Você já teve o sentimento de ter o pior encontro da sua vida? Naquele momento eu tive. Diante de mim, e na escuridão que apenas aumentava, eu vi a silhueta de alguém de quem eu queria distância. E não era uma que podia ser mensurada. Eu nunca mais queria ver aquela...bem...alienígena. Kuyou Suou...A interface humana do Domínio da Abóbada Celeste (天蓋領域– Tengai Ryōiki ou Sky Canopy Domain na tradução norte americana)

“Olá humano...” – pelo visto sua comunicação evoluiu um pouco... — “Eu vim trazer más notícias para você...” – alguém esperava que você viesse falar de amizade ou amor comigo?

“O que você quer e aonde estamos?” – Questionei com uma coragem desbalanceada...

“Estamos no meu domínio. Ninguém pode entrar ou sair daqui...” – De novo isso. Percebi que ultimamente nada mais me surpreende tanto assim, mas por algum motivo eu senti que aquele encontro seria terrivelmente perigoso... – “Isso quer dizer que ninguém poderá me impedir de cumprir meu objetivo” – Nesse momento, a escuridão nos envolveu completamente, eu só conseguia enxergar aquele garota de volumosos cabelos negros.

“E qual seria este?”

“Alcançar a autonomia...” – Vocês alienígenas, definitivamente, precisam parar de inventar esses bonecos defeituosos...

“E o que eu tenho haver com isso?”

“Para conseguir o que quero, eu vim pesquisando formas que pudessem me permitir atingir uma quantidade necessária de dados integrados referentes às séries integrais de quantum. Com isso, a massa de tereléria se expandirá formando campos genéricos de ondas macroespaçadas. Esses campos irão providenciar a quantidade exata de informação das miríades existentes no multiverso. Poderei utilizar-me disso para conseguir minha libertação do domínio ao qual estou presa...” – Ok...Não entendi nada, mas também já estou acostumado com isso. – “Você é a chave para provocar a explosão que necessito. Em outras palavras, sua morte, causará a onda que preciso.” – Eu comecei a tremer...Minha morte?

Se esse fosse um daqueles filmes cafonas de vilão e mocinho, o que aconteceria agora, era o aparecimento do herói. Este se aproveitaria do discurso redundante e inútil do bandido, que era direcionado a alguém que já estava com a sentença de morte decretada, para derrota-lo. Mas essa era a vida real, por isso, ninguém se aproveitou do tempo que Kuyou gastou atirando frases ridículas em cima de mim.

Era o meu fim? Nada de Nagato, Koizumi, Asahina-san e...Haruhi...Eu não ouvia nada naquele lugar estéreo. Tentando atrasar o inevitável eu comecei a pronunciar algumas frases sem sentido para aquele ser artificial...

“Você tem certeza que sua teoria está correta? Eu não tenho nenhum poder especial...por que eu? Pense melhor... ” – Ela apenas me olhava friamente.

“Eu não tenho mais tempo” – Ela começou a levantar um dos braços em minha direção...Alguma coisa brilhava nas ponta das mãos dela. Eu me conformei. Do que adiantaria resistir? Para onde eu podia correr? Nem gritar eu conseguiria naquele momento.

“Adeus humano...” – Enquanto ela falou isso, senti um aperto muito grande no meu peito. Era uma espécie de faca? Não sei, mas meus sentidos começaram a falhar rapidamente. Eu me vi envolto em escuridão enquanto caia em direção ao chão...

Repentinamente, eu comecei a sentir algo. Uma sensação de enjoo. Era como seu eu estivesse num trem que estava dando voltas em círculos sem sair do lugar. Eu senti um impacto...eu estava sentindo meu corpo? Esse é o outro mundo?

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Após me recuperar um pouco, eu consegui abrir os olhos. Se aquele era o “pós-vida”, era um lugar bastante parecido com a Terra...

Eu estava entre alguns arbustos no meio da tarde. Decidi andar um pouco e visualizei uma casa que estava logo ao lado da onde aterrissei. Eu não reconhecia aquele lugar.

