry nos entreolhamos, como se disséssemos a mesma coisa: "Fala sério, o que ele tem na cabeça?".

-Fomos criados por trouxas, Rony.

-Oi, Mione, Harry e Rony.- Fred (ou Jorge) entrou pela porta do quarto.

-Quem é você?- perguntei.

-Um humano.- ele riu da própria piada.

-Qual dos gêmeos, idiota?

-Fred.

-Tchau, Fred.- Rony disse.

-Calma. Mione, você quer ir ao baile comigo?

Notas finais
CALMA! O romance não vai começar cedo não! Mas eu não vou dizer mais nada, daqui a uns quatro ou cinco capítulos chega o cap. do baile e vocês vão ver.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.