A Amazona E O Cavaleiro Das Trevas
1 Capítulo 1: Conhecendo melhor o homem
Notas iniciais
Depois de fazer o relatório da missão com Zatanna, já que Bruce estava no laboratório no meio de suas encucações, fomos eu e ela almoçar no refeitório com os outros membros.
- Me conta como vocês convenceram Circe a me trazer de volta ao normal?
- Não queira saber, Bruce me mataria se eu te contasse – Deu um leve riso.
- O que foi? Ela o transformou em algum bicho estranho? – Me animei com aquelas ideias.
- Não, ela o fez cantar no anfiteatro onde ela trabalha – Ri.
- Impossível – Quase gargalhei – Não posso acreditar.
- É sério, foi tão lindo que eu e Circe choramos juntas.
Continuamos rindo por algum tempo até que tinha dado minha hora de ir pra casa, fui pra o corredor subindo para o andar do teleportador encontrando Bruce no caminho.
- Oi – Disse mexendo no cabelo.
- Como vai Diana? – Estava estupidamente sério e formal como sempre.
- Bem, o que fez no laboratório tanto tempo? – Fiz uma voz mais doce que a normal.
- Nada, só alguns projetos, indo para casa?
- Sim, e você?
- Também já estou de saída, quer uma carona até em casa? O teleportador costuma causar um desconforto.
- Aceito – sorri de leve.
Enquanto caminhávamos em direção ao hangar, tentei pegar na mão dele pra talvez ver qual era a reação dele, mas fiquei com vergonha. Quando entramos no jato dele, decidi que devia falar algo.
- Bruce, você pensou sobre me convidar para sairmos? – brinquei tentando puxar papo.
- Já te disse que namoros na liga sempre levam a desastres – estava irredutível.
- Devia parar de ser tão sério, quando fui a sua mansão e percebi que seu único ente querido era seu mordomo, fiquei curiosa sobre como você consegue aguentar tanta solidão.
- Não se preocupe comigo Diana, me acostumei a isso faz um bom tempo.
Quando ele pousou no terraço do meu prédio, ante de sair do jato, dei um beijo no rosto dele, ele virou o rosto e sem dizer nada decolou de volta a Gotham. Quando entrei no meu apartamento, depois de tirar meu uniforme, deitei na cama enquanto pensei de novo no beijo que trocamos durante a invasão Thanagariana e no sorriso que ele havia dado quando me afastei corada, logo em seguida decidi ir vê-lo no dia seguinte.
Quando acordei fui escolher minha melhor roupa, achei um lindo vestido branco que havia comprado com Zatanna na semana anterior, nem havia tomado café e já estava voando em direção a Gotham, cheguei em minutos à aquela linda e enorme mansão, quando bati a porta fui prontamente atendida por Alfred.
- Bom dia Srta Diana – Estava formal, elegante e educado.
- O Bruce está?
- Sim, o patrão Wayne está na biblioteca fazendo alguns exercícios.
- Obrigada
Fui adentrando à aquela enorme e melancólica mansão até que cheguei na biblioteca, onde Bruce estava sentado em uma cadeira.
- Oi – Falei quase sussurrando, com medo de quebrar aquele silencio quase mortal.
- Diana, a que devo a visita? – Disse ele enxugando o rosto com uma toalha.
- Queria te ver, sem a máscara e longe do trabalho – Falei enquanto me aproximava dele.
- Sente-se – Apontou para uma cadeira ao lado da dele, onde logo me acomodei.
- Bruce... Eu... – Logo o rosto dele estava virado para mim, eu havia prendido a atenção dele.
- Diga Diana.
Subitamente eu o beijei, passando minha mão pelo rosto dele, senti que ele retribuía a meu beijo, logo a mão dele estava em meu pescoço enquanto a outra tocava meu cabelo. Aquele beijo durou alguns minutos, mas pareceram horas, fizeram o beijo da invasão parecer um inocente selinho, então quando nos afastamos ele encostou a testa dele na minha.
- O que foi isso, Diana? – Ele continuava serio, mas visivelmente curioso.
- Eu precisava fazer isso, precisei ter certeza do que eu sentia por você e se você sentia algo por mim.
- E o que você acha agora? – Olhou diretamente em meus olhos.
- Que você gosta de mim, mas por alguma razão tem medo de admitir, ou viver seus sentimentos comigo.
- Talvez você esteja certa – Ele abaixou a cabeça após falar.
- Se não tem mais nada a me dizer, vou embora, acho que você precisa ficar sozinho mais um pouco.