O local era cercado, então com certeza eu seria mal interpretado se chegasse do nada perguntando onde eu estava.

Me esgueirei para perto de uma das janelas para ver se eu podia ver o que acontecia ali...

O local estava um pouco cheio. Eu ouvi algumas pessoas chorando. Me levantei um pouco mais para saber o porque...

Logo de cara eu vi uma inexpressiva Nagato, que estava de pés em um canto. No centro da sala havia um caixão. Algumas velas. Era bem lógico. Aquilo era um sepultamento. Mas de quem?

Ao rolar meus olhos pelo restante da sala, consegui encontrar Asahina-san chorando descontroladamente. Junto a ela, com as mãos em seus ombros, estava Koizumi com uma expressão bastante contrária a que normalmente ele mostra. Ei! Você não está muito perto dela?

Em outro pedaço da sala localizei Kunikida, Taniguchi e Tsuruya-san. Todos estavam visivelmente tristes.

Com um pouco de esforço, me coloquei na ponta dos pés e vi o nome que estava escrito na lápide. Era lógico...Eu já tinha deduzido aquela altura...Era o meu nome...

Haviam parentes meus no local. Como não pude perceber antes? Eu havia morrido. Então eu era um fantasma? Haruhi iria aprovar essa minha mudança. Falando nela, eu comecei a procura-la com os olhos. A sim, lá estava, sentada num canto com uma expressão esquisita no rosto. Ela não pareceu ter chorado, ela apenas olhava para o caixão . Por favor, até quando eu estou morto você não demonstra nenhuma reação? Confesso, que eu fiquei monstruosamente frustrado com a aparente falta de emoção de Haruhi, mas me contive de aparecer no meio do meu próprio funeral.

Ok, vamos ao plano...Eu não posso aparecer na frente de toda essa gente do nada. Toda aquela história de mudança temporal poderia ocasionar algum desequilíbrio no universo. Parece que eu já estou pensando como um integrante típico da Brigada SOS.

Após algum debate interno, decidi que seria melhor abordar Nagato primeiro. Ela parecia ser a pessoa menos abalada naquele local. Além disso, ela fazia parte da Entidade Integrada Senciente de Dados que, aparentemente, tinha transpassado o tempo e o espaço, como Koizumi gostava de falar. Nos momentos mais complexos das minhas encruzilhadas na Brigada SOS, foi ela que resolveu tudo.

Após a cerimônia e enterrarem meu corpo no solo. As pessoas começaram a se dispersar.

Eu segui Nagato, enquanto me ocultava nos arbustos próximos ao local. Quando me senti seguro eu apareci na frente dela.

“Nagato! Você pode me ver?” – Sim, eu ainda achava que podia ser um fantasma...

“Sim” – Ela falou monotonamente. Seria legal se você pudesse fingir surpresa ou felicidade.

“Então...o que aconteceu comigo ou melhor, o que está acontecendo no geral?”

“Você foi assassinado pela interface criada pelo Domínio da Abóbada Celeste. Ela forjou a cena do crime para parecer que você foi atropelado por um carro durante esta madrugada.”

“Então este é o futuro?”

“Sim, mas não da forma que você está pensando. Você foi enviado para outra dimensão. Este é o futuro, mas em outra linha do tempo. Haruhi Suzumiya previu sua morte subconscientemente e como forma de lhe dar chance de viver enviou você a um futuro paralelo.” – Ótimo, mais complicação...

“Então como posso fazer tudo voltar ao normal?”

“Você tem que encontrar quatro objetos que Haruhi Suzumiya criou inconscientemente durante alguma de nossas incursões. Eles possuem um poder especial. Você precisa encontra-los até as 9:00 da noite. Apesar dos esforços da Entidade Integrada Senciente de Dados, eu não sei informar o paradeiro desse objetos.” – Objetos né? Era óbvio que se tratavam das esferas que saí enterrando por aí. Mas e quanto a esse prazo?

“Eu sei quais são esses objetos e sei onde estão. Asahina-san (Grande) me fez brincar por aí com eles antes de eu me encontrar com Kuyou...” – Falei com algum sarcasmo...

“Ótimo...” – Ela começou a transmutar um daqueles objetos esquisitos... – “Pegue este celular... Ele só tem um botão. Quando você juntar os objetos, leve-os e os enterre próximo ao seu túmulo. Quando fizer isto apenas aperte o botão do celular. Eu cuidarei do resto...” – Então vai ser bem fácil não é? – “É importante que você lembre, que você não existe neste mundo. Então nada de contato com quem você conheça. Especialmente com os membros do nosso clube. Apenas eu posso ser seu contato. O prazo que lhe dei é referente a decisão de Haruhi Suzumiya de não esperar mais nada de bom deste universo. Isso causará a provável destruição de tudo que existe. Por isso, por favor, se apresse.” – Como você consegue falar isso tão calmamente?

Legal, mais um pouco de pressão nas costas. Não posso dar de cara com ninguém, o que quer dizer que novamente vou ter agir como um suspeito por aí...

Com o futuro do universo em minhas mãos, saí em direção ao endereço mais próximo daquele local: a casa simples e pequena...

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Chegando lá, corri em direção à janela procurando o vaso em que eu havia escondido a esfera rosa. Tinha algo diferente naquele lugar. Dessa vez ele parecia estar habitado. Contudo, as luzes estavam apagadas. Percorrendo a casa pelos lados eu consegui enxergar o vaso que eu procurava. O problema? Ele estava do lado de dentro da residência.

Vamos a mais uma tentativa de criar minha ficha criminal. Verifiquei a janela mais próxima e para a minha não surpresa estava trancada. A porta dos fundos também. Justo quando eu considerava quebrar os vidros da janela, vi uma pequena brecha na que dava para um dos quartos.

Deslizei a lateral da janela com bastante cuidado e saltei para dentro do quarto. Este era bastante feminino. Alguma garota deve morar por aqui. Por alguma razão eu conhecia aquele perfume. Enquanto eu divagava sobre o habitante daquele lugar, desenterrei a esfera que necessitava...

Quando eu estava realizando minha fuga, ouvi barulho de chaves na porta. Sem tempo pra saltar pela janela sem fazer barulhos desnecessários, corri até o local mais próximo: o guarda-roupas...

“Você tem certeza que vai ficar bem?” – Falava uma voz masculina que de alguma forma eu reconhecia...

“S-sim, não se preocupe Koizumi-kun.” –Koizumi e Asahina-san...Eu já devia esperar por situações cliché como essas...

Essa casa devia ser de Asahina-san. Koizumi provavelmente a acompanhou até em casa após meu velório. Não sei por que, mas eu estava me sentindo esquisito com aquela situação, mas logo eu entendi...

“K-Koizumi-kun, você não quer entrar um pouco e tomar um c-chá?” – Asahina-san no que você está pensando? Ele é o Koizumi, o Koizumi!

“Claro, se eu não estiver incomodando.” – Seu desgraçado não aceite entrar na casa de uma garota, que está sozinha, de maneira tão despreocupada assim. Não consigo entender o que passa na cabeça desse cara...

Eles estavam tomando chá na sala. Eu tentei espiar pelas brechas do armário, mas não consegui ver muita coisa. Após alguns minutos Koizumi se levantou...

“Muito obrigado pelo chá Asahina-san, estava ótimo...”

“A-Ah claro, não foi nada.” – Nesse minuto eu abri um pouco a porta do armário para respirar e, claro, poder ver melhor o que estava acontecendo...

“Sabe, eu não sei o que vai acontecer agora que nosso amigo morreu. Eu quero dizer, Suzumiya-san está imprevisível neste momento” – Esse era o gesticulador Koizumi...

“Eh mesmo” – Asahina-san respondeu suspirando...