Levantei-me e fui em direção à porta, mas no meio do caminho ele me pegou pelo braço e me deu outro delicioso beijo, quando nos afastamos ele ficou acariciando meu cabelo até que disse:
- Não me disse que queria sair? Porque não vamos ao clube Iceberg, só nós dois? – disse carregando um pequeno sorriso.
- E você não disse que namoros na liga levam a desastres? – Falei com um tom de sarcasmo.
- Lá não seremos Batman e Mulher Maravilha, seremos Bruce e Diana.
- Isso faz de mim aquele “alguém especial”?
- Talvez sim.
Ele ficou abraçado comigo até certo momento quando foi chamado por Alfred para atender à uma ligação, eu estava na varanda do segundo andar olhando o rio que passava por trás da Mansão quando ele chegou, vestido de maneira impecável, apoios os ombros na sacada e olhou pra mim.
- Admirando a vista? – Disse sorrindo.
- Sim – Apoiei minhas mãos nos ombros dele e encostei minha cabeça sobre elas – O que faremos até a noite?
- Pensei que deveríamos dar um passeio por Gotham.
- No Batmóvel? – Ri.
- Não, no Mercedes – Ri junto – Como disse, somos Bruce e Diana
Logo estávamos sentados no Mercedes conversível dele.
- Não esta tentando me impressionar com esse carro, não é?
- Não mesmo – Disse ele ligando o carro – Esses artifícios não funcionam com uma mulher como você.
Demos várias e várias voltas pela cidade, ele me mostrou vários edifícios, mas o que realmente prendia minha atenção era aquele curto e charmoso cabelo voando com o vento, fiquei o admirando enquanto ele falava, até que, depois de algumas horas, ele parou de falar, encostou o carro e ficou olhando para mim com um simples, porém perfeito sorriso.
- Sabe o que a Zatanna me contou? – Sorri.
- O que?
- Que você cantou, vestido de Batman, para um monte de pessoas, só pra fazer Circe me trazer de volta ao normal.
Ele corou, abaixando a cabeça e mexendo no cabelo.
- Ela não devia ter feito isso.
- Devia sim, me encorajou a ir à sua casa fazer o que fiz – Disse logo depois de dar um leve beijo na testa dele.
- Com fome? Acho que devíamos ir almoçar
- Sim
Ele saiu do carro e me levou a um restaurante, enquanto comíamos ele mantinha um lindo sorriso para mim, chegou a acariciar minhas mãos entre o fim do prato principal e a sobremesa e quando saímos, ele parou em uma floricultura e me comprou um pequeno bonsai.
- Espero que goste, já que você mora em apartamento, é mais fácil de cuidar – Sorri enquanto acomoda uma mão no bolso e a outra deita sobre meu ombro.
Passamos todo o resto da tarde na Batcaverna, enquanto, ainda como Bruce, me contava algumas historias do Batman. Quando chegou a noite ele me deu um lindo vestido de gala azul que guardava no próprio guarda-roupa e se vestiu com um lindo terno preto.
- Pronta? – Perguntou com aquela voz sedutora.
- Sim... Bruce... De quem é esse vestido? – Perguntei com a cabeça baixa.
- Era da minha mãe, achei que iria lhe servir perfeitamente e eu estava certo – Disse enquanto beijou minha testa.
- Vamos?
- Sim
Em menos de meia hora já estávamos no clube Iceberg, ele havia feito uma reserva para nós em uma mesa próxima a pista de dança, mal tomamos um drink e ele já havia me puxado para dançar, as primeiras musicas foram românticas então deitei minha cabeça sobre o ombro dele enquanto sentia seu delicioso perfume, podia sentir o coração dele batendo ligeiramente forte, o que me deixou tão feliz, o toque da mão dele, descendo pelas minhas costas, até alcançar minha bunda e lá repousar por um bom tempo. Quando a musica foi trocada por uma valsa, fomos para o centro e demos um show, recebendo vários aplausos ao final. Ao saírmos ele foi dirigindo até meu apartamento, que apesar de ser longe, aquele carro era rápido.
- Gostou, meu... “alguém especial”? – Ele perguntou com um sorriso descarado.
- Sim – Disse dando um beijo na bochecha dele – Mas na próxima, controle sua mão boba.
Ele ficou em silêncio, mas quando chegamos, ele me puxou e me deu outro apaixonante beijo que durou minutos, em seguida sai, joguei um beijo, e entrei no prédio.
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