“Sei que talvez esse não seja o momento apropriado pra isso, mas acredito que por hora temos que aproveitar a vida que temos ao máximo...” – Koizumi falou colocando os braços em volta de Asahina-san. Diferentemente do que eu esperava, ela não recuou nenhum pouco. Koizumi então beijou Asahina-san...Eu queria dar um jeito naquele cara, mas ela simplesmente beijou ele de volta...

Off-topic...Vou falar uma verdade que eu não gosto de admitir...Muito da minha irritação com Koizumi vem de eu achar que ele, invariavelmente, mostra algum sentimento por Haruhi...Ok...chega desse assunto. Mas na dimensão que estou alguma coisas devem ser diferentes...Maldito sejam esses mundos alternativos...

Contudo, sinceramente, lá no fundo, eu não fiquei tão incomodado assim por Asahina-san está fazendo aquilo com outra pessoa e não comigo. Ela e Koizumi também mereciam um descanso daquela vida dupla que eles levam...

Voltei para o armário e ouvi Koizumi se despedindo. Alguns momentos depois, Asahina-san entrou no quarto e começou a se despir. Resistindo ao mal, eu fechei os olhos apesar de uma curiosidade brutal começar a me incomodar. Ela sussurrava alguma música alegre. Parece que aquele bastardo conseguiu o que queria...

Ela entrou no banheiro e essa era minha deixa...Aproveitei para sair pela porta da frente.

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Continuei correndo até a próxima locação. Dessa vez, eu peguei um ônibus, pois não estava tão tarde assim. O próximo local era o prédio de apartamentos que estava abandonado. Agora existiam moradores no local.

Aproximei-me do jardim onde tinha escondido a esfera roxa e a desenterrei rapidamente. Ufa! Sem problemas dessa vez...

O próximo endereço era o terreno baldio. Chegando lá fui surpreendido pelo tamanho da construção...

Havia um guarda vigiando o local. Existiam cercas em todos os lados. Inocentemente me aproximei do homem que trajava um terno preto e questionei?

“O que é essa construção?”

“É o prédio da nossa Organização...” – Ok...

“O que vocês fazem exatamente?”

“Bem...nós somos uma entidade filantrópica que presta os mais diversos tipos de serviços a comunidade” – Mentira...

“Eu perdi algo nesse gramado que fica na entrada, você poderia me deixar ver se eu consigo achar?”

“Infelizmente não posso. Ninguém pode entrar aqui sem permissão superior” – Hora de inventar...

“Eu sou amigo de Koizumi-san. Eu me chamo Kyon. Ele me deu a permissão para procurar o que preciso.”

“Uhm...Entendo, então você é Kyon?”

“Sim”

“Ok, mas você tem que me provar que você é Kyon mesmo...”

“E como posso fazer isso?”

“Na verdade, meu chefe disse que você poderia entrar desde que respondesse duas questões corretamente” – Como esperado de Koizumi e seus hobbies estranhos...

“Ok e quais seriam elas?”

“Questão 1: Se meu chefe dissesse a você que possui uma paixão inexplicável por Suzumiya Haruhi, como você se sentiria?

a)Feliz

b)Triste

c)Irritado

d)Indiferente”

Que tipo de questão é essa? Até nesse momento crucial esse cara quer me provocar...

“Lembre-se que você só tem uma chance de responder corretamente...”

Como eu me sentiria? Não sei...Tentei imaginar a situação e rapidamente a resposta veio a minha cabeça...

“Irritado”

“Resposta correta. Ok, agora vamos a segunda questão:

Por que você estaria irritado?

a)Inveja

b)Ciúmes

c)Raiva

d)Não saberia dizer por que”

Bem...pra você eu não preciso mentir não é?

“C-Ciúmes...Você vai contar isso para o Koizumi?” – Perguntei um pouco contrariado...

“Claro que sim...Tudo bem, você passou no teste pode entrar...”

Forçando-me a esquecer das minhas respostas para esse teste despropositado, adentrei o espaço aberto antes do prédio e recuperei a esfera vermelha.

Só falta uma agora...

Peguei um trem em direção ao último lugar que eu precisava revisitar. A casa de dois andares, que pra variar, agora estava habitada. O pior era que a luz da sala estava acesa e, se eu me aproximasse sem tomar o devido cuidado, com certeza seria pego.

Enquanto eu me aproximava, senti uma sensação estranha. Algo familiar começou a impregnar meus sentidos. O que era aquilo? Ignorei a sensação e continuei me esgueirando até o gramado da casa. Eu consegui encontrar a última esfera: a amarela.

Quando eu fazia minha cuidadosa saída, eu olhei para o segundo pavimento da casa. Havia alguém lá, eu me segurei para não gritar, era Haruhi. Velozmente eu me escondi na esquina. Nesse mundo alternativo todos moravam em endereços diferentes. Além disso, alguns guardavam sentimentos diferentes. Mas qual era o objetivo de deixar as esferas tão próximas de locais perigosos como esses?

Provavelmente existe uma explicação razoável, mas sinceramente, eu não estava tão interessado nela.

Corri até a estação mais próxima. Eu ainda estava dentro do prazo, mas não tinha mais muito tempo...

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Cheguei ao cemitério onde eu deveria estar supostamente descansando em paz. Apressei-me em passar das pessoas que cuidavam do local, dizendo que eu iria fazer uma visita a um túmulo.

Tirei as esferas que eu havia guardado no bolso e comecei a enterra-las próximo de onde meu corpo estava. Ouvi alguns passos se aproximando do local e, para evitar surpresas desagradáveis, me escondi nos arbusto que ficavam próximos da cerca de proteção do cemitério.

Ok...Hora de ligar para Nagato. Enquanto eu tirava o telefone do bolso, reparei em quem chegava...era ela...Suzumiya Haruhi...

Fiquei um pouco paralisado naquele momento, eu não sei o que eu estava esperando...Meu prazo estava acabando, mas mesmo assim eu não queria chamar Nagato ainda...

Eu observei Haruhi olhar para os lados, um pouco desconfiada. Ela parecia bastante nervosa com o que ia fazer...

“Seu idiota...” – Que começo nostálgico. – “Por que você tinha que morrer? Por que? Por que? Você sabe que nós tínhamos muita coisa pra fazer ainda...Eu queria tanto que você estivesse aqui...” – Nesse momento Haruhi começou a soluçar um pouco... – “Você não tem ideia do quanto eu queria você aqui...Eu me sinto uma idiota vindo aqui pra falar isso pra você agora, mas...” – Ela começou a chorar. Era a primeira vez que eu via Suzumiya Haruhi chorar. Isso vai parecer um pouco doentio, mas ela ficava tão feminina e linda daquela forma...Apesar dessa constatação, meu peito começou a apertar. Eu nunca estive emocionado com algo assim. Minha vontade era de saltar daquele mato e falar para Haruhi parar com aquilo, pois eu estava vivo. Além disso, aquela garota frágil não se parecia em nada com a Haruhi que eu conhecia... – “Kyon, tem algo que eu venho há muito tempo protelando para te falar...” – Nesse momento, por algum motivo obscuro, meu coração começou a disparar... – “Todo esse tempo, eu vim te tratando do jeito que você sabe qual é, pois eu não sabia como me comportar perto de você. O fato é que eu tinha tanta frustração dentro de mim...Como que, por simplesmente estar ao lado de alguém, eu poderia ficar tão feliz daquela forma...Tão inútil...por que eu só estou fazendo isso agora? Me sinto tão impotente...Mas, pelo menos por uma vez, eu quero poder dizer isso para você...” – Ela suspirou fundo e continuou... – “Você é realmente importante pra mim...e eu realmente queria que você fosse mais do que meu melhor amigo...” – Essa não, meu tempo está acabando...Faltavam segundos...Eu não ia mais conseguir ouvir. Eu tive que apertar o botão. As últimas palavras que chegaram até mim foram... – “Kyon, eu...”